Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram.
Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse.
Venha ver este bate-papo fantástico.
O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens.
Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne.
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Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!
Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB
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A Revista Mundo dos Super-Heróis, constantemente, nos traz dossiês bem completos sobre os super-heróis, principalmente da Marvel e da DC Comics. Para você não ficar louco caçando nas bancas ou em sebos as revistas antigas, ela lançou a Coleção Super-Heróis, com dossiês de dois personagens em cada edição. O Volume 1 fala sobre Homem-Aranha e Flash. Assista o vídeo para saber o que poderá encontrar.
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São 85 anos desde que o Major lançou a New Fun Comics #1. A DC Comics - antes National Allied, depois National Periodicals - foi responsável pela Era de Ouro dos Quadrinhos e pela Era de Prata, também. Conheça um pouco de sua história Antes da Crise nas Infinitas Terras e todas as tramas que ocorreram Depois da Crise nas Infinitas Terras.
A busca da inclusão de comunidade ignoradas em mídias diversas chegou há algum tempo nos seriados de super-heróis, mas nunca em tamanha extensão como em Supergirl. Mas nem tudo são flores e muito menos o arco-íris que esperamos. Assista ao vídeo para saber um pouco mais da diversidade que rola na série.
- Os super-heróis podem ajudar a tornar o mundo mais inclusivo?, por Mike Straney | Nightsavers: https://bit.ly/3drbg3R
- Super-Heróis da HQ e a batalha pela inclusão. por Tom Moore | Leflein: https://bit.ly/3jXKz9s
- Supergirl e a CW: como a falta de representação levou a um dos piores casos de queerbaiting na televisão moderna, por Hayley Spencer | Medium: https://bit.ly/313AHTX
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller,
Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane,
J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.
Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que
surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot)
selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe
(Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e,
com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido
por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC
nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um
híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash
(Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido
do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado
após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça
que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem
uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas
dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos
leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da
história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem
sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras
que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da
divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação.
Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem
sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes,
pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman,
Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e
Superman – não chega a ser spoiler,
pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes
anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do
Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em
parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um
filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As
mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão
reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história,
principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma
introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a
criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus,
um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa
forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale
lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito
bem.
Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de
super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice
muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos
dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que
vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo
filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.
LJA: O PREGO (DC
Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).
Roteiro: Alan Davis, Jerry Siegel
Desenhos: Alan Davis, Joe Shuster
Arte-final: Mark Farmer, Leo Nowak
Título Original: JLA: The Nail
“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma
ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro.
Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi
perdido. Tudo por falta de um prego.” _George Herbert (variação)
Jonathan e Martha Kent estavam
para sair de casa, quando um prego furou o pneu de sua caminhonete, forçando-os
a ficar em casa, com isso eles não testemunharam a chegada de uma nave espacial
que modificaria suas vidas e de todos na Terra.
Vinte e quatro anos depois, Lex
Luthor é novamente eleito prefeito de Metrópolis, onde adotou uma política
anti-meta-humanos, não permitindo que pessoas com superpoderes atuem na cidade.
Ele tem como principal assessor político e especialista em assuntos
meta-humanos, o jovem Jimmy Olsen, ex-foca do Planeta Diário e atual
vice-prefeito de Metrópolis. Ele responde às perguntas do âncora do WGBS News,
Perry White, ex-editor-chefe do Planeta Diário, onde foi chefe de Jimmy e da
repórter Lois Lane.
Na mesma entrevista, Perry White
conversa com o tetraplégico Oliver Queen, que atuara como o Arqueiro Verde e
perdeu todos os movimentos enquanto enfrentava, com a Liga da Justiça, o vilão
mimético Amazo. Ele insiste que todos os meta-humanos têm origens alienígenas e
devem ser caçados. Em Detroit, em uma caverna secreta, a LJA assiste ao
depoimento de Oliver, perplexos e frustrados. Eles discutem sobre suas ações e
sobre a permanência do grupo, quando o Lanterna Verde traz Lois Lane para se
tornar a assessora de imprensa do grupo, pois como tem renome, pode trazer uma
imagem mais positiva da equipe para a imprensa. Nesse interim, Batman precisa
sair da reunião e partir para Gotham, onde Coringa tomou o Arkham.
Na Mansão do Dr. Niles Caulder,
também conhecido como Chefe, a Patrulha do Destino também assiste perplexa o
depoimento de Queen, quando são atacados por uma tropa de homens com trajes
especiais.
Em Gotham, Batman chega e
adentra em um campo de força que somente permite ele, Batgirl e Robin passarem.
Dentro do Arkham, Mulher-Gato encara outros vilões lunáticos e quando decide
encarar o Coringa, quase é morta, mas o Batman chega, só que é imobilizado e
testemunha uma tragédia.
No mesmo momento, Lanterna Verde
descobre que um campo de força está em volta da Terra e que este está drenando
a energia do seu anel e de sua lanterna. Então busca descobrir a fonte do
campo. Então convoca o Caçador de Marte para ajudá-lo.
Flash, fazendo uma patrulha para
descobrir o responsável pelos ataques à LJA, descobre que todos os seus vilões
ou estão desaparecidos ou mortos e, ao chegar ao esconderijo de Ra’s Al Ghul e
sua Liga das Sombras, encontra Amazo lutando contra o eco-terrorista. Átomo
invade a base do Pensador e descobre que ele anda investigando algumas
anomalias na Terra.
As coisas pioram quando
Metamorfo é encontrado atacando Lex Luthor e Perry White, que termina morto, e
Lanterna Verde, ao encarar Conde Vertigo e Major Desastre, é acusado de atacar,
sem motivo um prédio que ele acreditava ser a fonte do campo de força.
Nada parece melhorar, a
Mulher-Maravilha é acusada de atacar a Casa Branca, explodindo-a, Aquaman é
sequestrado por uma draga que vem matando a vida marinha, Mulher-Gavião decide
retornar a Tanaghar, e novos seres surgem para deter todos os super-heróis.
Quem seria o responsável por esse ataque? Qual seu objetivo? Ele terminará
vencedor?
Sinceramente, “LJA: O Prego” é,
para mim, a melhor minissérie da realidade Elseworlds,
da DC Comics.
Elseworlds são histórias de realidades paralelas, contando
histórias que poderiam ou não ter acontecido no Universo DC. Essas histórias
começaram em 1989, com “Batman: Gotham City 1889”, onde o homem-morcego vive na
Era Vitoriana e precisa encarar o assassino em série Jack, o Estripador. Depois
dessa história, os contos da realidade Elseworlds
se tornaram constantes e a LJA protagonizou algumas das melhores. Fosse no
Velho Oeste ou construindo Sociedades Secretas, a LJA teve histórias muito
boas, mas nenhuma supera “O Prego”.
A história, escrita e desenhada
pelo fantástico Alan Davis, tem uma construção muito interessante, pois ela não
viaja no tempo, mas trabalha com algo do tipo “O que Aconteceria Se...” da
Marvel Comics.
Talvez tenha alguma influência, já que Davis
já havia trabalhado durante anos com a Marvel, desenhando histórias do Capitão
Britânia, do grupo Excalibur, Novos Mutantes. Até vemos uma certa influência
quanto aos mutantes, na ideia de perseguição e opressão aos meta-humanos, algo
muito constante nas histórias do X-Men, que são execrados por serem mutantes.
Mas o que diferencia a história é que Davis pega uma simples interferência que
pode mudar tudo.
A variação do poema de George
Herbert (1593-1633) usada no começo do “O Prego” mostra bem a direção da
história. O que um simples prego poderia causar ao Universo DC? Quais as
modificações? Canário Negro formando os Renegados? A LJA desestabilizada? Lex
Luthor prefeito de Metrópolis? Que outras consequências acarretariam por causa
de um prego? Alan Davis foi tão bem com a história que ela ganhou uma
continuação, intitulada “LJA: Um Outro Prego” que dá sequências aos
acontecimentos finalizados nessa minissérie.
Se curte histórias com um
desenrolar grandioso, então “LJA: O Prego” é o que procura, pois é cheio de
surpresas do começo ao fim.
Na sequência temos a primeira
vez que o “pau pra toda obra” Jimmy Olsen foi chamado pelo seu nome nos
quadrinhos. Sua primeira aparição ocorreu em Action Comics #6 (novembro de
1938), sendo criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas seu nome somente surgiu
no programa radialístico “The Adventures of Superman” (1940—1951). Sua segunda
aparição nos quadrinhos ocorreria três anos depois, em Superman #13 (novembro
de 1941). Na história, um vilão chamado Arqueiro começa a ameaçar magnatas de
Metrópolis, levando Clark e Lois a investigar o caso, o que coloca os
repórteres na mira do vilão, então o Superman terá de detê-lo a qualquer custo.
O que é interessante na história
escrita por Siegel e desenhada por Shuster, é o Superman sendo perseguido pela
polícia. Quem conhece a origem do personagem, sabe que ele agia de forma
imprudente para mostrar sua força de persuasão. Ele invadiu a casa de um
governador para conseguir a inocência de uma mulher acusada injustamente. Ou
seja, o Superman não era bem-quisto pelas autoridades.
A história não é direcionada a
Jimmy Olsen – que era loiro na sua interpretação de Shuster –, mas marca um
momento único quando ele começa a participar mais ativamente dos quadrinhos.
Na próxima edição da coleção
teremos um marco nas histórias dos Novos Titãs. “Novos Titãs: Contrato de Judas”,
escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, se tornou um dos
momentos mais absolutos na história dos Novos Titãs, pois na pequena saga eles
são traídos por um deles, Terra, apoiada pelo Exterminador, que se tornou um
dos grandes inimigos dos Novos Titãs.
A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser
adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na
loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que
desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode
fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.
Antes de ler a terceira parte, leia a primeira aqui e a segunda aqui.
