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sábado, 4 de dezembro de 2021

Capitão América: 80 anos do Bandeiroso


Nunca fui muito fã dele, mas não posso negar a importância do Capitão América, principalmente por causa do seus criadores e as motivações.

Mesmo sendo um personagem da década de 1940, Capitão América ainda busca representar o povo estadunidense e não o Estado. Foram várias as versões do mesmo personagem, mas neste vídeo eu abordo um quinto de sua história. Espero que apreciem!

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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Tarzan: Um apêndice


Apêndice é uma parte pertencente a outra maior e que a completa, e é desta forma que vejo esse vídeo sobre o Senhor dos Macacos, Tarzan.

Surgindo em 1912 pelas mãos de Edgar Rice Burroughs, Tarzan dos Macacos iniciou nos pulps para ganhar o mundo. Cinema, Rádio, Animações, Quadrinhos, seriados, o sucesso do personagem na cultura pop é maravilhoso! Conheça um pouco deste sucesso neste vídeo. Caso deseje conhecer mais sobre Tarzan, adquira: - Tarzan: A origem do Homem-Macaco e outras histórias = https://amzn.to/3b32IRj - Tarzan: O Homem-Leão e outras histórias = https://amzn.to/3dLdCga - Tarzan: Edição Comentada e Ilustrada = https://amzn.to/2O9vV3F - Tarzan = https://amzn.to/3qU5VrH

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

George Pérez, o favorito

 
George Pérez é um dos artistas mais importantes dos quadrinhos da Marvel e DC Comics, entre outras editoras. Durante anos, desenhou, escreveu roteiros e co-criou muitos personagens que muito conhecem, mas não tem ideia de quem ajudou a criá-los. Conheça mais sobre este artista e sua influência grandiosa nos quadrinhos.

1º - Sim, terminei esquecendo seu maravilhoso trabalho em LJA/Vingadores, onde ele realizou seu sonho de desenhar vários personagens da Marvel Comics e DC Comics nessa minissérie. 2º - Sim, eu sei o significado de polímata (pessoa que possui vastos conhecimentos ou que domina várias ciências), mas achei que fosse a palavra mais adequada para demonstrar todo o talento de Pérez... e sim, eu tomei uma "liberdade de interpretação". Caso deseje conhecer mais os trabalhos de George Pérez: - Os Vingadores, por George Pérez = https://amzn.to/2IXnq9t - Os Novos Titãs, por George Pérez = https://amzn.to/3kn463l - Crise nas Infinitas Terras = https://amzn.to/2TfEJUW - Mulher-Maravilha, por George Pérez = https://amzn.to/3klFjwl - Desafio Infinito = https://amzn.to/3oee60Z

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Coleção Super-Heróis: Permitido para fãs! - Volume 1



A Revista Mundo dos Super-Heróis, constantemente, nos traz dossiês bem completos sobre os super-heróis, principalmente da Marvel e da DC Comics. Para você não ficar louco caçando nas bancas ou em sebos as revistas antigas, ela lançou a Coleção Super-Heróis, com dossiês de dois personagens em cada edição. O Volume 1 fala sobre Homem-Aranha e Flash. Assista o vídeo para saber o que poderá encontrar.

Caso deseje adquirir a Coleção Super-Heróis, em sete volumes, acesse: http://www.europanet.com.br/colecoes/superherois/

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Os universos da Marvel e DC têm exatamente o mesmo problema | Screen Rant


Spider-Man: Marvels Snapshots #1 é a última história em quadrinhos a desconstruir o que muitos críticos consideram um problema tanto da Marvel quanto dos super-heróis da DC.

