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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Esmiuçando o Snyderverse

 

Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram. Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse. Venha ver este bate-papo fantástico.

A Serenidade em Batman: O Cavaleiro das Trevas


Adaptações são sempre novas formas de ver obras estabelecidas durantes anos, década ou milênios. Uma adaptação pode trazer uma versão que se assemelha ou, simplesmente, se diferencia da obra original. Dependendo do que for diferente, a obra pode até perder seu mérito. Não é o caso da adaptação, em duas parte, lançada direto em DVD ou Blu-ray, Batman: O Cavaleiro das Trevas. A adaptação é muito boa, mas peca em alguns aspectos e eu falo um pouco sobre isso no vídeo. Caso desejem adquirir a minissérie, em quadrinhos, adquira: - Batman Noir: O Cavaleiro das Trevas = https://amzn.to/3skvqTK - Batman: O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva = https://amzn.to/3d1GWNf Você também pode adquirir toda a Coleção Cavaleiro das Trevas, por Frank Miller, acessando: - Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II - Edição Definitiva = https://amzn.to/3shzZhw - Batman: O Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior = https://amzn.to/3reJJIi

Superman: Qual é o original?


Surgiu uma discussão imbecil nas redes sociais, recentemente, quando foi comentada a possibilidade de o próximo Superman se interpretado por um ator preto, onde muitos falaram que seria muito diferente do Superman original, mas fica a pergunta, qual é o original? Sim, seria totalmente diferente do Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas se pensarmos bem, nenhum dos atores que chegaram a vestir o do uniforme representou o dos quadrinhos, pois houveram interpretações de cada roteirista. Aquilo eu falo sobre cada um desses atores, assistam e tirem suas próprias análises. Ray Middleton no Superman Day da Feira Mundial de Nova York de 1939: https://youtu.be/dhYzI1J1fNI


sábado, 4 de dezembro de 2021

Gerações: Um legado contínuo


O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.

Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens. Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne. Se quiserem, podem adquirir Superman & Batman: Gerações na Coleção DC Comics de Graphic Novels: https://amzn.to/3rAmg4Z

sexta-feira, 23 de julho de 2021

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

George Pérez, o favorito

 
George Pérez é um dos artistas mais importantes dos quadrinhos da Marvel e DC Comics, entre outras editoras. Durante anos, desenhou, escreveu roteiros e co-criou muitos personagens que muito conhecem, mas não tem ideia de quem ajudou a criá-los. Conheça mais sobre este artista e sua influência grandiosa nos quadrinhos.

1º - Sim, terminei esquecendo seu maravilhoso trabalho em LJA/Vingadores, onde ele realizou seu sonho de desenhar vários personagens da Marvel Comics e DC Comics nessa minissérie. 2º - Sim, eu sei o significado de polímata (pessoa que possui vastos conhecimentos ou que domina várias ciências), mas achei que fosse a palavra mais adequada para demonstrar todo o talento de Pérez... e sim, eu tomei uma "liberdade de interpretação". Caso deseje conhecer mais os trabalhos de George Pérez: - Os Vingadores, por George Pérez = https://amzn.to/2IXnq9t - Os Novos Titãs, por George Pérez = https://amzn.to/3kn463l - Crise nas Infinitas Terras = https://amzn.to/2TfEJUW - Mulher-Maravilha, por George Pérez = https://amzn.to/3klFjwl - Desafio Infinito = https://amzn.to/3oee60Z

sábado, 14 de novembro de 2020

DC: Antes da Crise e... Depois?!

 

São 85 anos desde que o Major lançou a New Fun Comics #1. A DC Comics - antes National Allied, depois National Periodicals - foi responsável pela Era de Ouro dos Quadrinhos e pela Era de Prata, também. Conheça um pouco de sua história Antes da Crise nas Infinitas Terras e todas as tramas que ocorreram Depois da Crise nas Infinitas Terras.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Supergirl e a diversidade


A busca da inclusão de comunidade ignoradas em mídias diversas chegou há algum tempo nos seriados de super-heróis, mas nunca em tamanha extensão como em Supergirl. Mas nem tudo são flores e muito menos o arco-íris que esperamos. Assista ao vídeo para saber um pouco mais da diversidade que rola na série.

