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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Esmiuçando o Snyderverse

 

Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram. Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse. Venha ver este bate-papo fantástico.

Superman: Qual é o original?


Surgiu uma discussão imbecil nas redes sociais, recentemente, quando foi comentada a possibilidade de o próximo Superman se interpretado por um ator preto, onde muitos falaram que seria muito diferente do Superman original, mas fica a pergunta, qual é o original? Sim, seria totalmente diferente do Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas se pensarmos bem, nenhum dos atores que chegaram a vestir o do uniforme representou o dos quadrinhos, pois houveram interpretações de cada roteirista. Aquilo eu falo sobre cada um desses atores, assistam e tirem suas próprias análises. Ray Middleton no Superman Day da Feira Mundial de Nova York de 1939: https://youtu.be/dhYzI1J1fNI


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...


Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...

Recentemente tivemos uma foto do diretor Zack Snyder (Batman vs. Superman: O Despertar da Justiça) publicando uma imagem sua em uma rede social bem próximo de onde ocorre a Comic Con International (antes conhecida como San Diego Comic Con), que acontece em San Diego, na Califórnia. Daí então, um site de entretenimento especulou que seria anunciado a versão do diretor do filme Liga da Justiça, de onde Snyder fora demitido – antes ele dissera que sairia devido a problemas pessoais – dando lugar ao diretor Joss Whedon (Os Vingadores: Era de Ultron), que mudou significativamente a direção do filme e não agradou muito.
Desde antes do lançamento do DVD/Blu-ray de Liga da Justiça, a empresa Warner Bros. Pictures já havia revelado que não lançaria uma versão do diretor Zack Snyder, pois não faria diferença do filme que fora lançado nos cinemas, mas na rede social que Snyder participa, ele lançou imagens de cenas que ele filmara e que não entraram no filme, bem como os trailers do filme, divulgados para promover o filme, continham cenas que, posteriormente, foram retiradas do filme. E não foram coisas pequenas, foram modificações gritantes.
Os atores foram chamados para refazer várias cenas do filme e, como Henry Cavill (O Homem de Aço) estava envolvido nas filmagens de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e não poderia remover o bigode que era a composição do personagem no filme, foi necessário fazer uma remoção digital que não ficou tão boa. Além do que o ator Ciarán Hinds (The Terror) veio a público dizendo que a concepção de Snyder para o personagem Lobo da Estepe, antagonista do filme, não era da forma como terminou sendo feita no filme.
Esses fatores, mais os atores que ainda estão ligados ao Universo Estendido DC (agora chamado pela própria Warner como “Mundos da DC”) dizerem que não faria diferença o corte de Snyder, gera um pontada de curiosidade do que seria o filme “Liga da Justiça” de Zack Snyder.
Agora fica a questão, o por que do título? Bem, não é a primeira vez que a Warner faz algo assim, desconsiderar o filme de um diretor, substituindo-o por outro e ignorando totalmente a versão do diretor anterior.
Em 1978 estreava nos cinemas o filme “Superman”, do diretor Richard Donner. Na época, os produtores do filme, Alexander e Ilya Salkind haviam se aborrecido com o diretor, devido a demora das filmagens de Donner, que estava preparando, praticamente, dois filmes sequenciais. Com os atrasos, o cartaz do filme não vinha com imagens dos personagens caracterizados, somente o símbolo do Superman em cristal e a frase “You’ll believe a man can fly” e o trailers eram montagens de cenas filmadas e finalizadas, gerando uma perspectiva enigmática para o primeiro filme dedicado a um personagem de quadrinhos e que não tinha ligação com as séries televisivas – em 1951, George Reeves (o Superman da série televisiva de 1952 a 1958) protagonizou o filme “Superman and the Mole-Men” e em 1966, os atores Adam West e Burt Ward (que estrelavam a série “Batman” de 1966 a 1968) atuaram no filme “Batman – The Movie”.
