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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Esmiuçando o Snyderverse

 

Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram. Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse. Venha ver este bate-papo fantástico.

Professor Marston: O homem por trás da Mulher.

 


Todo personagem dos quadrinhos tem sua origem e quem o criou, mas poucos tiveram tantas influências de mulheres como a Mulher-Maravilha e, tudo isso, pois seu criador, o Professor William Moulton Marston, era cercado delas. Engajados na luta dos direitos das mulheres, Marston e sua esposa Elizabeth viveram uma vida hedonista com a parceira deles, Olive Byrne, e isso foi retratado no filme "Professor Marston e suas Mulheres-Maravilhas". Entenda um pouco mais sobre a vida deste fantástico criador e suas mulheres incríveis. Grant Morrison trouxe alguns recursos usados por Marston na criação da personagem na série Mulher-Maravilha: Terra Um, o que gerou batante polêmica. Você pode adquirir aqui: - Mulher-Maravilha: Terra Um - Volume 1 = https://amzn.to/3vBcr9m - Mulher-Maravilha: Terra Um - Volume 2 = https://amzn.to/3vsJXih

sábado, 4 de dezembro de 2021

Gerações: Um legado contínuo


O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.

Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens. Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne. Se quiserem, podem adquirir Superman & Batman: Gerações na Coleção DC Comics de Graphic Novels: https://amzn.to/3rAmg4Z

sexta-feira, 23 de julho de 2021

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

As várias origens da Mulher-Maravilha

 Com 80 anos desde seu surgimento nos quadrinhos, a Mulher-Maravilha, um membro da Trindade DC, com Batman e Superman, não poderia passar com sua origem sem maculas. Desde All-Star Comics #8 até a atualidade, Diana de Themyscira, teve sua origem contada e recontada. A mais recente mudança ocorreu em Os Novos 52.

Conheçam essas origens nesse vídeos de comemoração dos 80 anos da Mulher-Maravilha. Caso desejem conhecer mais a fundo as origens da Mulher-Maravilha, adquiram: DC Comics Coleção de Graphic Novels: - Volume 17 - Mulher-Maravilha: O Círculo (contém Wonder Woman #98 e #105, que mostra a origem da Mulher-Maravilha na Era de Prata) = https://amzn.to/3pLgITO - Volume 38 - Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais (além da história de Greg Potter, Len Wein e Goerge Pérez, tem a origem publicada em Wonder Woman #1, por William Moulton Marston (Charles Moulton) e H.G. Peter) = https://amzn.to/3utFScX Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha por George Pérez: - Volume 1 = https://amzn.to/3pLhjow - Volume 2 = https://amzn.to/37JvX9E - Volume 3 = https://amzn.to/2NrGLlU - Volume 4 = https://amzn.to/3srQlUJ Mulher-Maravilha: Sangue (Os Novos 52) = https://amzn.to/3dH4mK2

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

George Pérez, o favorito

 
George Pérez é um dos artistas mais importantes dos quadrinhos da Marvel e DC Comics, entre outras editoras. Durante anos, desenhou, escreveu roteiros e co-criou muitos personagens que muito conhecem, mas não tem ideia de quem ajudou a criá-los. Conheça mais sobre este artista e sua influência grandiosa nos quadrinhos.

1º - Sim, terminei esquecendo seu maravilhoso trabalho em LJA/Vingadores, onde ele realizou seu sonho de desenhar vários personagens da Marvel Comics e DC Comics nessa minissérie. 2º - Sim, eu sei o significado de polímata (pessoa que possui vastos conhecimentos ou que domina várias ciências), mas achei que fosse a palavra mais adequada para demonstrar todo o talento de Pérez... e sim, eu tomei uma "liberdade de interpretação". Caso deseje conhecer mais os trabalhos de George Pérez: - Os Vingadores, por George Pérez = https://amzn.to/2IXnq9t - Os Novos Titãs, por George Pérez = https://amzn.to/3kn463l - Crise nas Infinitas Terras = https://amzn.to/2TfEJUW - Mulher-Maravilha, por George Pérez = https://amzn.to/3klFjwl - Desafio Infinito = https://amzn.to/3oee60Z

sábado, 14 de novembro de 2020

DC: Antes da Crise e... Depois?!

 

São 85 anos desde que o Major lançou a New Fun Comics #1. A DC Comics - antes National Allied, depois National Periodicals - foi responsável pela Era de Ouro dos Quadrinhos e pela Era de Prata, também. Conheça um pouco de sua história Antes da Crise nas Infinitas Terras e todas as tramas que ocorreram Depois da Crise nas Infinitas Terras.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.

sábado, 3 de junho de 2017

RESENHA CINEMA: Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017)

MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, 2017).

