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domingo, 10 de julho de 2016

RESENHA HQ: Justiceiro MAX: Frank (Punisher MAX: Frank).

JUSTICEIRO MAX: FRANK (Punisher MAX: Frank).

Roteiro: Jason Aaron
Arte: Steve Dillon
Editora: MAX Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2012 (BR: 2016)
Pág.: 116

Depois de encarar o Mercenário, Frank Castle vai parar na prisão da Ilha Ryker, onde muitos dos prisioneiros foram parar lá graças a ele e, com isso, desejam ser os responsáveis por sua morte para ficarem famosos, mas quem terá coragem? Será ousado de matar o Justiceiro? Nesse interim, também conhecemos mais a fundo a história por trás do que Frank Castle se tornou, há 36 anos. Quando ele saiu do Vietnã, seu retorno para casa, suas frustrações, empregos, conquistas e perdas, que o levaram ao Justiceiro.
Jason Aaron novamente assina essa obra prima para a MAX Comics, a linha adulta da Marvel Comics que teve suas últimas publicações encerradas em 2014 e, depois disso, não teve novas edições publicadas.
Aaron consegue nos dar drama e ação ao mesmo tempo. A narrativa da história é empolgante e extasiante, pois você sente os conflitos que passam por Castle, desde a última vez que ele enfrentou o Mercenário. Ele se encontra em um dilema sobre se permanecerá vivo ou não, se deixará os que desejam mata-lo, continuar o serviço ou se os deterá. Uma outra coisa que Aaron mostra na história é que Frank Castle sempre foi aquilo que ele se tornou, somente os acontecimentos da morte de sua esposa e filhos – sério que se considerarem isso spoiler, vocês não conhecem NADA sobre o Justiceiro – o deram liberdade o suficiente para soltar sua fera interior.

Munido ao roteiro de Aaron temos a maravilhosa arte de Steve Dillon.
Cada linha de expressão, cada pequeno detalhe ganha mais vida nos traços de Dillon. Desde a primeira vez que vi sua forma de desenhar em Preacher que me tornei um fã do trabalho magnífico de Steve Dillon, que sempre se preocupa com nos dar o máximo de realidade com seus traços. Ele se preocupa em marcar o rosto de Castle com os traços do tempo, ao mesmo tempo que consegue nos mostrar a apatia do personagem, depois que este retorna do Vietnã. Ele mostra o sofrimento de Maria ao perceber que seu marido voltara diferente. Ele expressa a loucura, o medo, a raiva com suas linhas finas e bem detalhadas, rejuvenescendo e envelhecendo-os quando necessário. Vemos esses detalhes em Frank Castle e na grande participação especial de Nick Fury. Dillon sempre se preocupa com detalhes mínimos para nos dar o melhor da história.


“Justiceiro MAX: Frank” é uma história na qual conhecemos mais todos os aspectos por traz da transformação do fuzileiro Frank Castle no vigilante Justiceiro e se ele decidirá ou não sobreviver.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

RESENHA HQ: Thor: O Deus Do Trovão: Bomba Divina (Thor: God of Thunder: Godbomb).

THOR: O DEUS DO TROVÃO: BOMBA DIVINA (Thor: God of Thunder: Godbomb).

Roteiro: Jason Aaron
Arte: Esad Ribic, Butch Guice
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 140

Conhecemos então o passado do Carniceiro dos Deuses, também conhecido como Gorr, e o que o leva a desejar tanto a morte de todos os deuses. E logo depois partimos para o passado, onde o jovem Thor tem pesadelos com o monstro que assassina deuses, para depois partimos para o fim dos tempos, onde o velho Thor guia o Thor que conhecemos pelo seu passado, onde eles planejam ir atrás de Gorr e eliminá-lo.
No passado, o jovem Thor é atacado verozmente pelas sombras malignas criadas por Gorr e termina sendo capturado e enviado para uma colônia de escravos, onde conhece suas netas e busca ajuda-las em uma rebelião contra o Carniceiro dos deuses. No presente, o Mestre Bibliotecário tenta descobrir do temeroso deus que Thor deixara com ele, quem ele realmente é e o motivo de Gorr o mantê-lo vivo.
No futuro, os dois Thor encontram o terceiro e eles se unem para libertar os outros deuses e deter Gorr e sua misteriosa arma que poderá destruir todos os deuses sobreviventes.
Esse encadernado é uma continuação de “Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses”, onde Aaron nos apresenta a história do Carniceiro, assim mostrando o que motivou o ser a desejar a total aniquilação de todas as grandes entidades, e ele busca amarrar a história de forma que vemos a união de três Thor, o passado, o presente e o futuro, na intenção de deter e destruir o assassino. É um trabalho gratificante de se ler, devido ao bem amarrado enredo. E se você pensa que Aaron não possui uma justificativa para Thor não lembrar de seu encontro com suas versões do presente e do futuro, se enganam. Ele consegue te entreter com bastante ação, terror e cenas bem engraçadas, principalmente quando o velho Thor age como seu pai, Odin, “puxando a orelha” dos outros dois Thor.

