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sexta-feira, 27 de maio de 2016

RESENHA HQ: Odisseia Cósmica (Cosmic Odyssey).

ODISSEIA CÓSMICA (Cosmic Odyssey).

Roteiro: Jim Starlin
Desenho: Mike Mignola
Arte-final: Carlos Garzon
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2009 (BR: 2015)
Pág.: 204

Na Terra, um grupo de Apokolips tenta invadir Gotham, mas seu intuito é burlado por Superman e Magtron, um novo deus de Nova Gênese. Percebendo o fracasso, eles retornam a Apokolips por um Tubo de Explosão, deixando para trás um dos seus.
Em outro momento, Metron reaparece de uma de suas várias viagens em busca de conhecimento e é resgatado por Darkseid. Percebendo que o novo deus se encontra em estado catatônico, o soberano de Apokolips decide verificar as gravações da poltrona Mobius de Metron, para tentar descobrir o motivo de viajante estar naquele estado e se poderia ser usado por ele, quando descobre que precisará de ajuda externa, algo que ele não gostaria, mas precisa fazer.
Enquanto isso, na Terra, Batman investiga um número de assassinatos que vêm acontecendo desde que Apokolips tentara invadir sua cidade e descobre que o responsável é o Cão de Guerra de Darkseid, que está habitando os esgotos de Gotham. Na intenção de detê-lo, Batman dispara a arma do monstro e termina ferindo-o mortalmente.
Na Casa Branca, um grupo bem inusitado é unido, pois o novo deus Lonar os convocou a pedido do Pai Celestial. Eram eles Superman, Batman, J’onn J’onzz, Estelar, John Stewart e um envelhecido Jason Blood. Ele embarcam em um Tubo de Explosão e se veem em Nova Gênese, terra dos Novos Deuses que seguem o Pai Celestial.
Em Nova Gênese, eles se unem a Órion, Magtron e Darkseid, para que Pai Celestial lhes explique a ameaça que enfrentarão. No passado, uma raça alienígena desenvolveu uma arma de antivida para destruir seus inimigos e terminou libertando uma força sombria que devorou duzentos anos-luz quadrados. Finalizando a explicação, Darkseid fala aos seus novos aliados que essa força pode ser libertada, graças as explorações de Metron.
Metron é trazido por Forrageador, membro de uma raça insetóide de Nova Gênese, e o cérebro do viajante é explorado por J’onn J’onzz, que descobre que a Força de Antivida é uma entidade viva de poder ilimitado. Quando Metron tenta fugir, ela libera com Metron, quatro formas que têm a intenção de destruir galáxias e libetar a Força de Antivida no nosso universo. Com isso, os super-heróis são divididos em quatro grupos e enviados a quatro cantos do universo: Thanagar, Rann, Xanshi e Terra.
Superman e Órion chegam a Thanagar e enfrentam uma força de guerreiros alados thanagarianos. Enquanto o Homem-de-Aço busca uma solução pacífica para descobrir onde encontra-se a parte da Entidade Antivida, o guerreiro genesisiano mata os thanagarianos, sem dó e nem piedade.
Em Xanshi, J’onn J’onzz e John Stewart saem atrás do espectro de Antivida, e descobrem que ele está envenenando os habitantes do planeta. Usando o anel energético, John cria uma cura para a doença mortal e depois vai com o Caçador de Marte descobrir que o espectro está usando uma grande quantidade de energia na região ártica do planeta, e dirigem-se para lá.
Na Terra, Batman e Forrageador vão à Batcaverna, onde o Homem-Morcego usa seus equipamentos para descobrir que o espectro de Antivida usará uma rede de computadores para encontrar o que precisa para construir seu equipamento mortal.