- Os super-heróis podem ajudar a tornar o mundo mais inclusivo?, por Mike Straney | Nightsavers: https://bit.ly/3drbg3R - Super-Heróis da HQ e a batalha pela inclusão. por Tom Moore | Leflein: https://bit.ly/3jXKz9s - Supergirl e a CW: como a falta de representação levou a um dos piores casos de queerbaiting na televisão moderna, por Hayley Spencer | Medium: https://bit.ly/313AHTX

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

RESENHA ANIMAÇÃO: O Reino dos Supermen (Reign of the Supermen, 2019)


O REINO DOS SUPERMEN (Reign of the Supermen, 2019)

Direção: Sam Liu
Roteiro: James Krieg, Tim Sheridan
Elenco: Jerry O’Connell, Rebecca Romjin, Rainn Wilson, Patrick Fabian, Charles Halford, Cameron Monaghan, Cress Williams, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Groham, Shemar Moore, Nyambi Nyambi, Jason O’Mara

Superman está morto. Mas as esperanças surgem quando quatro novos super-heróis aparecem usando o emblema do kryptoniano: o Superboy, o Homem de Aço, o Último Filho de Krypton e o Homem do Amanhã.
Cada um deles lembra o Superman em determinado momento e isso deixa as pessoas confusas, pensando em quem eles acreditam ser o grande super-herói. A Liga da Justiça está para lançar seu satélite em órbita da Terra, mas termina sendo capturada e desaparecendo, deixando a Terra na mão desses quatro super-seres, mas será que eles são confiáveis? Quais são suas intenções? Algum deles é verdadeiramente o Superman ou não?
Foi lançado, nos Estados Unidos, a tão esperada conclusão da animação “A Morte do Superman”, mas, para mim, é uma tremenda decepção.
Bem, teci grandes elogios para a primeira parte dessa minissérie lançada direta para DVD/Blu-ray, pois ela trazia da forma mais fiel possível a adaptação do clássico que fora responsável pela morte do Superman, lançado entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993 (no Brasil foi lançada em uma edição especial de novembro de 1993, pela Editora Abril). Mas, nesse momento, a sequência é decepcionante, pois não segue em nada o original, com mudanças radicais.
A história até começa bem, mas você nota certas estranhezas no desenrolar da história. Eu, sinceramente, gostaria de entender o que James Krieg e Tim Sheridan quiseram fazer com isso, pois para mim, foi um desastre.
Como conhecedor do enredo original, eu esperava mais da história. Tá, o traidor é o mesmo, mas a pessoa com quem ele trabalha, não. Isso foi extremamente desnecessário.
Eu não gosto de fazer resenhas das coisas que me decepcionam, seja no cinema, séries, quadrinhos ou animações, mas tinha que falar o quão triste fiquei com “O Reino dos Supermen”.
Um conhecido meu que também assistiu a animação disse que aquele final é necessário para continuidade do universo criado para as animações. Tá, e por que o final original também não seria algo para dar continuação? Diria até que seriam mais adaptações de histórias interessantes que ainda não foram exploradas.
Eu acredito que fiquei muito esperançoso com essa adaptação, por causa da primeira parte. Mas foi... broxante! Me fez lembrar o quão decepcionado fiquei com outras adaptações, como “O Contrato de Judas”, um dos grandes clássicos de Marv Wolfman e George Pérez com os Novos Titãs que ficou a desejar, pois incluíram elementos que não fazem parte do contexto da história. Eu não entendo o motivo disso. Para fazer parte da continuidade das Animações da DC? Pra quê? São quadrinhos clássico, com roteiros fantásticos. Não precisam ser integrados a uma continuidade DC nas animações. Por que “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”, “Mulher-Maravilha”, “Lanterna Verde: Primeiro Voo”, “Superman/Batman: Inimigos Públicos”, Liga da Justiça: Crise em Duas Terras”, “Batman Contra o Capuz Vermelho”, “Superman/Batman: Apocalipse”, “Grandes Astros Superman”, “Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda”, “Batman: Ano Um”, “Liga da Justiça: Legião do Mal”, “Superman contra a Elite”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II” e “Superman: Sem Limites” são boas adaptações? Pois se preocupam com a história de onde vêm. Mesmo “Liga da Justiça: Legião do Mal” que adapta a minissérie Torre de Babel, mudando os vilões principais, consegue ser bem feito.
Desde que ocorreu “Liga da Justiça: Ponto de Ignição”, eu tenho tentado aturar as animações da DC, mas tem sido difícil. Talvez porque não aceitei bem Os Novos 52 e as animações seguiram por esse conceito, mas mesmo “Batman: Piada Mortal” e “Batman: 1889” foram totalmente uma decepção. Tá, nem tudo é de se jogar fora, pois temos “Batman: Ataque ao Arkham”, “Liga da Justiça: Deuses e Monstros”, “Batman: Sangue Ruim”, “Batman e Arlequina”, “Esquadrão Suicida: Acerto de Contas” e “A Morte do Superman”, mas em sua maioria, se não existisse não faria falta. E, infelizmente, “O Reino dos Supermen” entra para essa lista daqueles que não deveriam ter acontecido.
“Ah, mas é muita história para contar”... Sim, e por que resumir tudo em somente dois episódios? Poderiam ter apresentado melhor os personagens, a história do Superboy, os problemas do Aco, quem era o Erradicador e tornar mais válida a aceitação do Super-ciborgue, mas empurraram tudo em 87 minutos. Seria até uma forma de ganhar mais dinheiro.
Sinceramente, não quero e nem tentarei entender o que ocorreu, mas “O Reino dos Supermen” é extremamente decepcionante e frustrante. Antes não tivessem lançado.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ECN COMENTA: Retrospectiva 2018