Direção: Patty Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Said Taghmaoui, Lucy Davis, Elena Anaya, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lisa Loven Kongsli, Ann Wolfe, Ann Ogbomo, Florence Kasumba, Eleanor Marsuura, Josette Simon, Doutzen Kroes, Hayley Warnes, Samantha Jo, Brooke Ence, Madeleine Vall, Hari James, Jacqui-Lee Pryce, Lilly Aspell, Emily Carey.

Themyscira é uma ilha idílica que ainda vive com ideias e conceitos das sociedades gregas da antiguidade. Habitada pelas amazonas, guerreiras criadas pelos deuses, a ilha paradisíaca permanece escondida do resto da humanidade. A sua rainha, Hipólita (Connie Nielsen), governa suas “irmãs” da forma mais democrática possível, dando-lhes liberdade para fazerem o que desejarem. Sua filha, Diana (Lilly Aspell), a única criança entre as amazonas, deseja se tornar uma guerreira também e, escondida, treina com sua tia Antíope (Robin Wright). Quando atinge a idade adulta, Diana (Gal Gadot) resgata o piloto Steve Trevor (Chris Pine) de um acidente de avião e isso torna-se uma bola de neve, pois a ilha vê-se invadida por tropas germânicas e austro-hungaras. Dessa forma, as amazonas veem-se em uma batalha injusta, pois enquanto usam espadas, flechas e lanças, as tropas usam fuzis. Mas, mesmo com baixas, as amazonas saem vitoriosas. Trevor é submetido a uma corte e, após perceber o que ocorre com o mundo, Diana decide acompanha-la ao mundo do patriarcado, onde terá de enfrentar uma guerra sem proporções, mostrando que uma mulher pode fazer a diferença em um mundo tomado por homens.
Mulher-Maravilha é mais um passo no Universo Expandido DC nos cinemas. Depois de “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, nada melhor do que vermos a primeira grande guerreira da DC Comics, fechando a Trindade DC com excelência.
Diana já havia aparecido em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, mas poucos conhecem sua origem. Criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston (1893-1947) e o desenhista Harry George Peter (1880-1958) para a All Star Comics #8, ela foi concebida do barro e ganhou dons dos deuses olímpicos. Após salvar por Steve Trevor e apaixonar-se por ele, Diana deixa a Ilha Paraíso e vai ao mundo do patriarcado, aonde combate os nazistas, japoneses e italianos durante a Segunda Guerra Mundial.
Com o passar dos anos, a história da origem de Diana mudou um pouco. Na Era de Prata e Bronze, ela teve duas origens distintas e, após Crise nas Infinitas Terras, o escritor e desenhista George Pérez redefiniu a origem da Mulher-Maravilha seguindo mitos gregos. Manteve as ideias iniciais de Marston, introduzindo os conceitos de que as amazonas tinham uma maior ligação com as deusas gregas e pouca ligação com os deuses, com exceção de Hermes, que lhe concedeu o dom do voo. Em 2011, o escritor Brian Azzarello, também, deu sua ideia da origem da Mulher-Maravilha, usando a ideia de ela ter sido concebida pelo barro como uma farsa, pois ela era, na verdade, filha de Zeus e Hipólita.
Em 1975, o canal de TV ABC lançou a primeira série da personagem, estrelada pela ex-miss América Lynda Carter. Na primeira série, a Mulher-Maravilha encarava nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Na segunda temporada, a série migrou para o canal CBS, onde ela foi trazida para transportada para a década de 1970, enfrentando espiões e inimigos mais atualizados. A série explorou bem o universo da personagem, pois nela conhecemos a Ilha Paraíso, o – famoso – jato invisível, o affair entre Diana e Steve Trevor, interpretado pelo ator Lyle Waggoner, e uma versão da Moça-Maravilha, interpretada pela atriz Debra Winger. Foram somente três temporadas, mas Lynda Carter continuou associada à personagem até a atualidade, tanto que, em constantes eventos ligados a Mulher-Maravilha, Carter é sempre convidada.
Um dos fatos mais interessantes da Mulher-Maravilha é sua longevidade nos quadrinhos.
Mesmo não sendo a personagem feminina mais antiga dos quadrinhos, Diana foi a que permaneceu mais tempo sendo publicada. Parte disso deve-se a sua popularidade, pois era uma das poucas personagens que conseguia se manter, mostrando as meninas que elas eram fortes e independentes. Mas outra parte vem de um acordo firmado entre Marston e a All-American Publications (hoje DC Comics). No acordo, a empresa nunca deixaria de ter uma publicação da personagem, não importando o que ocorresse. Dessa forma, a continuidade da Mulher-Maravilha é – quase – inédita, pois são mais de 75 anos de publicações.
O atual filme da personagem, dirigido por Patty Jenkins – mais conhecida por ter  dirigido e escrito o filme “Monster: Desejo Assassino”, com Charlize Theron (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz nesse filme) e Christina Ricci – pega nuances desses mais de 75 anos de história da personagem. A história – escrita por Allan Heinberg, Zack Snyder e Jason Fuchs – dá uma pegada das origens da personagem nas mãos de Marston, mas também faz uso de elementos usados por George Pérez em 1985 e por Brian Azzarello em 2011. Alguns desses aspectos vêm de sua origem e seu inimigo principal, Ares, o deus da guerra.
Na mitologia grega, Ares foi o responsável pela criação original das amazonas. Ele que lhes deu o dom para guerrear e serem as melhores no que fazem e, por isso, eram constantemente desafiadas por outros guerreiros míticos como Héracles (ou Hércules) e Teseu. Na história do filme, temos uma concepção pessoal dos escritores da Batalha do Céu, tendo uma retratação de Ares como o demônio e as amazonas (anjos) foram criadas pelos Zeus (Deus) para combate-lo.
Dessa vez elas não foram exiladas em Themyscira por não terem mantido a paz, mas permaneceram existentes para que, caso Ares voltasse, elas pudessem combate-lo.
Detalhes sobre como Diana surgiu ficaram com explicações mínimas, mas parte do mito dela surgir do barro foi mantido – mesmo que não seja mostrado – foram mantidas, só que outros detalhes foram introduzidos.