Dick
Grayson se recusa a assumi-lo, levando Timothy – agora tutelado pelo Batman,
pois perdera seu pai durante a minissérie Crise de Identidade – Wayne a vestir
o traje. Infelizmente, Jason Todd também decidiu assumir o manto, e durante uma
briga entre os dois, Tim terminou derrotado. Após derrotar Jason, Dick assume –
relutantemente – o legado do Batman, tendo ao seu lado Damian Wayne – filho de
Bruce Wayne e Talia Al Ghul, filha de Ra’s Al Ghul – como o novo Robin.
Quando
Bruce Wayne retornou – ele não morrera, só tinha sido enviado no tempo – não
retirou o traje de Dick Grayson, mas além de criar a Corporação Batman, voltou
a ser o Cavaleiro das Trevas.
A
Batgirl também teve um legado. Após Crise nas Infinitas Terras, somente Barbara
Gordon havia assumido o traje de Batgirl, mas ela terminou ficando paraplégica,
graças a uma bala em sua coluna, disparada pelo Coringa. Babs – amo chama-la
assim – tornou-se Oráculo, uma hacker que conecta todos os super-heróis e,
principalmente, as Aves de Rapina, grupo que ela lidera.
Durante
a saga Terra de Ninguém, outra mulher vestiu um traje e se autointitulou
Batgirl. Descobriu-se que era a Caçadora – Helena Bertinelli, filha de um
mafioso de Gotham que decidiu se tornar vigilante, mas devido sua forma de
agir, nunca foi bem quista pelo Batman. Quando Caçadora abandona o traje, ele é
dado a Cassandra Cain – filha do mercenário Cain, que no futuro seria
responsável por incriminar Bruce Wayne, a mando de Lex Luthor –, uma jovem que
não sabia falar, pois aprendera somente a lutar.
Com o
retorno de Stephanie Brown – descobrira que ela não havia morrido, mas sim
estava escondida pela Dra. Leslie Thompkins, amiga dos pais de Bruce e
conhecedora de sua dupla identidade –, esta assumiu o manto de Batgirl,
enquanto Cassandra se tornou a Black-Bat.
Quando
Hal Jordan retornou dos mortos, ficaram existindo cinco Lanternas Verdes da
Terra: Alan Scott, Hal Jordan, John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner. Assim
sendo, alguns foram relocados para Oa – com exceção de Alan Scott, pois ele não
faz parte da Tropa dos Lanternas Verdes, pois seu anel tem outra origem –
enquanto Hal Jordan permaneceu como Lanterna Verde do Setor 2814.
Já
quando Barry Allen retornou dos mortos, Wally West continuou como Flash, com um
uniforme mais escuro. Ficaram três Flash’s: Jay Garrick, Barry Allen e Wally
West. Em certo
momento, devido a um envelhecimento precoce que ocorrera em Crise Infinita,
Bart Allen também ocupou a vaga de Flash, pois Wally West desaparecera. Ele
terminou morto pela Galeria de Vilões, liderada pelo Inércia, mas Bart retornou
posteriormente na minissérie Legião dos 3 Mundos, durante a saga Crise Final, e
voltou a honrar o legado como Kid Flash.
Depois
que Novos 52 iniciou, muito dos legados que permearam por anos no Universo DC –
que voltara a ser Multiverso DC depois de Crise Infinita – foram esquecidos ou
deixados de lado. Poucos foram os personagens que tinham legados estabelecidos.
Entre eles estavam personagens da – nova – Terra-2. Com a morte de Superman,
Batman e Mulher-Maravilha, novos heróis surgiram para manter seu legado de luta
contra as hordas de Steppenwolf, um dos generais de Darkseid.
A prima
do Superman, Poderosa – ela tinha uma versão pré-Novos 52 que ficou sem
definição durante anos, até que em Crise Infinita ela voltou a ser considerada
como prima do Superman da Terra Dois – e a filha do Batman, Caçadora – antes de
Crise nas Infinitas Terras, Caçadora era filha do Batman da Terra Dois –
continuaram o trabalho de seus mentores como heroínas, até serem transportadas
para a Terra Primordial.
Jason
Todd sucedera Dick Grayson como Robin, mas Timothy Drake nunca se tornou o
parceiro do Batman, agindo por conta própria como Robin Vermelho. O sucessor de
Jason Todd foi Damian Wayne. As formas como John Stewart – ele foi escolhido
pelos Guardiões para fazer parte da Guarda de Honra dos Lanternas Verdes –, Guy
Gardner – foi escolhido pelo anel dos
Lanternas Verdes, mas terminou abandonando-o para se tornar membro da Tropa dos
Lanternas Vermelhos – e Kyle Rayner – foi escolhido pelos anéis de várias Corporações
e terminou se tornando o Lanterna Branco – se tornaram membros da Tropa do
Lanternas Verdes foi alterada. Somente Hal Jordan seguira o legado de seu
antecessor, Abin Sur, como Lanterna Verde do Setor 2814 – ele nunca conhecera
Alan Scott, pois esse se tornou Lanterna Verde na Terra-2.
Bart
Allen na verdade é Bar Torr, um criminoso juvenil do século XXX, enviado para o
século XXI sem memória, em um programa para proteção de testemunhas do futuro.
Ele ganhara seus poderes durante o tempo que era criminoso, mas quando viu sua
irmã quase morta, decidiu ir contra aqueles para quem trabalhava e foi
sentenciado à morte por causa disso pelo Funcionário e seus agentes, os
Purificadores. Amnésico, achando que era parente de Barry Allen, adotou o traje
de Kid Flash e começou a agir como um super-herói velocista. Terminou recrutado
pelo Robin Vermelho para ser membro do grupo Novos Titãs.
Percebe-se
que o sentido de legado no atual Multiverso DC continua a existir, mas de forma
mais diminuída e em um sentido bem diferente da representação anterior do que era antes. Enquanto antes um herói
adotava o nome de seu predecessor e buscava honrar o que este nome representava
para os outros, no atual Multiverso DC – principalmente na Terra Primordial e
na Terra-2 – busca-se somente honrar o legado de luta pela justiça. Não existe
uma força no nome Superman como existia antes.
Personagens
como Superboy, Supergirl e Aço - Steel em inglês -, usavam o “S” no tórax e buscavam honrar o que
aquilo representava, o legado que aquele símbolo representava. Quando Tim
tentou assumir o traje do Batman, ele tentou manter acesa a representação do
que o Batman era, o mesmo ocorreu depois com Dick Grayson. Quando Wally West
assumiu o traje de seu tio, sentiu o peso que era usar aquele uniforme e o nome
Flash, pois havia um enorme legado deixado por seu mentor. O mesmo acontecera
com Connor Hawke quando ele decidiu se tornar o novo Arqueiro Verde, pois as
exigências eram muitas e ele achou que não conseguiria manter o legado de seu
pai.
Quando
Kyle Rayner se tornou o Lanterna Verde, percebeu que não era somente usar o
anel. Tinha mais por trás daquele instrumento e do nome que ele carregava.
Assim era com todos que assumiam o lugar de outro herói. Assim foi com Capitão
Marvel Jr. Quando ele foi selecionado por Capitão Marvel para assumir seu
lugar, já que este se tornará o mago na Pedra da Eternidade. O mesmo acontecera
com Hector Hall quando ele assumiu o elmo de Nabu e se tornou o Senhor Destino.
O legado
era algo mais carregado de nuances do que na atualidade. Tinha o peso do nome,
o peso do símbolo e o peso do que tudo aquilo representava. Quando seu
antecessor dizia “tudo bem” ou então “gostei de você usar meu nome”,
significava como um batismo. Quando isso não ocorria, as coisas ficavam mais
complicadas, pois você não sabia se estava honrando o que assumira.
Talvez
um dia vejamos isso ocorrer novamente. Talvez isso ocorra mais breve do que
pensamos, já que um dos objetivos de Rebirth,
como Geoff Johns mencionou, é elevar novamente o legado dos super-heróis. Mas
se não ocorrer, se buscar algo que não reascenda isso dentro no Multiverso DC,
será uma perda que levou anos de formação – pré e pós-Crise nas Infinitas
Terras – e que fará sempre muita falta.
Eu sou DCnauta, nunca escondi isso de ninguém e sempre fui
feliz por ser. Me tornei DCnauta no dia em que minha mãe colocou em minhas mãos
minha primeira revista do Batman, em formatinho, da extinta Ebal.
No dia 20/01/2016, as 00:30 (horário de Brasília), todos
DCnautas como eu procuraram em alguma parte da internet um local que estivesse
transmitindo um dos maiores eventos aguardados por todos, a apresentação “DC
Films presents: Dawn of the Justice League”.
Depois de penar esperando por um streaming que não
funcionou, fui direcionado ao site The Flash Brasil que estava transmitindo, ao
vivo, o programa apresentado pelo roteirista Kevin Smith (Arqueiro Verde:
Espírito da Flecha, Batman: Cacofonia) e pelo Chefe Criativo da DC Comics Geoff
Johns (A Noite Mais Densa, O Dia Mais Claro). Na introdução do programa, temos
Ben Affleck e Henry Cavill fazendo uma apresentação inicial, depois embarcamos
no que é o Universo DC e o seus personagens. Vemos entrevistas com atores e
diretores dos filmes “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, “Esquadrão
Suicida” e “Mulher-Maravilha”, para então partirmos ao Universo Cinematográfico
DC, começando com “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, que estreia dia
24 de março de 2016 nos cinemas brasileiros.
Na apresentação vemos o diretor Zack Snyder (300 de Esparta,
O Homem de Aço) falando um pouco sobre o filmes, como também vemos os atores
Henry Cavill, Ben Affleck, Gal Gadot, Amy Adams, Lawrence Fishburne e Jesse
Eisenberg, falando um pouco do que poderemos esperar do filme e dos personagens
Batman, Superman, Mulher-Maravilha e Lex Luthor.