Ano vem, ano vai e tantos os quadrinhos, como a TV, cinema e games ficam ricos de material lançado. O ano de 2018 não foi diferente. Os quadrinhos no Brasil tiveram um enriquecimento com publicações de mais novas editoras que se arriscaram nesse ano de 2018, apesar de todas as complicações financeiras que passamos. E arriscaram certo.

Alguns desses quadrinhos ganharam resenhas no blog Esmiuçando a Cultura Nerd, outros terminei não fazendo por temer errar na forma de escrever, pois os considero muito bons. Amo escrever, por isso dei preferência a isso ao invés de continuar fazendo vídeos. Cheguei a gravar alguns até 30 de junho de 2018. Fiz um especial dos 80 anos do Superman. Comentei sobre algumas aquisições, filmes que assisti, sobre polêmicas, homenagens, mas escrever é uma paixão, só que sempre temo por errar na forma de me expressar.

Passei por essa dificuldade com a resenha de “Paraíso Perdido”, por exemplo. Meu colega e amigo, Robson Seibert, que fez as resenhas das revistas “O Corvo de James O’Barr” e “V de Vingança”, foi um grande apoio e ajuda para que eu escrevesse essa resenha que, de qualquer forma queria que fizesse justiça a obra de John Milton e o trabalho de Pablo Auladell. Teve uma boa quantidade de visualizações e agradeço a todos por isso.
Escrever essa resenha me deu confiança para escrever outras resenhas como “Drácula – A Obra Completa” e “Black Dog – Os Sonhos de Paul Nash”, trabalhos de boa qualidade artística que valem a pena fazer parte de coleções.
Eu também dei sorte com as séries que assisti na TV e em sistemas de streaming da Netflix e da Amazon Prime Video. Não fiz resenhas sobre essas séries, por temer entregar mais da história do que deveria – sim, fazer spoilers – então me prendi a comentar sobre o crossover-evento anual da Warner Channel, intitulado “Elseworlds”. Na verdade, eu comentei mais sobre o título do próximo crossover-evento, “Crise nasInfinitas Terras”.
Também busquei ousar ao falar sobre a versão de Liga da Justiça de Zack Snyder que a Warner Bros. Pictures prometeu nunca lançar – espero, sinceramente, que voltem atrás nessa decisão como fizeram com Superman II de Richard Donner. Gosto de fazer isso, às vezes.
Ano que vem muito material de qualidade chegará, como “Meia-Dúzia de Sapos” de Gustavo Borges e Cris Peter, “Adágio” de Felipe Cagno, “Alfa – A Primeira Ordem” de Elyan Lopes, onde ele une vários super-heróis brasileiros em uma mesma saga, “Chaos” de Felipe Folgosi, "Últimos Deuses” de Eric Peleias e Hiro Kawahara, entre vários outros. Principalmente os projetos da Maurício de Sousa Produções/Panini Comics, Graphic MSP.
Também foi o ano que mais frequentei o cinema. Foram um total de 25 filmes. Como no caso dos quadrinhos e seriados, não fiz resenha de todos os filmes, fossem de qualidade razoável ou ótima – eu classifico com estrelas, o que causa certa confusão para alguns, pois dou muitas estrelas para filmes que muitos não concordariam na quantidade. Alguns não fiz por questão de tempo, foi um ano de conturbações e correrias – infelizmente não consigo sobreviver do meu blog, que faço mais por prazer do que por dinheiro.