“Superman” teve uma bilheteria gratificante, ótimas críticas, daí os Salkind e a Warner perceberam que um novo filme era possível. Tendo mais de 80% do filme pronto, com outras cenas ainda não finalizadas, ao invés de chamarem Donner para dar continuidade, em 1980, preferiram chamar o diretor Richard Lester (Os Três Mosqueteiros).
Não que Lester não tivesse uma boa direção, pelo contrário, “Superman II” teve uma boa bilheteria, também, e ótimas críticas, possibilitando o terceiro filme, em 1983, “Superman III”. Mas aí percebesse a diferença.
“Superman III” tem um clima um pouco mais cômico do que seus anteriores, isso por conta do roteiro que agora pertencia somente David e Leslie Newman – que haviam escrito os roteiros de “Superman” e “Superman II” com Mario Puzzo. Sem contar que muito do filme “Superman II” já havia sido dirigido por Richard Donner, com somente algumas mudanças, principalmente no final do filme.
Foram anos com todos achando que o filme “Superman II” era somente dirigido por Richard Lester, até que entre 2004 e 2005, foi revelado que existia uma versão de “Superman II” toda filmada por Richard Donner. Isso surgiu quando o diretor Bryan Singer (X-Men: Apocalipse) estava a frente do filme “Superman Returns”. Então em 2006, no mesmo ano do lançamento do filme de Singer, foi lançado “Superman II: The Richard Donner Cut”, onde mostravam a versão de Richard Donner do filme lançado em 1980. E as diferenças eram mesmo grandes, pois haviam cenas com o ator Marlon Brando – substituído pela atriz Susannah York, devido aos valores exorbitantes que o ator exigiu pelo direito de imagem no filme, hoje repassados à sua família – e um final totalmente diferente do filme de Lester (não vou contar, para não dar spoilers e incentivar o interesse da busca pelo filme). Dessa forma, a Warner Bros. Pictures demonstrou que existitam mesmo dois filmes bem diferentes apresentando essa versão.
E parece que o mesmo erro está ocorrendo novamente, só que, a diferença é a facilidade que todos têm de informações nos dias de hoje. Hoje em dia existem as redes sociais, onde atores e diretores podem se expressar, principalmente quando existe uma difamação de seus trabalhos.
Sim, difamação, pois todos creditam “Liga da Justiça” e todo seu insucesso nas bilheterias e críticas ao diretor Zack Snyder, que vem mostrando que não é bem assim. Sem contar que, um ator que não tem mais ligações com os “Mundos da DC”, explanou que seu personagem não era bem aquilo que aparecera no filme. Então, por mais que Cavill, Gadot, Momoa, ou qualquer outro ator ainda com contrato com os “Mundos da DC”, que venha a dizer o contrário, podemos crer que existe uma versão do Snyder escondida nos arquivos da Warner Bros. Pictures e ela não pretende admitir isso.
Sei que existe uma petição para que essa versão seja disponibilizada, mas tenho certeza que serão anos de insucessos, como ocorreu com “Superman II” – pois, com certeza, pessoas tinham conhecimento dessa versão e devem ter pedido por ela –, que levou mais de duas décadas para termos a versão do diretor original do filme. Então podemos acreditar que a Warner Bros. Pictures vem persistindo em um erro que cometera no passado, por teimosia e por “não querer dar o braço a torcer” (vulgarmente conhecido como burrice). A empresa continuará reticente e pedindo aos atores que insistam em falar que não existem diferenças entre o que vimos e o que é, pois eles sabem que, para ter a versão de Snyder, teriam que recontratar o diretor e deixá-lo seguir em frente com o projeto e, talvez, admitir que erraram muito feio ao não acreditar na sua ideia.
Um amigo meu pediu para eu realizar um vídeo a respeito do assunto, mas preferi escrevê-la. Apesar de poder realizar o vídeo, eu não expressaria o que sinto, tão bem, quanto escrevendo. Então, agradecendo a dica do meu amigo Robson, continuo preferindo escrever e, quem sabe, um dia fazer um vídeo sobre o assunto, também.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.

quinta-feira, 24 de março de 2016

RESENHA CINEMA: Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016).

BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016).

Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer, Chris Terrio
Elenco: Henry Cavill, Ben Affleck, Amy Adams, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Diane Lane, Holly Hunter, Scoot McNairy, Tao Okamoto, Callan Mulvey, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Joe Morton, Michael Shannon.