Na sequência, somos transportados para “Esquadrão Suicida”,
filme que estreia no Brasil em 04 de agosto de 2016. Durante a apresentação
temos entrevistas feitas com Will Smith, Margot Robbie, Jared Leto, Cara Delevingne,
Viola Davis e Joel Kinnaman, falando da ação do filme, da loucura inserida nele
e como será a histórias do personagens envolvidos.
Depois somos brindados por breves imagens do filme “Mulher-Maravilha”,
que estreia no Brasil em 23 de junho de 2017. Então temos Gal Gadot, Chris Pine
e a diretora Patty Jenkins falando sobre a personagem, sua história e sua motivação
para estar no “Mundo do Patriarcado”. Geoff Johns e Kevin Smith também dão suas
dicas, falando sobre a força da personagem, sobre ela ser um ícone dos
quadrinhos sobre mulheres, só não soltam spoilers, para não entregar a ação do
filme que ainda está sendo desenvolvida.
Na continuação, Kevin Smith pede – quase clama – que Johns
fale sobre o que mais vem pela frente, começando com Aquaman, que tem previsão
de estreia em 27 de julho de 2018 nos cinemas brasileiros. Johns fala sobre os
poderes de Aquaman, sobre sua divisão devido ser filho de “duas terras”, tendo
um breve depoimento do havaiano Jason Momoa, que interpretará Arthur
Curry/Orin/Aquaman.
Na continuidade, ele fala sobre Flash, que tem previsão de
estreia em 23 de março de 2018 no Brasil, iniciando sobre o sucesso da série
Flash na TV, mas intensifica a fala de que este é um novo Flash, ele pertence
ao Universo Cinematográfico DC. Pelo que fala a história se assemelha um pouco
com a série, ou seja, Barry é se tornou um médico forense depois de sua mãe ser
assassinada e seu pai ser acusado injustamente. No intuito de descobrir o que
acontecera, ele desenvolve esse fascínio pela ciência forense. Depois surge
Ezra Miller, que interpretará o Flash dos cinemas, falando um pouco sobre seu
personagem, sobre como ele age, o que ele faz e suas intenções de justiça.
Tendo pequenos brakes com imagens do
uniforme do Flash no cinema, que mais parece uma armadura, como no game “Injustice:
Gods Among Us”.
Na sequência, Johns fala sobre o filme do Cyborg, que ele
diz ser seu personagem preferido do Novos Titãs (talvez por isso o tenha incluído
na Liga da Justiça durante a reformulação em Novos 52). A previsão de estreia
do filme é para 09 de abril de 2020. Ele e o ator Ray Fisher – em uma breve
aparição – falam sobre a formação do personagem, como e porque ele se torna
metade homem, metade máquina, e da força de caráter do personagem.
Johns e Smith finalizam com uma bela surpresa, pois o filme
que está previsto para estrear em 25 de junho de 2020 será intitulado “Tropa
dos Lanternas Verdes”, numa alusão ao grupo de Lanternas Verdes que habitam o
Setor 2814 e que integram o esquadrão de Oa. Nas imagens mostrada, baseadas nos
quadrinhos, vemos Hal Jordan e John Stwart, mas também temos mostras de Guy
Gardner, Kyle Rayner e Simon Baz. Não é falado muito sobre o filme, mas podemos
ter belas surpresas pela frente.
No último bloco, Margot Robbie nos apresenta o novo trailer
de “Esquadrão Suicida” – que eu já comentei aqui.
DC Films presents: Dawn of the Justice League é uma lavada
de alma para todo DCnauta que não se importa em qual mídia verá seus
personagens favoritos, desde que eles apareçam.
A DC é uma das maiores pioneiras do mundo. Foi a primeira a
lançar um super-herói em 1938 na Action Comics #1. Foi a primeira a lançar uma
animação com super-heróis em 1940, quando a Fleischer/Famous Studios lançou “The
Superman Series”. Foi a inovadora em seriado de TV com super-herói com “The
Adventures of Superman”, em 1950 e a primeira a lançar um filme longa-metragem
de super-herói com “Superman and the Mole-Men” em 1951 – ambos estrelados pelo
ator George Reeves. Ela também foi a primeira a ter uma personagem feminina
estrelando um seriado de TV com a super-heroína Isis, entre os anos de 1975 e
1977.
Hoje as pessoas vangloriam a concorrência, como se ela
tivesse inovado nos cinemas, esquecendo que muitos se baseiam na ideia
desenvolvida por Christopher Nolan ao co-roteirizar e dirigir “Batman Begins”
(2005). A ideia do “realismo cinematográfico” foi desenvolvido em um filme de
um personagem da DC.
A apresentação da madrugada do dia 20/01/2016, somente nos fez
acreditar que o Universo DC tem muito a nos dar no que diz respeito ao cinema,
não deixando a dever a ninguém, pois ela estará inovando ao fazer o primeiro
filme direcionado a uma super-heroína dos quadrinhos, com Mulher- Maravilha.
Ser DCnauta, neste momento, me faz abrir um sorriso largo no
rosto que competiria com o do Coringa.
Quando se procura a palavra descolado nos dicionários, em seu sentido figurado, se fala de alguém fora de seu ambiente habitual, formal, mas se pegarmos esta palavra no seu sentido macro, em ambiente generalizado, é assim que eu me sentia quando mais novo, pois gostava de coisas que outros não gostavam. Hoje esse sentido se dispersa, pois ser deslocado é ser pop, o que termina descaracterizando a palavra em si.
Um deslocado era – ou é – uma pessoa com preferências e gostos diferentes de diversão e entretenimento. No meu caso, em específico, era meu prazer em ler quadrinhos, brincar de super-heróis (meu primo era o Batman, meu irmão era o Robin e eu, pra não ser o Alfred, era o Batmão (sem ferir os direitos autorais do Maurício de Sousa)), assistir desenhos animados e seriados (minha hipermetropia é graças as minhas horas de frente para a TV), passar horas desenhando, criando meus personagens (tenho meu próprio universo de personagens) e criando suas histórias (coisa que eu faço até hoje em dia... bem maluco mesmo!), que às vezes eu mesclava com as brincadeiras de super-heróis (a varanda da casa de minha avó era o cockpit de um furgão, com direito a comunicação por rádio. rastreamento por radar e sistema de armas). E eu sempre gostei de seriados.
Assim, não vou me lembrar qual foi o primeiro seriado que eu assisti, mas me lembro remotamente, dos seriados do Batman, com Adam West e Burt Ward e suas onomatopeias, d’O Incrível Hulk, com Bill Bixby no papel de David Banner e Lou Ferrigno no papel do gigante verde (não vou chamar de esmeralda, pois a pintura as vezes criava um contraste de verde com o tom da pele dele que NUNCA seria esmeralda), o Homem de Seis Milhões de Dólares, A Mulher-Biônica, Mulher-Maravilha, Poderosa Ísis e Shazam. Não me lembro de acompanhar séries como Jornada nas Estrelas (hoje chamado pelo nome verdadeiro por uma grande maioria, ou seja, Star Trek), Perdidos no Espaço, Túnel do Tempo, mas também, aqui na minha cidade só tínhamos acesso a três canais, TVS (agora conhecida como SBT), Rede Globo e TVE (hoje conhecida como TV Cultura), então ficávamos submetidos ao que passava nestes canais. Eu também me recordo de assistir Spectreman, A Terra Perdida (que eu não gostava muito).
Uma das recordações mais memoráveis que possuo foi quando anunciaram o seriado do Homem-Aranha. Eu e meu irmão estávamos na casa de uma amiga de nossa mãe quando o seriado estreou e ela tinha um filho e nós assistimos todos juntos para depois ficar brincando de subir pelas paredes como Hammond fazia na série. Lembro até hoje de subir nos portais e ficar dizendo “olha, eu sou o Homem-Aranha”, bem sem noção, mas que nutria minha sede por novidades na minha vida.
Eu parava tudo que fazia para assistir os seriados e foi assim até mais tarde, quando eu e meu irmão corríamos para chegar a tempo de ver os seriados da Sessão Aventura. Fosse a brasileiríssima Armação Ilimitada com Juba, Lula, Zelda e Bacana, ou mesmo as séries estrangeiras como Manimal, Moto Laser, Automan, Trovão Azul, Águia de Fogo, The Flash e Robocop. Ou então passava o canal e assistia Esquadrão Classe A (assisti poucos episódios, mas o que assisti adoro até hoje) e Super Máquina. Com certeza era diversão garantida e horas na frente da TV.
Essa paixão por séries nunca esmoreceu, pois televisão – ao contrário dos quadrinhos – eu não precisava pagar para assistir o que desejava, estava a minha disposição, desde que chegasse a tempo para ver.
Hoje em dia, um – possível – descolado tem o mais variado leque de opções para o que deseja assistir, desde séries inspiradas em quadrinhos até séries baseadas em literatura fantástica, passando pela ficção científica, que nunca pode fazer falta. Eu mesmo busco manter meu tempo nos fins de semana me mantendo atualizado com o que tem de novo. Assisto The Walking Dead, Fear The Walking Dead (tá, começou agora, mas já estou acompanhando), The Flash (Bem diferente do clássico dos anos de 1990, mas tão bom quanto), Gotham, Arrow, Agentes da S.H.I.E.L.D., Agente Carter, Constantine (é, eu sei que foi cancelado, mas eu acompanhei), Demolidor, Powers, Hawaii Five-0, Under the Dome (que eu tive a triste notícia que foi cancelado), Dark Matter, Killjoys, Narcos (estreou a pouco no Netflix, com Wagner Moura, e é excelente), The Blacklist, The Originals (spinoff de The Vampire Diaries, que dá de 10 a 0 na original) e Game of Thrones.
Eu sempre busco me atualizar e assistir de tudo um pouco, mas termino me enjoando ou não me identificando com o contexto de determinadas séries e desisto delas, como o recente Mr. Robot e True Detective. Existem aquelas que eu insisto, mas por causa de outras séries que considero mais interessantes, desisto, como foi o caso de Teen Wolf, American Horror Story, Elementary e Defiance, que eu vinha gostando do conteúdo, mas cessei o acompanhamento.
