Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram.
Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse.
Venha ver este bate-papo fantástico.
Adaptações são sempre novas formas de ver obras estabelecidas durantes anos, década ou milênios. Uma adaptação pode trazer uma versão que se assemelha ou, simplesmente, se diferencia da obra original. Dependendo do que for diferente, a obra pode até perder seu mérito. Não é o caso da adaptação, em duas parte, lançada direto em DVD ou Blu-ray, Batman: O Cavaleiro das Trevas.
A adaptação é muito boa, mas peca em alguns aspectos e eu falo um pouco sobre isso no vídeo.
Caso desejem adquirir a minissérie, em quadrinhos, adquira:
- Batman Noir: O Cavaleiro das Trevas = https://amzn.to/3skvqTK
- Batman: O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva = https://amzn.to/3d1GWNf
Você também pode adquirir toda a Coleção Cavaleiro das Trevas, por Frank Miller, acessando:
- Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II - Edição Definitiva = https://amzn.to/3shzZhw
- Batman: O Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior = https://amzn.to/3reJJIi
O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens.
Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne.
Se quiserem, podem adquirir Superman & Batman: Gerações na Coleção DC Comics de Graphic Novels: https://amzn.to/3rAmg4Z
Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!
Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB
Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI
Durante treze edições, Jeph Loeb e Tim Sale (os mesmo dos especiais de O dia das Bruxas do Batman), lançaram uma pergunta: Quem é Feriado?
Em seus primeiros anos como Cavaleiro das Trevas, o Batman enfrentou vários vilões, mas nenhum se comparou a Feriado. Conheça um pouco dessa história.
Batman: O Longo Dia das Bruxas você pode adquirir na Amazon, nos seguintes links:
- DC Graphic Novels - Batman: O Longo Dia das Bruxas - Parte 1 = https://amzn.to/38VQgld
- DC Graphic Novels - Batman: O Longo Dia das Bruxas - Parte 2 = https://amzn.to/2LAgelr
- Batman: O Longo Dia das Bruxas - Edição Definitiva = https://amzn.to/38VQf0D
- Batman Noir: O Longo Dia das Bruxas = https://amzn.to/3imt42A
Se não é a melhor megassaga do Batman, com certeza está em primeiro lugar de todas! "Batman: Terra de Ninguém" não somente mostra como os gothamitas se organizariam, mas o que o Estado é capaz de fazer para desviar os olhos. Assista o vídeo e conheça um pouco desta maravilhosa saga.Caso deseje adquirir Terra de Ninguém e o seu prólogo, Cataclismo, acessem:
Amazon: https://amzn.to/3ngANAo
Eaglemoss: https://bit.ly/36y8giT
George Pérez é um dos artistas mais importantes dos quadrinhos da Marvel e DC Comics, entre outras editoras. Durante anos, desenhou, escreveu roteiros e co-criou muitos personagens que muito conhecem, mas não tem ideia de quem ajudou a criá-los. Conheça mais sobre este artista e sua influência grandiosa nos quadrinhos.
1º - Sim, terminei esquecendo seu maravilhoso trabalho em LJA/Vingadores, onde ele realizou seu sonho de desenhar vários personagens da Marvel Comics e DC Comics nessa minissérie.2º - Sim, eu sei o significado de polímata (pessoa que possui vastos conhecimentos ou que domina várias ciências), mas achei que fosse a palavra mais adequada para demonstrar todo o talento de Pérez... e sim, eu tomei uma "liberdade de interpretação".Caso deseje conhecer mais os trabalhos de George Pérez:- Os Vingadores, por George Pérez = https://amzn.to/2IXnq9t- Os Novos Titãs, por George Pérez = https://amzn.to/3kn463l- Crise nas Infinitas Terras = https://amzn.to/2TfEJUW- Mulher-Maravilha, por George Pérez = https://amzn.to/3klFjwl- Desafio Infinito = https://amzn.to/3oee60Z
São 85 anos desde que o Major lançou a New Fun Comics #1. A DC Comics - antes National Allied, depois National Periodicals - foi responsável pela Era de Ouro dos Quadrinhos e pela Era de Prata, também. Conheça um pouco de sua história Antes da Crise nas Infinitas Terras e todas as tramas que ocorreram Depois da Crise nas Infinitas Terras.