Dois anos se passam desde a destruição de Metrópolis nas mãos dos kriptonianos e a aparição mundial do Superman (Henry Cavill). As pessoas não sabem o que pensar, principalmente os senadores dos Estados Unidos, que liderados pela Senadora Finch (Holly Hunter), vem investigando as ações do Homem-de-Aço pelo mundo.
Muitas vidas se perderam na tragédia e muitos revoltados surgiram, também, dispostos a degradar a imagem do Superman, por não achar que ele tenha lugar na Terra e nem como herói da humanidade. Entre eles está Lex Luthor (Jesse Eisenberg), um homem disposto a tudo para conseguir infringir algum mal ao Homem-de-Aço.
Enquanto isso, do outro lado da baía, Gotham City se vê, novamente, aterrorizada por Batman (Ben Affleck), que vem investigando um mercenário russo, possível conexão com alguém – ou algo – chamado o Português Branco. Acreditando que isso tenha ligação a Lex Luthor, no alter ego Bruce Wayne, ele vai a uma festa na casa do milionário de Metrópolis e se depara com Clark Kent e com uma misteriosa e bela mulher (Gal Gadot). Clark está intrigado com o vigilante de Gotham e como Superman decide confrontá-lo, iniciando uma guerra entre eles cujo o fim pode ser catastrófico para um deles.
Não quero narrar o filme, pois é importante vê-lo. Ele é a realização de uma mera brincadeira que Snyder fez anos atrás com Frank Miller na SDCC, questionando se poderia dirigir “The Dark Knight Returns”. Sim, tem muita coisa de TDKR no filme, mas não esperem um filme do Batman, como os trailers cuspiam para nós, pois é um filme do Superman. Ele é o centro das atenções nessa extensão de “O Homem de Aço” (2014).
Não é uma continuidade, é uma extensão, pois parte do momento que Metrópolis conseguiu se reerguer. Batman retornou, pois deseja algo que pode ajudá-lo em um futuro próximo, e Lex Luthor está completamente desnorteado, pois um homem consegue ser mais poderoso do que ele jamais será.
O filme mantém um ritmo de ação, de tensão constante, tanto que você não sente ele passar, pelo contrário, se surpreende com cada momento, cada cena que foi posta nos trailers são momentos que lhe deixam extasiados, pois a montagem dos trailers não chegam nem perto do que é o filme de verdade... e acreditem, os trailers não contam o final do filme, nem chegam perto disso. O lance é que, depois da sessão, fiquei com uma sensação de vazio.
Sou declaradamente batmaníaco, DCnauta, um grande fanboy – as vezes prefiro referir a mim mesmo como fandom – da DC Comics, então ver esse filme... sair daquela sessão, me deixou com uma sensação de entorpecimento inicial, depois veio o vazio. Não sei se foi por fazer a contagem regressiva ou se foi por ver a realização de um sonho, mas eu fico pensando “o que mais pode-se se fazer de melhor do que isso?”... tá, eu sei que teremos “Liga da Justiça”, em breve, mas “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” é a superação de uma expectativa. Tem referências quadrinhísticas fantásticas, tem aparições especiais bombásticas. O filme todo é uma grande realização (sim, estou me repetindo).
Quanto a “critica especializada” que vem detonando o filme por ter referências aos quadrinhos, não ser animado e nem colorido, sinceramente, deveriam continuar fazendo críticas de outros filmes, pois eles estão longe da capacidade de criticar um filme de super-heróis, pois falta-lhes a compreensão que um filme deste tipo não precisa ter cores ou ser animado, tendo piadas escatológicas. Um filme de super-herói tem de ter um ritmo de ação constante, com momentos intrigantes e impactantes, que causem ao espectador a reação catártica necessária para determinado momento. Existem momentos de “alívio cômico”, graças as brincadeiras irônicas de Alfred, interpretado magistralmente por Jeremy Irons, mas nada estrondoso demais devido ao clima do filme.
É um filme tenso, pois por mais que Batman saiba que não tem condições de encarar o Superman, ele não desiste da ideia que precisa derrotá-lo. A interação entre Affleck e Cavill é uma sintonia sem igual e digna. Seus momentos de encontro jorram uma eletricidade estática constante. A interação de Affleck e Gadot também é muito sintonizada e mesmo a israelita não sendo um fenômeno como atriz, ela não decai em sua atuação. Sua sede de guerreira é também muito bem interpretada, deixando seu momento de tela bem caracterizado. Já Amy Adams demonstra que nasceu para ser Lois Lane. Ela é um dos pontos altos do filme, pois está em cena constantemente, demonstrando ser a parte que humaniza o Superman. Mas do outro lado também temos a maravilhosa Diane Lane interpretando Martha Kent. São as mulheres da vida de Clark Kent/Kal-El/Superman, que são sempre necessárias para motiva-lo a continuar sendo quem ele é.
Já no lado do vilão, palmas pela interpretação de Jesse Eisenberg. Ele não faz somente um milionário sociopata, ele faz um lunático com tendências terroristas afloradas. Manipulador, excêntrico, determinado, o Luthor de Eisenberg lhe deixa atônito, pois você nunca pode imaginar do que ele é capaz de fazer. Ele lhe deixa surpreso com o que faz, pois vai além de tudo que nossa vã imaginação poderia presumir. Ele demonstra que é capaz de jogar o melhor amigo na fogueira para conseguir seu objetivo. Ele é absurdamente insano e imoral (na falta de adjetivos melhores). Não precisavam de outro vilão, pois ele é o auge da vilania nesse filme, e não podemos considerar Apocalypse um vilão, pois ele é uma máquina de destruição.
Como nos quadrinhos, ele foi feito para se adaptar e destruir. Não formarei mais comentários sobre o monstro, mas não tirem da cabeça o que leram e viram nos quadrinhos, pois Apocalypse é aquilo que testemunhamos em “A Morte do Superman”, um monstro que destrói tudo a sua volta.
“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” não é o auge dos filmes de super-heróis, mas depois de vê-lo, você fica com a sensação de que Zack Snyder cumpriu bem sua missão de levar o encontro do século para os cinemas. Como coloquei em outra postagem do blog, o encontro poderia ter acontecido outras vezes, mas esse é o momento mais acertado para isso, pois estamos no cume de lançamentos de filmes de super-heróis e “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” é, definitivamente, o topo de tudo isso, fazendo-me refletir que o que virá depois disso será mais grandioso e extasiante, mas não se igualará ao ver dois dos maiores ícones dos quadrinhos nesse encontro memorável.