Mulher-Maravilha é o quarto filme da DC Films e do Universo Expandido DC, que em novembro crescerá ainda mais com “Liga da Justiça”, mas isso é uma outra história.

domingo, 26 de junho de 2016

RESENHA HQ: LJA: O Prego (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

LJA: O PREGO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

Roteiro: Alan Davis, Jerry Siegel
Desenhos: Alan Davis, Joe Shuster
Arte-final: Mark Farmer, Leo Nowak
Título Original: JLA: The Nail

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro. Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi perdido. Tudo por falta de um prego.” _George Herbert (variação)
Jonathan e Martha Kent estavam para sair de casa, quando um prego furou o pneu de sua caminhonete, forçando-os a ficar em casa, com isso eles não testemunharam a chegada de uma nave espacial que modificaria suas vidas e de todos na Terra.
Vinte e quatro anos depois, Lex Luthor é novamente eleito prefeito de Metrópolis, onde adotou uma política anti-meta-humanos, não permitindo que pessoas com superpoderes atuem na cidade. Ele tem como principal assessor político e especialista em assuntos meta-humanos, o jovem Jimmy Olsen, ex-foca do Planeta Diário e atual vice-prefeito de Metrópolis. Ele responde às perguntas do âncora do WGBS News, Perry White, ex-editor-chefe do Planeta Diário, onde foi chefe de Jimmy e da repórter Lois Lane.
Na mesma entrevista, Perry White conversa com o tetraplégico Oliver Queen, que atuara como o Arqueiro Verde e perdeu todos os movimentos enquanto enfrentava, com a Liga da Justiça, o vilão mimético Amazo. Ele insiste que todos os meta-humanos têm origens alienígenas e devem ser caçados. Em Detroit, em uma caverna secreta, a LJA assiste ao depoimento de Oliver, perplexos e frustrados. Eles discutem sobre suas ações e sobre a permanência do grupo, quando o Lanterna Verde traz Lois Lane para se tornar a assessora de imprensa do grupo, pois como tem renome, pode trazer uma imagem mais positiva da equipe para a imprensa. Nesse interim, Batman precisa sair da reunião e partir para Gotham, onde Coringa tomou o Arkham.

Na Mansão do Dr. Niles Caulder, também conhecido como Chefe, a Patrulha do Destino também assiste perplexa o depoimento de Queen, quando são atacados por uma tropa de homens com trajes especiais.
Em Gotham, Batman chega e adentra em um campo de força que somente permite ele, Batgirl e Robin passarem. Dentro do Arkham, Mulher-Gato encara outros vilões lunáticos e quando decide encarar o Coringa, quase é morta, mas o Batman chega, só que é imobilizado e testemunha uma tragédia.

No mesmo momento, Lanterna Verde descobre que um campo de força está em volta da Terra e que este está drenando a energia do seu anel e de sua lanterna. Então busca descobrir a fonte do campo. Então convoca o Caçador de Marte para ajudá-lo.
Flash, fazendo uma patrulha para descobrir o responsável pelos ataques à LJA, descobre que todos os seus vilões ou estão desaparecidos ou mortos e, ao chegar ao esconderijo de Ra’s Al Ghul e sua Liga das Sombras, encontra Amazo lutando contra o eco-terrorista. Átomo invade a base do Pensador e descobre que ele anda investigando algumas anomalias na Terra.
As coisas pioram quando Metamorfo é encontrado atacando Lex Luthor e Perry White, que termina morto, e Lanterna Verde, ao encarar Conde Vertigo e Major Desastre, é acusado de atacar, sem motivo um prédio que ele acreditava ser a fonte do campo de força.
Nada parece melhorar, a Mulher-Maravilha é acusada de atacar a Casa Branca, explodindo-a, Aquaman é sequestrado por uma draga que vem matando a vida marinha, Mulher-Gavião decide retornar a Tanaghar, e novos seres surgem para deter todos os super-heróis. Quem seria o responsável por esse ataque? Qual seu objetivo? Ele terminará vencedor?