31 de outubro é o Dia das Bruxas, onde todos saem fantasiados para fazer truques ou travessuras, mas o Batman já sai por outros motivos. Conheçam as três aventuras especiais de Halloween do Cavaleiro das Trevas, além de entender um pouco mais sobre esta data, que cruzou o hemisfério norte e agora faz parte de uma tradição no Brasil, também.
Adquira as três histórias em uma edição definitiva de Batman - Dia das Bruxas: https://amzn.to/3jY8NjI
Spider-Man: Marvels Snapshots #1 é a última história em quadrinhos a desconstruir o que muitos críticos consideram um problema tanto da Marvel quanto dos super-heróis da DC.
Desde o advento dos super-heróis de quadrinhos , uma das críticas mais comuns do gênero tem sido a visão simplista que eles tendem a oferecer. Por exemplo, heróis de rua como Homem-Aranha e Batman são normalmente vistos como justificados para espancar pessoas que se voltaram para uma vida de crime. Da mesma forma, superequipes como os Vingadores e a Liga da Justiça consistem em indivíduos poderosos e autonomeados que ditam sua autoridade indiscutível onde e quando julgam necessário. É essa simplificação da realidade que muitas vezes incentiva os pessimistas a rotular o gênero do super-herói como regressivo. No entanto, para cada história publicada pela Marvel e DC que dá peso a esse tipo de avaliação, há muitas outras que reconhecem e desafiam os leitores a considerar as implicações complexas de "super-heróis".
Spider-Man: Marvels Snapshot # 1 de Howard Chaykin é o exemplo mais recente da Marvel que fornece uma perspectiva alternativa sobre super-heróis causando caos. A história segue um pequeno criminoso chamado Dutch enquanto ele e seu parceiro, Ronnie, navegavam pelas ruas violentas da cidade de Nova York. Em vez de retratar Dutch como o mais recente idiota para o Homem-Aranha atacar , o leitor é convidado a simpatizar com ele e ver o mundo através de seus olhos. Como resultado, a história questiona se os super-heróis realmente provocam alguma mudança substancial junto com sua destruição devastadora.
Embora Dutch esteja longe de ser uma pessoa direta, ele é um ser humano com múltiplas dimensões. Ele tem uma saída criativa no kitbashing e, depois de se apaixonar por uma nova mulher, um sonho de ir para o oeste com ela e deixar sua vida criminosa para trás. O único problema: ele não tem os fundos de que precisa para tornar o sonho deles realidade. Assim, com a ajuda de seu parceiro Ronnie, Dutch deve navegar na perigosa subcultura de supervilões para sua grande pontuação final.
Aqui, os supervilões são retratados como a evolução natural do criminoso comum - uma expansão necessária para corresponder à presença todo-poderosa de super-heróis. Não demora muito para que Dutch e Ronnie questionem se devem ou não se atualizar para supervilões por uma chance de uma retirada mais considerável. E a partir dessa perspectiva no nível da rua, os nova-iorquinos veem os super-heróis e vilões como as duas faces da mesma moeda - malucos vestidos com cores variadas que fornecem entretenimento ou inconveniência para os residentes. Não há menção de qualquer necessidade ou bem sendo fornecido pelos heróis.