Desde o advento dos super-heróis de quadrinhos , uma das críticas mais comuns do gênero tem sido a visão simplista que eles tendem a oferecer. Por exemplo, heróis de rua como Homem-Aranha e Batman são normalmente vistos como justificados para espancar pessoas que se voltaram para uma vida de crime. Da mesma forma, superequipes como os Vingadores e a Liga da Justiça consistem em indivíduos poderosos e autonomeados que ditam sua autoridade indiscutível onde e quando julgam necessário. É essa simplificação da realidade que muitas vezes incentiva os pessimistas a rotular o gênero do super-herói como regressivo. No entanto, para cada história publicada pela Marvel e DC que dá peso a esse tipo de avaliação, há muitas outras que reconhecem e desafiam os leitores a considerar as implicações complexas de "super-heróis".
Spider-Man: Marvels Snapshot
 # 1 de Howard Chaykin é o exemplo mais recente da Marvel que fornece uma perspectiva alternativa sobre super-heróis causando caos. A história segue um pequeno criminoso chamado Dutch enquanto ele e seu parceiro, Ronnie, navegavam pelas ruas violentas da cidade de Nova York. Em vez de retratar Dutch como o mais recente idiota para o Homem-Aranha atacar , o leitor é convidado a simpatizar com ele e ver o mundo através de seus olhos. Como resultado, a história questiona se os super-heróis realmente provocam alguma mudança substancial junto com sua destruição devastadora.
Embora Dutch esteja longe de ser uma pessoa direta, ele é um ser humano com múltiplas dimensões. Ele tem uma saída criativa no kitbashing e, depois de se apaixonar por uma nova mulher, um sonho de ir para o oeste com ela e deixar sua vida criminosa para trás. O único problema: ele não tem os fundos de que precisa para tornar o sonho deles realidade. Assim, com a ajuda de seu parceiro Ronnie, Dutch deve navegar na perigosa subcultura de supervilões para sua grande pontuação final.
Aqui, os supervilões são retratados como a evolução natural do criminoso comum - uma expansão necessária para corresponder à presença todo-poderosa de super-heróis. Não demora muito para que Dutch e Ronnie questionem se devem ou não se atualizar para supervilões por uma chance de uma retirada mais considerável. E a partir dessa perspectiva no nível da rua, os nova-iorquinos veem os super-heróis e vilões como as duas faces da mesma moeda - malucos vestidos com cores variadas que fornecem entretenimento ou inconveniência para os residentes. Não há menção de qualquer necessidade ou bem sendo fornecido pelos heróis.
Tanto a Marvel quanto a DC exploraram a ideia de que os super-heróis não fornecem, na verdade, nenhuma mudança significativa e que suas presenças podem, na verdade, causar mais caos do que prevenir. A DC explorou esse conceito de maneira mais notável com livros como Watchmen e uma série de histórias proeminentes do Batman. A ideia de que Gotham não seria consistentemente aterrorizado por maníacos excêntricos como o Coringa se não fosse pela presença do Cavaleiro das Trevas torna-se uma posição convincente . E do lado da Marvel, a Guerra Civil confrontou os leitores com as implicações contundentes do vigilantismo. A mais recente edição da Marvels Snapshot é a última de uma longa série de histórias das duas grandes editoras que não têm medo de desconstruir o lado menos glamoroso de seus populares super-heróis.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

RESENHA LIVROS: Solomon Kane: A Saga Completa


SOLOMON KANE: A SAGA COMPLETA

Autor: Robert E. Howard
Editora: Generale
Ano: 2015
Pág.: 256

Aventureiro. Justiceiro. Salvador de donzelas. Caçador de bandidos. Esses são alguns termos que podemos usar para o personagem Solomon Kane do genial Robert E. Howard (1906-1936).
O livro “Solomon Kane: A Saga Completa”, lançado pela editora Generale, pega todo o trabalho de Howard com o personagem em pulps (revistas que publicavam aventuras de capa e espada, policiais, suspense, terror, entre outros temas). Nessas revistas, Howard retratava Kane como um errante, sem destino, mas determinado a ajudar quem fosse e capturar qualquer que fosse o facínora ou assassino, seja vivo ou morto.
Robert E. Howard é mais conhecido por seu outro trabalho, Conan o Cimério, mas com Solomon Kane ele demonstra conhecer o outro lado das histórias de aventuras. Enquanto com Conan, Howard criou praticamente seu próprio universo, com Kane ele se aproveitou das longas viagens que os ingleses desenvolveram para desbravar o Velho, Novo e Novíssimo Mundo, levando aos cantos mais remotos das selvas tropicais e, as vezes, em meio a piratas e bruxos malignos.
Solomon Kane era um puritano, membro de um movimento religioso que tomou força durante o reinado de Elizabeth I, sendo assim, seu sentimento religioso era intenso e conflitante. Esse sentimento de conflitos você percebe no decorrer das histórias que Howard desenvolveu com o personagem.
Um dos pontos mais interessantes das histórias eram as formas que Howard encontrava para Solomon escapar de encrencas e problemas que pareceriam impossíveis. Eles conseguia resolver as formas de vitória e conquista de Kane com uma maestria sem igual. Alguns poderiam achar as formas de ação simplórias e clichês, mas vale a lembrança que Solomon Kane foi criado por Howard no final da década de 1920, então clichê chega a ser redundante.
Como ocorreu com Conan, Kull e Sonja, Solomon Kane também teve sua adaptação nos quadrinhos da Marvel Comics e, mais tarde, na Dark Horse Comics.
Em 2009, estreou nos cinemas franceses uma versão franco-britânica do personagem. Escrita e dirigida por Michael J. Bassett (Silent Hill: Revelação), “Solomon Kane – O Caçador de Demônios” toma um rumo diferente na história de seu protagonista, com um teor mais sobrenatural do que nos contumeiros contos de Howard. O filme tem seu valor, pois percebemos que o ator James Purefoy (John Carter: Entre Dois Mundos) busca captar a essência de Kane nas histórias de Howard. Os conflitos internos do personagem estão totalmente captados na interpretação do ator, mesmo que a história tenha pouco – ou nada – a ver com o que seu criador pensara.
A obra “Solomon Kane: A Saga Completa” traz uma longa analise sobre o filme, entre outros conteúdos bem exclusivos. Então é um trabalho mais do que recomendado para os fãs de Howard, de histórias de capa e espada e feiticaria e de Solomon Kane.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