terça-feira, 22 de março de 2016

Como poderia ser Batman vs. Superman no decorrer dos anos?

“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” estreia nos cinemas brasileiros em 24 de março com enorme expectativa para que esse seja um filme épico.

Não é um momento qualquer da história do cinema de super-heróis, mais um momento aguardado há anos.
As especulações que tal encontro aconteceria seguem desde que em 2007, no filme “Eu sou a Lenda”, com Will Smith, anunciava em um cartaz que ambos se encontrariam em um filme em 2010. Nessa época, “Batman Begins” (2005) e “Superman Returns” (2006), já haviam estrelado. “Batman Begins” trazia o ator Christian Bale no papel de Bruce Wayne/Batman, sob a direção de Christopher Nolan, enquanto “Superman Returns” colocava o ator Brandon Routh como Clark Kent/Superman, tendo a direção de Bryan Singer. A ideia perdurou, mas somente seis anos depois vemos o encontro acontecer com os atores Ben Affleck no papel de Bruce Wayne/Batman e Henry Cavill como Clark Kent/Superman, sob a direção de Zack Snyder (O Homem de Aço).
Bem, tudo bem que a ideia chega ser recente para esse encontro, mas tanto Superman quanto Batman são personagens icônicos que habitam os quadrinhos, seriados, animações e filmes há mais de 75 anos.
Superman, por exemplo, surgiu em junho de 1938 na revista Action Comics #1, dando início a Era dos Super-heróis nos quadrinhos. Batman só viria a surgir quase um ano depois, em maio de 1939, na revista Detective Comics #27.
A primeira vez que ambos ganharam personalidades em carne e osso foi nos filmes seriados para as matinês. Nessas cinesséries nenhum dos dois foram pioneiros, mas Batman foi o primeiro a ganhar uma dessas séries pela Columbia Pictures em 1943, tendo Lewis Wilson como o cruzado encapuzado. A série durou 15 episódios com – mais ou menos – 17 minutos, cada. Em 1948, Superman chegava aos filmes seriados com Kirk Alyn atuando como o Homem de Aço. Batman voltaria um ano depois em “Batman & Robin”, tendo o ator Robert Lowery no papel do bilionário/vigilante.
Partindo desse momento, pensemos como seriam os encontros, no passar desses anos, de atores que chegaram a atuar como Superman e Batman nos cinemas e seriados:

1951
A Columbia Pictures decide chamar o diretor Spencer Gordon Bennet para dirigir 15 episódios de um filme seriado que seria estrelado por ambas as estrelas da National Periodicals, Batman e Superman. Bennet, acostumado com Kirk Alyn no papel de Clark Kent/Superman, o chamaria para mais essa cinesserie. Além disso, Bennet chamaria Robert Lowery – com quem ele trabalhara em 1948 – para viver, novamente, Batman. Na trama, Bruce Wayne vai ao Estrela Diária fingindo interesse no seu investimento, pois é um dos acionistas do jornal, mas na verdade deseja encontrar o Superman, pois um dos seus contatos no governo o comunicara que uma ilha remota do Pacífico foi dominada por um cientista louco que pretende usá-la como ponto estratégico para instalação de bombas nucleares, na intenção de atacar os EUA. Ele pede que Lois Lane (Noel Neill) avise o Superman para encontrar com o Batman no telhado do Estrela Diária. Dali, ambos partem para a ilha, que descobrem ser habitada por amazonas, que foram escravizadas pelo cientista. Contando com a ajuda da princesa delas, eles eliminam a ameaça e prendem o vilão, libertando as amazonas no processo.
A ideia das amazonas e uma princesa delas seria uma forma de introduzir Diana na história, mas caso ela não pudesse atuar em um filme seriado, não precisaria nomea-la. O cientista poderia ou não ser Luthor, dependeria somente dos produtores da cinesserie.

1967
Seria um feito incrível, muito no estilo “O que Aconteceria Se...”, da Marvel Comics, mas digamos que em 1959 o ator George Reeves não tivesse cometido suicidio e permanecesse vivo. Em 1967, ele teria 53 anos, mas não teria caído no esquecimento, pois as pessoas ainda lembrariam dele como o Superman/Clark Kent da série de TV “The Adventures of Superman” (1952-1958). William Dozier estaria no topo do sucesso com a série televisiva Batman (1967-1968), estrelada por Adam West e Burt Ward como Batman/Bruce Wayne e Robin/Dick Grayson, respectivamente.
Digamos que Dozier quisesse fazer um segundo filme com a dupla dinâmica, mas para isso iria querer a presença do Superman. Então ele chamaria Reeves para o papel, trazendo-o de volta a ativa. Reeves, West e Ward estrelariam esse filme encarando o Senhor Frio, que roubara o diamante polar do Museu de Metrópolis. Então, Superman iria à Gotham pedir ajuda à dupla dinâmica para desvendar o mistério desse assalto e eles descobririam que Sr. Frio teve ajuda do filho de Brockhurst, o mago, para entrar e sair do museu sem ativar alarmes. Esse filho de Brockhurst quer vingança pelo pai e desejava que Sr. Frio construa uma arma de gelo que ajude-o a congelar o Superman para sempre.
Brockhurst, o mago, vivido pelo ator Leonard Mudie (1883-1965), chegou a participar de dois episódios da série “Adventures of Superman”, por isso coloquei um filho dele. Já o Sr. Frio ficou fora do primeiro filme do Batman, então seria interessante lança-lo melhor nesse. A dupla dinâmica, nesse filme, permaneceria, pois durante anos eram ambos, West e Ward, associados à dupla dinâmica.

1991
No ano de 1991 a revista World’s Finest Comics completava 50 anos. Mesmo que desde 1986 ela tivesse parado de circular, foi um marco, pois a revista trazia histórias do Batman e do Superman que, mesmo não se encontrando no interior da revista, estampavam as capas de várias edições.
Então digamos que o diretor Tim Burton topasse dirigir esse encontro clássico entre os dois personagens – sem suas ideias assombrosas para Superman Lives – e chamasse o estimado – e eterno – Christopher Reeves (1952-2004) para viver, mais uma vez, Superman/Clark Kent, bem como o grandioso Gene Hackman para ser Lex Luthor. Michael Keaton retornaria ao traje do Batman.
A premissa seria que Luthor, cansado de atuar em Metropolis e ser impedido pelo Superman, decide se mudar para Gotham City, lar do Batman. Quando vai se instalar nos esgotos de Gotham, se depara com a figura assombrosa do Pinguim, um ser diminuto e com aparência deformada, tendo nadadeiras no lugar de mãos. Ambos então se unem e inicia-se parte do enredo de Batman Returns, com Luthor apoiando Pinguim a se tornar prefeito de Gotham. Batman descobre a perfídia de ambos e envia uma mensagem ao Planeta Diário, pedindo ajuda do Superman para deter os dois, iniciando uma parceria para deter os vilões..
Em 1992, Batman Returns chegaria aos cinemas, por isso fazer uso de parte do seu enredo não seria tão absurdo. Um encontro entre Keaton e Reeve seria algo que os fãs ficariam loucos para ver, mas conhecendo Burton pela sua forma de contar histórias, com certeza veríamos a tenebrosa história de Oswald Cobblepot sendo transmitida na tela grande.

