Adaptações são sempre novas formas de ver obras estabelecidas durantes anos, década ou milênios. Uma adaptação pode trazer uma versão que se assemelha ou, simplesmente, se diferencia da obra original. Dependendo do que for diferente, a obra pode até perder seu mérito. Não é o caso da adaptação, em duas parte, lançada direto em DVD ou Blu-ray, Batman: O Cavaleiro das Trevas.
A adaptação é muito boa, mas peca em alguns aspectos e eu falo um pouco sobre isso no vídeo.
Caso desejem adquirir a minissérie, em quadrinhos, adquira:
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quinta-feira, 24 de novembro de 2022
sábado, 4 de dezembro de 2021
Gerações: Um legado contínuo
O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens. Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne. Se quiserem, podem adquirir Superman & Batman: Gerações na Coleção DC Comics de Graphic Novels: https://amzn.to/3rAmg4Z
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sexta-feira, 4 de junho de 2021
TDN: O Estado não se importa
Se não é a melhor megassaga do Batman, com certeza está em primeiro lugar de todas! "Batman: Terra de Ninguém" não somente mostra como os gothamitas se organizariam, mas o que o Estado é capaz de fazer para desviar os olhos. Assista o vídeo e conheça um pouco desta maravilhosa saga.Caso deseje adquirir Terra de Ninguém e o seu prólogo, Cataclismo, acessem: Amazon: https://amzn.to/3ngANAo Eaglemoss: https://bit.ly/36y8giT
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quinta-feira, 12 de julho de 2018
RESENHA HQ: Robin: Ano Um / Batgirl: Ano Um (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volumes 45 e 48 da Eaglemoss)
ROBIN: ANO UM /
BATGIRL: ANO UM (DC Comics Coleção de Graphic Novels 45 e 48)
Roteiros: Chuck Dixon, Scott Beatty, Bill Finger
Desenhos: Javier Pulido, Marcos Martins, Bob Kane, Jerry
Robinson, Sheldon Moldoff
Arte Final: Robert
Campanella, Alvaro Lopez, Jerry Robinson, Sheldon Moldoff
Títulos originais: Robin: Year One - Batgirl: Year One
Após deter o Chefe Zucco, que fora responsável pelo
assassinato de seus pais, Richard “Dick” Grayson embarca na ação ao lado do
Cavaleiro das Trevas, o Batman. Intrépido, ágil, dedicado e, as vezes,
inconsequente, o Menino Prodígio auxilia o Batman contra vários bandidos,
encarando até mesmo vilões do nível do Crocodilo , Espantalho e Chapeleiro
Maluco, mas quando o ex-promotor Harvey Dent, que após um incidente que
desfigurou metade do seu rosto transformando-o no Duas Caras, foge do Asilo
Arkham, Batman acredita que o melhor e manter Robin fora da ação, por temer por
sua vida, mas devido sua necessidade de mostrar seu valor, Robin parte atrás de
um dos piores inimigos do Batman e, por causa disso, sofre as consequências.
Colocando em xeque sua carreira ao lado do Cruzado Encapuzado.
Passado um tempo, a jovem Barbara “Babs” Gordon, filha do
capitão de polícia James Gordon, acredita que poderia iniciar sua carreira na
polícia, mas não é o que seu pai espera dela. Então, sabendo que o pai não
concorda com as ações da Dupla Dinâmica - o lance de “mal necessário” -, ainda
mais após Batman colocar o jovem Robin como seu parceiro e pupilo, ela decide
ir ao Baile de Máscara da Polícia de Gotham fantasiada como uma “Batman mulher”
- parafraseando Joss Whedon -, mas, logo quando chega se depara com o ladrão
Mariposa Assassina, o enfrenta e vence, para surpresa do Batman e Robin, e do
capitão Gordon. Sentindo a emoção de ser uma vigilante do crime como a Dupla
Dinâmica, Barbara – que terminou recebendo o título de Batgirl – busca se
apromorar cada vez mais, mas o que ela não imagina é que o Mariposa Assassina
está com sede de vingança e, para poder vingar-se dela, se juntará ao
piromaníaco Vagalume para tentar acabar com ela e com Batman e Robin.
Por que fazer sobre essas duas edições de uma só vez? Bem,
começa que ambas foram escritas por Chuck Dixon e Scott Beatty, que foram responsáveis
por algumas das melhores histórias do Batman e seus parceiros no final da
década de 1990 e começo do século XXI. Além disso, também temos a mão do
artista Marcos Martins desenhando em ambos os trabalhos. Martins trabalha muito
bem ambos os personagens, dando uma bela desenvoltura ao roteiro de Dixon e
Beatty. Ele trabalha bem as cenas ágeis, com bastante ação.
Outro motivo vem do fato que estamos falando de dois
personagens ligados ao Batman. Babs não foi a primeira ao usar o título de
Batgirl nos quadrinhos – sendo que, após Crise nas Infinitas Terras, somente
ela usou a acunha -, mas Dick não somente o primeiro a usar o nome de Robin –
hoje existem mais três que já usaram, depois dele – como, também, foi o
primeiro parceiro dos quadrinhos.