Sinceramente, “LJA: O Prego” é, para mim, a melhor minissérie da realidade Elseworlds, da DC Comics.
Elseworlds são histórias de realidades paralelas, contando histórias que poderiam ou não ter acontecido no Universo DC. Essas histórias começaram em 1989, com “Batman: Gotham City 1889”, onde o homem-morcego vive na Era Vitoriana e precisa encarar o assassino em série Jack, o Estripador. Depois dessa história, os contos da realidade Elseworlds se tornaram constantes e a LJA protagonizou algumas das melhores. Fosse no Velho Oeste ou construindo Sociedades Secretas, a LJA teve histórias muito boas, mas nenhuma supera “O Prego”.
A história, escrita e desenhada pelo fantástico Alan Davis, tem uma construção muito interessante, pois ela não viaja no tempo, mas trabalha com algo do tipo “O que Aconteceria Se...” da Marvel Comics.
 Talvez tenha alguma influência, já que Davis já havia trabalhado durante anos com a Marvel, desenhando histórias do Capitão Britânia, do grupo Excalibur, Novos Mutantes. Até vemos uma certa influência quanto aos mutantes, na ideia de perseguição e opressão aos meta-humanos, algo muito constante nas histórias do X-Men, que são execrados por serem mutantes. Mas o que diferencia a história é que Davis pega uma simples interferência que pode mudar tudo.
A variação do poema de George Herbert (1593-1633) usada no começo do “O Prego” mostra bem a direção da história. O que um simples prego poderia causar ao Universo DC? Quais as modificações? Canário Negro formando os Renegados? A LJA desestabilizada? Lex Luthor prefeito de Metrópolis? Que outras consequências acarretariam por causa de um prego? Alan Davis foi tão bem com a história que ela ganhou uma continuação, intitulada “LJA: Um Outro Prego” que dá sequências aos acontecimentos finalizados nessa minissérie.
Se curte histórias com um desenrolar grandioso, então “LJA: O Prego” é o que procura, pois é cheio de surpresas do começo ao fim.
Na sequência temos a primeira vez que o “pau pra toda obra” Jimmy Olsen foi chamado pelo seu nome nos quadrinhos. Sua primeira aparição ocorreu em Action Comics #6 (novembro de 1938), sendo criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas seu nome somente surgiu no programa radialístico “The Adventures of Superman” (1940—1951). Sua segunda aparição nos quadrinhos ocorreria três anos depois, em Superman #13 (novembro de 1941). Na história, um vilão chamado Arqueiro começa a ameaçar magnatas de Metrópolis, levando Clark e Lois a investigar o caso, o que coloca os repórteres na mira do vilão, então o Superman terá de detê-lo a qualquer custo.
O que é interessante na história escrita por Siegel e desenhada por Shuster, é o Superman sendo perseguido pela polícia. Quem conhece a origem do personagem, sabe que ele agia de forma imprudente para mostrar sua força de persuasão. Ele invadiu a casa de um governador para conseguir a inocência de uma mulher acusada injustamente. Ou seja, o Superman não era bem-quisto pelas autoridades.
A história não é direcionada a Jimmy Olsen – que era loiro na sua interpretação de Shuster –, mas marca um momento único quando ele começa a participar mais ativamente dos quadrinhos.
Na próxima edição da coleção teremos um marco nas histórias dos Novos Titãs. “Novos Titãs: Contrato de Judas”, escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, se tornou um dos momentos mais absolutos na história dos Novos Titãs, pois na pequena saga eles são traídos por um deles, Terra, apoiada pelo Exterminador, que se tornou um dos grandes inimigos dos Novos Titãs.

A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.

domingo, 29 de maio de 2016

RESENHA HQ: Mulher-Maravilha: O Círculo (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 17 da Eaglemoss).

MULHER-MARAVILHA: O CÍRCULO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 17 da Eaglemoss).