Como boa parte das séries que eu acompanho são feitas pra emissoras de TV dos Estados Unidos, eu me frustro quando descubro que determinada série foi cancelada e eu acreditava que teria um futuro promissor, como no caso de Moonlight, Roma, Terra Nova, – já citada – Stargate Universe e – também – Constantine, mas também fico feliz quando consigo acompanhá-la até o final como Dexter, Spartacus, Fringe e Breaking Bad, mesmo que elas me deixem decepcionados como no caso de Lost (como eu ODEIO aquele último episódio).
Eu convivo com seriados como se fosse um ar que eu respiro, me divirto assistindo-os e não me canso deles. Sentiria muita falta se um dia sentasse em um sofá ou deitasse em minha cama e não tivesse uma série para eu assistir. Acho que me sentiria vazio, sem objetivo.
Agora venho aguardando o que vem pela frente, pois existem promessas de novas séries como Legends of Tomorrow, Supergirl e Marvel’s Most Wanted. O prequel de The Walking Dead, – que eu citei acima – Fear The Walking Dead, já estreou com um clima tão tenso quanto seu antecessor. Temos ainda o – para mim – decepcionante Lúcifer, baseado em um personagem da Vertigo Comics, mas que não tem muito haver com o personagem dos quadrinhos.
O importante é que, enquanto existirem seriados para serem assistidos, este descolado estará vendo-os.
FLASH: SEGUINDO EM FRENTE (Flash Volume 1: Move Forward)
Roteiro: Francis Manapul
Desenhos: Brian Buccellato
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2013 (BR: 2015)
Pág.: 196
Barry Allen é um cientista forense que divide seu tempo sendo o super-herói Flash. Ele trabalha no Departamento de Polícia de Central City ao lado de sua parceira e namorada Patty Spivot, mas é sempre assediado pela bela repórter do Cidadão de Central City, Iris West, que deseja sempre decifrar mais coisas sobre o Flash. Desacreditado pela mídia, perseguido pela polícia, Barry não desiste de ser super-herói, mesmo quando descobre que seus poderes ligados à Força da Aceleração podem ser prejudiciais para Central City e sua “irmã gêmea”, Keystone City.
Este é o primeiro volume de uma coleção de encadernados de histórias publicadas na revista The Flash, no atual universo Novos 52. Esse, por exemplo, corresponde as oito primeira edições, por isso sua conclusão fica ambígua, deixando um ponto de partida para uma próxima que a Panini pode ou não lançar, dependendo do sucesso dessa (algo que, pelo que tenho visto, acontecerá!).
Bem, acabo de crer que devo ser o DCnauta mais chato, mais enjoado de todo o mundo, pois “Seguindo em Frente” não me agradou. Nada contra o roteiro de Francis Manapul, que parece concreto, coeso e tem uma direção a seguir, muito menos a arte de Brian Buccellato que é de encher os olhos, mas sim no âmago do roteiro e a forma como ele é construído, em cima de roteirismo.
Tá, aí você se pergunta “o que é roteirismo?”, no que eu lhe respondo que é a tendência do roteirista quantificar ou denegrir em demasia a imagem do personagem, neste caso o Flash.
Tá, eu sei que Flash é o maior velocista do Universo DC e – possivelmente – do universo dos quadrinhos em um todo, mas existem coisas que precisam seguir uma certa coerência nas histórias e precisam saber respeitar a inteligência do leitor. Uma das cenas que eu critico com o excesso de roteirismo é a queda do avião no qual Flash vibra para que ele passe pela ponte que interliga as Cidades Gêmeas, sem prejudicar nem os passageiros e muito menos a ponte, e quando digo vibra, eu estou falando de tudo, ou seja, avião e passageiros.
Eu posso não entender patavina de física, mas eu acredito que quando você desestabiliza moléculas de um corpo, quando elas se reajuntam, ou o corpo explode ou a pessoa terá sérios problemas pelo resto da vida, mas nessa história tudo leva a crer que todos ficaram muito bem.
Tá, alguns dirão “Ah, mas é história em quadrinhos, não precisa ter lógica”... sério??? E é por aceitar essas coisas que todos nós, fãs de quadrinhos, somos considerados insensatos
Além disso, tem essa “culpa por qualquer coisa” que impõem ao Flash. É algo como “PQP um cachorro mijou no pneu do meu carro... é culpa do Flash!” ou “Que m..., levantei do lado errado da cama... é culpa do Flash!”. Acho que já entenderam o conceito.
Por mais que não existam provas de que o Flash é culpado de certas situações que ocorrem nas histórias que compõem o encadernado (não é um arco somente, mas vários que possuem um eixo central), a maioria tende a culpa-lo por não encontrar mais nada para culpar, algo do tipo “se aberrações acontecem é culpa de uma aberração”. Me parece uma busca da DC Comics usar conceitos desenvolvidos pela concorrente na criação dos mutantes, mas usa com seus super-heróis. Antes respeitados e adorados, agora personagens como Flash são considerados problemas para aqueles que eles querem auxiliar ou mesmo é culpado por qualquer acontecimento fora do comum.
Entendam apesar das críticas quando alguns caminhos e decisões na história, Flash: Seguindo em Frente é muito bom e mostra fatores sobre a Força da Aceleração que não foram consideradas por outros roteiristas antes, o que deixa bem interessante e com muitas possibilidades de exploração.
Como disse antes, sou um cara chato com alguns fatos de Novos 52, mas nem por isso vou dizer que esse novo Flash não seja possível de leitura, pelo contrário, vale a pena lê-lo e ainda torcer pela continuidade das encadernações.
"The Flash" é a melhor série televisiva de
super-heróis.
(Poderão acontecer SPOILERS e por esse motivo, já lhes
peço desculpas).
No começo dos anos de 1990, a Warner Bros. decidiu
levar o Flash para a TV. A série, infelizmente, não foi a frente, somente
durando uma temporada. Nela tínhamos o ator John Wesley Shipp vivendo Barry
Allen/Flash e enfrentando os mais diversos problemas. Para um fã de
super-heróis, a única temporada da série é memorável, tanto que, quando
anunciaram uma nova série, muitos zombaram dizendo que nunca superaria a
clássica, além de criticarem as escolhas de atores, principalmente o ator Grant
Gustin (Glee), que viveria o personagem Barry Allen/Flash. Daí, saíram as
imagens publicitárias com o uniforme do personagem e vazaram fotos dele no set
de filmagem, e brincadeiras aconteceram dizendo que o uniforme não era fiel e
que o ator era um magricela e a roupa era folgada demais. Quando os primeiros
vídeos promocionais da série surgiram, foram ovacionados por muitos.
Depois surgiu o primeiro trailer e muitos elogiaram.
Quando o piloto saiu, foi um frenesi de pessoas que diziam que a série seria
muito boa, até mesmo os que criticaram, começaram a elogia-la, mesmo que
timidamente (não admitiram ter “mordido a língua”).
A SÉRIE
Bem, como um spin
off de Arrow, a série não começou no episódio piloto da primeira temporada.
Ela começou a ser elaborada, de certa forma, a partir do episódio “The
Scientist”, quando Barry Allen (Grant Gustin) aparece em Starling City e ajuda
a polícia a decifrar um caso que aparenta ser impossível, mas ao qual Barry
percebe certa semelhança com o que ocorrera em Central City. Ele reaparece,
novamente, no episódio seguinte, Three Ghosts”, ele reaparece, mas o mais
importante está no final do episódio quando ele sofre o acidente que lhe daria
os poderes de Flash. A partir daí está dado o passo inicial para a série.
No piloto da série somos apresentados ao contexto que
leva ao acidente de Barry. Primeiro temos uma prévia da história de Barry,
quando ele perde sua mãe. Ela é assassinada por um borrão vermelho e amarelo,
mas seu pai é acusado de matá-la. Daí então, vamos ao presente da história,
mostrando Barry Allen como cientista foresense ajudando o detetive Joe Allen
(Jesse L. Martin), que o criou desde pequeno, após seu pai ser preso
injustamente, a investigar um caso de roubo. Mais tarde, ele e sua amiga Iris
Allen (Candice Patton), uma aspirante a repórter, vão ao Laboratório STAR para
testemunhar o ligamento do primeiro Acelerador de Partículas de Central City.
Mas enquanto o Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) faz sua apresentação, a bolsa
de Iris é roubada e Barry tenta recuperá-la, mas é surrado pelo ladrão. Quando
este pula a cerca para fugir, é capturado pelo detetive Eddie Thawne (Rick
Cosnett), recém-transferido para a DPCC. Com isso, Barry retorna ao seu
laboratório forense, onde testemunha uma explosão do Acelerador de Partículas,
quando está para fechar a claraboia sobre seu laboratório, um raio o atinge e o
joga sobre vários produtos químicos, fazendo Barry entrar em coma. Enquanto
isso, Joe Allen enfrenta uma dupla de marginais, os irmãos Clyde (Chad Rook) e Mark
Mardon (Liam McIntyre) em um celeiro, onde seu parceiro é assassinado por Clyde
Mardon. Enquanto fugiam, o avião dos irmãos e atingindo pela onde de impacto da
explosão do Laboratório e é destruído.
Barry (Grant Gustin) atingido pelo raio gerado da explosão do Acelerador de Partículas
Passam-se nove meses desde a explosão do Acelerador de
Partículas e Barry desperta dentro do Laboratório STAR, sendo cuidado pela bio
engenheira Caitlin Snow (Danielle Panabaker), o engenheiro mecânico Cisco Ramon
(Carlos Valdes) e o – agora – cadeirante Dr. Harrison Wells. Apesar de tentar
explicar suas condições, Barry não acredita muito e parte do Laboratório, indo
encontrar Iris Allen no seu ambiente de trabalho, a cafeteria local. Lá, Barry
percebe que algo está diferente com ele e decide sair o mais rápido possível.