Quando a década de 1940 começa, Bill Finger, Jerry Robinson
e Bob Kane perceberam que as revistas do Batman não chegavam a um público mais
infantil, pois como a Detective Comics era uma revista policial – antes da
chegada do Batman -, não interessava as crianças ler história do Homem-Morcego,
dessa forma, eles decidem criar o parceiro mirim – ou sidekick – e lhe
dão o nome de Robin. O parceiro é apresentado na edição 37 da Detective Comics,
e toda a narrativa de quem ele é termina sendo contada. Robin inicia uma
verdadeira febre de parceiros, como Bucky, Centelha, Speedy – aqui conhecido
como Ricardito –, Mary Marvel, Capitão Marvel Jr., entre tantos outros. Eles
surgem para ajudar o grande herói no combate ao crime. Superman, por seu o
último filho de Krypton, não ganha um parceiro, mas Siegel e Shuster – seus
criadores mal remunerados – contam a história de sua infância como Superboy.
Mais tarde, surgiria a primeira Bat-Girl – era assim que se
escrevia na década de 1950. Sua criação foi por causa do livro “A Sedução dos
Inocentes”, de Fredric Wertham, que insinuou um caso de homossexualidade e
abuso infantil nos quadrinhos do Batman. Após isso, para o personagem não
deixar de ser publicado, suas histórias foram suavizadas e surgiram a Bat-Woman
e a Bat-Girl, que era a sobrinha da Bat-Woman e apaixonada pelo Robin. A
segunda Batgirl – ou Bat-moça, como ficou conhecida no Brasil, graças a Ebal –
surge após a personagem aparecer no seriado de TV Batman, sendo interpretada
pela belíssima atriz Yvone Craig (1937-2015). Com isso a filha do Comissário
Gordon chegava aos quadrinhos.
Com os adventos da Crise nas Infinitas Terras, muitos
aspectos dos personagens foram mudados, então quando Babs se torna a Batgirl,
seu pai ainda era capitão do DPGC – a caminho de se tornar comissário -,
diferente de seu surgimento no final da década de 1960.
Essas mudanças, além de mostrar uma forma maior no aspecto
da feminilidade da personagem, que é uma moça vestida de morcego e não um
“Batman em forma de moça”, mostra o quão influenciável um adolescente pode ser,
ainda mais quando sente o “gosto” da adrenalina, sendo alimentados com altas
doses. Outro aspecto muito interessante de ambas histórias, é a forma de
narração, como se fosse contado a partir de um “diário de guerra”. No caso de Robin:
Ano Um, vemos o aspecto da narração através do mordomo fiel de Bruce Wayne,
Alfred. Já no caso de Batgirl: Ano Um, vemos isso da visão da própria Barbara,
sobre os aspectos de se tornar uma vigilante noturna. É uma característica
típica de Dixon, como vemos em Terra de Ninguém em certos momentos, são
histórias contadas do ponto de vista do personagem, seja ele o protagonista ou
um secundário. Você percebe as preocupações, as angustias, os sofrimentos, os
desesperos. São os mais profundos sentimentos naquele conteúdo da história.
Robin: Ano Um e Batgirl: Ano Um – ah, descobri que Dixon e
Beatty escreveram Asa Noturna: Ano Um, também (será que a Eaglemoss vai lançar,
em um futuro distante?) - não ficam a dever nada à ideia predecessora de contar
o primeiro ano de ação de um personagem, feito por Frank Miller e David
Mazzucchelli em Batman: Ano Um. São histórias que complementam o universo do
Homem-Morcego e agregam mais conhecimento e conteúdo sobre os personagens que
marcaram suas épocas e continuam até os dias de hoje.
As histórias adcionais, que a Eaglemoss sempre anexa ao
conteúdo, falando sobre os personagens, já foram comentadas logo acima, pois
eles colocam a primeira história do Robin, publicada em abril de 1940, na
Detective Comics #38, escrita por Bill Finger e desenhada por Bob Kane e Jerry
Robinson, onde Dick Grayson perde os pais em um acidente de trapézio após o
chefão do crime Anthony Zucco cortar as cordas, pois o dono do circo não queria
lhe pagar propinas, levando-o a se unir ao Batman para encarar os bandidos. E,
na outra edição, eles colocam o surgimento da primeira Bat-Girl, a jovem Bette
Kane, na revista Batman #139, de abril de 1961. Bette é sobrinha do milionária
Kate Kane, a Bat-Woman, e decide visitar sua tia durante as férias. Ela descobre
a identidade secreta da tia e deseja ajudá-la a enfrentar a organização Kobra,
tornando-se a Bat-Girl, mas devido a sua imprudência mete os pés pelas mãos e
termina em uma grande encrenca. A personagem desistiria da carreira de Bat-Girl
– principalmente com o surgimento de Babs – e se tornaria a Labareda,
integrando uma formação do Novos Titãs da Costa Oeste. Bette Kane foi criada
por Bill Finger e Sheldon Moldoff.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
RESENHA ANIMAÇÃO: Batman: O Retorno do Cruzado Encapuzado (Batman: The Return of the Caped Crusaders, 2016)
BATMAN: O RETORNO DO CRUZADO ENCAPUZADO
(Batman: The Return of the Caped Crusaders, 2016).