Tanto a Marvel quanto a DC exploraram a ideia de que os super-heróis não fornecem, na verdade, nenhuma mudança significativa e que suas presenças podem, na verdade, causar mais caos do que prevenir. A DC explorou esse conceito de maneira mais notável com livros como Watchmen e uma série de histórias proeminentes do Batman. A ideia de que Gotham não seria consistentemente aterrorizado por maníacos excêntricos como o Coringa se não fosse pela presença do Cavaleiro das Trevas torna-se uma posição convincente . E do lado da Marvel, a Guerra Civil confrontou os leitores com as implicações contundentes do vigilantismo. A mais recente edição da Marvels Snapshot é a última de uma longa série de histórias das duas grandes editoras que não têm medo de desconstruir o lado menos glamoroso de seus populares super-heróis.
BATMAN & BILL – A SECRET IDENTITY FINALLY REVEALED
(2017)
Direção: Don Argott e Sheena M. Joyce
Vocês sabem quem criou o Batman?... Sim, hoje em dia TODOS
sabemos o verdadeiro nome por trás da máscara do Morcego, mas isso graças a
Marc Tyler Nobleman.
Nobleman é o tipo de fã dos quadrinhos que sempre busca
lutar por causas daqueles que merecem. O documentário “Batman & Bill – A
secret identity finally revealed” fala exatamente sobre essa busca por justiça,
dessa vez para o escritor Bill Finger.
Finger era um escritor de quadrinhos, pouco reconhecido pelo
maior trabalho de toda a sua vida, a criação do Batman.
Tá, nós sempre ouvimos falar que Bob Kane era o homem por
trás do Cavaleiro das Trevas, mas isso é 30% da verdade pela criação do maior
detetive dos quadrinhos. Kane teve a ideia e levou para os editores da National
Periodicals, dizendo ser o criador do Batman, mas o que ele escondeu é que o
conceito do traje, a máscara, o nome da identidade secreta do personagem, sua
história original, sua cidade, seu parceiro Robin, seu inimigos Coringa,
Charada, Pinguim, Espantalho, Mulher-Gato, seu Batmóvel, sua Batcaverna,...
TUDO que teve Bob Kane como desenhista, veio de Bill Finger.
A batalha de Nobleman se iniciou quando ele ouviu uma
história do produtor Michael Uslan (Batman vs. Tartarugas Ninjas) sobre a
primeira Comic-Con de Nova Iorque, em 1965, onde ele e seus pais foram
apresentados, por Otto Binder – co-criador de personagens como Supergirl, Adão
Negro, Mary Marvel, Brainiac, Bizarro, a Legião dos Super-Heróis original –, a Bill
Finger, deixando-os estupefatos com a notícia.
Nessa Comic-Con, por sinal, em relato gravado em fita,
Finger fala sobre como foi a criação do personagem para Jerry Bails – o "pai" do Comic Fandom e decobridor que Bill Finger era o "escritor anônimo" de Batman –, fazendo com que fãs
questionassem tudo que conheciam. Como era um dos redatores do fanzine
Batmania, Bob Kane logo se prontificou a negar TUDO que o roteirista havia
falado, como se ele fosse somente um ghost writer, que transpunha para o
papel as ideias de Kane.
Essa Comic-Con – mesmo com todas as negações de Kane –
fizeram os fãs começarem a se questionar sobre a real fonte da criação do
Batman.
No ano seguinte a Comic-Con estrearia a série de TV “Batman”,
tendo somente – como sempre – o nome de Bob Kane mencionado como criador do
personagem e seu universo.
No décimo-primeiro episódio da segunda temporada da série, o
roteirista Charles Sinclair pediu que creditassem o nome de Bill Finger no
auxílio do roteiro do episódio “Crimes Loucos do Rei Relógio”, o que foi a
primeira vez que Finger pode ver seu nome ligado àquele personagem que ele
fizera tanto.
Todo o documentário segue atrás da busca por justiça para
Finger, que terminou falecendo em 1974, sozinho em um apartamento, que se como um indigente, que estava
para ser tomado dele, pois não tinha condições de pagar o aluguel. Enquanto Bob
Kane enriquecia com a franquia do Batman.