2010
Em 2005, o diretor Christopher Nolan e o roteirista David S. Goyer iniciaram a trilogia de maior sucesso da DC. Hoje conhecida como “Dark Knight Trilogy” (ou Trilogia do Cavaleiro das Trevas, em português), eles reiniciaram Batman com chave de ouro. Seguindo por um aspecto mais realista, eles conseguiram desnvolver um começo primoroso para Batman, Comissário Gordon e tantos outros.
Em 2006, o diretor Bryan Singer buscou reviver os momentos fantásticos de Superman (1978) e Superman II (1980) com “Superman Returns”. Mesmo com atores como Kevin Spacey e Frank Langella, e boa atuações de Brandon Routh e Kate Bosworth, o filme foi um desastre nas bilheterias, arrecadando somente US$ 200.081.192, nos EUA (custou à Warner US$ 270 milhões). Com isso, Singer não seria nem cogitado para esse encontro, mas Nolan e Goyer, com certeza.
O filme poderia partir do final de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, onde Batman é considerado o culpado pela morte de policiais e pela morte do promotor Harvey Dent. Clark e Lois ficam sabendo de um enigmático assassino em série que vive em Gotham e pode estar ligado ao caso de mortes em Metrópolis, também. Clark aproveita a visita à Gotham e investiga sobre o Batman, se deparando com ele. Depois de um breve confronto, eles se unem para tentar encontrar o misterioso Charada, um homem que sempre mata as pessoas, dando a chance de serem salvas graças a enigmas bem complexos.
Fugiria um pouco do tom de realidade que Nolan criara para Batman, mas serviria para envolver ambos os personagens na mesma história, sem contar que poderia alavancar a carreira do ator Brandon Routh, que não conseguiu muito sucesso em “Superman Returns”.
Se cada um desses filmes tivessem ocorrido em suas devidas épocas – minhas sugestões de roteiros não precisariam ser seguidas – teríamos um encontro épico para cada era determinada. Mas, de certa forma, ainda bem que eles não ocorreram, pois o impacto desse encontro neste ano se tornou algo que muitos imaginaram, muitos presumiram, mas não tinham a ideia de como seria.

“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” estreará com todas as expectativas de que esse encontro poderia ter acontecido antes, só que agora o momento é acertado e devidamente bem vindo. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

TRAILER COMENTADO: Batman vs. Superman: A Origem da Justiça – trailer final.

No dia 24 de março de 2016 – no Brasil – a Warner Bros. lançará o filme “Superman vs. Batman: A Origem da Justiça”. Então, para deixar seu público mais empolgado – ainda mais depois dos comerciais da Turkish Airlines, onde Bruce Wayne e Lex Luthor fazem um merchandising de suas cidades, Gotham e Metrópolis – lança o trailer final do filme que trará os três maiores ícones da DC Comics – chamados de “A Grande Trindade DC”.
Vamos falar do conteúdo do trailer. Este começa com o “Batwing” sobrevoando um galpão com aspecto de abandonado e a cena é cortada para Alfred (Jeremy Irons) pegando controles para pilotar a nave à distância, enquanto Batman (Ben Affleck) adentra no local. Depois partimos para uma cena de confronto entre Batman e os bandidos, onde ele demonstra suas habilidades e sua capacidade de luta, derrubando cada um dos bandidos de forma bem severa. Então a cena é cortada para a Batcaverna, onde Alfred e Bruce Wayne conversam sobre velhice.
Então cenas remanescentes de outros trailers são mostradas como a batalha de Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon), destruindo Metrópolis e Bruce socorrendo uma criança e então vemos uma cena onde Bruce e Alfred conversam sobre o potencial do Superman. Enquanto Lex Luthor (Jesse Eisenberg) discursa para Lois Lane (Amy Adams) sobre o grande embate que anuncia o filme, vemos Batman e Superman se encontrando. Enquanto Batman tenta atropelar, inutilmente, Superman, este retira as portas do Batmóvel, expondo o vigilante.