Direção: Rick Morales
Roteiro: Michael Jelenic, James Tucker
Elenco:
Adam West. Burt Ward, Julie Newmar, Jeff Bergman, William Salyers, Wally
Wingert, Steven Weber, Jim Ward, Thomas Lennon, Lynne Marie Stewart
Gotham City. Mansão Wayne. Lar dos paladinos da justiça
Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward), em suas identidades de Bruce Wayne e
Dick Grayson. Enquanto assistem a uma programa de TV, eles testemunham quatro
de seus piores inimigos, a Mulher-Gato (Julie Newmar), o Coringa (Jeff
Bergman), o Pinguim (William Salyers) e o Charada (Steven Weber), aparecerem e
correm para enfrentá-los, sem saber os motivos desse aparecimento súbito.
Depois do Charada deixar um enigma, eles descobrem que os vilões pretendem
roubar um multiplicador, capaz de gerar múltiplos objetos, desde um buraco no
chão até pessoas.
Quando decidem ir
atrás deles, a dupla dinâmica sofre uma emboscada e terminam presos e prestes a
serem cozinhados. Será que a dupla dinâmica conseguirá escapar dessa armadilha
e deter os vilões? O que acontecerá com Batman e Robin caso escapem? Não percam
essa emocionante animação.
Bem, fui exagerado nesse final, mas eu queria – tentar –
capturar a essência do que era a série dos anos de 1960.
Em 12 de janeiro de 1966 estreava a série Batman. O seriado
foi idealizado e produzido por William Dozier (1908-1991) e Lorenzo Semple Jr.
(1923-2014), que decidiu levar os personagens para dentro das casas das pessoas
com pessoas reais (ou live action). O
canal de TV onde a estreia aconteceu foi a American Broadcasting Company (ABC)
e tinha os atores Adam West e Burt Ward interpretando Bruce Wayne/Batman e Dick
Grayson/Robin, respectivamente. A série tinha um estilo camp, ou seja, era uma
série que brincava com o ridículo e o absurdo. Ela teve três temporadas e criou
o fenômeno conhecido como batmania, que consistia em vendas de produtos e
memorabílias ligadas ao seriado. Além disso, o seriado teve o primeiro filme do
Batman.
“Batman – O Homem-Morcego” estreou em 30 de julho de 1966 e
trazia Batman e Robin enfrentando Coringa (Cesar Romero), Mulher-Gato (Lee
Meriwether), Charada (Frank Gorshin) e Pinguim (Burgess Meredith), que decidem
sequestrar membros das Nações Unidas. O filme incorporou o Batcóptero, um novo
elemento que funcionou muito bem para a película.
Em setembro de 2013, o roteirista Jeff Parker iniciou um
trabalho para a DC Comics levando o seriado de 1966 para as revistas em
quadrinhos. Foram 30 edições e um especial que trazia a introdução do
personagem Duas-Caras no seriado, algo que nunca aconteceu de verdade.
Esse ano a Warner Animation, em comemoração aos 50 anos do
seriado e percebendo um sucesso razoável com a venda das edições em quadrinhos
(seja em formato impresso ou digital), lançou o filme que narrei acima. A
animação traz toda a ideia do seriado da década de 1966, além de ampliar ainda
mais, pois existiam limitações para o seriado que não precisam ocorrer nem nos
quadrinhos e nem na animação. O interessante é o retorno de Adam West, Burt
Ward e Julie Newmar (ela atuou no seriado, fazendo a Mulher-Gato na primeira e
segunda temporadas, dando lugar na terceira para a atriz Eartha Kitt
(1927-2008)) na dublagem. Eles dublam, respectivamente, os personagens que os
consagraram no seriado. Chega a ser uma pena não podermos contar com os outros
atores para retornarem, também, ao seus antigos vilões ou colegas e parceiros
do Batman, mas é uma casta antiga de atores que, em sua maioria, já veio a
falecer.
Mas existem personagens que se sente falta no momento em que
começamos a assistir, como a Barbara Gordon/Batgirl. Mesmo que a atriz Yvonne
Craig tenha falecido há um pouco mais de um ano, seria interessante rever sua
personagem – que foi criada para um seriado-solo, mas que terminou entrando
para a terceira temporada de Batman – sendo retratada como parceira da dupla
dinâmica.
Quanto ao enredo em si, ele chega a ser divertido, mas
cansativo. A diversão fica por conta das lembranças que trazem para aqueles que
assistiram ou assistem (o seriado passa no Canal Brasil, todos os dias, as
23h00), pois tem o mesmo clima camp. Mas é cansativo, pois são muitas idas e
vindas, que parece sem motivo aparente, somente para tornar a animação em algo
com 78 minutos de duração. Sinceramente, é uma história que poderia ser
resolvida com bem menos tempo e sem muita lengalenga. Batman vai, desvenda um
caso, é preso, se liberta, desvenda outro caso, e assim vai até o final,
tornando algo que poderia ser dinâmico em moroso.
domingo, 22 de maio de 2016
RESENHA HQ: Batman: O nascimento do demônio, partes 1 e 2 (DC Comics Coleção de Graphic Novels volumes 15 e 16 da Eaglemoss).