RESENHA HQ: Thor: O Deus Do Trovão: Bomba Divina (Thor: God of Thunder: Godbomb).

THOR: O DEUS DO TROVÃO: BOMBA DIVINA (Thor: God of Thunder: Godbomb).

Roteiro: Jason Aaron
Arte: Esad Ribic, Butch Guice
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 140

Conhecemos então o passado do Carniceiro dos Deuses, também conhecido como Gorr, e o que o leva a desejar tanto a morte de todos os deuses. E logo depois partimos para o passado, onde o jovem Thor tem pesadelos com o monstro que assassina deuses, para depois partimos para o fim dos tempos, onde o velho Thor guia o Thor que conhecemos pelo seu passado, onde eles planejam ir atrás de Gorr e eliminá-lo.
No passado, o jovem Thor é atacado verozmente pelas sombras malignas criadas por Gorr e termina sendo capturado e enviado para uma colônia de escravos, onde conhece suas netas e busca ajuda-las em uma rebelião contra o Carniceiro dos deuses. No presente, o Mestre Bibliotecário tenta descobrir do temeroso deus que Thor deixara com ele, quem ele realmente é e o motivo de Gorr o mantê-lo vivo.
No futuro, os dois Thor encontram o terceiro e eles se unem para libertar os outros deuses e deter Gorr e sua misteriosa arma que poderá destruir todos os deuses sobreviventes.
Esse encadernado é uma continuação de “Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses”, onde Aaron nos apresenta a história do Carniceiro, assim mostrando o que motivou o ser a desejar a total aniquilação de todas as grandes entidades, e ele busca amarrar a história de forma que vemos a união de três Thor, o passado, o presente e o futuro, na intenção de deter e destruir o assassino. É um trabalho gratificante de se ler, devido ao bem amarrado enredo. E se você pensa que Aaron não possui uma justificativa para Thor não lembrar de seu encontro com suas versões do presente e do futuro, se enganam. Ele consegue te entreter com bastante ação, terror e cenas bem engraçadas, principalmente quando o velho Thor age como seu pai, Odin, “puxando a orelha” dos outros dois Thor.

Na arte, Esad Ribic retorna com todo seu talento, mas dessa vez ele conta com a parceria de Butch Guice. Guice é muito bom com expressões faciais e contar histórias quadro-quadro, praticamente montando um mosaico de imagens de forma fantástica, sem contar que ele nos introduz no início dessa segunda parte da saga dos Thor contra o Carniceiro dos Deuses, que é continuado pelo fantástico Ribic.
Esad Ribic precisa ser exaltado novamente, pois cada detalhe, cada reação, cada cenário é desenhado de forma maravilhosa. Ele mantém seu extraordinário detalhismo em corpos e cenas. Quando vemos os três Thor juntos, é impressionante com podemos testemunhar o passado, o presente e o futuro envelhecidos na arte de Ribic. Eu sou suspeito para falar sobre seus trabalhos, pois sou fã dele. Acho sua arte uma das mais excelentes dos últimos tempos, somente superado – pois para mim ele é definitivo – por Alex Ross.

“Thor: O Deus do Trovão: A Bomba Divina” é uma continuação digna de ser lida, na continuidade da primeira parte. Seja pelo roteiro ou pelas artes. Deveria fazer parte da coleção de qualquer fã de quadrinhos.

RESENHA HQ: Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses (Thor: God of Thunder, Vol. 1: The God Butcher).