Roteiros: Gail Simone, Robert Kanigher
Desenhos: Terry Dodson, Ron Randall, Ross Andru
Artes-finais: Rachel Dodson, Ron Randall, Mike Esposito
Título original: Wonder Woman: The Circle

Após os acontecimentos de Crise Infinita, a princesa Diana deixou temporariamente seu traje de Mulher-Maravilha e se tornou membro do Departamento de Assuntos Metahumanos como Diana Prince e, por um curto período, Donna Troy assumiu o posto de Mulher-Maravilha. Passado isso, As Amazonas atacaram o Mundo Patriarcal, dominadas pela bruxa Circe e, por isso, foram punidas pela deusa Atena. Circe também atacou Diana, fazendo com que ela perdesse os poderes quando não estivesse usando seu traje de combate, assim, quando está como Diana Prince, a princesa não possui os poderes que ganhara dos deuses, mas mantém seu treinamento de amazona. Mas a punição de Atena foi a pior, pois Amazonas que estivessem fora de Themyscira, a Ilha Paraíso, não conseguiam entrar, e aquelas que estivessem dentro não podiam sair.
Após um conflito com uma tropa de gorilas de Grodd, Diana descobre que a Sociedade de Super-Vilões, liderados pelo Capitão Nazista, pretendem invadir a ilha das Amazonas. Então Diana parte em busca de uma forma para retornar à Themyscira para ajudar suas irmãs e sua mãe. Nesse interim, descobrimos que no passado da ilha Paraíso, Hipólita convocara quatro Amazonas desregradas do grupo para serem suas guarda-costas. Alcione, Myrtes, Cáris e Filomela, decidem então fazer um pacto para proteger a rainha de qualquer mal que possa vir a afligi-la.
Neste passado, a busca por um filho entre as guerreiras estéreis era uma coisa constante. Elas faziam pequenas estátuas de barro ou mesmo estátuas em tamanho real. As Amazonas que eram guarda-costas de Hipólita decidiram que aquilo não podia ser permitido entre elas e fazem de tudo para manter isso à distância, até que sua própria rainha decide agir de forma a ter sua filha, abençoada pelos deuses. As guerreiras buscam uma forma de não permitir que isso ocorra, mesmo que precisem matar sua soberana.

“O Círculo” tem um duplo sentido na ideia do título. Ao mesmo tempo que Gail Simone queria demonstrar com ele as quatro guerreiras amazonas, que correspondiam aos quatro pontos cardeais – elas dormiam nas quatro portas do quarto de Hipólita, voltados para Leste, Oeste, Norte e Sul – ela também queria mostrar o círculo interno dos neonazistas, seguidores do Capitão Nazista, que pretendiam encontrar em Themyscira seu novo lar, mesmo que precisassem destruir tudo lá.
É uma maravilhosa história escrita por Simone, conhecidíssima por escrever histórias de super-heroínas que cativam. Ela sabe retratar os aspectos de cada personagem. Seus trabalhos em Supergirl, Aves de Rapina, são claras demonstrações de seu conhecimento das personagens femininas da DC Comics. Simone retrata as Amazonas de uma forma bem expressiva e inclui no passado da Mulher-Maravilha características que nunca foram pensadas. Como o crescimento de uma criança, entre mulheres que foram esterilizadas quando “nasceram” poderia lhes afetar? Quem ficaria contra? O que essas mulheres fariam para evitar que uma criança crescesse entre elas?

A sociedade das Amazonas, já na mitologia, era uma sociedade estéril, sem condições de terem filhos com homens. Ou seja, não podiam procriar. Quando Moulton Marston criou Mulher-Maravilha para a All-Star Comics #8 (dezembro de 1941), ele já presava por uma sociedade amazona sem possibilidades de procriação. Em fevereiro de 1987, George Pérez manteve as ideias de Marston e da mitologia grega sobre uma sociedade estéril, por isso a ideia de Simone de que guerreiras desejassem que não houvessem crianças em seu meio, ficou totalmente interessante e viável, ainda mais depois do nascimento de Diana.
“Mulher-Maravilha: O Círculo” é uma história que segue as ideias e conceitos iniciais da personagem, incluindo uma história que amplia a mitologia DCnauta da personagem.
Já as duas últimas histórias, publicadas nas edições “Wonder Woman” 98 e 105, escritas por Robert Kanigher, buscaram reescrever a origem de Diana na Era de Prata dos quadrinhos. Na nova origem, as Amazonas não são uma sociedade estéril, mas sim um grupo de mulheres que viram todos seus homens morrerem em batalhas e decidiram se isolar do resto da humanidade, mas a filha de sua rainha Hipólita, Diana, foi abençoada com poderes de Afrodite, Atena, Mercúrio e Hércules.
A jovem constrói uma embarcação para as mulheres e elas partem para encontrarem o local de sua moradia eterna, depois de passarem por uma névoa que lhes deu a imortalidade. Depois uma competição precisa ser realizada para escolher uma amazona que deverá ir ao mundo dos homens com uma missão dos deuses. Diana é a vencedora e sua missão é transformar uma moeda em um milhão de dólares para a caridade. Antes disso, ela impede que um piloto, Steve Trevor, caía na Ilha Paraíso. Ela então parte em sua missão.