Nobleman chegara em um ponto que pensou em desistir de
buscar justiça, pois sabia que ele, como não era parente de Finger, não poderia
exigir muito para o escritor. Ele descobriu que Bill Finger tivera um filho em
seu primeiro casamento, Fred Finger, que era bissexual e terminara morrendo em
decorrência de ser HIV Positivo em 1992.
Fred Finger tentara, junto a DC Comics, conseguir que seu
pai tivesse crédito no filme “Batman”, que seria lançado em 1989, mas se
decepcionou, pois no Contrato de Bob Kane com a National Periodicals –
antecessora da DC Comics – era que ele seria o ÚNICO creditado. Então, mesmo
que a empresa tivesse conhecimento sobre a participação de Bill Finger – que co-criou
outros personagens, mas que estes NUNCA tiveram o mesmo sucesso do Batman –,
ela não poderia fazer nada.
Um pouco antes do lançamento de “Batman – O Retorno”, em uma
entrevista Bob Kane desejou “aliviar a consciência” e falar abertamente sobre a
participação de Bill Finger, mas ainda tomando para si 60% da criação do
personagem. Surgiu, nessa época um desenho – datado de 1934 – que mostrava um
rabisco de Kane, como se desde essa época – quatro anos antes de Jerry Siegel e
Joe Shuster lançarem Superman – ele já pensava no Batman (o que torna a imagem
questionável).
Como Finger não tivera filhos com sua segunda esposa,
Nobleman achava que era um caso perdido, até descobrir que Fred tivera uma
filha, Athena Finger.
Em 2012, Marc Nobleman lançou o livro “Bill the Boy Wonder:
The Secret Co-Creator of Batman”, o que levou pessoas a questionarem, a DC Comics,
nas convenções sobre os créditos do escritor no personagem. Isso levou a neta
de Bill Finger, Athena, a buscar os direitos de o avô ser creditado como
co-criador do Batman... o resto vocês já conhecem!
“Batman & Bill – A secret identity finally revealed” não
é um documentário fácil de ser encontrado, por ele foi lançado pelo sistema
streaming Hulu (ainda sem distribuição no Brasil), então poucos conhecem.
O documentário “Batman & Bill – A secret identity
finally revealed” mostra que, as vezes, por mais que demore 75 anos, o bom
combate sempre termina de forma gratificante e vale a pena ser combatido.
DE VOLTA A
BATCAVERNA: AS DESVENTURAS DE ADAM E BURT (Return to the Batcave: The
Misadventures of Adam and Burt, 2003)
Direção: Paul A. Kaufman
Roteiro: Duane Poole
Elenco: Adam West, Burt Ward, Jack Brewer, Jason Marsden,
Lyle Wagonner, Lee Meriwether, Frank Gorshin, Julie Newmar, Brett Rickaby,
Curtis Armstrong, Jim Jansen, Julia Rose, Erin Carufel, Quinn K. Redeker, Tony
Tanner, Bud Watson, Ray Buktenica.
Adam West e Burt Ward recebem um convite para ir a um evento
beneficiente, onde o Batmóvel clássico da série de 1966 será exposto. Mal sabem
eles que isso é um plano diabólico para o roubo do Batmóvel. Agora, eles se
unem mais uma vez para descobrir quem é o grande malfeitor, o maquiavélico
vilão por trás desse roubo terrível e, para isso, precisaram fazer um resgate
do passado quando Adam West (Jack Brewer) conhece Burt Ward (Jason Marsden).
Sua seleção pelas mãos de William Dozier (Jim Jansen). Seus encontros com Frank
Gorshin (Brett Rickaby), o Charada, Julie Newmar (Julia Rose), a Mulher-Gato,
Vincent Price (Quinn K. Redeker), o Cabeça-de-Ovo, Burgess Meredith (Tony
Tanner), o Pinguim e Cesar Romero (Bud Watson), o Coringa.
Acompanhem esse emocionante e nostálgico filme, viajando
pelos bastidores da série Batman e seu filme, lançado em 1966.