THOR: O DEUS DO TROVÃO: O CARNICEIRO DOS DEUSES (Thor: God of Thunder, Vol. 1: The God Butcher).

Roteiro: Jason Aaron
Arte: Esad Ribic
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 132

Em um passado distante, um jovem Thor comemora com os nórdicos a vitória sobre um gigante do gelo, quando surge o corpo de um deus morto no mar.
No presente, Thor é convocado por uma jovem de um planeta distante para ajudá-los e descobre que aquele povo não tem deuses, pois eles foram assassinados por um mal antigo que ele conhece bem.
No futuro, um velho Thor encara uma horda de monstros selvagens criadas pelo Carniceiro dos Deuses.
Quando retornamos ao passado, o jovem Thor desbrava os mares ao lado de outros vikings, indo em busca do que houvera matado o deus que ele encontrara morto. Ele viaja pelas penumbras, quando um cavalo alado surge, sujo de sangue. Então um ser maligno, capaz de transformar sombras em construtos bem afiados, e o enfrenta de igual para igual, chegando a ferí-lo. Então retornamos ao presente, onde o deus do trovão viaja a Cidade da Onipotência para ver o que acontecera com os deuses e descobre que a conhecida Câmara dos Perdidos pode estar recheada de deuses mortos e o Mestre Bibliotecário pode desconhecer tal fato.
Thor viaja pelos mundos, testemunhando os deuses mortos e termina encarando as sombras selvagens criadas pelo Carniceiro dos Deuses. Quando voltamos ao passado, Thor encontrasse socorrido e com ataduras, ciente que precisa encontrar o Carniceiro dos Deuses e destruí-lo. Novamente no presente, o portador do Mjölnir retorna ao local onde, no passado, encarar o Carniceiro, mas somente encontra um deus amedrontado e perdido. No futuro, o envelhecido Thor encara as sombras, mas termina derrotado. Thor sabe que, não importa o tempo em que se encontre, ele precisará encarar esse monstro, pois tudo que conhece e todos com quem convive poderão ser mortos.
Jason Aaron é um roteirista sem igual. Se você chegou a ler suas histórias com Justiceiro, na série Marvel MAX, conhece bem o talento dele. Ele sabe amarrar uma história sem pecar no desenrolar dela.
No começo, pode parecer confuso as passagens ligeiras no tempo que ele traz, mudando de um Thor inexperiente e atrevido, para o tradicional Thor que constantemente vem se aprimorando e indo para o Thor no fim dos tempos, envelhecido, sábio e guerreiro. Mas tudo tem um objetivo, como sempre pode-se ver nas histórias escritas por Aaron. Ele amarra de forma bem significativa o enredo, mostrando como o Carniceiro dos Deuses consegue deixar Thor temeroso e perdendo sua alta confiança. O deus do trovão não deixa de ser um guerreiro nato, mas ele tem medo, algo bem raro na vida do filho de Odin.
Junta-se a isso a fantástica arte de Esad Ribic. É sempre gratificante ler histórias com a arte dele. Desde minha primeira experiência com o trabalho de Ribic em Loki, fico sempre procurando histórias com sua arte detalhista ao extremo. Ele se preocupa com detalhes e nuances que somente vemos em artistas plásticos. Sim, existem artistas com competência semelhante, mas Ribic tem um trabalho de sombreado e sombras sem igual. Ler histórias desenhadas por ele não são cansativas e nem monótonas.

“Thor: O Deus do Trovão: O Carniceiro dos Deuses” é a primeira parte de um conjunto de histórias que finaliza no encadernado “Bomba Divina”. E é um começo de tirar o fôlego e no qual você não consegue parar de ler.

domingo, 8 de maio de 2016

RESENHA HQ: Gavião Arqueiro: Minha vida com uma arma (Hawkeye: My life as a weapon).

GAVIÃO ARQUEIRO: MINHA VIDA COM UMA ARMA (Hawkeye: My life as a weapon)

Roteiro: Matt Fraction
Desenhos: David Aja, Javier Pulido, Alan Davis
Arte-final: Mark Farmer
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 140

“Tá legal, isso parece ruim”.