Foi um ano de altos e baixos, como todos os anos são, mas valeu a pena por embarcar no projeto do ForGeeks de Moises Santiago, o ForGeeks no Rádio, onde conversamos sobre quadrinhos e filmes, por enquanto, mas com intenção de expansão para outros assuntos que, com certeza, eu não entenderei bulhufas como mangás, animes e games.
Lógico que não participei de todos os programas. Preferi me ausentar da homenagem a Stan Lee, pois mesmo que tenha abalado há muitos, para mim foi como a morte de vários outros. Sinceramente sentirei mais falta de Steve Ditko – que também faleceu nesse ano de 2018 e não teve tanto estardalhaço, por mais que merecesse – do que de Stan Lee.
Tá, sei de sua importância, mas Ditko tem mais importância ainda do que ele. A diferença, Stan Lee sabia se promover, mesmo que passasse por cima de vários outros, algo que não interessava tanto a Ditko que nos deixou um legado imenso de personagens.
Muitos quadrinhos, muitas séries e muitos filmes fizeram nós vermos o quão importante os nerds/geeks são, pois, a importância disso cresce com o tempo.
Sinceramente, não vejo um crescimento maior disso tudo, pelo contrário, talvez tenhamos uma diminuição em breve. Mas temos que aproveitar bastante, pois 2019 virá, novamente, com uma enxurrada de filmes grandiosos. Peter Jackson, Marvel, Star Wars, Godzilla, DC, Disney, serão algumas das coisas que chegarão aos cinemas e, como sempre, eu espero que esteja lá para conferir a todos.

domingo, 4 de novembro de 2018

RESENHA HQ: Superman – As Quatro Estações (Superman For All Seasons)


SUPERMAN – AS QUATRO ESTAÇÕES (Superman For All Seasons).

Roteiro: Jeph Loeb
Arte: Tim Sale
Cores: Bjarne Hansen
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2014 (BR: 2018)
Pág: 228

Quando Clark Kent descobriu, com o passar dos tempos, seus poderes, Jonathan e Martha Kent sabiam que ele estava destinado a algo maior. Quando ele chegou a Metrópolis, já como Superman, como Lois Lane o nomeara no Planeta Diário, ele atingiu essa grandiosidade, mas precisou encarar o seu pior inimigo, que desejava desmoralizá-lo e fraquejar quem ele era. Então, após seu retorno a suas origens, Clark descobriu que seu destino estava traçado e ele sempre seria o maior de todos os super-heróis.
“Superman: As Quatro Estações” é uma história do lado humano do Superman. Nela se percebe que Clark Kent é a identidade do Superman, não somente um mero disfarce, um alter-ego que ele se esconde. Mesmo quando está com o traje azul e vermelho, nós vemos Clark Kent embaixo daquele uniforme, agindo com coragem, determinação e altruísmo, constantemente. Não é como Bill fala em “Kill Bill – Volume 2”, o disfarce não esconde o verdadeiro lado do Superman, pois o Homem de Aço nada mais é do que Clark Kent com super-poderes.
Jeph Loeb (O Longo Dia das Bruxas) nos dá uma minissérie em quatro partes, desenvolvidas com quatro indivíduos da mitologia de Clark Kent/Superman, falando sobre quem ele é. Vemos Jonathan Kent, Lois Lane, Lex Luthor e Lana Lang, desenrolando uma história sobre o personagem Clark Kent/Superman, na visão deles. Vemos as preocupações desses personagens, a fascinação, a ira, a compreensão, a decepção, o carinho, em quatro histórias que demonstram os primeiros momentos de Clark Kent como Superman. É fascinante ver como Clark Kent está constantemente presente na história, mesmo quando é o Superman.
Uma das coisas que eu mais amo é quando buscam essa humanização do Superman, mostrando que Clark Kent está sempre presente, pois vem de sua criação em Smallville. Sua simplicidade, sua franqueza e sua força de caráter estão acima de qualquer super-poder que possua. Podemos ver que esse “deus” é bem humano.
Para tornar esse encadernado mais especial, ainda temos mais três histórias compostas por Loeb, Tim Sale e Bjarne Hansen. A primeira foi escrita para uma minissérie da DC Comics chamada “Solo”. Nela temos a visão de Martha Kent quanto seu filho, Clark Kent. É impressionante que Loeb nos mostra que Martha não faz diferenciação de Clark para o kryptoniano Kal-El. Ela o vê como seu filho, comparando suas características com a de seu marido. O amor e o carinho dela por Clark é imenso a esse ponto.
As outras duas histórias foram publicadas na série que Jeph Loeb escrevia para Batman e Superman.
A primeira história se chama “A História de Sam” e foi publicada em Superman/Batman #26. Nesse momento eu vou tomar um tempo maior de vocês, pois essa história é uma homenagem de Jeph Loeb ao seu filho, Sam Loeb, que partiu para o patamar de cima, após uma luta de três anos contra um câncer. Na história somos apresentados a Sam, que conhece Clark na época da escola. Sam era o único que conseguia fazer Clark rir. A história é contada por Jonathan Kent. Quando Clark descobre o câncer no osso de Sam, ele deseja que o amigo lhe conte a verdade, mas sua mãe lhe diz que ele o fará quando se sentir preparado. Quando Sam fala para Clark do câncer, ele usa as seguintes palavras:
Clark, eu tenho os melhores amigos, os melhores médicos, o melhor prognóstico, não esquente”.
Quando Clark descobre que Sam “partiu”, ele volta correndo para casa e, em uma conversa com Jonathan, este o fala:
A vida têm duas coisas que vêm com toda certeza: a gente nasce e a gente morre. E não há nada para dizer sobre nenhuma das duas. O importante é o que se faz entre uma coisa ou outra. É dessa parte que você tem controle, e é assim que você leva a própria vida”.
Sam Loeb tinha 17 anos quando faleceu e estava escrevendo a primeira história que compõe a edição 26 de Superman/Batman. Essa maravilhosa homenagem que Jeph Loeb, Tim Sale e Bjarne Hansen prestam ao rapaz, se torna verdadeiramente icônica e memorável.
Na última história, vemos o primeiro encontro de Clark Kent e Bruce Wayne, com uma das belas interpretações desse encontro, pois, na história Bruce já perdera os pais e estava de passagem em Smallville, quando Clark e Pete Ross – o melhor amigo de Clark Kent – terminam precisando pegar uma bola de beisebol que caíra perto da cerca. O lado interessante dessa história é a dicotomia dela. De um lado vemos a alegria de uma criança que, mesmo sem muitos privilégios, desfruta de uma vida plena, enquanto do outro vemos uma criança que, mesmo com todos os privilégios, sofre com a dor da perda e um desejo desesperado de justiça. Na interpretação de Hansen, a ausência de cores em Bruce Wayne demonstra bem esse lado, na arte de Tim Sale.
“Superman – As quatro Estações” é a obra completa e definitiva desse trabalho realizado a seis mãos, com o roteiro de Jeph Loeb, arte de Tim Sale e cores de Bjarne Hansen. Indispensável para qualquer coleção... ah não ser que não goste do Superman!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