Assim, é bem isso esse filme lançado para a TV em 2003, com
direção de Paul A. Kaufman, um resgate do passado, trazendo a tona os
bastidores da série que gerou a primeira Batmania mundial.
“De Volta a Batcaverna: (...)” traz ao nosso conhecimento
acontecimento que para muitos eram desconhecidos. Como todas as cenas que Burt
Ward precisava fazer, sem uso de dublê – seu dublê ficava desfrutando da
companhia de Adam West. O descompromisso de Adam West com o roteiro da série. A
disputa de Adam e Burt por espaço em cena, e como Dozier resolveu isso. Como ambos
souberam explorar a fama e o sucesso da série e seus memoráveis encontros com
as gradiosissimas participações especiais de Cesar Romero, Burgess Meredith,
Julie Newmar e Vincent Price – cuja cena é uma das melhores. Todos os eventos e
acontecimentos são relatos conhecidos de Adam West (1928-2017) e Burt Ward.
Este chegou até a escrever um livro, relatando todos os bastidores em “Boy
Wonder: My Life in Tights (algo como “Menino Prodígio: Minha Vida em Calças
Curtas”), onde ele fala do problema do “volume” em sua sunga.
É extremamente divertido e nostálgico assistir “De Volta a
Batcaverna: (...)”, fazendo perceber que a série Batman, que durou de 1966 a
1968, tendo um filme lançado em 30 de julho de 1966, é algo que deve ser sempre
lembrado e cultuado, mesmo que seja Camp[1],
conceito defendido arduamente por Sontag Susan em seu trabalho de 1964, “Notes
on ‘Camp’”
[1] “O
camp é comumente relacionado ao
exagero, à afetação, a uma estética especial que ironiza e ridiculariza o que é
dominante”.
Neste ano de 2019 Batman está completando 80 anos e sua história e extensa e com várias nuances.
Nestes primeiros vídeos, falo sobre sua carreira nos quadrinhos, desde sua criação, passando pelas mudanças em Batman: Ano Um, A Queda do Morcego, Terra de Ninguém, Os Novos 52 e DC Renascimento.
BATMAN: GOTHAM 1889 (A Tale of the Batman:
Gotham by Gaslight).
Roteiro: Brian Augustyn
Desenho: Mike Mignola, Eduardo Barreto
Arte-final: P. Craig Russell, Eduardo Barreto
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2006 (BR: 2018)
Pág.: 124
No ano de 1889, Bruce Wayne encerra sua viagem de cinco anos
pelo mundo e decide retornar à Gotham City, cidade onde nasceu e testemunhou seus
pais serem assassinados.
Durante seus cinco anos de andança ele se preparou
fisicamente e mentalmente para encarar as ruas de Gotham City e, na intenção de
inferir no coração do bandidos medo, ele usou um traje que lembrava um morcego.
O que Bruce Wayne não podia esperar era que quando ele
retornou, na sua cola veio o maior assassino de Londres, Jack, o Estripador.
Agora ele precisa descobrir quem é o assassino, antes que
ele cause em Gotham tanto terror quanto causou em Londres.
Na sequência, após meses de luta contra o crime, Bruce Wayne
decide aposentar a capa e a máscara e se dedicar mais a sua empresa, aos
empreendimentos em Gotham e a bela Julie Madison, sua bela noiva. Mas, durante
a reunião para uma grande feira, uma ameaça surge fazendo com que Bruce Wayne
volta a se vestir de Homem-Morcego para encará-la.
Esse encadernado da Panini Books traz duas histórias do
escritor Brian Augustyn sobre o Batman no século XIX. A primeira história foi
lançada em comemoração aos 50 anos do Batman e iniciou um ciclo de edições que
faziam revisitações do personagens da DC Comics – principalmente o Batman – em vários
momentos, fosse no passado, em um presente alternativo ou no futuro, que foi
intitulado como Elseworlds (no Brasil ficou conhecido como Túnel do Tempo).