Gavião Arqueiro – também conhecido como Clint Barton – é um ex-artista circense, ex-vilão, ex-líder dos Thunderbolts, ex-Defensores, mas um eterno vingador, não importando a formação do grupo, nem se são Secretos ou Novos. Só que, como qualquer outro, Clint tem sua vida pessoal, que é agitada da mesma forma.
Ele ganha um cachorro – da forma que poderia ser a mais complicada –, enfrenta super-chefões, compra um carro – não pense que isso será simples – e busca comprar um fita VHS que tem segredos sombrios dele.
Eu nunca fui muito fã do Gavião Arqueiro, sinceramente falando. Sempre o achei somente uma cópia roxa do Arqueiro Verde – o que não deixa de ser –, mas o trabalho de Matt Fraction (The Invencible Iron Man) com o personagem é totalmente merecedor do Eisner e do Harvey que a revista ganhou em 2014.
Fraction busca nos mostrar que o dia-a-dia de Clint Barton é tão complicado quanto sua vida com os Vingadores ou qualquer outro grupo que ele tenha feito parte. Ele é um herói, usando arco e flecha ou não, e sabe agir como tal. Sempre acompanhado de sua sucessora, Kate Bishop, ele enfrenta os perigos mais sinistros e tenebrosos que um herói pode encarar na sua vida pessoal.
Fraction não poupa na ação das histórias. Sejam encarando a máfia russa ou inumerosos super-chefões, Gavião Arqueiro e Gaviã Arqueira estão constantemente, de quadro a quadro, numa ação desenfreada e adrenalizante. Para auxiliá-lo nessa fantástica ação, Fraction conta com o talentoso David Aja e Javier Pulido.
Aja divide os quadros de forma que você consegue compreender totalmente a ação que seu roteirista deseja. Na primeira história, ele nos dá uma ação com detalhes que me lembram muito o trabalho de Mazzucchelli com Miller em Batman: Ano Um, mostrando que um herói não precisa de músculos definidos para que possa mostrar seu heroísmo. Sem contar que é – quase – um storyboard, como se preparasse-nos para ver um filme do Gavião Arqueiro.
Pulido não foge dessa ideia, dando até uma amplitude no sentido de storyboard e nos colocando cenas inesquecíveis, como o assalto de Barton em Madripoor, aquilo é fantástico, pois parece que não tem fim. Foram escolhas muito bem feitas para o trabalho desenvolvido nas cinco primeiras edições da carreira-solo de Gavião Arqueiro.
Na última história, Fraction conta o primeiro encontro de Barton com Kate, enquanto ele ainda é o Ronin e ela herdara o nome e o arco de Clint, que fora considerado morto e substituído por Mercenário, que assumiu seu traje e nome. A história é desenhada pelo fantástico Alan Davis (Avengers: Ultron Forever) que, mesmo não deselvolvendo o mesmo nível de ação de Aja e Pulido, conta uma história como ninguém. O interessante da história – totalmente concentrada em Kate – é a interação da personagem com seus colegas dos Jovens Vingadores, onde ela mantem um romance mal resolvido com Patriota – Elijah Bradley – e recebe – um pouco mais que isso – cantadas de Célere – Thomas Shepherd. Além disso, existe um impasse quanto a ela ser sucessora do legado do Gavião Arqueiro, pois Barton precisa de comprovações que ela está de acordo com o cargo.


Mesmo que você não goste do Gavião Arqueiro, é impossível não gostar das histórias bem estruturadas e escritas. E se você gosta do personagem, vai gostar mais ainda, graças ao nível de ação desenvolvido por Matt Fraction e as artes de David Aja e Javier Pulido. “Gavião Arqueiro: Minha vida como uma arma” é um daqueles trabalhos que deixa qualquer fã de quadrinhos feliz.

sexta-feira, 11 de março de 2016

RESENHA HQ: A Última Caçada de Kraven (Spider-Man: Kraven’s Last Hunt)

A ÚLTIMA CAÇADA DE KRAVEN (Spider-Man: Kraven’s Last Hunt)

Roteiro: J.M. DeMatteis
Desenhos: Mike Zeck
Arte-Final: Robert McLeod
Editora: Marvel Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2007 (BR: 2015)
Pág.: 148