Já em Rann, Estelar e Magtron se dirigem a Ranagar, centro do planeta e, ao invés de encontrarem uma civilização avançada e civilizada, se deparam com o caos e pessoas se matando sem motivo algum. Quando chegam ao prédio central de Ranagar, encontram o terráqueo Adam Strange armado e em vigília de sua esposa e seu genro, amarrados e ensandecidos. Adam então os acompanha para que encontrem o espectro Antivida e o detenham.
Enquanto isso, em Nova Gênese, Jason Blood encontra sua contraparte, Etrigan. Pai Celestial e Darkseid tentam convencê-lo de que somente ele unindo-se ao demônio, poderá salvar todo o universo. Mas os planos de Darkseid com Etrigan são mais sombrios do que se pode imaginar e, por não confiar no soberano de Apokolips, Batman pede para um velho conhecido ficar de olho no ditador e seus planos escusos.
“Odisseia Cósmica” foi uma saga lançada no Brasil, pela primeira vez, em 1990, pela editora Abril. No ano seguinte, a Abril Jovem lançou um edição encadernada da história. Ela foi escrita pelo fantástico Jim Starlin, conhecido pelas grandes sagas espaciais na Marvel Comics e pela criação do vilão Thanos, que Starlin nunca escondeu ser baseado no tirano Darkseid, criado por Jack Kirby em 1970.
Starlin tem um histórico bem grande com a DC Comics. Ele foi responsável pelo ressurgimento e pela morte de Jason Todd, o segundo Robin. Introduziu nos quadrinhos do Batman os vilões KGBesta (As Dez Noite da Besta) e o Diácono Blackfire (Batman – O Messias). Ele também escreveu “A Morte dos Novos Deuses” recentemente, mas seu primeiro contato com o Quarto Mundo de Kirby ocorreu em Odisseia Cósmica, e Starlin demonstrou uma familiaridade enorme.
Talvez por causa de seus roteiros cósmicos para a Marvel, Starlin criou uma história única que entrou para a cronologia do Universo DC durante anos, pois acontecimentos relacionados a John Stewart o assombraram até mesmo quando ele não era mais portador do anel energético dos Lanternas Verdes. Seu trabalho foi tão bem quisto que no ano seguinte – “Odisseia Cósmica” foi lançada em dezembro de 1988 e finalizou em março de 1989 – ele foi convidado a roteirizar o terceiro volume de “New Gods”, ao lado de Mark Evanier e Paris Cullins. Sem contar que, como dito mais acima, ele foi responsável pela minissérie “A Morte dos Novos Deuses” – antes mesmo de Grant Morrison mata-los em “Crise Final”.
Para tornar o roteiro de Starlin em algo visto e admirado, foi convidado Mike Mignola.
Mignola, conhecido como o criador de Hellboy e do Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal da Dark Horse Comics, é amplamente conhecido por seus trabalhos com Batman e Superman. Ele foi responsável pela arte de “Um Conto de Batman: Gotham City 1889” – escrita por Brian Augustyn – e a minissérie “O Mundo de Krypton” – escrita por John Byrne.
O trabalho de Mike Mignola em “Odisseia Cósmica” é dinâmico e memorável. Sua quadrinização é perfeita, as vezes usando as onomatopeias de explosão do Tubo de Explosão dos Novos Deuses como forma de narrar a história. É fantástico ver suas interpretações das grandes cidades de Thanagar, Rann e Xanshi, bem como sua ideia pessoa de Gotham City, com sombras e detalhes, que terminam enriquecidos com a arte final do colombiano Carlos Garzón. Ele pega cada detalhe dos desenhos de Mignola e tornam mais fortes. Sombras e expressões, bem como detalhes das cidades, são precisos nas mãos de Garzón.