BATMAN: O NASCIMENTO
DO DEMÔNIO – PARTES 1 E 2 (DC Comics Coleção de Graphic Novels volumes 15 e 16
da Eaglemoss).
Roteiros: Mike W. Barr, Dennis O’Neil
Desenhos: Jerry Bingham, Tom Grindberg, Neal Adams, Norm
Breyfogle,
Artes-finais: John Costanza, Gaspar Saladino, Dick Giordano
Título original: Batman: Birth of the demon, parts 1 and 2
Há tempos atrás surgiu a Saga do Demônio, que contava a
história do líder extremista Ra’s Al Ghul contra o justiceiro de Gotham,
Batman. Essa saga era dividida em três partes, que eram consideradas como parte
da linha “Eslworlds”. Nela o Batman chega a se aliar ao seu inimigo, mas nas
outras duas partes eles se tornam inimigos. Não são continuidades, pois
histórias são contadas de formas diferentes. Na última parece ser uma decisiva
história de ambos os inimigos, mas Ra’s Al Ghul se tornou para Batman, algo
semelhante a Moriarty para Holmes, ou seja, são inimigos eternos, rivais que
enganam a própria morte para se enfrentarem. “O Filho do Demônio”, “A Noiva do
Demônio” e “O Nascimento do Demônio” foram obras escritas por Mike W. Barr e
Dennis O’Neil – também criador de Ra’s Al Ghul, junto com Neal Adams – e nela
vemos como dois inimigos se opõem até que a morte leve um dos dois.
O Filho do Demônio – Um
grupo extremista tenta matar várias pessoas que eles mantêm como refém, mas
terminam detidos pelo Batman. O Cavaleiro das Trevas acredita que o grupo tenha
alguma ligação com um de seus piores inimigos, Ra’s Al Ghul, líder de uma
organização extremamente perigosa que age de forma a causar terror no objetivo
de manter o meio ambiente saudável. Mas termina descobrindo que não é seu
inimigo o culpado, pois este o procura e diz que um antigo aprendiz dele está
por trás dos ataques, Qayin.
Este inimigo, também, foi o responsável pela morte da esposa
de Ra’s, mãe de Talia, e ambos buscam por vingança e convidam Batman para
enfrentar, junto a eles, Qayin. A batalha para vencê-lo é tênue, mas em meio a
isso, Talia fica grávida do Batman e, quando aparentemente o filho deles é dado
como morto, o Cavaleiro das Trevas e Ra’s partem, juntos, para a vingança
contra o inimigo.
A Noiva do Demônio – Ra’s
Al Ghul está à beira da morte, mas antes pretende deixar mais do que sua filha
como herdeira de seu trono a frente da Liga dos Assassinos e, para isso, toma
uma atriz em decadência e a abençoa com um mergulho ao Poço de Lázaro,
tornando-a sua esposa. Em outro momento, Batman investiga uma tragédia com
ozônio, que envenenou pilotos de um avião, fazendo-o cair e matando centenas de
pessoas.
Batman desconfia de Ra’s Al Ghul e sua Liga de Assassinos e, quando
descobre que um especialista em estudo sobre ozônio está relacionado a Ra’s, Batman
decide ir atrás e termina cruzando o caminho de Talia, que tem como missão
matar o Homem-Morcego. Ela falha e na luta entre Batman e os soldados de Ra’s Al
Ghul, o filho do cientista é mortalmente ferido. Examinando-o, Batman tira as
esperanças de o jovem viver, mas o cientista não desiste, e com a promessa de
Al Ghul que o jovem viverá, o leva para a base secreta da Liga dos Assassinos,
mas são seguidos pelo Cavaleiro das Trevas, que está determinado em deter todos
os planos de Ra’s e destruir, mais uma vez, a base de seu inimigo.
O Nascimento do
Demônio: Batman descobre que Ra’s Al Ghul tem tentado reencontrar locais
onde ele havia se banhado nos poços de Lázaro. Em uma das tentativas de deter
os soldados de Al Ghul, Batman termina caindo em detritos tóxicos. Mesmo
sentindo as reações aos detritos, O Homem-Morcego não desiste e reencontra
Talia Al Ghul, filha de seu inimigo e sua amada. Ela lhe conta as origens
secretas de Ra’s Al Ghul, nas antigas civilizações e as descobertas dos Poços
de Lázaro. Após isso, Ra’s surge e um embate titânico dá-se início, onde possivelmente
somente um dos dois guerreiros sairá como vencedor.
Mesmo que as histórias sejam graphic novels de encontros entre Batman e Ra’s Al Ghul, elas não
têm ligações. Cada uma assume um determinado trabalho dos roteiristas.