Então vemos cenas de Batman usando sua armadura e em conflito com o Superman, um carro sendo exposto, Clark com Lois dentro de uma banheira, ela tocando seu tórax, Superman segurando uma granada disparada pelo Batman, Diana (Gal Gadot) entrando em um carro, cenas do conflito entre Batman – de armadura – e Superman, um tiro sendo disparado (possivelmente a cena do assassinato de Martha e Thomas Wayne), Batman tentando chutar Superman, mas sendo detido e a explosão elétrica que já faz parte de vários trailers.

Daí é cortado para uma cena entre Diana e Bruce flertando, para vermos a Mulher-Maravilha surgindo de trás do escudo e partindo para a batalha. Daí então vemos Lois nadando, Batman disparando (???) contra bandidos e socando alguém. Temos mais explosões, o “Batwing” sobrevoando – creio eu – Metrópolis e disparando. Superman se defendendo de balas que ricocheteiam em seu corpo e partindo em voo. Então é cortado para Martha Kent (Diane Lane), um bulê de café caindo no chão, Lois e Superman e temos Lex Luthor recepcionando o corpo morto de Zod. Enquanto Luthor discursa, temos mais cenas do embate de Batman e Superman, cenas do “sonho do Batman” – começo a duvidar disso –, Superman se preparando para disparar suas rajadas de calor dos olhos, mais cenas de Bruce correndo sobre Metrópolis destruída e corta para um momento interessante do conflito, onde Batman em sua armadura defende um golpe do Superman, surpreendendo-o.

Esse último trailer antes da estreia do filme nos mostra mais da ação que teremos em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. Temos momentos de cumplicidade entre Bruce e Alfred que, como sempre foi, vai além de patrão/empregado. Temos mais momentos entre Superman/Clark Kent e Lois Lane, mostrando o romance entre eles, momentos íntimos.

Desde o primeiro trailer, dá para perceber que as falas mais fortes, mais emblemáticas estão nos lábios de Lex Luthor, pois sempre suas falas dão o tom do filme. Ele tem os mais impactantes discursos, seja sobre o conflito entre homem e super-homem, Lex está no centro do que acontecerá no filme.
Uma coisa que me deixou bem empolgado foram as cenas de luta do Batman. Simplesmente fantástica. O trailer já inicia com uma cena de embate, mostrando que o Cavaleiro das Trevas não tem dó de seus inimigos, sendo capaz de quebra-los ao máximo para conseguir detê-los. Se foi ou não um dublê que fizera as cenas (isso é possível, pois sabemos que utilização de computação para substituição de rostos vêm sendo usadas em filmes e seriados de super-heróis), sinceramente não importa, pois as cenas foram fantásticas.
As cenas do “sonho do Batman”, mais parecem visões, como se ele recebesse informações do que aconteceria com a Terra. Temos o símbolo que sempre está relacionado a Darkseid, monstros alados que lembram Parademônios. Como Batman poderia sonhar com isso? De onde ele teria ideias referentes a Apokolips? Convenhamos, seria um sonhos bem incomum.
Nesse novo trailer percebe-se que existe algo a mais nas cenas finais do trailer onde aparece Apocalypse. Como eu venho dizendo, creio que aquilo seja somente a ponta do iceberg, pois um conflito muito maior está para ocorrer.
Ainda gostaria de saber quais são as participações de Jena Malone e Scoot McNairy. Sei que muitos têm suspeitas de quais personagens eles serão, mas não existem certezas, somente rumores.
Ainda não temos cenas com Ray Fisher e nem Jason Momoa, sendo assim, falar que já vimos todo o filme nos trailers e dar um tiro no escuro e errar todas as vezes.

“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” tem direção de Zack Snyder (O Homem de Aço), com roteiro escrito por Chris Terrio e David S. Goyer, tendo no elenco Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, Amy Adams, Diane Lane, Holy Hunter, Jeremy Irons, Lawrence Fishburne, Michael Shannon, Jeffrey Dean Morgan, Lauren Cohan, Tao Okamoto, Harry Lennix, Ray Fisher, Jason Momoa, Scoot McNairy, Jena Malone (rumor) e Ezra Miller (rumor).