Opinar sobre essas histórias, seria ferir as ideias que faziam sentido no final da década de 1950. Eram histórias sem busca de pesquisa ou razão, com o único intuito de entreter o leitor. Várias ideias eram questionáveis, mas o objetivo delas era alcançado, ainda mais que o público, em média, era de crianças e adolescentes que não tinham o intuito de comprar revistas com extensas explicações sobre o que acontecia.
A próxima edição da coleção trará "Superman: Brainiac", escrita por Geoff Johns e desenhada por Gary Frank. A história reescreve o primeiro encontro de Superman e Brainiac, deixando de lado a ideias pó-Crise nas Infinitas Terras. Brainiac é uma força alienígena capaz de tornar cidades em pequenos objetos de sua coleção particular. Superman precisara detê-lo e salvar o último vestígio da civilização kriptoniana, Kandor.
A Coleção  DC Comics de Graphic Novels pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas, mas você também  pode comprá-las  no site Eaglemoss Brasil na internet ou fazer a assinatura, onde poderá adquirir vários brindes exclusivos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

RESENHA HQ: Superman/Batman: Supergirl (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 14 da Eaglemoss).

SUPERMAN/BATMAN: SUPERGIRL (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 14 da Eaglemoss).

Roteiros: Jeph Loeb, Otto Binder
Desenhos: Michael Turner, Al Plastino
Título original: Superman/Batman: Supergirl

A história desse encadernado (sim, continuo teimando em chama-lo assim, pois não é sempre que ele publica graphic novels – Lex Luthor: Homem de Aço e LJA: Terra Dois são dois exemplos de graphic novels –, mas sim minisséries que foram publicadas nas mensais ou à parte da cronologia do personagens) é, praticamente uma continuidade de “Superman/Batman: Inimigos Públicos”, publicada no volume 5 da coleção da Eaglemoss, então após a queda dos restos de meteoro de kriptonita na Terra, Superman vê-se isolado enquanto Batman e a Liga da Justiça procuram esses pedaços. Submerso no rio próximo de Gotham, Batman encontra uma nave com um texto em kriptoniano, só que esta está vazia. Enquanto isso, uma jovem nua anda pelas ruas de Gotham, totalmente desnorteada e perdida. Quando Batman a encontra, descobre que ela somente sabe falar kriptonês e tem poderes que assemelham-se ao do Superman. Ela termina causando um desastre, o que leva ao Batman capturá-la, enquanto Superman salva o dia.
Descobre-se que a jovem é Kara, filha de Zor-El, irmão de Jor-El, pai do Superman, ou seja, ela é prima do Homem-de-Aço. Desconfiado de quem a menina seja, Batman ajuda Superman a investigar mais sobre a jovem, mas terminam tendo a intervenção da Mulher-Maravilha que leva Kara para Themyscira, a ilha Paraíso, onde ela é treinada por Artêmis e faz amizade com Lyla, a Precursora. Só que, do outro lado do universo, em Apokolips, Darkseid deseja que a jovem faça parte de suas Fúrias e será capaz de qualquer coisa para isso. Então, mais do que nunca, Superman precisará da ajuda de Mulher-Maravilha e do Batman, além de um dos residentes de Apokolips que decidiu ficar na Terra para deter Darkseid de seus desejos sórdidos.