Brian Augustyn mostra que a história do Batman pode
funcionar muito bem em um período próximo a virada de um século, principalmente
em um período que situações de mudanças e assassinatos atrozes aconteciam. Na
primeira história, coloca-lo encarando Jack, o Estripador, nos disponibiliza
uma dinâmica bem interessante, pois ele seria o típico vilão que o Batman
encararia. Um dos pontos interessantes da história é não nomear Bruce Wayne com
a alcunha comum, somente citando-o como o “Homem-Morcego”*.
Seus cinco anos de aprendizado, ele passou conhecendo personagens reais, como
Sigmund Freud, ou fictícios, como Sherlock Holmes, (não mostrado, mas citado).
Na segunda história, intitulada “Batman: Mestre do Futuro”
(Batman: Master of the Future), vemos o desenvolvimento da humanidade e suas
novas invenções, movimentadas pela Segunda Revolução Industrial. Temos
personagens com Thomas Edison, o dirigível, as feiras temáticas, autômatos,
entre outras coisas. Nessa história, Bruce Wayne conseguiu sanar seu desejo de
vingança e decide parar com tudo, mesmo que não seja a desejo de todos. Então
ele termina travando uma batalha interna, pois alcançara seu objetivo, mas
Gotham ainda precisa do justiceiro encapuzado para protegê-la. As nuances de
mudanças em ambas as histórias ocorrem em um período curto, mas a forma de
interpretação dos personagens pelos artistas e pela forma de narrativa é evidente.
No primeiro temos Mike Mignola que possui uma forma mais
distinta de trabalhar a arte, com bastantes sombras e agilidade. No outro temos
Eduardo Barreto, que nos entrega um trabalho menos sombreado e com traços mais
simples. Mas a narrativa é enriquecedora com ambos.
Recentemente, A Warner Bros. Animation decidiu adaptar a
história com o título “Gotham City 1889: Um Conto do Batman”, roteirizado por
Jim Krieg e dirigido por Sam Liu. Na história eles fizeram algumas mudanças no
enredo desenvolvido por Brian Augustyn, além de envolver vários personagens do
universo do Cavaleiro das Trevas, na trama.
Batman: Gotham 1889 é uma grande aventura do Batman, com um
desenrolar e uma surpreendente surpresa. Um marco nas histórias dos quadrinhos
e uma forma maravilhosa de homenagenar o Cavaleiro das Trevas.
* Bat-Man, em inglês,
com separação de hífen, foi a primeira forma que Bob Kane e Bill Finger se
referiram ao personagem na Detective Comics #27.
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller,
Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane,
J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.
Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que
surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot)
selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe
(Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e,
com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido
por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC
nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um
híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash
(Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido
do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado
após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça
que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem
uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas
dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos
leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da
história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem
sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras
que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da
divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação.
Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem
sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes,
pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman,
Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e
Superman – não chega a ser spoiler,
pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes
anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do
Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em
parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um
filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As
mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão
reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história,
principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma
introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a
criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus,
um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa
forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale
lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito
bem.
Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de
super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice
muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos
dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que
vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo
filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.
BATMAN: O RETORNO DO CRUZADO ENCAPUZADO
(Batman: The Return of the Caped Crusaders, 2016).
Direção: Rick Morales
Roteiro: Michael Jelenic, James Tucker
Elenco:
Adam West. Burt Ward, Julie Newmar, Jeff Bergman, William Salyers, Wally
Wingert, Steven Weber, Jim Ward, Thomas Lennon, Lynne Marie Stewart
Gotham City. Mansão Wayne. Lar dos paladinos da justiça
Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward), em suas identidades de Bruce Wayne e
Dick Grayson. Enquanto assistem a uma programa de TV, eles testemunham quatro
de seus piores inimigos, a Mulher-Gato (Julie Newmar), o Coringa (Jeff
Bergman), o Pinguim (William Salyers) e o Charada (Steven Weber), aparecerem e
correm para enfrentá-los, sem saber os motivos desse aparecimento súbito.