A primeira história, “O Filho do Demônio” conta uma versão
da história de Talia ser filha de Ra’s, mas na última história, “O Nascimento
do Demônio” temos uma história totalmente divergente. Talvez seja por causa de
que a história escrita por Mike W. Barr fosse considerada, em outro momento,
como um Elseworld, ou seja, ela
acontece em outra realidade. Já a segunda história foi escrita pelo criador de
Ra’s e Talia, Dennis O’Neil, colocando como a história original. Só que o
nascimento do filho de Talia e Bruce foi reconsiderado e recontado pelo escritor
Grant Morrison (Batman e Filho), que confessou desconhecer a história de Barr,
somente conhecendo que eles tinham um filho. Sendo assim, Damian Al Ghul surge
no universo do Cavaleiro das Trevas.
Mesmo sendo histórias sem ligações, todas as três mostram
uma ação e algo que sempre os fãs de Batman gostaram de ver nele, que é sua
determinação e sua vontade de lutar contra aqueles que desejam ir contra a vida
humana. Ele empenha todo seu talento detetivesco na intenção de deter Ra’s Al
Ghul e suas ambições.
A história “O Nascimento do Demônio” também nos traz outro
fator muito interessante que é como um jovem cientista se tornou Ra’s Al Ghul.
Sim, nem sempre esse foi o nome do eco terrorista, líder da Liga dos Assassinos
– uma questão, apesar de eu mencionar o nome da organização, ela não é
mencionada em nenhum momento nas três histórias – e um dos grandes inimigos do
Batman. Quando vemos sua história, escrita pelo renomado Dennis “The Real
Batman” O’Neil, chegamos a entender toda sua sede por destruição da humanidade,
toda sua raiva pelo mundo... até Batman nos colocar no eixo, mostrando que ele
sua vingança é questionável.
A saga do Demônio são algumas das três melhores graphic novels escritas sobre o
Homem-Morcego, pois nos traz o Batman em uma ação desenfreada, seja para auxiliar
ou para lutar contra seu inimigo mortal. Ele faz o extremo para contra-atacar
Ra’s Al Ghul ou para ajudá-lo a lutar contra seus inimigos. Mais uma vez foi
uma acertada escolha para fazer parte dessa coleção.
E as duas edições também trazem outras histórias de
confrontos entre os dois inimigos. No volume 15, vemos a primeira aparição de
Ra’s Al Ghul em Batman #232 (junho de 1971), onde sua filha, Talia, e Robin “Grayson”
foram sequestrados, possivelmente, pela mesma pessoa. Ambos se unem para desvendar
quem fora o sequestrador, mas a surpresa do nome do sequestrador é fantástica.
No volume 16, vemos Ra’s Al Ghul procurando Batman para que
ele use seus talentos detetivescos para ajudá-lo no caso de um cientista que
roubou um veneno mortal que, se for exposto ao ar, matará a todos em um
instante. Batman precisa esquecer as diferenças de ambos para salvar a
humanidade de mais uma tentativa de Al Ghul de extermínio total.
No próximo volume teremos a minissérie publicada entre as
edições 14 e 17 da revista “Wonder Woman” (janeiro-abril de 2008), escrita por
Gail Simone e desenhada por Terry Dodson, onde a Mulher-Maravilha ajuda o
Departamento de Assuntos Meta-Humanos a enfrentar o Capitão Nazista, as
amazonas Alcione, Charis, Myrto e Filomela e a Sociedade de Super-Vilões. A
história acontece logo após a minissérie “Ataque das Amazonas” (junho-outubro
de 2007).
A Coleção DC Comics de Graphic Novels pode ser adquirida em
bancas e lojas especializadas, mas você também pode compra-la no site da
Eaglemoss Brasil na internet ou fazer a assinatura, onde poderá adquirir vários brindes exclusivos.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Legado na DC, isso ainda existe? - Parte 3
Dick
Grayson se recusa a assumi-lo, levando Timothy – agora tutelado pelo Batman,
pois perdera seu pai durante a minissérie Crise de Identidade – Wayne a vestir
o traje. Infelizmente, Jason Todd também decidiu assumir o manto, e durante uma
briga entre os dois, Tim terminou derrotado. Após derrotar Jason, Dick assume –
relutantemente – o legado do Batman, tendo ao seu lado Damian Wayne – filho de
Bruce Wayne e Talia Al Ghul, filha de Ra’s Al Ghul – como o novo Robin.
Quando
Bruce Wayne retornou – ele não morrera, só tinha sido enviado no tempo – não
retirou o traje de Dick Grayson, mas além de criar a Corporação Batman, voltou
a ser o Cavaleiro das Trevas.
A
Batgirl também teve um legado. Após Crise nas Infinitas Terras, somente Barbara
Gordon havia assumido o traje de Batgirl, mas ela terminou ficando paraplégica,
graças a uma bala em sua coluna, disparada pelo Coringa. Babs – amo chama-la
assim – tornou-se Oráculo, uma hacker que conecta todos os super-heróis e,
principalmente, as Aves de Rapina, grupo que ela lidera.
