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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

A Serenidade em Batman: O Cavaleiro das Trevas


Adaptações são sempre novas formas de ver obras estabelecidas durantes anos, década ou milênios. Uma adaptação pode trazer uma versão que se assemelha ou, simplesmente, se diferencia da obra original. Dependendo do que for diferente, a obra pode até perder seu mérito. Não é o caso da adaptação, em duas parte, lançada direto em DVD ou Blu-ray, Batman: O Cavaleiro das Trevas. A adaptação é muito boa, mas peca em alguns aspectos e eu falo um pouco sobre isso no vídeo. Caso desejem adquirir a minissérie, em quadrinhos, adquira: - Batman Noir: O Cavaleiro das Trevas = https://amzn.to/3skvqTK - Batman: O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva = https://amzn.to/3d1GWNf Você também pode adquirir toda a Coleção Cavaleiro das Trevas, por Frank Miller, acessando: - Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II - Edição Definitiva = https://amzn.to/3shzZhw - Batman: O Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior = https://amzn.to/3reJJIi

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

RESENHA HQ: Arqueiro Verde – Os Caçadores (Coleção DC Comics de Graphic Novels Volume 52 da Eaglemoss)


ARQUEIRO VERDE – OS CAÇADORES (Coleção DC Comics de Graphic Novels Volume 52 da Eaglemoss)

Roteiro: Mike Grell
Desenhos: Mike Grell
Cores: Julia Lacquement
Título original: Green Arrow – Longbow Hunters

No final da década de 1980, muitos personagens da DC Comics estavam sendo reformulados. Batman passou por uma reformulação nas mãos de Frank Miller e David Mazzucchelli, Superman sofreu várias mudanças nas mãos de John Byrne, Mulher-Maravilha foi reformulada nas mãos de George Pérez, Gavião Negro e Mulher passaria por uma verdadeira transformação em suas histórias nas mãos de Tim Truman, até mesmo Aquaman sofreria pequenas mudanças nas mãos de Neal Pozner e Craig Hamilton e, posteriormente, sua origem seria recontada por Keith Giffen, Robert Loren Fleming e Curt Swan. Outro que teria mudanças, não nas origens, mas sim nos aspectos de ação seria Arqueiro Verde, pelas mãos de Mike Grell.
Mike Grell é aquela pessoa que gosto de chamar de “legendária”. Sua passagem pela DC Comics deixou marcas que são eternas. Grell foi responsável pela criação de Tyroc (com Cary Bates) e por um grupo de rejeitados da Legião dos Super-Heróis – conhecido como Legion of Super-Rejects – (com Jim Shooter) na revista Superboy and The Legion of Super-Heroes, do personagem Guerreiro (Warlord), um ex-piloto que sofre um acidente e se torna um grande guerreiro em Skartaris. Mas quando ele foi convidado para escrever as histórias do Arqueiro Verde, foi que ocorreu a grande revolução no personagem.
Grell não alterou as origens do personagem, somente criou aspectos mais humanos na criação. Oliver Queen não era o grande herói que venceu piratas para sair da ilha, ele tomou de assalto a embarcação com dois marginais, somente, que foram presos pelas autoridades quando chegaram ao porto.
Outra coisa que Grell fez foi mudar a cidade do Arqueiro Verde, levando-o para um lugar mais real, como Boston, onde ele e Dinah Lance, a Canário Negro, estabelecem residência e fundam a Floricultura Sharewood. Como nas histórias anteriores Ollie havia perdido sua fortuna e mudado sua forma de pensar, o que fez com que entrasse em conflitos com vários membros da Liga da Justiça, principalmente o Flash (Barry Allen), nas histórias de Mike Grell ele é uma pessoa mais pé no chão, mas sentindo a idade chegar, principalmente quando descobre que seu ex-parceiro, Roy Harper (Arsenal) se tornou pai.
Seu traje também alterou, perdendo um pouco do estilo heroico e se tornando mais um guerreiro urbano, com capuz no lugar do chapéu, mangas longas e, ao invés de flechas com parafernálias, Ollie adotou flechar comuns, como um verdadeiro arqueiro.
Em “Os Caçadores”, Grell também nos apresenta Shado, uma jovem arqueira, treinada pela Yakuza, para se vingar do que ocorrera com seu pai, no passado. Ela é uma exímia arqueira, extremamente superior à Ollie, como é demonstrado no decorrer da história. Uma outra coisa muito interessante é que Oliver Queen não enfrenta super-vilões em “Os Caçadores”, mas entra em uma guerra urbana mesmo, contra traficantes, psicopatas, serial killers, sem contar a crueza da minissérie – que foi seguida por um revista solo do personagem, algo inédito para o Arqueiro Verde – que mostra cenas de impressionar qualquer um.
“Os Caçadores” de Mike Grell é uma visão mais realista do Arqueiro Verde, com aspectos mais críveis. Grell transforma Oliver Queen em um guerreiro urbano convincente, com problemas pessoais com sua namorada e com ele mesmo. A minissérie se torna o pontapé inicial para algo que tornaria o Arqueiro Verde um dos personagens mais adorados do Universo DC e serviria de influencia para o transcorrer dele nos quadrinho e na atual série, “Arrow”.
Na sequência, Jack Kirby e Ed Herron recontam a origem do Arqueiro Verde, dando-lhe aspectos diferentes do que fora contado em More Fun Comics #89 (março de 1943). Na história eles transcorrem do momento em que Ollie se torna naufrago, contando de seu treinamento com arco e flecha por sobrevivência, sua descoberta de como incluir parafernálias nas suas flechas, a captura dos piratas e sua chegada à civilização onde se tornaria o Arqueiro Verde. Alguns consideram essa história como algo mais próximo ao real, mas fica a questão de alguns aspectos da história que ficam difíceis de crer.
A Coleção pode ser adquirida em bancas, lojas especializadas e na Loja Eaglemoss na internet. Você também pode fazer a assinatura na Eaglemoss Collections, podendo ganhar muitos brindes legais.