Na arte, Esad Ribic retorna com todo seu talento, mas dessa vez ele conta com a parceria de Butch Guice. Guice é muito bom com expressões faciais e contar histórias quadro-quadro, praticamente montando um mosaico de imagens de forma fantástica, sem contar que ele nos introduz no início dessa segunda parte da saga dos Thor contra o Carniceiro dos Deuses, que é continuado pelo fantástico Ribic.
Esad Ribic precisa ser exaltado novamente, pois cada detalhe, cada reação, cada cenário é desenhado de forma maravilhosa. Ele mantém seu extraordinário detalhismo em corpos e cenas. Quando vemos os três Thor juntos, é impressionante com podemos testemunhar o passado, o presente e o futuro envelhecidos na arte de Ribic. Eu sou suspeito para falar sobre seus trabalhos, pois sou fã dele. Acho sua arte uma das mais excelentes dos últimos tempos, somente superado – pois para mim ele é definitivo – por Alex Ross.

“Thor: O Deus do Trovão: A Bomba Divina” é uma continuação digna de ser lida, na continuidade da primeira parte. Seja pelo roteiro ou pelas artes. Deveria fazer parte da coleção de qualquer fã de quadrinhos.

RESENHA HQ: Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses (Thor: God of Thunder, Vol. 1: The God Butcher).

THOR: O DEUS DO TROVÃO: O CARNICEIRO DOS DEUSES (Thor: God of Thunder, Vol. 1: The God Butcher).

Roteiro: Jason Aaron
Arte: Esad Ribic
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 132

Em um passado distante, um jovem Thor comemora com os nórdicos a vitória sobre um gigante do gelo, quando surge o corpo de um deus morto no mar.
No presente, Thor é convocado por uma jovem de um planeta distante para ajudá-los e descobre que aquele povo não tem deuses, pois eles foram assassinados por um mal antigo que ele conhece bem.
No futuro, um velho Thor encara uma horda de monstros selvagens criadas pelo Carniceiro dos Deuses.
Quando retornamos ao passado, o jovem Thor desbrava os mares ao lado de outros vikings, indo em busca do que houvera matado o deus que ele encontrara morto. Ele viaja pelas penumbras, quando um cavalo alado surge, sujo de sangue. Então um ser maligno, capaz de transformar sombras em construtos bem afiados, e o enfrenta de igual para igual, chegando a ferí-lo. Então retornamos ao presente, onde o deus do trovão viaja a Cidade da Onipotência para ver o que acontecera com os deuses e descobre que a conhecida Câmara dos Perdidos pode estar recheada de deuses mortos e o Mestre Bibliotecário pode desconhecer tal fato.
Thor viaja pelos mundos, testemunhando os deuses mortos e termina encarando as sombras selvagens criadas pelo Carniceiro dos Deuses. Quando voltamos ao passado, Thor encontrasse socorrido e com ataduras, ciente que precisa encontrar o Carniceiro dos Deuses e destruí-lo. Novamente no presente, o portador do Mjölnir retorna ao local onde, no passado, encarar o Carniceiro, mas somente encontra um deus amedrontado e perdido. No futuro, o envelhecido Thor encara as sombras, mas termina derrotado. Thor sabe que, não importa o tempo em que se encontre, ele precisará encarar esse monstro, pois tudo que conhece e todos com quem convive poderão ser mortos.
Jason Aaron é um roteirista sem igual. Se você chegou a ler suas histórias com Justiceiro, na série Marvel MAX, conhece bem o talento dele. Ele sabe amarrar uma história sem pecar no desenrolar dela.
No começo, pode parecer confuso as passagens ligeiras no tempo que ele traz, mudando de um Thor inexperiente e atrevido, para o tradicional Thor que constantemente vem se aprimorando e indo para o Thor no fim dos tempos, envelhecido, sábio e guerreiro. Mas tudo tem um objetivo, como sempre pode-se ver nas histórias escritas por Aaron. Ele amarra de forma bem significativa o enredo, mostrando como o Carniceiro dos Deuses consegue deixar Thor temeroso e perdendo sua alta confiança. O deus do trovão não deixa de ser um guerreiro nato, mas ele tem medo, algo bem raro na vida do filho de Odin.
Junta-se a isso a fantástica arte de Esad Ribic. É sempre gratificante ler histórias com a arte dele. Desde minha primeira experiência com o trabalho de Ribic em Loki, fico sempre procurando histórias com sua arte detalhista ao extremo. Ele se preocupa com detalhes e nuances que somente vemos em artistas plásticos. Sim, existem artistas com competência semelhante, mas Ribic tem um trabalho de sombreado e sombras sem igual. Ler histórias desenhadas por ele não são cansativas e nem monótonas.

“Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses” é a primeira parte de um conjunto de histórias que finaliza no encadernado “Bomba Divina”. E é um começo de tirar o fôlego e no qual você não consegue parar de ler.