Kraven – ou Sergei Kravinov ou Sergei Nikolaievich Kravinoff – surgiu em Amazing Spider-Man #15 (agosto de 1964) como um entediado caçador de raridades que vai à Nova Iorque caçar o Homem-Aranha para colocá-lo em sua coleção. Ele consegue encarar o Cabeça-de-Teia graças a elixires que ingere e lhe dão força, agilidade e velocidade incríveis. Por anos ele buscou superar o Aranha, mas sempre sem sucesso. Chegou a ser membro do Sexteto Sinistro, grupo de super-vilões que se juntaram para derrotar o Aracnídeo, mas nunca tiveram sucesso.
Kraven sempre se mostrou um vilão obstinado por derrotar o Homem-Aranha e em “A Última Caçada de Kraven” mostra até onde vai essa sua obstinação. Em termos ele “mata” o Aracnídeo e toma seu lugar, só que uma aberração canibal aterroriza as ruas de Nova Iorque.
Falar que ele “mata” o Aranha não entrega nem um terço da história, pois esse nem é o ponto importante da história contada por J.M. DeMatteis e desenhada por Mike Zeck. Os pontos importantes são a loucura e as dúvidas que pairam nos pensamentos de Kraven e do Homem-Aranha, respectivamente.
Ao ler a história comecei a suspeitar que a ideia dos elixires e ervas que Kraven ingere para enfrentar suas presas o levam à insanidade, à loucura. Suas crenças de se tornar aquele que ele caça para superá-lo, deixa-o totalmente lunático.
Sem contar que a história contem três visões diferentes de animalidade. O homem que ganhou poderes de um animal, o homem que precisa sentir-se um animal e o homem que se tornou um animal. É muito legal ver como DeMatteis trabalha essas ideias na história.
Constantemente vemos, também, conflitos do consciente com o sub-consciente, ideias e conjecturas numa batalha sem fim, buscando uma verdade ilusória que move os personagens a terem a esperança de algo melhor.

Eu comprei “A Última Caçada de Kraven” por mera curiosidade, pois sempre li e ouvi muitos elogios a respeito da história. Então, depois de lê-la, compreendi o que motivava as pessoas aos elogios. A história é um emaranhado de surpresas  que as pessoas precisam ler para compreender.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

RESENHA CINEMA: Deadpool (2016).

DEADPOOL (2016)
Direção: Tim Miller
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T.J. Miller, Ed Skrein, Gina Carano, Stefan Kapičić, Brianna Hidelbrand, Jed Rees.
Vou começar essa resenha de uma forma bem diferente: Eu não gosto do Deadpool.
Acho que a forma como a Marvel o promoveu ao status de mega-foda-anti-herói foi exagerada, pois o personagem não tem carisma e nem charme para se tornar um personagem de tanto destaque, nem nos quadrinhos ou qualquer outra mídia. Mas venhamos e convenhamos, seu filme é muito bom.
No enredo, vemos Wade Wilson (Ryan Reynolds) buscando vingança pelo que se tornara e por isso tê-lo afastado de sua namorada, a bela stripper Vanessa Carlysle (Morena Baccarin).
Wade era um mercenário que caça pessoas indicadas por Jack “Fuinha” Hammer (T.J. Miller), mas depois de ter um câncer difícil de curar, ele é selecionado por um recrutador (Jed Rees), dizendo ser capaz de curar seu câncer se ele se submeter a uma experiência gerenciada pelo mutante Francis “Ajax” Freeman (Ed Skrein). Este trabalha com a poderosa Angel Dust (Gina Carano), uma mutante extremamente forte.
Depois de ficar totalmente deformado, Wade busca por uma justiça usando armas de fogo e espadas. Ele se torna Deadpool. Na Escola para Jovens Superdotados de Charles Xavier, Colossus (Stefan Kapičić) deseja adicionar Deadpool aos X-Men e, por isso, parte com sua jovem pupila, Missil Adolescente Megassônico (Brianna Hidelbrand), atrás do mercenário, na intenção de convencê-lo a entrar no grupo.
Não vou ficar falando muito, pois o filme é muito bom e merece ser assistido. Ele trabalha metalinguagem, easter-eggs, besteirol de forma magnífica. As piadas vão além dos palavrões, muito presentes no filme, pois ele brinca com DC/Marvel o tempo inteiro, seja fazendo piadas com os personagens que Ryan Reynolds vivenciou em X-Men Origens: Wolverine (2009) e Lanterna Verde (2011), com Hugh Jackman – ator que fez Logan/Wolverine em quatro filmes do X-Men e em dois filmes do Wolverine – ou com personagens da Marvel e da DC Comics.

Tim Miller trabalha bem os momentos de humor, de ação e de comédia, interagindo entre si a todo momento. Existem momentos de drama, existem momentos de suspense e existe um enredo, uma motivação maior do que a ação desenfreada e a violência gratuita.
Sim, violência gratuita. O filme ganhou nos EUA a censura R (menores de 17 só podem ir acompanhado de pais e responsáveis, pois contém conteúdo adulto) e aqui no Brasil censura de 16 anos. Ele possui uma violência descarada, cenas de nudez extrema e palavrões constantes. Não que isso seja novidade nos cinemas brasileiros, pois filmes daqui têm isso constantemente, mas em geral isso é contido em filmes estrangeiros. O lance é que não rolou dessa vez, então a censura é totalmente necessária (não que isso vá fazer diferença, pois quando chegar em DVD, qualquer um poderá assistir). Bem, apesar de tudo isso que eu citei o filme não perde a sua qualidade, pelo contrário, isso só o deixa melhor.