RESENHA HQ: Superman: Identidade Secreta (Superman: Secret Identity)


SUPERMAN: IDENTIDADE SECRETA (Superman: Secret Identity).

Roteiro: Kurt Busiek
Arte: Stuart Immonen
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2016 (BR: 2018)
Pág.: 212

Clark Kent vive em uma cidade do Kansas, seus pais são donos de uma fazenda, ele trabalha com notícias, sua namorada se chama Lois, mas ele não é quem vocês pensam.
“Superman: Identidade Secreta” traz o retrato de um Clark Kent que não é o personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938, pelo contrário, ele ganha seu nome devido a uma brincadeira de seus pais, o que se torna seu grande problema. Clark sofre bullying na escola por causa do seu nome, seus parentes sempre o presenteiam com artigos baseados no personagem da DC Comics e ele não consegue paz na sua cidade, frustando-o constantemente. Mas, em determinado momento, ele descobre possuir mais semelhanças com o Homem de Aço do que imagina, pois começa a voar, ter super-força, super-audição, visão de calor e visão de raios-x. Sem entender os motivos desses poderes e como os adquiriu, Clark decide então tornar-se o Superman e ajudar a todos, da melhor forma possível.
Na história de Kurt Busiek, não temos o Superman dos quadrinhos, pois o Clark Kent de sua história é um rapaz normal que, devido a uma possível experiência genética que sofreu ainda no útero de sua mãe, ele ganhou os poderes do personagem.
Clark seria como qualquer um de nós se não fossem pelos poderes adquiridos que, no decorrer da história, nunca descobre como ocorreu. O mais interessante é que ele mesmo conta sua história, dando um ponto de vista bem pessoal de tudo que ocorre com ele.
Sua relação com seus pais, com os colegas de escola, a descoberta dos poderes, sua relação com Lois Chaudhari (sua Lois), e todos os acontecimentos de sua vida são datilografados em uma máquina de escrever. Então você sente uma proximidade maior com ele, pois a máquina parece uma extensão dele, em todos os momentos.
E
sse Clark Kent também mantém a humildade, pois quando descobre os poderes, ele não extrapola, fazendo uso deles somente para ajudar a humanidade. Essa parte do Superman, mantido por Busiek, que consegue fazer uma ligação mais próxima com o Superman que estamos acostumados. O que é mais interessante foi Busiek mostrando a possibilidade de Superman ser um “salvador” sem revelar sua identidade.
São tantos os pontos positivos de “Superman: Identidade Secreta”, que ficaria muito tempo escrevendo sobre o assunto, mas, o mais importante, é ser um trabalho bem único com o maior e mais antigo super-herói dos quadrinhos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

RESENHA HQ: Superman: Alienígena Americano (Superman: American Alien)