Durante
a saga Terra de Ninguém, outra mulher vestiu um traje e se autointitulou
Batgirl. Descobriu-se que era a Caçadora – Helena Bertinelli, filha de um
mafioso de Gotham que decidiu se tornar vigilante, mas devido sua forma de
agir, nunca foi bem quista pelo Batman. Quando Caçadora abandona o traje, ele é
dado a Cassandra Cain – filha do mercenário Cain, que no futuro seria
responsável por incriminar Bruce Wayne, a mando de Lex Luthor –, uma jovem que
não sabia falar, pois aprendera somente a lutar.
Com o
retorno de Stephanie Brown – descobrira que ela não havia morrido, mas sim
estava escondida pela Dra. Leslie Thompkins, amiga dos pais de Bruce e
conhecedora de sua dupla identidade –, esta assumiu o manto de Batgirl,
enquanto Cassandra se tornou a Black-Bat.
Quando
Hal Jordan retornou dos mortos, ficaram existindo cinco Lanternas Verdes da
Terra: Alan Scott, Hal Jordan, John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner. Assim
sendo, alguns foram relocados para Oa – com exceção de Alan Scott, pois ele não
faz parte da Tropa dos Lanternas Verdes, pois seu anel tem outra origem –
enquanto Hal Jordan permaneceu como Lanterna Verde do Setor 2814.
Já
quando Barry Allen retornou dos mortos, Wally West continuou como Flash, com um
uniforme mais escuro. Ficaram três Flash’s: Jay Garrick, Barry Allen e Wally
West. Em certo
momento, devido a um envelhecimento precoce que ocorrera em Crise Infinita,
Bart Allen também ocupou a vaga de Flash, pois Wally West desaparecera. Ele
terminou morto pela Galeria de Vilões, liderada pelo Inércia, mas Bart retornou
posteriormente na minissérie Legião dos 3 Mundos, durante a saga Crise Final, e
voltou a honrar o legado como Kid Flash.
Depois
que Novos 52 iniciou, muito dos legados que permearam por anos no Universo DC –
que voltara a ser Multiverso DC depois de Crise Infinita – foram esquecidos ou
deixados de lado. Poucos foram os personagens que tinham legados estabelecidos.
Entre eles estavam personagens da – nova – Terra-2. Com a morte de Superman,
Batman e Mulher-Maravilha, novos heróis surgiram para manter seu legado de luta
contra as hordas de Steppenwolf, um dos generais de Darkseid.
A prima
do Superman, Poderosa – ela tinha uma versão pré-Novos 52 que ficou sem
definição durante anos, até que em Crise Infinita ela voltou a ser considerada
como prima do Superman da Terra Dois – e a filha do Batman, Caçadora – antes de
Crise nas Infinitas Terras, Caçadora era filha do Batman da Terra Dois –
continuaram o trabalho de seus mentores como heroínas, até serem transportadas
para a Terra Primordial.
Jason
Todd sucedera Dick Grayson como Robin, mas Timothy Drake nunca se tornou o
parceiro do Batman, agindo por conta própria como Robin Vermelho. O sucessor de
Jason Todd foi Damian Wayne. As formas como John Stewart – ele foi escolhido
pelos Guardiões para fazer parte da Guarda de Honra dos Lanternas Verdes –, Guy
Gardner – foi escolhido pelo anel dos
Lanternas Verdes, mas terminou abandonando-o para se tornar membro da Tropa dos
Lanternas Vermelhos – e Kyle Rayner – foi escolhido pelos anéis de várias Corporações
e terminou se tornando o Lanterna Branco – se tornaram membros da Tropa do
Lanternas Verdes foi alterada. Somente Hal Jordan seguira o legado de seu
antecessor, Abin Sur, como Lanterna Verde do Setor 2814 – ele nunca conhecera
Alan Scott, pois esse se tornou Lanterna Verde na Terra-2.
Bart
Allen na verdade é Bar Torr, um criminoso juvenil do século XXX, enviado para o
século XXI sem memória, em um programa para proteção de testemunhas do futuro.
Ele ganhara seus poderes durante o tempo que era criminoso, mas quando viu sua
irmã quase morta, decidiu ir contra aqueles para quem trabalhava e foi
sentenciado à morte por causa disso pelo Funcionário e seus agentes, os
Purificadores. Amnésico, achando que era parente de Barry Allen, adotou o traje
de Kid Flash e começou a agir como um super-herói velocista. Terminou recrutado
pelo Robin Vermelho para ser membro do grupo Novos Titãs.
Percebe-se
que o sentido de legado no atual Multiverso DC continua a existir, mas de forma
mais diminuída e em um sentido bem diferente da representação anterior do que era antes. Enquanto antes um herói
adotava o nome de seu predecessor e buscava honrar o que este nome representava
para os outros, no atual Multiverso DC – principalmente na Terra Primordial e
na Terra-2 – busca-se somente honrar o legado de luta pela justiça. Não existe
uma força no nome Superman como existia antes.
Personagens
como Superboy, Supergirl e Aço - Steel em inglês -, usavam o “S” no tórax e buscavam honrar o que
aquilo representava, o legado que aquele símbolo representava. Quando Tim
tentou assumir o traje do Batman, ele tentou manter acesa a representação do
que o Batman era, o mesmo ocorreu depois com Dick Grayson. Quando Wally West
assumiu o traje de seu tio, sentiu o peso que era usar aquele uniforme e o nome
Flash, pois havia um enorme legado deixado por seu mentor. O mesmo acontecera
com Connor Hawke quando ele decidiu se tornar o novo Arqueiro Verde, pois as
exigências eram muitas e ele achou que não conseguiria manter o legado de seu
pai.