Deadpool nos quadrinhos é um personagem ao extremo, em todos os sentidos. Ele ultrapassa as barreiras dos quadrinhos, interage com seus leitores (algo que acontece no filme, isso se chama metalinguagem, quando o personagem ultrapassa a “quarta parede”, agindo com o público), nas suas histórias não a violência contida, nem maneirações nos palavrões. O besteirol (forma escrachada de humor, com críticas sociais e políticas) sempre é parte das histórias também, sacaneando todo o Universo Marvel, constantemente.
O mais interessante é que Rhett Reese e Paul Wernick souberam trabalhar todos esses elementos de forma agradável, parecendo até mesmo espontaneidade e improviso de Ryan Reynolds. Quanto a Reynolds, ele está muito bem no papel. Ele consegue transformar as cenas e piadas em coisas que nem parecem fazer parte do roteiro. Sinceramente, eu vi o filme imaginando que tudo aquilo era puro e simples improviso. Foi fantástico.

“Deadpool” é um filme muito agradável para o público dos quadrinhos, dos filmes de ação e dos filmes de comédia. Você percebe até que existe um easter-egg com os filmes da Marvel Studios na luta final. Preste bastante atenção que perceberá.

Se todos irão gostar, se Deadpool dividirá opiniões, sinceramente eu não sei, mas o Box Office Mojo já registrou uma bilheteria de US$ 12.512.000 fora dos Estados Unidos. Até mesmo o filme dublado – ontem eu assisti assim – está muito bom. Apesar das gírias brasileiras, não se perde nenhum dos palavrões e das piadas escrachadas. É um filme para se contar na categoria de bons filmes baseados em quadrinhos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

TRAILER COMENTADO: “X-Men: Apocalypse”