“Odisseia Cósmica” é um dos materiais da DC Comics que sempre merece ser relembrado. A Panini a lança, pela segunda vez – a primeira aconteceu em “Grandes Clássicos DC nº 12” (novembro de 2007) – e de forma definitiva, com capa metalizada. A adição dessa história em uma coleção somente a enriquece.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

RESENHA HQ: Superman/Batman: Supergirl (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 14 da Eaglemoss).

SUPERMAN/BATMAN: SUPERGIRL (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 14 da Eaglemoss).

Roteiros: Jeph Loeb, Otto Binder
Desenhos: Michael Turner, Al Plastino
Título original: Superman/Batman: Supergirl

A história desse encadernado (sim, continuo teimando em chama-lo assim, pois não é sempre que ele publica graphic novels – Lex Luthor: Homem de Aço e LJA: Terra Dois são dois exemplos de graphic novels –, mas sim minisséries que foram publicadas nas mensais ou à parte da cronologia do personagens) é, praticamente uma continuidade de “Superman/Batman: Inimigos Públicos”, publicada no volume 5 da coleção da Eaglemoss, então após a queda dos restos de meteoro de kriptonita na Terra, Superman vê-se isolado enquanto Batman e a Liga da Justiça procuram esses pedaços. Submerso no rio próximo de Gotham, Batman encontra uma nave com um texto em kriptoniano, só que esta está vazia. Enquanto isso, uma jovem nua anda pelas ruas de Gotham, totalmente desnorteada e perdida. Quando Batman a encontra, descobre que ela somente sabe falar kriptonês e tem poderes que assemelham-se ao do Superman. Ela termina causando um desastre, o que leva ao Batman capturá-la, enquanto Superman salva o dia.
Descobre-se que a jovem é Kara, filha de Zor-El, irmão de Jor-El, pai do Superman, ou seja, ela é prima do Homem-de-Aço. Desconfiado de quem a menina seja, Batman ajuda Superman a investigar mais sobre a jovem, mas terminam tendo a intervenção da Mulher-Maravilha que leva Kara para Themyscira, a ilha Paraíso, onde ela é treinada por Artêmis e faz amizade com Lyla, a Precursora. Só que, do outro lado do universo, em Apokolips, Darkseid deseja que a jovem faça parte de suas Fúrias e será capaz de qualquer coisa para isso. Então, mais do que nunca, Superman precisará da ajuda de Mulher-Maravilha e do Batman, além de um dos residentes de Apokolips que decidiu ficar na Terra para deter Darkseid de seus desejos sórdidos.
Depois temos a chegada da jovem Kara Zor-El à Terra em Action Comics #252 (maio de 1959). Advinda de um pedaço de Krypton que se separou após a explosão do planeta, Kara nasceu nesse pedacinho do planeta, que foi mantido a salvo, durante muito tempo, por seu pai Zor-El. Quando Zor-El percebeu que aquele pedaço do planeta estava em vias de total destruição, sem recuperação, ele monta uma nave e envia sua filha à Terra, após sua esposa, Allura, e Kara pesquisarem sobre o planeta e descobrirem que aqui vive outro kriptoniano, o Superman. Chegando ao nosso planeta, Superman a resgata e ambos descobrem serem primos, então na intenção que ela viva entre os terráqueos como ele faz no papel de Clark Kent, Superman a leva para um orfanato com o nome Linda Lee e lá a deixa.
Ter mais essa edição da coleção em mãos é muito bom. Eu já conhecia a história “Supergirl de Krypton”, que fez parte das edições 1 a 4 de “Superman/Batman”, lançada no Brasil pela Panini (junho/outubro de 2005). Na época eu achei a história – pois ainda estava acostumado a Supergirl do Universo Compacto, criado pelo Mestre do Tempo para ludibriar a Legião de Super-Heróis – totalmente desnecessária, pois não via motivo para a existência de uma Supergirl, mas com o passar do tempo, Kara foi conquistando seu espaço, sempre aprendendo a convivência com todos os outros heróis. Chegou até a integrar os Novos Titãs por um curto período de tempo.
Critiquei muito Jeph Loeb por trazê-la de volta, ainda mais que Byrne havia estabelecido Kal-El como um órfão, mas Zero Hora já havia ocorrido, sendo assim, a possibilidade de mudanças nos parâmetros da solidão do Superman eram possíveis, tanto que Krypto reapareceu, também – existiu outro Krypto, mas este era um cachorro do bartender Bibbo que ele deu ao Superboy.
A entrada de Kara Zor-El foi bem querida por muitos, pois ela fazia parte do universo pré-Crise, fosse como Poderosa (nesse caso era Kara Zor-L) na Terra-2 ou como Supergirl em Terra-1, e nem tanto por um pequeno grupo que – como eu – achava que se você é o último filho de Krypton, não tem de haver uma última filha e assim por diante, pois se perde a noção dos limites, como terminou acontecendo posteriormente, em histórias futuras. Mas eu admito que errei com isso, pois a adição da personagem deu uma nova dinâmica nas histórias do Superman e também acrescentou elementos na história da personagem que a envolvia constantemente com vários aspectos das sagas que transcorriam, como foi o caso de A Guerra das Amazonas, onde Kara se viu entre a cruz e a espada, pois era vista como uma das guerreiras de Themyscira, já que fora treinada por elas.
Eu gostava da Kara pré-Crise, pois ela era um elemento importante nas histórias da Legião dos Super-Heróis, principalmente. Era um membro importante do grupo e a amada de Brainiac-5, mostrando que até mesmo o mais racional dos seres pode amar. Essa nova Kara acrescentou bastante elementos, pena que durou somente até 2011, quando surgiu Novos 52 e Kara teve sua história recontada, novamente.
Já na segunda história, escrita por Otto Binder e desenhada por Al Plastino, vimos a introdução da Supergirl da Terra-1. Essa foi a primeira de várias histórias que Kara possuiu posteriormente. Ela foi adotada pelos Danvers, foi apresentada ao público pelo Superman, se tornou membro da Legião dos Super-Heróis e ganhou super-animais como Rajado, Beepo e Cometa. Sua história foi longa e cheia de grandes aventuras até sua fatídica e lembrada morte em “Crise nas Infinitas Terras”.
No volume 15 da coleção começará a saga “O Nascimento do Demônio”, onde Batman encarará o terrorista Ra’s Al Ghul, que busca um herdeiro para seguir no comando de sua Liga dos Assassinos.

A coleção de graphic novels pode ser adquirida em bancas ou lojas especializadas. Números anteriores também podem ser requeridos no site Eaglemoss Brasil. Se preferir fazer a assinatura, com ela você ganha vários brindes exclusivos.