Do lado de fora, percebe que seu corpo está vibrando de uma forma diferente e
quando decide correr, percebe que é mais rápido do que um ser humano comum. Daí
então resolve voltar ao Laboratório, passando por uma bateria de testes para
verificar suas limitações, impressionando a maioria dos espectadores. Ele
percebe que pode usar esse dom de uma forma positiva, ainda mais quando Clyde
Mardon retorna à Central City, depois de ser dado como morto, e aparenta ter
super-poderes como Barry, só que ele manipula o tempo.
Barry o enfrenta uma primeira vez, mas percebe o risco
de ter sua vida totalmente prejudicada caso descubram sua verdadeira
identidade, sem contar a quantidade de roupas que perderia, chamuscadas pelo
atrito gerado quando corre, bem como tênis. Sendo assim,
Cisco lhe providencia
um traje especial que pode suportar o atrito durante a super-velocidade, bem
como um comunicador ao qual eles podem se falar, caso precise de algum tipo de
orientação.
Ao enfrentá-lo uma segunda vez, Barry termina
revelando sua identidade secreta a Joe West, que se torna seu outro confidente.
Ele termina vencendo Clyde Mardon e se torna o “borrão vermelho”, como Iris o
menciona em seu blog.
Depois desse piloto, cheio de alta velocidade e uma
história de prender o fôlego, vemos o crescimento da série na medida em que ela
é desenvolvida. Vemos surgir vários vilões da Galeria de Vilões do Flash, bem
como personagens do Universo DC, como o Dr. Simon Stagg (William Sadler), mais
conhecido no universo do Monstro do Pântano, Névoa (Anthony Carrigan), notório
vilão das histórias do primeiro Starman, General Wade Eiling (Clancy Brown),
que surgiu nas histórias do Capitão Átomo. A própria Caitlin Snow e a
personagem Bette Sans Souci (Kelly Frye), são vilãs do personagem Nuclear, que
também aparece na sua versão clássica, ou seja, na mesclagem do – agora –
engenheiro estrutural Ronnie Raymond (Robbie Amell) e Dr. Martin Stein (Victor
Garber). Cisco Ramon também é o personagem meta-humano dos quadrinhos Vibro.
Caitlin Snow (Danielle Panabaker), Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) e Cisco Ramon (Carlos Valdes), a equipe de apoio do Flash nos momentos de ação.
A história da primeira temporada rola em torno do
surgimento de vários desses personagens, bem como vilões que ganham poderes
após a explosão do Acelerador de Partículas, como o bully de Barry Allen nos tempos de escola, Tony Woodward, que ganha
os poderes de tornar o corpo rígido como aço. Os irmãos Mardon que ganham
poderes de manipular o tempo. O ladrão Roy G. Bivolo (Paul Anthony) que
manipula as emoções das pessoas. A jovem Lashawn Baez (Britne Oldford) com a
capacidade de mudar a densidade do próprio corpo, além do teleporte. O – também
– jovem Danton Black (Michael Smith), que possui a capacidade de gerar
múltiplos corpos. E o gigantesco gorila Grodd (David Sobolov), que ganha grande
intelecto e a capacidade de manipulação mental a longa distância.
Capitão Frio (Wentworth Miller) e Onda Térmica (Dominic Purcell), inimigos clássicos do Flash que marcam presença na série.
Mas além desses vilões que ganharam a alcunha de
meta-humanos (termo notório no Universo DC para diferenciar os personagens
super-poderosos dos sem poderes), temos também outros que não possuem grandes
poderes, mas que são engenhosos, como Leonard Snart (Wentworth Miller), ladrão
que rouba uma pistola congelante, criação de Cisco. Seu parceiro de assaltos, o
esquentado Mick Rory (Dominic Purcell), recebe de Snart uma lança-chamas
portátil, também criação de Cisco e, após sequestrarem o jovem engenheiro, eles
o obrigam a construir uma pistola que dispara ouro líquido para a desequilibrada
Lisa Snart (Peyton List). Snart é um dos poucos vilões que conhecem a
identidade secreta do Flash, algo que ele não divide nem com a irmã, para ter
usufruto futuro disso.
Lisa Snart (Peyton List), a Patinadora Dourada.
Outro vilão clássico do Flash, ao qual ele enfrenta,
mas na série “Arrow”, é “Digger” Harkness (Nick E. Tarabay), hábil em jogar
bumerangues assassinos e explosivos que busca vingança contra a A.R.G.U.S. e é
impedido pelo Flash e por Arrow (Stephen Amell).
Todos esses vilões ganham apelidos dados por Cisco
Ramon como, por exemplo, Snart, sua irmã e Rory são chamados de Capitão Frio,
Patinadora Dourada e Onda Térmica, respectivamente.
Mas boa parte da trama da primeira temporada se vê
focada em Barry Allen descobrir quem é o assassino de sua mãe, encontrá-lo e
detê-lo ou prendê-lo. Com suas capacidade de velocidade ampliada, Barry
desconfia que se foi possível ele se tornar um o “Homem Mais Rápido do Mundo”,
seria possível que existe outro como ele, sem ter noção que o assassino está
mais próximo dele do que imagina e necessita dele mais do que de qualquer outro.
Outro fator muito importante na série é o enigma por
trás do Dr. Harrison Wells, pois as medida que a série se desenrola, vamos
descobrindo evidências sobre seu passado e sua ligação ao Flash Reverso.
Descobrimos que ele é Eobard Thawne (Matt Letscher), um velocista que usa a
Força da Velocidade gerada pelo Flash. Além de ser o responsável pelo
assassinato da mãe de Barry, ele também assassinou o Dr. Harrison Wells e sua
esposa, assumindo o lugar dele. Ele roubou de Barry, no futuro, Gideon (na voz
da brasileira Morena Baccarin), uma inteligência artificial que faz ligação
entre Eobard e o futuro. Eobard também foi responsabilizado pela explosão do
Acelerador de Partículas, pois desejava que Barry se tornasse, mais cedo, o Flash.
Os meta-humanos que surgiram no processo foram um “erro calculado”.
A rivalidade entre os dois velocistas é um dos pontos
altos da série. As brigas em alta velocidade são um show a parte, como todos os
trabalhos de efeitos especiais da série, mostrando que a Warner não poupou
esforços para dar-nos algo de qualidade, como por exemplo, o gorila Grodd que
muito se especulou desde a aparição de seu nome no episódio piloto, fez uma
bela aparição que mesmo sendo todo digitalizado, parecia bem real, mostrando
que despesas não foram poupadas. A série teve um grande ganho com isso, pois
agradou a fãs, e os críticos de plantão ficaram sem muitos comentários.
Grodd é um show a parte dos efeitos especiais de "The Flash".
O final da temporada de The Flash foi totalmente
apoteótico, demonstrando que toda a construção dos acontecimentos da série levariam
até aquele momento, pois Eobard, ainda na forma de Wells, consegue negociar com
Barry para que ele faça algo que pode mudar a vida de ambos, ou seja, ele salva
a própria mãe e possibilita o retorno de Eobard ao seu tempo, mas o seu eu do
futuro o impede disso e quando ele retorna, durante sua luta contra Eobard, seu
antepassado, o detetive Eddie Thawne, faz
o sacrifício máximo, tirando a própria vida. Mas sem ter consciência
disso, abre um buraco negro que começa a drenar a realidade de Barry, fazendo
com que este lute com essa singularidade.
Possíveis elementos da segunda temporada são
apresentados, como o elmo de Jay Garrick, o Flash da Terra-2, além de
personagens que comporão o spin-off “Legends
of Tomorrow”, como Kendra Saunders (Ciara Renee), a Mulher-Gavião e a menção de
Rip Hunter (Arthur Darvill) por Eobard Thawne. Agora é esperar para vermos o
que virá.
FIDELIDADE
Pensem no imenso Multiverso DC, onde vários planetas
coexistem paralelamente, mas cada um em sua realidade. Pensou? Então agora você
embarca no Universo Televisivo (não sei se ele já possui um número ou outro
nome), onde as coisas não são exatamente idênticas ao que você lê nos
quadrinhos. Temos Barry Allen (Grant Gustin), cientista forense, que perdeu a
mãe depois desta ser assassinada. Seu pai é acusado do crime, sendo que não o
cometera, mas sem ter como provar, termina na prisão. Mas depois disso iniciam-se
as diferenças.
Apesar de Barry ser órfão de mãe e ter o pai preso,
ele não é criado por outros parentes, mas sim pelo detetive Joe Allen (Jesse L.
Martin). Ele e Iris Allen (Candice Patton) são criados juntos e mesmo que Barry
sinta-se atraído por Iris, ela o trata como um irmão. Além disso, Joe e Iris
são afro-descentes, bem diferentes dos quadrinhos, onde Iris é caucasiana.
Outra diferença vem na forma como Barry ganha seus
poderes. Enquanto nos quadrinhos, uma estante de produtos químicos é atingida
por um raio, caindo sobre ele e lhe dando seu poder, no seriado, depois de um
fracassado encontro com Iris, quando os Laboratórios S.T.A.R. estão para
inaugurar um Acelerador de Partículas em Central City, Barry retorna ao seu
laboratório na polícia e enquanto fechava o solário do seu local de trabalho
devido à chuva, uma explosão do Acelerador lhe atinge e o faz entrar em coma.
Quando sai do coma descobre que possui poderes de super velocidade e que não se
cansa facilmente. Com a ajuda do Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh), o
engenheiro mecânico Cisco Ramon (Carlos Valdes) e a bioengenheira Caitlin Snow
(Danielle Panabaker), ele aprende a controlar seu poder e ganha um traje que
poderá ajudá-lo no futuro se tornando o Flash.
Essas diferenças são a construção que haviam começado
na série “Arrow”. Em sua segunda temporada, personagens como Caitlin Snow e
Barry Allen apareceram por lá. Barry chegou a aparecer em dois episódios, deu a
ideia de Oliver Queen (Stephen Amell) usar uma máscara, teve um affair com Felicity Smoak (Emily Bett
Rickards) e o prólogo de sua série foi apresentado em Arrow, também.