terça-feira, 1 de março de 2016

Legado na DC, isso ainda existe? - Parte 2

Antes de ler a segunda parte, leia a primeira aqui.
Depois de Zero Hora, quando Oliver Queen, o Arqueiro Verde, teve de deter seu melhor amigo, Hal Jordan como Parallax, com uma flecha, ele entrou em parafuso e começou a agir de forma irracional. Depois de Dinah se separar de Ollie, ele decide retornar ao mosteiro tibetano de Ashram, onde havia treinado suas técnicas de arco e flecha e encontra seu filho, Connor Hawke. Ele foi deixado lá por sua mãe, Sandra Moonday Hawke, para controlar seu temperamento tempestivo e, sem saber da ligação com o rapaz, os dois se tornaram amigos. Depois de tentarem assassinar Ollie, Connor parte com ele em busca de Eddie Fyers. Os três se aventuram e uma ligação estreita se inicia entre Connor e Ollie, mas enquanto Connor construía uma ligação com Oliver, Parallax conta a Ollie que ele é seu filho, dificultando tudo. Oliver se sente traído e parte atrás daqueles que tentaram assassiná-lo e é ligado a uma bomba. Ao sobrevoar Metrópolis, antes de ser socorrido pelo Superman, o Arqueiro Verde deixa a bomba detonar, se sacrificando. Connor fica relutante, mas assume o manto de seu pai, se tornando o novo Arqueiro Verde.

Devido a sua doutrina zen-budista, Connor tem dificuldades em agir atacando os inimigos, como o pai fazia. Mas ele termina ganhando ajuda de membros da LJA, dentre eles, do Batman.
A ideia de legado é quase incessante no Universo Unificado DC, tanto que os parceiros de heróis também têm seus sucessores.
Como sempre, o predecessor de legado foi o Robin. O primeiro, como sabem, foi Dick Grayson. Quando este decidiu sair da sombra do Batman e se tornar o Asa Noturna, o Batman adotou o jovem Jason Todd. Este era imprudente, teimoso e atrevido. Quando saiu em busca de sua mãe, terminou assassinado pelo Coringa. Com a morte de Jason, Batman ficou muito tempo sem um parceiro, até que Timothy Drake, filho de Jack e Janete Drake, vizinhos de Bruce Wayne, aparece revelando saber a identidade secreta de Batman e Asa Noturna. Ele deseja ser o novo Robin, mas Batman fica relutante e o recusa. Então, quando Bruce precisa de ajuda com o Espantalho, Timothy veste o traje do Robin e parte em seu socorro, salvando-o. Bruce então o manda para ser treinado por um de seus mestres, em Paris, mas Tim termina sendo treinado por Lady Shiva, uma mortal assassina. Quando retorna a Gotham, Timothy passa pela sua prova de fogo encarando o Coringa e, depois, o KGBesta.
Tragédias rondam a vida de Batman e seus discípulos, sendo assim, Timothy sofre uma tragédia, perdendo sua mãe e seu pai fica em estado vegetativo ao encararem o Homem-Obeah.
Junto com o Superboy – clone do Superman e Lex Luthor (ele possui o DNA de ambos) – e Impulso – Bart Allen, neto de Barry e Iris Allen, vindo do futuro –, Timothy forma a Justiça Jovem. Depois juntam-se a eles a segunda Moça-Maravilha – Cassie Sandmark, filha do deus grego da guerra Ares com uma humana –, que sucedeu Donna Troy como parceira da Mulher-Maravilha, Flechete – Suzanne “Cissie” King-Jones, filha da heroína Miss Flechete –, Segredo – Greta Haynes, jovem libertada na primeira missão do grupo –, Imperatriz – Anita Fite, filha de um agente do A.P.E.S. e exímia lutadora –, Raio – Raymond C. Terrill, filho do Raio original –, Lobinho – clone do Lobo original – e vários outros. No começo eles agiam sem tutela e sem supervisão, até que encontraram o Tornado Vermelho e ele se tornou tutor do grupo.
O Arqueiro Verde retorna dos mortos, mas não toma o lugar de seu filho como Arqueiro Verde, somente se torna outro (é comum na DC Comics existir mais de um personagem como o mesmo nome como no caso do Flash, do Lanterna Verde, Homem-Hora, Pantera (Wildcat), e aí por diante). Ele toma sob sua tutela a jovem Mia Dearden que se torna Ricardita. Isso ocorre, pois como o Robin, Roy Harper, o primeiro Ricardito, decide sair da sombra de seu tutor.