Quando
Kyle Rayner se tornou o Lanterna Verde, percebeu que não era somente usar o
anel. Tinha mais por trás daquele instrumento e do nome que ele carregava.
Assim era com todos que assumiam o lugar de outro herói. Assim foi com Capitão
Marvel Jr. Quando ele foi selecionado por Capitão Marvel para assumir seu
lugar, já que este se tornará o mago na Pedra da Eternidade. O mesmo acontecera
com Hector Hall quando ele assumiu o elmo de Nabu e se tornou o Senhor Destino.
O legado
era algo mais carregado de nuances do que na atualidade. Tinha o peso do nome,
o peso do símbolo e o peso do que tudo aquilo representava. Quando seu
antecessor dizia “tudo bem” ou então “gostei de você usar meu nome”,
significava como um batismo. Quando isso não ocorria, as coisas ficavam mais
complicadas, pois você não sabia se estava honrando o que assumira.
Talvez
um dia vejamos isso ocorrer novamente. Talvez isso ocorra mais breve do que
pensamos, já que um dos objetivos de Rebirth,
como Geoff Johns mencionou, é elevar novamente o legado dos super-heróis. Mas
se não ocorrer, se buscar algo que não reascenda isso dentro no Multiverso DC,
será uma perda que levou anos de formação – pré e pós-Crise nas Infinitas
Terras – e que fará sempre muita falta.
sábado, 5 de março de 2016
RESENHA HQ: Batman: Morte em Família (Coleção DC Comics de Graphic Novels Volume 11 da Eaglemoss).
BATMAN: MORTE EM FAMÍLIA (Coleção DC Comics de
Graphic Novels Volume 11 da Eaglemoss).
Desenhos: Jim
Aparo, Don Newton
Artes-finais:
Mike DeCarlo, Alfredo Alcala
Título-original:
Batman: Death in the Family
Eu sei que é meio repetitivo, mas vários personagens
pós-Crise nas Infinitas Terras tiveram recomeços contados de formas distintas.
Superman era filho-órfão de um planeta estéril e sem muitas emoções,
Mulher-Maravilha ganhou seus dons das deusas olímpicas, além da capacidade de
voo de Hermes, e assim por diante. Alguns eram pequenos detalhes que se
alteravam, como a inclusão do filme “A Marca do Zorro” na criação do Batman ou
a mudança de segunda Canário Negro como uma das fundadoras da Liga da Justiça
da América (a Mulher-Maravilha ainda não havia vindo ao Mundo do Patriarcado).
As mudanças não ficaram restritas somente aos grande
personagens, mas também aos seus ajudantes, como foi o caso do segundo Robin,
Jason Todd.
Antes de Crise nas Infinitas Terras, Jason era filho de
trapezistas, como Dick Grayson, mas terminou perdendo seus pais que foram
assassinados pelo Crocodilo. Bruce então se torna tutor do jovem e com Dick deixando
o uniforme de Robin de lado e se tornando Asa Noturna, o Batman percebeu que
precisava de um parceiro e treinou Jason, que se tornou o segundo
Menino-Prodígio.
A mudança na sua história foi muito radical, pois Jason
agora era um menor de rua que tenta roubar as rodas do Batmóvel. Pego em
flagrante, Batman decide levá-lo para sua mansão e adotá-lo. Dick abandonara o
uniforme e se tornara o Asa Noturna, então Batman decide que seu novo pupilo
será seu parceiro e o treina, dando-lhe o traje de Dick e tornando-o o segundo
Robin.
Só que nesta nova visão sobre Jason, os roteiristas o veem
como atrevido, indisciplinado e imprudente. Ele não é totalmente obediente ao
que Bruce o ordena fazer nos momentos de ação, sempre tomando a frente e, às
vezes, quase morrendo.
Uma das justificativas dadas pelos roteiristas era que ele,
por ter tido uma carga de problemas na vida – sua mãe morrera devido a uma
doença grave, seu pai era um capanga do Duas-Caras e terminou assassinado por
seu chefe, ele era um menor de rua e larápio – tornara-se uma pessoa difícil de
se “adestrar” (isso sou eu, nenhum roteirista usou essa terminologia).
Quando começamos a ler “Morte em Família”, escrita por Jim
Starlin e desenhada por Jim Aparo, percebemos isso no comportamento de Jason
Todd. Ele age como se não houvesse um dia seguinte, como se estivesse sempre no
limite, sempre desobedecendo às ordens que lhes são passadas. Ele age
insensatamente, sem refletir sobre suas ações.