Arrow (Stephen Amell), Flash (Grant Gustin), John Diggle (David Ramsey) e Felicity Smoak (Emily Bett Rickards), investigando os ataques do Capitão Bumerangue (Nick E. Tarabay).
Outra criação da série foi o relacionamento entre
Oliver Queen e Barry Allen. Nos quadrinhos, Barry não suportava Oliver por
causa dos princípios de ambos serem bem diferentes, mas no seriado, apesar das
diferenças na forma de agir, Barry e Ollie até conseguem se entender, na
maioria das vezes.
Outras situações e personagens da série também diferem
suas origens, como a do personagem Nuclear, que nada mais é do que a união
entre os corpos do Prof. Martin Stein (Victor Garber) e o engenheiro estrutural
Ronald “Ronnie” Raymond. Enquanto nos quadrinhos outros fatores foram
responsáveis pela união dos dois, no seriado o acidente fez com que Ronnie
ficasse preso dentro do Acelerador de Partículas. Naquele momento, do lado de
fora dos Laboratórios S.T.A.R., o professor Stein buscava ativar seu projeto
F.I.R.E.S.T.O.R.M. (algo como Pesquisa e Experimento de Fusão, Ignição e
Ciência da Tramutação Originário do ARN e Estruturas Moleculares) quando a
explosão uniu ele, Ronnie e o projeto em uma só pessoa.
Ronnie Raymond (Robbie Amell) e Dr. Martin Stein (Victor Garber), que quando unidos formam o Nuclear.
Também temos o vilão Grodd (David Sobolov), um gorila
inteligente com poderes telepáticos. Nos quadrinhos, Grodd é um dos habitantes
da Cidade dos Gorilas, com o sonho megalomaníaco de dominar a cidade, mas
sempre foi contido pelo Flash, o único que conhecia como chegar à Cidade. Já na
série, Grodd era um experimento que Wells vinha desenvolvendo com o exército.
General Wade Eiling (Clancy Brown), um dos grandes vilões da primeira temporada de The Flash.
Ele e o general Wade Eiling (Clancy Brown) estavam trabalhando no controle de
mentes e usavam um gorila para isso. No intuito de motivar Grodd a usar suas
capacidades, Eiling torturava o animal. Quando ficou sabendo disso, Wells
finalizou o projeto e levou Grodd consigo para os Laboratórios S.T.A.R., onde
ele e Caitlin o criaram. Quando o acidente com o Acelerador de Partículas
ocorreu, as capacidades mentais de Grodd ampliaram e além da capacidade de
controle mental, Grodd se tornou inteligente.
A participação muito especial de Mark Hammil (Star Wars), novamente como Jesse James, o Trapaceiro.
Mas mesmo com as diferenças de origens, que
caracterizam um novo Universo DC, Flash demonstrou ser bem fiel em vários
outros sentidos, principalmente na Galeria de Vilões do Flash, pois temos a
presença de Capitão Frio (Wentworth Miller), Onda Térmica (Dominic Purcell),
Patinadora Dourada (Peyton List), Mago do Tempo (Liam McIntyre), Flautista
(Andy Mientus), Trapaceiro I (Mark Hammil), Trapaceiro II (Devon Graye) e –
mesmo tendo aparecido na série Arrow – Capitão Bumerangue (Nick E. Tarabay).
Vemos também vilões de segundo escalão ou mais recentes dos quadrinhos Rainbow
Rider (Paul Anthony), Névoa (Anthony Carrigan), Bug-Eyed Bandit (Emily Kinney),
Viga (Greg Finley), Peek-a-Boo (Britne Olford), Blackout (Michael Reventar),
Deathbolt (Doug Jones), Multiplex (Michael Smith) e o Rei Relógio (Robert
Knepper). O que mais me entristeceu foi a aparição da vilã Plastique (Kelly
Frye), que terminou falecendo no episódio 5 da primeira temporada.
O Mago do Tempo (Liam McIntyre) agindo para vingar a morte do seu irmão, Clyde Mardon (Chad Rook).
PRODUÇÃO
The Flash conta com os mesmo produtores de Arrow, com
exceção de Marc Guggenheim: Greg Berlanti, Geoff Johns, Andrew Kreisberg e Sarah
Schechter.
Greg Berlanti é um dos produtores mais celebrados do
Universo Televisivo DC. Ele vem trabalhando com a Warner desde 2004, quando
produziu um filme para TV. Entre os anos 2002 e 2006, Berlanti produziu para a
Warner a série “Everywood: Uma Segunda Chance”. Em 2011, junto com Marc
Guggenheim, escreveu o roteiro do filme Lanterna Verde, que o ligou ao Universo
DC. Ele e Guggenheim, junto com os outros produtores se organizaram e começaram
a produção de “Arrow”. Graças ao sucesso da série, decidiu-se dar continuidade
e na segunda temporada da série, ele e Kreisberg escreveram o episódio “The
Scientist”, onde Barry Allen debutava. No segundo episódio em que Barry
apareceu, “Three Ghosts”, acontece o acidente que somente viria a ser esmiuçado
no seu seriado. Em 2014, Berlanti produziu dez episódios da série, mas
desenvolveu todos os vinte e três, além de escrever a história de quatro
episódios. Hoje está envolvido na criação e desenvolvimento da série Supergirl,
além de produzir o spin off de Arrow
e The Flash, Legends of Tomorrow.
Geoff Johns também é colocado como criador da série
The Flash, ao lado de Berlanti e Kreisberg. O primeiro trabalho de Johns como
produtor, foi como consultor da série Blade – The Series, que se baseava no
personagem da Marvel Comics. Ele participou da co-produção de Lanterna Verde.
Nos quadrinhos, desenvolveu história que ressuscitaram o Lanterna Verde Hal
Jordan, o Flash Barry Allen, além de trabalhar no desenvolvimento das sagas
“Noite Mais Densa” e “Dia Mais Claro”, ambas ligadas ao Lanterna Verde, mas que
envolveram todo o Universo DC. Depois fez Ponto de Ignição, que ao fim iniciou
Novos 52, o novo universo DC dos quadrinhos, onde ele revitalizou o Aquaman ao
lado do brasileiro Ivan Reis. Geoff Johns ocupa a cadeira de Chefe de Criação
da DC Comics, se envolvendo no desenvolvimento de histórias em quadrinhos,
filmes e séries. Dessa forma está ligado ao que vêm acontecendo na Warner com
ligações aos super-heróis da DC Comics, seja como escritor ou produtor.
Trabalhou em uma história de Arrow (The Man Under the Hood), além de escrever
outra (Dead to Rights). Já em Flash ele trabalhou na história inicial da série
e escreveu outras duas (Going Rogue e Revenge of the Rogues).
Andrew Kreisberg começou escrevendo um roteiro para a sitcom Malcolm & Eddie, em 1998.
Chegou a escrever dois episódios para Os Simpsons em 2002 (Tales From The
Public Domain) e 2003 (Barting Over). Em 2003 fez seu primeiro trabalho de
co-produção da sitcom Hope &
Faith, mas veio a conviver com os personagens da DC Comics quando produziu a
série Liga da Justiça Sem Limites, onde escreveu oito episódios. Depois de
co-produzir Diários de um Vampiro, Fringe e Warehouse 13, se juntou a Greg
Berlanti e Marc Guggennheim para produzir Arrow. Com o sucesso da série,
Kreisberg e Berlanti se uniram e criaram The Flash. Antes introduziram o
personagem em dois episódios de Arrow. Um apresentava o personagem Barry Allen
(The Scientist) e o outro apresentava sua origem ao final do episódio (Three
Ghosts)., para então a série iniciar. Hoje a série “The Flash” é o maior
sucesso do canal CW, em parte, graças a Andrew Kreisberg.
Sarah Schechter começou como assistente do produtor
Barry Mendel em “Os Incríveis Tenenbaums”, de 2001, do diretor Wes Anderson. Em
2004 foi Executiva encarregada do filme “A Vida Marinha de Steve Zissou”,
também de Anderson. Então em 2014, se tornou produtora executiva do piloto de
Flash, ao lado de Berlanti, Johns e Kreisberg. O envolvimento de Schechter foi
nos dez episódios mais importantes do seriado “The Flash”. Hoje ela está
relacionada, também, ao seriado Supergirl e Legends of Tomorrow, spin off de Arrow e The Flash.
ELENCO
O elenco de “The Flash” parece ter sido selecionado a
dedo e como se tivesse trabalhando há anos juntos, de tão bem entrosado e tão
profissional. Desde o protagonista ao seu maior antagonista, cada membro do
extenso elenco da série tem sua importância. Mesmo os personagens que têm
aparições curtas, marcaram seus momentos, como a atriz Kelly Frye (General
Hospital) que somente apareceu para interpretar a personagem Bette Sans Souci
no episódio “Plastique”.
Comecemos falando de Grant Gustin, o interpreta de
Barry Allen e – lógico – Flash. Gustin começou fazendo vídeos e
séries-documentário. Chegou a fazer uma aparição no seriado “CSI: Miami” em 2012
no episódio “Terminal Velocity”, mas pegou seu primeiro personagem em 90210
(aqui conhecido como “Barrados no Baile”), uma refilmagem da série da década de
1990. Na série ele participou de oito episódios da quinta – e última –
temporada.
Na terceira temporada de “Glee”, Gustin aparece como
Sebastian Smythe, membro dos Rouxinóis da Dalton Academy. Seu personagem começa
pequeno e ganha enorme importância quando revela sua sexualidade e dá em cima
de Blaine Anderson (Darren Cris). Seu personagem é o grande antagonista dos New
Directions da McKinley, trapaceando, fazendo ameaças. Mas sua liderança leva os
Rouxinóis da Dalton serem eliminados pelos cantores da McKinley. A atuação de
Gustin é fantástica, sem contar seu talento como ator.