Depois de passar por problemas com drogas, Roy Harper passa por um tratamento e entra para o CBI (Central Bureau of Invertigations), uma agência liderada pelo Sargento Steel de combate ao trafego de drogas e terrorismo. Depois de sair do CBI, Roy decide se tornar Arsenal, deixando a vaga de parceiro do Arqueiro Verde em aberto, sendo ocupado por Mia.
O termo legado fica também para os grupos de super-heróis, principalmente os Novos Titãs. Além de ter sua primeira formação, o grupo passou por várias reformulações, na maioria das vezes, liderada por Dick Grayson. Quando o grupo termina se desfazendo após eventos que levaram a morte de Ravena – empata, filha do demônio dimensional Trigon com uma humana – e Jericó – Joseph Wilson, filho de Slade Wilson, o Exterminador –, uma nova equipe surge com a liderança de Ray Palmer, o Elektrón.

A terceira geração de Novos Titãs surge após os Titãs – grupo formado por Asa Noturna, Arsenal, Flash, Tróia, Ciborgue, Mutano e Estelar – e a Justiça Jovem enfrentar um Superman Robô que assassina Donna Troy. Essa nova geração tem o intuito de somente funcionar nos fins de semana sob a liderança de Estelar, Ciborgue e Mutano. O grupo é formado pelos membros remanescente do Justiça Jovem: Robin “Drake”, Superboy, Impulso e Moça-Maravilha “Sandsmark”, além do ressurgimento de Ravena, rejuvenescida - ela havia morrido na última luta dos Novos titãs contra seu pai, Trigon. Na primeira missão eles encaram o Exterminador, possuído por Jericó, que estoura o joelho do Impulso. Este, percebendo que se tivesse sido um pouco mais prudente e menos impetuoso teria evitado tal incidente, decide aprender com seus erros. Ao retornar a equipe, ele assume o nome e o uniforme do Kid Flash, que já pertencera a Wally West. Também junta-se a eles a nova Ricardita, a pedido do Arqueiro Verde.

Outro grupo que terminou renovado foram os Renegados.
O grupo fora formado pelo Batman para salvar Lucius Fox, CEO das Empresas Wayne, que fora sequestrado na Markovia. Como a Liga da Justiça não quis ajuda-lo, ele saiu da equipe e formou o grupo. Seus membros iniciais eram Geoforça, Katana, Raio Negro, Halo e Metamorfo. Depois o nome do grupo terminou assumido por Asa Noturna e Arsenal, que o reformularam e foram financiados pela Corporação Optitron. No grupo ingressaram a androide Índigo – responsável pelos acontecimento da minissérie “Titãs/Justiça Jovem: Dia de Formatura” –, a amazona-americana Grace Choi, Tormenta – Anissa Pierce, filha de Jefferson Pierce, o Raio Negro –, Metamorfo – na verdade uma parte da essência do Metamorfo original – e Jade – Jenn-Lynn Hayden, filha de Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde. Ambos os grupos agiam na surdina, fora dos holofotes.

Falando do Batman, até mesmo ele já teve um legado. O começo disto – pós-Crise, já que estou falando deste período – foi durante a saga “A Queda do Morcego”. Depois que Batman teve a coluna quebrada por Bane. Ele passa seu uniforme para o jovem Jean-Paul Valley, também conhecido como Azrael. Só que Jean-Paul não faz jus ao legado que lhe é passado, distorcendo tudo que o Batman representava. Isso começa quando ele deixa um bandido morrer. Ele então bane Alfred e Tim Drake da Bat-caverna, altera o uniforme do Batman, transformando-o em uma armadura, e age incontrolavelmente, tornando-se juiz, júri e carrasco. Quando Bruce retorna, depois de ter sua coluna restaurada pela Dra. Shondra Kinsolving, ele enfrenta Jean-Paul e passa o uniforme para Dick Grayson, enquanto resolve suas fobias que adquiriu. Resolvido isso, ele retorna ao uniforme.

Após enfrentar uma contaminação em Gotham pelo vírus Ebola, um terremoto de causas naturais, um isolamento de sua cidade, sua restauração. Ser acusado de ter cometido assassinato, ser preso e depois considerado fugitivo. Provar sua inocência, enfrentar uma onda de crimes orquestrada pelo Máscara da Morte, ter que encarar a morte da Salteadora – Stephanie Brown, filha do vilão Mestre das Pistas, que durante um curto período também foi Robin –, enfrentar seu melhor amigo, reencontrar um de seus tutelados – Jason Todd voltara a vida durante Crise Infinita –, encontrar seu filho, encarar a organização Mão Negra e vencer Darkseid durante a saga Crise Final, Batman é dado como morto e inicia-se uma disputa para saber quem assumirá seu manto.