“Batman: Morte em Família” se tornou um dos arcos de
histórias mais importantes para o Homem-Morcego, exatamente por mostrar que a
vida do Batman é um extremo de ações que sempre o põe e aos seus parceiros na
ponta de uma faca ou sobre a mira de uma arma. Fica difícil não soltar spoilers
sobre essa história, já que ela é extensamente conhecida entre os leitores e
não-leitores de quadrinhos, já que as imagens que estampam as capas de
encadernados sempre possui a “pietà” de Batman com Jason Todd. O interessante é
aonde isso leva o Cavaleiro das Trevas, qual seu futuro depois de mais essa
tragédia que assola sua vida. Como ele ficou após os acontecimentos que ocorrem
em “Morte em Família”.
A história começa como citei acima, com Jason agindo
insensatamente, então Bruce decide retira-lo da ação. Com isso, o
menino-prodígio decide vagar aleatoriamente e vai parar no Beco do Crime, onde
morava com seu pai e sua mãe. Lá lhe entregam uma caixa contendo algumas fotos
e coisas de seu pai e suas, como sua certidão de nascimento. Ele então descobre
que a mulher que ele achava ser sua mãe, na verdade, era sua madrasta. Então
ele parte em busca de sua verdadeira mãe, sozinho.
Termina encontrando com o Batman em Beiture, pois o
Cavaleiro das Trevas encontra-se no encalço do Coringa, que fugira do Arkham e
planeja uma venda de artefatos militares para terroristas. Quando eles detêm o
Coringa, saem em busca das mães de Jason e, ao final, ao encontra-la, a
tragédia ocorre.
Em um dos momentos mais memoráveis dos quadrinhos, que eu
equipararia à morte de Gwen Stacy, vemos uma das cenas mais chocantes e mais
tensas que, mesmo sem total exposição, já choca. A covardia, a agressividade, a
insanidade que ela contém, expõe o tamanho da loucura e do prazer pela morte
que o Coringa possui.
Bem próximo ao final, Batman sai ao encalço do vilão, mas é impedido,
pois o Coringa ganhara mais poder do que poderia imaginar ter. Batman termina
ficando entre o desejo de vingança e os impedimentos legais.
Não quero continuar, pois o final é muito interessante e
empolgante, também. Um dos aspectos que mais impressiona nessa história foi a
forma como Jim Starlin vem abordando a temática de morte desde o primeiro
momento, mencionando-a constantemente. Foi como se ele fizesse um processo
catártico com o leitor, preparando-o para a grande decisão dele, de Dick Giordano
e de Jim Aparo, de deixar os leitores decidirem o destino de Jason Todd na
edição Batman #428 (janeiro de 1989). Na 427, a capa vinha estampada com o
texto:
“Robin fins his mother. And waiting is the Joker, planning a
revenge that is swift, violent, terrible. Can Robin survive? You will decide.
Details on inside back cover”.
Na contra-capa vinham dois números de telefones que as
pessoas ligariam e decidiriam o destino de Jason Todd. Foi incrível como a
decisão foi quase unanime e derradeira para o personagem. E, da mesma forma
fatal para o resto da carreira do Cavaleiro das Trevas até o surgimento de Tim
Drake, o terceiro Robin.
Naquela época, Batman acabara de sair das garras do Diácono
Blackfire na minissérie “Batman: O Messias” (republicada pela Panini em 2007 na
“Grandes Clássicos DC” #11), então os acontecimentos com Jason o deixaram mais
abalado ainda.
“Batman: Morte em Família” é um arco de histórias em quatro
partes que é – além de importante – um marco das histórias do Homem-Morcego.
Muito bom e coube perfeitamente nessa coleção.
Já na segunda história do encadernado, apesar de mostrar a
transformação de Jason Todd em Robin, não é o pano central dela. A história
segue uma linha que Doug Moench já vinha desenvolvendo nos números anteriores
de Detective Comics e Batman. A história possui várias vertentes, uma mostra
Batman na América Central, em perseguição ao Coringa. Na outra, vemos o
Comissário James Gordon acamado, lutando entre a vida e a morte. Em outra vemos
Alfred descobrindo consequências de seu passado. Por conseguinte, terminamos
vendo a transformação de Jason Todd em Robin. Mas percebe-se que não era o
esperado pelo Batman, mesmo que o treinasse para ser seu parceiro, o Cavaleiro
das Trevas não desejava que o jovem assumisse o legado deixado por Dick
Grayson. A história foi publicada na Batman #366 (dezembro de 1983), desenhada
por Don Newton e arte-finalizada por Alfredo Alcala. Meses depois, em Batman
#368 (fevereiro de 1984), o Homem-Morcego admitiria Jason como o novo Robin.
Uma das coisas interessantes a respeito do jovem filho dos trapezistas Joe e
Trina Todd – assassinados pelo Crocodilo – é que ele era loiro. Ele tingiu o cabelo para se tornar o novo
Robin. Fato intrigante esse.
No volume 12 da coleção teremos a minissérie “Lex Luthor: O
Homem de Aço”, de Brian Azzarello e Lee Bermejo. Sinceramente, não cheguei a
ler o arco de histórias, mas pretendo fazê-lo, pois não pararei a coleção.
A Coleção pode ser adquirida em bancas, lojas especializadas
e na Loja Eaglemoss na internet. Você também pode fazer a assinatura na Eaglemoss Collections,
podendo ganhar muitos brindes legais.
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