Em 2013, Grant Gustin é apresentado como Barry Allen e
as críticas são pesadas quanto sua escolha, e sua primeira aparição em Arrow
somente aumentam as críticas. Quando o piloto de The Flash estreia, as críticas
se amenizam e Gustin demonstra sua enorme dedicação ao personagem. A forma como
Gustin trabalha tanto como o cientista forense Barry Allen ou como Flash é
incrível. Ele demonstra seu talento ao drama na construção de sua busca
constante para inocentar o pai, seu afeto por Iris West (Candice Patton) e carinho
fraterno pelo detetive Joe West (Jesse L. Martin). Os momentos de descontração
também existem e Gustin demonstra enorme capacidade para isso na sua amizade
com os personagens Caitlin Snow (Danielle Panabaker), Cisco Ramon (Carlos
Valdes) e Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh), que ele também tem grande respeito
e sente traído quando descobre os segredos de Wells.
A atriz Candice Patton começou seu trabalho em 2004 na
novela estadunidense “The Young and the Restless”, onde participou de cinco episódios.
Depois fez aparições em várias outras séries como “Entourage”, “Castle”,
“Heroes”, “Greys Anatomy” e “CSI: Miami”. Em 2013, participou do elenco da
série “The Game” na sexta temporada, onde permaneceu durante nove episódios.
Ao contrário de Grant Gustin, Patton somente foi
apresentada ao público quando “The Flash” estreou em 2014. Mas assim que as
pessoas ficaram sabendo que a namorada/noiva/esposa de Barry Allen seria uma
afro-americana, novas críticas surgiram. Ignorando isso, Patton trabalhou com
afinco na sua personagem e a desenvolveu de forma talentosa e bem feita, ainda
mais contando com a experiência do ator Jesse L. Martin que faz o seu pai. Sua
personagem cresce na medida que a série vai se desenrolando, tanto que ao
final, a carga dramática dela é uma verdadeira catarse do drama que Iris West
vivencia.
(EU SOU FÃ DE...) O ator Jesse L. Martin começou sua
carreira fazendo uma participação na novela estadunidense “One Live To Live” em
1995. Entre 1997 e 1998 participou dos dez episódios do seriado “413 Hope St.”.
Em 1998 atuou no filme “Restaurant” ao lado dos atores Adrien Brody
(Predadores) e Simon Baker (da série “O Mentalista”). Na série de TV “Ally
McBeal”, Martin viveu o Dr. Greg Butters durante doze episódios, entre os anos
de 1998 e 1999.
No ano de 1999, na quarta temporada da série “Lei e
Ordem”, Martin estreou como o detetive Ed Green, onde permaneceu durante 198
episódios. Participou de episódios das séries derivadas como os dois de “Lei e
Ordem: Unidade de Vítimas Especiais” (“... Or Just Look Like One” e
“Entitled”), o episódio 7 (“Poison”) de “Lei e Ordem: Crimes Premeditados”, o
episódio 8 (“Skeleton”) de “Law & Order: Trial by Jury”. Seu personagem de
Lei e Ordem também apareceu no quinto episódio (“The Big No Sleep”) da série
“Andy Baker, P.I.”.
Jesse L. Martin começou sua carreira como ator de
teatro, onde viveu o professor homossexual que tem AIDS, Tom Collins, na peça
de sucesso da Broadway, Rent – Os Boêmios, que nada mais era do que um musical
baseado no clássico de Puccini, La Bohème. Em 2005 a peça recebeu uma adaptação
para o cinema, onde Martin reviveu seu personagem do teatro de forma fantástica
e memorável. Em 2009, depois de encerrar sua participação em “Lei & Ordem”,
Martin participou dos oito episódios da série “The Philanthropist”, ao lado de
Jame Purefoy (Solomon Kane) e Neve Campbell (Pânico). Fez filmes como “Código
de Honra” com Chris Evans (Vingadores: Era de Ultron) e “Canção do Coração” com
Queen Latifah (Hairspray: Em busca da Fama) e Dolly Parton (Miss Simpatia 2:
Armada e Poderosa). No episódio 6 da segunda temporada de “Smash”, Martin
iniciou uma participação como Scott Nichols, que durou nove episódios.
Em 2014, Martin é anunciado como o detetive Joe West,
pai de Iris West e responsável por Barry Allen. Ele foi o responsável pela
investigação que levou o pai de Barry à prisão, pois não tinha provas que
inocentassem o Dr. Henry Allen (John Wesley Shipp), mas é o primeiro a
descobrir a identidade secreta de Barry como Flash, ajudando-o a manter o
segredo e a lutar contra a série de meta-humanos que surgem após a explosão do
Acelerador de Partículas. Creio que a experiência de Martin como detetive na
série “Lei & Ordem” ajudaram-no bastante na construção do personagem Joe
West, mas sua relação de pai e filha com a atriz Candice Patton e o afeto dele
com Grant Gustin, vêm de seus anos como ator de teatro e TV. Ele demonstra uma
intimidade única com os personagens, atuando de forma esplêndida e memorável,
também.
Danielle Panabaker é uma atriz de participações entre
vários filmes e seriados. Começou aos quinze anos fazendo uma participação no
episódio seis da primeira temporada do seriado “Family Affair”. Em 2005 fez o
filme para TV “Mãe aos Dezesseis”, “Super Escola de Heróis” com Kurt Russell
(Velozes & Furiosos 7), Kelly Preston (Jerry Maguire: A Grande Virada) e
Michael Angarano (O Reino Proibido) e “Os Seus, Os Meus e Os Nossos” com Dennis
Quaid (Legião) e Rene Russo (Thor: O Mundo Sombrio). Em 2006 iniciou sua
participação na série “Shark” com James Woods (Jobs), onde ficou durante os 38
episódios da série. Em 2007 fez o filme “Duelo de Gigantes” com Haley Joel
Osment (O Sexto Sentido). Em 2009 participou do remake “Sexta-Feira 13” com Jared Padalecki (da série Supernatural
– Sobrenatural). Em 2010, Panabaker fez o filme “A Epidemia” com Timothy
Olyphant (Duro de Matar 4.0) e Radha Mitchell (Eclipse Mortal) e “Aterrozizada”
do diretor John Carpenter (Fuga de Los Angeles).
Em 2012, Danielle Panabaker participou do trash de
terror “Piranha 2”. Continuou fazendo várias aparições em seriados como
“Bones”, “Mad Men: Inventando Verdades” e “Justified”, até 2014, quando foi
chamada para viver a personagem Caitlin Snow no episódio “The Man Under The
Hood” do seriado Arrow, em 2014. Logo em seguida estreou a mesma personagem no
seriado The Flash. Como a bioengenheira Caitlin Snow, Panabaker vive o drama de
ter perdido o noivo Ronnie Raymond (Robbie Amell) no acidente do Acelerador de
Partículas dos Laboratórios STAR. Ela começa bem... fria, mas com o tempo e
convivendo com Barry, ela começa a se abrir mais. Panabaker mostra que pode ser
uma atriz fantástica, pois cria um equilíbrio entre a força da personagem e seu
drama pessoal. Ela tem um crescimento constante na série, sempre mantendo uma
medida mais do que satisfatória na sua interpretação.
Carlos Valdés iniciou sua carreira como ator no
seriado “Arrow”, no mesmo episódio em que Danielle Panabaker aparece (The Man
Under The Hood). Antes disso ele participou da comédia musical “Me and My Dick”
como compositor e músico.
Ele é o alívio cômico da série como Cisco Ramón,
criando nomes para os vilões meta-humanos da série. Mas não é somente a isso
que o personagem se prende, pois existe um lado que as pessoas desconhecem
dele, que vai sendo mostrado no desenrolar da série. Principalmente quando
acontecimentos ligados a ele e o Dr. Harrison Wells modificam sua impressão do
doutor, a quem ele é totalmente fiel. Seu personagem também demonstra enorme
inteligência, principalmente no sentido de engenharia. Ele é o responsável pela
criação do uniforme do Flash, pelas armas do Capitão Frio (Wentworth Miller),
Onda Térmica (Dominc Purcell) e Patinadora Dourada (Peyton List), e por vários
artefatos com os quais Flash enfrenta seus inimigos. O personagem de Valdés também
possui seu pior inimigo, o Flautista (Andy Mientus).
Carlos Valdés é um daqueles atores que cresceu na
série à medida que a personalidade do seu personagem crescia, mas sem nunca
esmorecer ou perder espaço para outros atores mais experientes.
Tom Cavanagh é outro ator de grande experiência.
Canadense, ele começou sua carreira em 1991 no drama “White Light”. Seu
primeiro trabalho com mais destaque foi no filme “Máscara da Vingança”, em
1996. Depois disso, participou de vários filmes e seriados, até 1999 quando
participou de oito episódios da série dramática “Providence” como Doug Boyce.
Em 2000, Cavanagh protagoniza a própria série, “Ed”.
Essa comédia dramática era produzida pelo apresentador de TV David Letterman e
durou quatro temporadas. Cavanagh vivia o advogado Ed Stevens que perde o
emprego e no mesmo dia descobre que a esposa dorme com um carteiro. Com uma
bolada nas mãos, devido a um erro dos Recursos Humanos da empresa em que
trabalhava, Ed decide retornar a sua cidade natal em Ohio e reencontra um amor
da adolescência. No intuito de reconquistá-la, ele se fixa na cidade, compra
uma pista de boliche e constrói um escritório de advocacia.
Em 2002, fez aparições na série “Scrubs” como Dan
Dorian, e no decorrer da série fez várias participações até 2007.
Em 2006, Tom Cavanagh estrela a série “Love Monkey” de
oito episódios, ao lado de Judy Greer (Planeta dos Macacos: O Confronto),
Larenz Tate (Crash: No Limite) e Jason Priestley (Barrados no Baile). Ele
também participa dos filmes “Duas Semanas” com Sally Field (O Espetacular
Homem-Aranha 2) e Ben Chaplin (O Retrato de Dorian Gray), “Zoando na Escola” e
“A Garota dos Meus Sonhos” com Heather Graham (Se Bebers, Não Case!), Bridget
Moynahan (Eu, Robô) e Molly Shannon (Máfia no Divã).