Depois do Charada deixar um enigma, eles descobrem que os vilões pretendem
roubar um multiplicador, capaz de gerar múltiplos objetos, desde um buraco no
chão até pessoas.
Quando decidem ir
atrás deles, a dupla dinâmica sofre uma emboscada e terminam presos e prestes a
serem cozinhados. Será que a dupla dinâmica conseguirá escapar dessa armadilha
e deter os vilões? O que acontecerá com Batman e Robin caso escapem? Não percam
essa emocionante animação.
Bem, fui exagerado nesse final, mas eu queria – tentar –
capturar a essência do que era a série dos anos de 1960.
Em 12 de janeiro de 1966 estreava a série Batman. O seriado
foi idealizado e produzido por William Dozier (1908-1991) e Lorenzo Semple Jr.
(1923-2014), que decidiu levar os personagens para dentro das casas das pessoas
com pessoas reais (ou live action). O
canal de TV onde a estreia aconteceu foi a American Broadcasting Company (ABC)
e tinha os atores Adam West e Burt Ward interpretando Bruce Wayne/Batman e Dick
Grayson/Robin, respectivamente. A série tinha um estilo camp, ou seja, era uma
série que brincava com o ridículo e o absurdo. Ela teve três temporadas e criou
o fenômeno conhecido como batmania, que consistia em vendas de produtos e
memorabílias ligadas ao seriado. Além disso, o seriado teve o primeiro filme do
Batman.
“Batman – O Homem-Morcego” estreou em 30 de julho de 1966 e
trazia Batman e Robin enfrentando Coringa (Cesar Romero), Mulher-Gato (Lee
Meriwether), Charada (Frank Gorshin) e Pinguim (Burgess Meredith), que decidem
sequestrar membros das Nações Unidas. O filme incorporou o Batcóptero, um novo
elemento que funcionou muito bem para a película.
Em setembro de 2013, o roteirista Jeff Parker iniciou um
trabalho para a DC Comics levando o seriado de 1966 para as revistas em
quadrinhos. Foram 30 edições e um especial que trazia a introdução do
personagem Duas-Caras no seriado, algo que nunca aconteceu de verdade.
Esse ano a Warner Animation, em comemoração aos 50 anos do
seriado e percebendo um sucesso razoável com a venda das edições em quadrinhos
(seja em formato impresso ou digital), lançou o filme que narrei acima. A
animação traz toda a ideia do seriado da década de 1966, além de ampliar ainda
mais, pois existiam limitações para o seriado que não precisam ocorrer nem nos
quadrinhos e nem na animação. O interessante é o retorno de Adam West, Burt
Ward e Julie Newmar (ela atuou no seriado, fazendo a Mulher-Gato na primeira e
segunda temporadas, dando lugar na terceira para a atriz Eartha Kitt
(1927-2008)) na dublagem. Eles dublam, respectivamente, os personagens que os
consagraram no seriado. Chega a ser uma pena não podermos contar com os outros
atores para retornarem, também, ao seus antigos vilões ou colegas e parceiros
do Batman, mas é uma casta antiga de atores que, em sua maioria, já veio a
falecer.
Mas existem personagens que se sente falta no momento em que
começamos a assistir, como a Barbara Gordon/Batgirl. Mesmo que a atriz Yvonne
Craig tenha falecido há um pouco mais de um ano, seria interessante rever sua
personagem – que foi criada para um seriado-solo, mas que terminou entrando
para a terceira temporada de Batman – sendo retratada como parceira da dupla
dinâmica.
Quanto ao enredo em si, ele chega a ser divertido, mas
cansativo. A diversão fica por conta das lembranças que trazem para aqueles que
assistiram ou assistem (o seriado passa no Canal Brasil, todos os dias, as
23h00), pois tem o mesmo clima camp. Mas é cansativo, pois são muitas idas e
vindas, que parece sem motivo aparente, somente para tornar a animação em algo
com 78 minutos de duração. Sinceramente, é uma história que poderia ser
resolvida com bem menos tempo e sem muita lengalenga. Batman vai, desvenda um
caso, é preso, se liberta, desvenda outro caso, e assim vai até o final,
tornando algo que poderia ser dinâmico em moroso.