Em junho de 2011, o diretor Matthew Vaughn (Kick-Ass), baseado no roteiro escrito por ele, Ashley Miller (Thor), Zack Stentz (Thor) e Jane Goldman (Kingsman: Serviço Secreto), deu o ponto zero da nova franquia dos mutantes da Marvel Comics com “X-Men: Primeira Classe”. Nele vemos a formação do grupo, a amizade do Professor Charles Xavier e Erik Lensherr e um dos maiores grupos inimigos dos X-Men, o Clube do Inferno. Mas também vemos elementos que foram criados para o filme, como a relação fraternal entre Xavier e Raven, a criação do Cérebro pelas mãos de Hank McCoy, o envolvimento de Sebastian Shaw com o desenvolvimento dos poderes de Erik Lensherr.
Depois disso, o diretor Bryan Singer retornou a franquia. Depois de dirigir dois filmes dos X-Men e ser o diretor do fracassado “Superman: O Retorno”, Singer dirigiu dois filmes para a TV, além de dirigir “Operação Valquíria” (2008) e “Jack, o Caçador de Gigantes” (2013). Seu retorno aconteceu em “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, que mistura o passado e o futuro dos personagens mutantes. Na história, Wolverine viaja no tempo na intenção de impedir que Mística mate o Dr. Bolivar Trask, criador dos Sentinelas, robôs gigantes que conseguem se adaptar a cada mutante, podendo até mesmo mata-lo. As coisas não saem como ele espera, mas o futuro é modificado e tudo é reinicado.
Em 19 de maio de 2016 estreará o filme “X-Men: Apocalypse” dando continuação aos acontecimentos que finalizaram em 2014, nos pós-créditos de seu antecessor. Nesta cena, vemos En Sabah Nur construindo uma pirâmide e sendo louvado, mostrando que o futuro inimigo dos X-Men é extremamente poderoso.
No dia 11/12/2015, a Twentieth Century Fox lançou o primeiro trailer do filme. Isso veio depois dos trailers “Capitão América 3: Guerra Civil” e “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, que já deixaram os fãs de filmes de super-heróis em polvorosa. Até o momento, tudo que havia se visto eram imagens do set ou fotos divulgadas na revista Entertainment, que deixaram muitos fãs – meio – decepcionados com o Apocalypse do filme. Muitos falavam, “quando colocarem no filme, vai ficar melhor”, e o trailer nos mostrou que isso era verdade.
Vamos ao trailer, que começa com imagens dispersas de cenas do próprio. Então começamos com Jean Grey despertando de um pesadelo para dizer o professor Xavier que viu o fim do mundo e este lhe fala que não passa de um sonho. Passamos para os nomes aos quais Apocalypse era chamado no decorrer de sua vida, todos deuses dos povos antigos, daí então Xavier e Alex Summers se encontram com a agente da CIA, Moira MacTaggert, que lhes fala sobre sociedades secretas que veem Apocalypse como um presságio de que o fim está próximo. Que ele fora o primeiro mutante do mundo, nascido há anos.
Na sequência temos um breve discurso de Apocalypse mostrando novos mutantes que aparecerão nesse filme – Noturno e Jubileu – e velhos conhecidos da franquia, como Fera e Mística, fechando com Xavier. Partimos para outras cenas, iniciando com Magneto encontrando Apocalypse e Tempestade. Moira então segue explicando que Apocalypse sempre reaparece seguido por quatro guerreiros, conhecidos como os Cavaleiros de Apocalypse, mostrando imagens de Tempestade, Arcanjo, Psilocke e Magneto. Daí então temos Xavier conectado ao Cérebro, e uma cena com ele sendo carregado por Magneto, quando a mansão parece estar sendo atacado por Apocalypse e seus Cavaleiros e levam Xavier. McCoy e Mística conversam sobre o retorno dos X-Men e ela confessa que está ali para ajudar ao grupo a encarar essa nova ameaça.
Na continuidade, Ciclope confessa não conseguir controlar seus poderes, Mística lhe fala que não é necessário isso, pois eles estão em guerra. Então temos momentos de Magneto usando seus poderes, Arcanjo disparando suas “penas”, Mercúrio correndo dentro da Mansão X, Tempestade surgindo com raios elétricos, uma explosão dentro da Mansão X, isso tudo ladeado por Apocalypse declamando a construção de um novo mundo para os mutantes. A cena fecha com explosões no que parece ser o canal que separa Manhattan de Nova Iorque e Xavier sendo tomado por alguma coisa – na falta de uma palavra melhor. Ao final do trailer uma porta se abre e vemos Xavier careca.
O que falar do trailer? Bem, tudo é diferente, lembrando as histórias de “O que Aconteceria se...”. Ororo Munroe, Warren Wortington III e Betsy Braddock – também conhecidos como Tempestade, Arcanjo e Psylocke – são asseclas de Apocalypse e nunca foram membros dos X-Men. Daí podemos concluir que os eventos que ocorreram em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” terminaram interferindo na formação do grupo dos cinemas, pois teremos Jubileu e Noturno integrando o grupo. É interessante também vermos que, aparentemente, a importância de Alex Summers cresceu nesse novo filme. Enquanto Xavier conversa com Moira, o jovem está ao lado do seu mentor, e ele também aparece na cena do sequestro de Charles.
Como nos filmes anteriores, os três personagens de grande importância continuarão sendo Xavier, Magneto e Mística, mesmo que a figura central seja Apocalypse. Tiramos isso pelas cenas mostradas, onde a importância dos três parece essencial para o filme. Não tiro mérito dos personagens, pois demonstraram um grande crescimento na medida em que os filmes eram desenvolvidos, então era de se esperar. Não vemos ainda Caliban, mas creio que ele terá sua importância. Eu acredito que mais uma vez a Fox tenha um sucesso em mãos com “X-Men: Apocalypse”.
“X-Men: Apocalypse” tem direção de Bryan Singer, baseado no roteiro de Simon Kinberg. No elenco temos Jennifer Lawrence (Raven Darkhölme/Mística), Michael Fassbender (Erik Lensherr/Magneto), James McAvoy (Charles Xavier), Oscar Isaac (Em Sabah Nur/Apocalypse), Nicholas Hoult (Hank McCoy/Fera), Rose Byrne (Moira MacTaggert), Lucas Till (Alex Summers/Destrutor), Sophie Turner (Jean Grey), Tye Sheridan (Scott Summers/Ciclope), Evan Peters (Peter Maximoff/Mercúrio), Olivia Munn (Betsy Braddock/Psilocke), Alexandra Shipp (Ororo Munroe/Tempestade), Ben Hardy (Warren Wortington III/Arcanjo), Lana Condor (Jabilation Lee/Jubileu), Kodi Smit-McPhee (Kurt Wagner/Noturno), Josh Helman (William Stryker) e Tómas Lemarquis (Caliban). O filme tem estreia marcada, no Brasil, no dia 19/05/2016.