SUPERMAN: ALIENÍGENA AMERICANO (Superman: American Alien)

Roteiro: Max Landis
Arte: Nick Dragotta, Tommy Lee Edwards, Joëlle Jones, Jae Lee, Francis Manapul, Jonathan Case, Jock, Mathew Clark, Evan “Doc” Shaner, Mark Buckingham, Steve Dillon.
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2018
Pág.: 228

Todos conhecem, extensivamente, como Kal-El se torna Clark Kent – pelo menos o entremeio da história – e como Clark Kent se torna Superman – as várias versões –, mas quem é Clark Kent? Em “Superman: Alienígena Americano”, o roteirista Max Landis tenta responder a esta pergunta.
Não é a primeira vez que a história do alter-ego do Superman é esmiuçada, mas Landis vai um pouco mais a fundo nela. Ele trabalha a infância do personagem e a descoberta dos seus poderes, parte para sua adolescência, quando ele decide deter uns marginais e, mais tarde, é confundido e termina conhecendo Oliver Queen (Arqueiro Verde), Sue Dibny (esposa de Ralph Dibny, o Homem-Elástico) e Barbara-Ann Minerva (Mulher-Leopardo). Depois vai para o seu estágio no Planeta Diário, enfrentando Lois Lane para conseguir exclusividade em uma entrevista histórica. Seus primeiros momentos usando a extensão de seus poderes e a primeira vez contra seu nêmesis. Sua vivência em Metrópolis. E seu primeiro encontro com o Maioral.
A soma desse trabalho amplo de Landis vem com o auxílio de vários artistas que desenharam a história que se tornaram mais completas com shots sobre os Kent, introdução do Apocalypse, Sr. Mxyzptlk, Parasita e Jimmy Olsen. Tudo isso somado, transforma “Superman: Alienígena Americano” em uma história que contribui muito para a homenagem ao Homem-de-Aço nos seus 80 anos.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...


Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...