“Batman: O Retorno do Cruzado Encapuzado” vale pelo clima
nostálgico que mantém do começo ao fim, mas não esperem uma história que te
prenderá, pois você pode vir a se decepcionar.
BATMAN: A PIADA
MORTAL (Batman: The Killing Joke, 2016).
Direção: Sam Liu
Roteiro: Brian Azzarello
Elenco: Kevin Conroy, Mark Hammil, Tara Strong, Ray Wise,
John DiMaggio, Robin Atkin Downes, Brian George.
O Coringa (Mark Hammil) fugiu do Arkham e, com essa nova
fuga ele ataca inesperadamente o comissário James Gordon (Ray Wise) e sua
filha, Barbara Gordon (Tara Strong), que um tempo atrás foi a Batgirl.
O Coringa atira em Barbara e termina levando Gordon consigo,
mas não antes de tirar fotos explícitas da bibliotecária e ex-vigilante. Com
isso, Batman parte atrás de um de seus piores inimigos, um homem insano que
teve um passado terrível que o mudou totalmente e que pretende fazer o mesmo
com Gordon, crendo que é somente necessário um dia ruim na vida de alguém para muda-la
totalmente.
Sim, é breve a sinopse, pois se você não viu a animação
ainda, existem muitas surpresas no decorrer desta.
Essa animação é baseada na clássica graphic novel “Batman: A Piada Mortal”, escrita por Alan Moore e
Brian Bolland. Bolland já afirmou que foi ele quem convidou Moore para escrever
essa história icônica. Na história vemos a narrativa que acabei de citar, mas
com poucos diálogos e mais cenas que já falam por si só. A revista é
considerada por muitos um dos ápices na história do Homem-Morcego, gerando
discussões até os dias de hoje, referentes ao seu final.
Na adaptação para animação, algumas coisas foram alteradas,
como uma introdução de como Barbara deixa de ser Batgirl.
Sinceramente, foi a coisa mais desnecessário de toda a
animação. Se não tivessem colocado, não faria falta ou diferença na narrativa
da animação. Quiseram criar algo para que justificassem a ação do
Homem-Morcego, como se isso fosse necessário.
Tá, estou sendo chato nesse ponto, pois eu não entendi os
motivos de Brian Azzarello escrever aquela introdução do filme. Antes ele
tivesse partido dos momentos posteriores a desistência de Barbara e tivessem
colocado essa introdução como flashbacks ou algo assim.
Mas tirando isso, o restante do tempo que vemos a animação,
vimos o que leirasse na graphic novel,
mas com um ritmo moroso e cansativo, com excesso de diálogo e ação parca. Mas
quando ela acontece é adrenalizante e muito bem realizada, só que eu esperava
mais, ainda mais tendo como base um dos grandes clássicos da DC Comics.
O final é uma surpresa muito interessante, pois introduz uma
das personagens mais carismáticas do Bat-squad.
Sou uma pessoa que leu “Batman: A Piada Mortal” inúmeras
vezes, comprei três edições diferentes da história e amo com todas as minhas
forças essa graphic novel. Então,
fiquei um pouco decepcionado com essa adaptação, pois eu tinha esperanças de
que a engrandecessem como fizeram com outras.
A animação “Batman: A Piada Mortal” tem momentos muito bons,
Mark Hammil está ótimo dando a voz – novamente – ao Coringa, bem como Kevin
Conroy como Bruce Wayne/Batman. Tara Strong também retorna a interpretar a voz
de Barbara Gordon/Batgirl. É como uma reunião do velho time, da época de “As
Novas Aventuras de Batman”. Mas, sinceramente, acredito que poderia ser melhor.