Depois temos a chegada da jovem Kara Zor-El à Terra em Action Comics #252 (maio de 1959). Advinda de um pedaço de Krypton que se separou após a explosão do planeta, Kara nasceu nesse pedacinho do planeta, que foi mantido a salvo, durante muito tempo, por seu pai Zor-El. Quando Zor-El percebeu que aquele pedaço do planeta estava em vias de total destruição, sem recuperação, ele monta uma nave e envia sua filha à Terra, após sua esposa, Allura, e Kara pesquisarem sobre o planeta e descobrirem que aqui vive outro kriptoniano, o Superman. Chegando ao nosso planeta, Superman a resgata e ambos descobrem serem primos, então na intenção que ela viva entre os terráqueos como ele faz no papel de Clark Kent, Superman a leva para um orfanato com o nome Linda Lee e lá a deixa.
Ter mais essa edição da coleção em mãos é muito bom. Eu já conhecia a história “Supergirl de Krypton”, que fez parte das edições 1 a 4 de “Superman/Batman”, lançada no Brasil pela Panini (junho/outubro de 2005). Na época eu achei a história – pois ainda estava acostumado a Supergirl do Universo Compacto, criado pelo Mestre do Tempo para ludibriar a Legião de Super-Heróis – totalmente desnecessária, pois não via motivo para a existência de uma Supergirl, mas com o passar do tempo, Kara foi conquistando seu espaço, sempre aprendendo a convivência com todos os outros heróis. Chegou até a integrar os Novos Titãs por um curto período de tempo.
Critiquei muito Jeph Loeb por trazê-la de volta, ainda mais que Byrne havia estabelecido Kal-El como um órfão, mas Zero Hora já havia ocorrido, sendo assim, a possibilidade de mudanças nos parâmetros da solidão do Superman eram possíveis, tanto que Krypto reapareceu, também – existiu outro Krypto, mas este era um cachorro do bartender Bibbo que ele deu ao Superboy.
A entrada de Kara Zor-El foi bem querida por muitos, pois ela fazia parte do universo pré-Crise, fosse como Poderosa (nesse caso era Kara Zor-L) na Terra-2 ou como Supergirl em Terra-1, e nem tanto por um pequeno grupo que – como eu – achava que se você é o último filho de Krypton, não tem de haver uma última filha e assim por diante, pois se perde a noção dos limites, como terminou acontecendo posteriormente, em histórias futuras. Mas eu admito que errei com isso, pois a adição da personagem deu uma nova dinâmica nas histórias do Superman e também acrescentou elementos na história da personagem que a envolvia constantemente com vários aspectos das sagas que transcorriam, como foi o caso de A Guerra das Amazonas, onde Kara se viu entre a cruz e a espada, pois era vista como uma das guerreiras de Themyscira, já que fora treinada por elas.
Eu gostava da Kara pré-Crise, pois ela era um elemento importante nas histórias da Legião dos Super-Heróis, principalmente. Era um membro importante do grupo e a amada de Brainiac-5, mostrando que até mesmo o mais racional dos seres pode amar. Essa nova Kara acrescentou bastante elementos, pena que durou somente até 2011, quando surgiu Novos 52 e Kara teve sua história recontada, novamente.
Já na segunda história, escrita por Otto Binder e desenhada por Al Plastino, vimos a introdução da Supergirl da Terra-1. Essa foi a primeira de várias histórias que Kara possuiu posteriormente. Ela foi adotada pelos Danvers, foi apresentada ao público pelo Superman, se tornou membro da Legião dos Super-Heróis e ganhou super-animais como Rajado, Beepo e Cometa. Sua história foi longa e cheia de grandes aventuras até sua fatídica e lembrada morte em “Crise nas Infinitas Terras”.
No volume 15 da coleção começará a saga “O Nascimento do Demônio”, onde Batman encarará o terrorista Ra’s Al Ghul, que busca um herdeiro para seguir no comando de sua Liga dos Assassinos.