Recentemente tivemos uma foto do diretor Zack Snyder (Batman vs. Superman: O Despertar da Justiça) publicando uma imagem sua em uma rede social bem próximo de onde ocorre a Comic Con International (antes conhecida como San Diego Comic Con), que acontece em San Diego, na Califórnia. Daí então, um site de entretenimento especulou que seria anunciado a versão do diretor do filme Liga da Justiça, de onde Snyder fora demitido – antes ele dissera que sairia devido a problemas pessoais – dando lugar ao diretor Joss Whedon (Os Vingadores: Era de Ultron), que mudou significativamente a direção do filme e não agradou muito.
Desde antes do lançamento do DVD/Blu-ray de Liga da Justiça, a empresa Warner Bros. Pictures já havia revelado que não lançaria uma versão do diretor Zack Snyder, pois não faria diferença do filme que fora lançado nos cinemas, mas na rede social que Snyder participa, ele lançou imagens de cenas que ele filmara e que não entraram no filme, bem como os trailers do filme, divulgados para promover o filme, continham cenas que, posteriormente, foram retiradas do filme. E não foram coisas pequenas, foram modificações gritantes.
Os atores foram chamados para refazer várias cenas do filme e, como Henry Cavill (O Homem de Aço) estava envolvido nas filmagens de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e não poderia remover o bigode que era a composição do personagem no filme, foi necessário fazer uma remoção digital que não ficou tão boa. Além do que o ator Ciarán Hinds (The Terror) veio a público dizendo que a concepção de Snyder para o personagem Lobo da Estepe, antagonista do filme, não era da forma como terminou sendo feita no filme.
Esses fatores, mais os atores que ainda estão ligados ao Universo Estendido DC (agora chamado pela própria Warner como “Mundos da DC”) dizerem que não faria diferença o corte de Snyder, gera um pontada de curiosidade do que seria o filme “Liga da Justiça” de Zack Snyder.
Agora fica a questão, o por que do título? Bem, não é a primeira vez que a Warner faz algo assim, desconsiderar o filme de um diretor, substituindo-o por outro e ignorando totalmente a versão do diretor anterior.
Em 1978 estreava nos cinemas o filme “Superman”, do diretor Richard Donner. Na época, os produtores do filme, Alexander e Ilya Salkind haviam se aborrecido com o diretor, devido a demora das filmagens de Donner, que estava preparando, praticamente, dois filmes sequenciais. Com os atrasos, o cartaz do filme não vinha com imagens dos personagens caracterizados, somente o símbolo do Superman em cristal e a frase “You’ll believe a man can fly” e o trailers eram montagens de cenas filmadas e finalizadas, gerando uma perspectiva enigmática para o primeiro filme dedicado a um personagem de quadrinhos e que não tinha ligação com as séries televisivas – em 1951, George Reeves (o Superman da série televisiva de 1952 a 1958) protagonizou o filme “Superman and the Mole-Men” e em 1966, os atores Adam West e Burt Ward (que estrelavam a série “Batman” de 1966 a 1968) atuaram no filme “Batman – The Movie”.
“Superman” teve uma bilheteria gratificante, ótimas críticas, daí os Salkind e a Warner perceberam que um novo filme era possível. Tendo mais de 80% do filme pronto, com outras cenas ainda não finalizadas, ao invés de chamarem Donner para dar continuidade, em 1980, preferiram chamar o diretor Richard Lester (Os Três Mosqueteiros).
Não que Lester não tivesse uma boa direção, pelo contrário, “Superman II” teve uma boa bilheteria, também, e ótimas críticas, possibilitando o terceiro filme, em 1983, “Superman III”. Mas aí percebesse a diferença.
“Superman III” tem um clima um pouco mais cômico do que seus anteriores, isso por conta do roteiro que agora pertencia somente David e Leslie Newman – que haviam escrito os roteiros de “Superman” e “Superman II” com Mario Puzzo. Sem contar que muito do filme “Superman II” já havia sido dirigido por Richard Donner, com somente algumas mudanças, principalmente no final do filme.
Foram anos com todos achando que o filme “Superman II” era somente dirigido por Richard Lester, até que entre 2004 e 2005, foi revelado que existia uma versão de “Superman II” toda filmada por Richard Donner. Isso surgiu quando o diretor Bryan Singer (X-Men: Apocalipse) estava a frente do filme “Superman Returns”. Então em 2006, no mesmo ano do lançamento do filme de Singer, foi lançado “Superman II: The Richard Donner Cut”, onde mostravam a versão de Richard Donner do filme lançado em 1980. E as diferenças eram mesmo grandes, pois haviam cenas com o ator Marlon Brando – substituído pela atriz Susannah York, devido aos valores exorbitantes que o ator exigiu pelo direito de imagem no filme, hoje repassados à sua família – e um final totalmente diferente do filme de Lester (não vou contar, para não dar spoilers e incentivar o interesse da busca pelo filme). Dessa forma, a Warner Bros. Pictures demonstrou que existitam mesmo dois filmes bem diferentes apresentando essa versão.
E parece que o mesmo erro está ocorrendo novamente, só que, a diferença é a facilidade que todos têm de informações nos dias de hoje. Hoje em dia existem as redes sociais, onde atores e diretores podem se expressar, principalmente quando existe uma difamação de seus trabalhos.
Sim, difamação, pois todos creditam “Liga da Justiça” e todo seu insucesso nas bilheterias e críticas ao diretor Zack Snyder, que vem mostrando que não é bem assim. Sem contar que, um ator que não tem mais ligações com os “Mundos da DC”, explanou que seu personagem não era bem aquilo que aparecera no filme. Então, por mais que Cavill, Gadot, Momoa, ou qualquer outro ator ainda com contrato com os “Mundos da DC”, que venha a dizer o contrário, podemos crer que existe uma versão do Snyder escondida nos arquivos da Warner Bros. Pictures e ela não pretende admitir isso.
Sei que existe uma petição para que essa versão seja disponibilizada, mas tenho certeza que serão anos de insucessos, como ocorreu com “Superman II” – pois, com certeza, pessoas tinham conhecimento dessa versão e devem ter pedido por ela –, que levou mais de duas décadas para termos a versão do diretor original do filme. Então podemos acreditar que a Warner Bros. Pictures vem persistindo em um erro que cometera no passado, por teimosia e por “não querer dar o braço a torcer” (vulgarmente conhecido como burrice). A empresa continuará reticente e pedindo aos atores que insistam em falar que não existem diferenças entre o que vimos e o que é, pois eles sabem que, para ter a versão de Snyder, teriam que recontratar o diretor e deixá-lo seguir em frente com o projeto e, talvez, admitir que erraram muito feio ao não acreditar na sua ideia.
Um amigo meu pediu para eu realizar um vídeo a respeito do assunto, mas preferi escrevê-la. Apesar de poder realizar o vídeo, eu não expressaria o que sinto, tão bem, quanto escrevendo. Então, agradecendo a dica do meu amigo Robson, continuo preferindo escrever e, quem sabe, um dia fazer um vídeo sobre o assunto, também.

sábado, 21 de julho de 2018

RESENHA ANIMAÇÃO: A Morte do Superman (The Death of the Superman, 2018).


A MORTE DO SUPERMAN (The Death of the Superman, 2018).

Direção: Jake Castorena, Sam Liu
Roteiro: Peter Tomasi
Elenco: Jerry O’Connel, Rebecca Romjin, Rainn Wilson, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Gorham, Matt Lanter, Shemar Moore, Nyambi Nyambi, Jason O’Mara.
Baseado nas minisséries “A Morte do Superman” e “Funeral Para Um Amigo”, escrita por Dan Jurgens, Louise Simonson, Roger Stern, Jerry Ordway, Karl Kesel, William Messner-Loebs, Gerard Jones, e desenhada por Jon Bogdanove, Tom Grummett, Jackson Guice, Dan Jurgens, Dennis Janke, Walt Simonson, Denis Rodier, Curt Swan, M.D. Bright

Desde que surgiu, Superman vem enfrentado e defendido Metrópolis de vários problemas. Seja Intergangue, Apokolips, Lex Luthor, todas as ameaças que surgem ele busca resolver da melhor forma possível e, quando necessário, contando com a ajuda da Liga da Justiça. Mas uma ameaça vinda do espaço que destrói uma das estações espaciais da Lexcorp, chega à Terra e, aparentemente, nada consegue pará-la.
A ameaça ultrapassa os oceanos, cidades, deixando um rastro de destruição por onde passa. Quando a Liga da Justiça decide enfrentar a ameaça, é massacrada.
Ao chegar à Metrópolis, o monstro encara ninguém menos que o Homem-de-Aço. Nomeado por Lois Lane como Apocalypse, a fera parece impossível de ser enfrentada. Somente um grande sacrifício do Homem de Aço poderá detê-lo.
O final não é nenhuma surpresa, o nome da animação já entrega o fim da história. É o transcorrer dela que é importante. O que se torna ainda mais interessante é que essa não é a primeira versão a buscar adaptar o clássico escrito por Dan Jurgens, Louise Simonson, Roger Stern, Jerry Ordway, Karl Kesel, William Messner-Loebs e Gerard Jones. Em 2007, iniciando a incursão da DC em animações baseadas em quadrinhos – antes disso somente tínhamos animações baseadas em Batman – a Série Animada –, Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti dirigiram o longa “A Morte do Superman” (ou Superman: Doomsday), nele a narrativa buscava o mesmo objetivo dos quadrinhos, mas a falha foi fazer uma história somente do Homem-de-Aço, sem a inclusão das figuras do Universo DC, principalmente, de membros da Liga da Justiça.
Nesse ponto, a nova animação não falha.
Diferentemente de "Jovens Titãs: O Contrato de Judas”, que avacalhou com a história escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, “A Morte do Superman” - o novo – nos traz algo mais próximo dos quadrinhos. Tá, não temos a participação da formação da Liga da Justiça na época, mas o contexto da história está todo ali, onde o Último Filho de Krypton enfrenta uma ameaça capaz de derrotá-lo. É a história que fez Louise Simonson chorar, contada com uma versão mais modernizada do Universo DC nas animações.
O que deixa o contexto mais figurativo para essa animação é que não existe o romance Mulher-Maravilha/Superman, mas sim a busca por algo mais normal, mais... humano para o Homem de Aço, estabelecendo sua ligação com Lois Lane. Existem diferenças contextuais com os quadrinhos, mas não que prejudique o desenrolar da história. E a violência excessiva que havia tendo em outras animações, diminuiu de forma bem significativa.
“A Morte do Superman”, como a minissérie nos quadrinhos, mostra que o Superman tem seu lado humano e busca mantê-lo, pois somente assim ele pode ser algo melhor e maior do que um semideus. Manter a humanidade se torna válido, pois ele mantem sua ligação com o Kansas. Seus pais adotivos estão ali, contam suas histórias a Lois Lane, mostram que ele falha, que ele já se decepcionou amorosamente. Nos apresentam suas relações, tão conhecidas por aqueles que acompanham quadrinhos da DC Comics. Mas também nos mostram o super-homem, aquele capaz de encarar as mais terríveis ameaças e não esmorecer, pois sabe o quão a vida é valiosa. É o verdadeiro sinônimo de super-herói, aquele que é capaz de sacrificar a própria vida, fazendo uso de suas habilidades extranormais, para salvar uma vida humana. Pensando no próximo, antes de qualquer coisa.
Fazia tempo que eu esperava por algo assim. Não foi com “Jovens Titãs: O Contrato de Judas”, – tá, gostei de “Gotham by Gaslight”, que teve um final bem diferente da primeira incursão da DC em Elseworlds Universe – mas aconteceu com “A Morte do Superman”. Não vejo a hora de chegar a sequência e, quem sabe, eles não adaptem “A Queda do Morcego”, seria muito bom.


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.