A coleção de graphic novels pode ser adquirida em bancas ou lojas especializadas. Números anteriores também podem ser requeridos no site Eaglemoss Brasil. Se preferir fazer a assinatura, com ela você ganha vários brindes exclusivos.

quinta-feira, 24 de março de 2016

RESENHA CINEMA: Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016).

BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016).

Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer, Chris Terrio
Elenco: Henry Cavill, Ben Affleck, Amy Adams, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Diane Lane, Holly Hunter, Scoot McNairy, Tao Okamoto, Callan Mulvey, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Joe Morton, Michael Shannon.

Dois anos se passam desde a destruição de Metrópolis nas mãos dos kriptonianos e a aparição mundial do Superman (Henry Cavill). As pessoas não sabem o que pensar, principalmente os senadores dos Estados Unidos, que liderados pela Senadora Finch (Holly Hunter), vem investigando as ações do Homem-de-Aço pelo mundo.
Muitas vidas se perderam na tragédia e muitos revoltados surgiram, também, dispostos a degradar a imagem do Superman, por não achar que ele tenha lugar na Terra e nem como herói da humanidade. Entre eles está Lex Luthor (Jesse Eisenberg), um homem disposto a tudo para conseguir infringir algum mal ao Homem-de-Aço.
Enquanto isso, do outro lado da baía, Gotham City se vê, novamente, aterrorizada por Batman (Ben Affleck), que vem investigando um mercenário russo, possível conexão com alguém – ou algo – chamado o Português Branco. Acreditando que isso tenha ligação a Lex Luthor, no alter ego Bruce Wayne, ele vai a uma festa na casa do milionário de Metrópolis e se depara com Clark Kent e com uma misteriosa e bela mulher (Gal Gadot). Clark está intrigado com o vigilante de Gotham e como Superman decide confrontá-lo, iniciando uma guerra entre eles cujo o fim pode ser catastrófico para um deles.
Não quero narrar o filme, pois é importante vê-lo. Ele é a realização de uma mera brincadeira que Snyder fez anos atrás com Frank Miller na SDCC, questionando se poderia dirigir “The Dark Knight Returns”. Sim, tem muita coisa de TDKR no filme, mas não esperem um filme do Batman, como os trailers cuspiam para nós, pois é um filme do Superman. Ele é o centro das atenções nessa extensão de “O Homem de Aço” (2014).
Não é uma continuidade, é uma extensão, pois parte do momento que Metrópolis conseguiu se reerguer. Batman retornou, pois deseja algo que pode ajudá-lo em um futuro próximo, e Lex Luthor está completamente desnorteado, pois um homem consegue ser mais poderoso do que ele jamais será.
O filme mantém um ritmo de ação, de tensão constante, tanto que você não sente ele passar, pelo contrário, se surpreende com cada momento, cada cena que foi posta nos trailers são momentos que lhe deixam extasiados, pois a montagem dos trailers não chegam nem perto do que é o filme de verdade... e acreditem, os trailers não contam o final do filme, nem chegam perto disso. O lance é que, depois da sessão, fiquei com uma sensação de vazio.
Sou declaradamente batmaníaco, DCnauta, um grande fanboy – as vezes prefiro referir a mim mesmo como fandom – da DC Comics, então ver esse filme... sair daquela sessão, me deixou com uma sensação de entorpecimento inicial, depois veio o vazio. Não sei se foi por fazer a contagem regressiva ou se foi por ver a realização de um sonho, mas eu fico pensando “o que mais pode-se se fazer de melhor do que isso?”... tá, eu sei que teremos “Liga da Justiça”, em breve, mas “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” é a superação de uma expectativa. Tem referências quadrinhísticas fantásticas, tem aparições especiais bombásticas. O filme todo é uma grande realização (sim, estou me repetindo).
Quanto a “critica especializada” que vem detonando o filme por ter referências aos quadrinhos, não ser animado e nem colorido, sinceramente, deveriam continuar fazendo críticas de outros filmes, pois eles estão longe da capacidade de criticar um filme de super-heróis, pois falta-lhes a compreensão que um filme deste tipo não precisa ter cores ou ser animado, tendo piadas escatológicas. Um filme de super-herói tem de ter um ritmo de ação constante, com momentos intrigantes e impactantes, que causem ao espectador a reação catártica necessária para determinado momento. Existem momentos de “alívio cômico”, graças as brincadeiras irônicas de Alfred, interpretado magistralmente por Jeremy Irons, mas nada estrondoso demais devido ao clima do filme.
É um filme tenso, pois por mais que Batman saiba que não tem condições de encarar o Superman, ele não desiste da ideia que precisa derrotá-lo. A interação entre Affleck e Cavill é uma sintonia sem igual e digna. Seus momentos de encontro jorram uma eletricidade estática constante. A interação de Affleck e Gadot também é muito sintonizada e mesmo a israelita não sendo um fenômeno como atriz, ela não decai em sua atuação. Sua sede de guerreira é também muito bem interpretada, deixando seu momento de tela bem caracterizado. Já Amy Adams demonstra que nasceu para ser Lois Lane. Ela é um dos pontos altos do filme, pois está em cena constantemente, demonstrando ser a parte que humaniza o Superman. Mas do outro lado também temos a maravilhosa Diane Lane interpretando Martha Kent. São as mulheres da vida de Clark Kent/Kal-El/Superman, que são sempre necessárias para motiva-lo a continuar sendo quem ele é.
Já no lado do vilão, palmas pela interpretação de Jesse Eisenberg. Ele não faz somente um milionário sociopata, ele faz um lunático com tendências terroristas afloradas. Manipulador, excêntrico, determinado, o Luthor de Eisenberg lhe deixa atônito, pois você nunca pode imaginar do que ele é capaz de fazer. Ele lhe deixa surpreso com o que faz, pois vai além de tudo que nossa vã imaginação poderia presumir. Ele demonstra que é capaz de jogar o melhor amigo na fogueira para conseguir seu objetivo. Ele é absurdamente insano e imoral (na falta de adjetivos melhores). Não precisavam de outro vilão, pois ele é o auge da vilania nesse filme, e não podemos considerar Apocalypse um vilão, pois ele é uma máquina de destruição.
Como nos quadrinhos, ele foi feito para se adaptar e destruir. Não formarei mais comentários sobre o monstro, mas não tirem da cabeça o que leram e viram nos quadrinhos, pois Apocalypse é aquilo que testemunhamos em “A Morte do Superman”, um monstro que destrói tudo a sua volta.
“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” não é o auge dos filmes de super-heróis, mas depois de vê-lo, você fica com a sensação de que Zack Snyder cumpriu bem sua missão de levar o encontro do século para os cinemas. Como coloquei em outra postagem do blog, o encontro poderia ter acontecido outras vezes, mas esse é o momento mais acertado para isso, pois estamos no cume de lançamentos de filmes de super-heróis e “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” é, definitivamente, o topo de tudo isso, fazendo-me refletir que o que virá depois disso será mais grandioso e extasiante, mas não se igualará ao ver dois dos maiores ícones dos quadrinhos nesse encontro memorável.