Em 2008, depois de participar de alguns filmes,
participou de oito episódios da série “Eli Stone”, fazendo o pai do
personagem-título que era vivido por Jonny Lee Miller (da série Elementary).
Nessa série, além de trabalhar ao lado do ator Matt Letscher, que viria a ser Eobart
Thawne no seriado “The Flash”, foi o primeiro contato de Cavanagh com o
produtor Greg Berlanti.
Em 2009 estrelou a série “Confie em Mim” ao lado do
ator Eric McCormack (Will & Grace), tendo Monica Potter (Parenthood: Uma
História de Família) e Sarah Clarke (A Saga Crepúsculo) no elenco. Essa somente
durou 13 episódios.
Em 2010, Cavanagh fez o personagem Guarda Smith em “Zé
Colméia – O Filme” ao lado de Anna Faris (O Ditador) e tendo Dan Aykroyd (Os
Caça-Fantasmas) e Justin Timberlake (Aposta Máxima) fazendo as vozes de Zé
Colméia e Catatau, respectivamente.
Em 2011, participou de sete episódios da segunda
temporada da série “Royal Pains” como Jack O’Malley. Depois de mais algumas
participações pequenas em seriados e filmes, Cavanagh participou em 2014 de
quatro episódios da segunda temporada da série The Following como Kingston
Tanner. Mas foi em outubro do mesmo ano que ele começou sua participação em The
Flash, vivendo o Dr. Harrison Wells, proprietário pelo Laboratórios STAR e pelo
primeiro Acelerador de Partículas de Central City.
A experiência de Tom Cavanagh se mostra digna no
desenvolvimento de seu personagem que possui uma tripla personalidade. Ele é o
Dr. Harrison Wells, mas também é Eobard Thawne e Flash Reverso. O personagem de
Cavanagh cria um laço de amizade com seu pior inimigo, mas por vezes tenta
destruí-lo. Quando o vimos, pela primeira vez, deixando sua cadeira, sabemos
que existia algo mais com o personagem. Especulações surgiram de que ele seria
o Flash Reverso, mas também existiram pessoas que acreditavam que ele era o
viajante no tempo Rip Hunter (Arthur Darvill). Quando se revelou que era o
Flash Reverso e mais à frente que Eobard Thawne havia matado a esposa do Dr.
Wells e ele, tomando seu lugar graças a uma máquina que faz transferência de
DNA.
O talento de Tom Cavanagh é notado em todas as
demonstrações de nuances dos seus três personagens. Era necessário um ator com
o talento dele para realizar tal trabalho.
O ator australiano Rick Cosnett, como muitos de seus
colegas de cena, começou a carreira há pouco tempo. Em 2004, participou de oito
episódios da série-documentário Forensic Investigators. De 2005 a 2013,
participou de vários seriados e curta-metragens, dentre eles “The Elephant in
the Room” de 2010, que ele co-escreveu, co-produziu e atuou.
Em 2013, no episódio dois da quinta temporada de
“Diários de Um Vampiro”, Cosnett apareceu como o Dr. Wes Maxfield, onde ficou
até o episódio quinze, fazendo aparições em vários episódios.
Em 2014, junto com todo o elenco principal, apareceu
no piloto de “The Flash” como o Detetive Eddie Thawne, onde permaneceu até o
final da temporada, quando fez o sacrifício máximo.
Quando o ator Rick Cosnett surgiu em cena, no primeiro
episódio, achava que seria um personagem no qual o mais importante seria sua
transformação em Flash Reverso, devido ao seu sobrenome. Mas na medida que
acompanhei o personagem e seu desenvolvimento na série, percebi sua importância
maior para a trama e, o mais importante, ele não era o Flash Reverso, mas seu
ancestral, ou seja, sua participação tinha uma relevância ainda maior para a
série e o antagonista do Flash.
Rick Cosnett demonstrou ser mais um ator que
abrilhantou o elenco extenso do seriado The Flash.
Esse, desde o começo da série, era o elenco central de
toda a trama. Mas com o desenrolar dela, outros surgiram, como – e
principalmente – John Wesley Shipp.
Shipp é muito conhecido pelos fãs de super-heróis por
ter protagonizado o primeiro seriado live-action
do Flash que somente durou somente uma temporada, entre os anos de 1990 e 1991.
Mas ele também, em 1990, fez o filme “A História Sem Fim 2”. Em 1994, na quinta
temporada da série “Sisters”, Shipp participou de dez episódios como o
personagem Lucky Williams. Já em 1998, atuou na série Dawson Creek como Mitch
Leary, pai do protagonista Dawson Leery (James Van Der Beek). Foram 83
episódios com suas aparições.
Em 2005, John Wesley Shipp fez cinco episódios da
série Palmetto Pointe como Michael Jones. Fez vários filmes pequenos e curtas,
mas teve uma participação muito especial na animação “Batman – Os Bravos e os
Destemidos”, em 2010, no episódio quinze da segunda temporada, intitulado
“Réquiem para um Velocista Escarlate” fazendo a voz do vilão Professor Zoom. Em
2012, participou de três episódios da segunda temporada de “Teen Wolf” como Sr.
Lahey.
Seu surgimento como o Dr. Henry Allen, pai de Barry
Allen, foi um presente aos fãs, que ficaram muito felizes com sua participação
em sete episódios-chaves da série, dentre eles o episódio final da primeira
temporada. John Wesley Shipp, além de muito querido pelos fãs, demonstrou todo
seu apoio à série, algo que, para outros, pareceu muito importante.
Outro ator que se tornou importante para a série foi
Robbie Amell, que vive o engenheiro estrutural Ronnie Raymond. Amell é primo do
ator Stephen Amell, que interpreta Oliver Queen e o Arqueiro.
Robbie Amell fez sua primeira aparição no filme Doze é
Demais 2, vivendo o personagem Daniel Murtaugh, um dos filhos de Jimmy Murtaugh
(Eugene Levy), rival de Tom Baker (Steve Martin). Depois, entre os anos de 2006
e 2008, participou de dezessete episódios de “Minha Vida com Derek” como Max.
Entre os anos de 2008 e 2011, Robbie Amell interpretou
o personagem Jimmy Madigan no seriado adolescente “True Jackson”. Em 2009 e
2010, Amell fez Fred Jones nos filmes para TV “Scooby-Doo! O Mistério Começa” e
“Scooby-Doo e a Maldição do Monstro do Lago”.
Entre 2011 e 2012, atuou em quatro episódios da série
“Revenge” como Adam Connor. Ainda em 2012, fez o jovem Ray Archer na série
Alcatraz.
Em 2013, Amell interpretou D.B. em sete episódios da
série “1600 Penn” e esteve em oito dos doze episódios da série-comédia “Zach
Stone Is Gonna Be Famous”. Ainda em 2013, estreou o seriado “The Tomorrow
People” como Stephen Jameson, um jovem com poderes de teletransporte, telepatia
e com a capacidade de parar o tempo, perseguido por uma organização que deseja
destruir a ele e seus iguais, o Povo do Amanhã.
Sua primeira participação no seriado “The Flash”
ocorreu no episódio 3, “Things You Can’t Outrun”. Foi breve, mas teve um
significado para iniciar o drama do personagem. Robbie Amell não tem uma
autuação comparável como dos outros atores, mas também não compromete. Só que,
quando aparece com sua contraparte, o Dr. Martin Stein, interpretado pelo ator
Victor Garber, ele desaparece.
Falando no ator Victor Garber, sua carreira é
quilométrica, em geral como ator coadjuvante. Mas sua carreira se iniciou em
1973 no filme “Gospell – A Esperança” como Jesus. Fez vários filmes para o
cinema e para a TV, além de participações em séries de TV. Mas isso não diminui
sua atuação, pelo contrário, só demonstra o tamanho da experiência do ator e
que, mesmo com papéis pequenos, ele tem grande empenho em seus trabalhos.
Victor Garber somente engrandece o elenco que já têm bons atores, como Clancy
Brown.
Brown é outro ator de carreira extensa no cinema,
sempre em papéis coadjuvantes, mas marcantes. Sua atuação sempre é visceral,
como podemos ver no filme “Highlander – O Guerreiro Imortal” onde ele vive o
imortal Kurgan, inimigo mortal de Connor MacLeod (Christopher Lambert). Tanto
em filmes, como em séries, Clancy Brown demonstra um enorme empenho pelos seus
personagens, como nos sete episódios da quarta temporada de “Plantão Médico”
como Dr. Ellis West e no seriado “Carnivale” onde interpretou o Irmão Justin
Crowe.
Desde o começo da participação de Lex Luthor nos
desenhos “Superman – A Série Animada”, “Liga da Justiça” e “Liga da Justiça Sem
Limites”, Clancy Brown vinha fazendo a voz do antagonista do Superman nas
animações.
Em 2013, Brown viveu o xerife August Corbin em cinco
episódios da primeira temporada de “Sleepy Hollow”.
Em “The Flash”, Clancy Brown vem interpretando o
general Wade Eiling, um militar sem escrúpulos e que vive participando de
projetos suspeitos para o governo, entre eles o que torna o gorila Grodd em uma
ameaça psíquica.
Outros vilões como os interpretados por Brown e
Cavanagh também ganham muita importância, dentre eles o Capitão Frio que é
interpretado pelo ator Wentworth Miller.
Miller começou a carreira no seriado “Buffy: A
Caça-Vampiros” no episódio vinte da segunda temporada. Fez várias aparições em
séries e filmes, como “Anjos da Noite” de 2003 e “Stealth” de 2005, mas foi no
seriado “Prison Break” que Miller chegou a ascensão como ator. Interpretando o
personagem Michael Scofield, ele decide libertar o irmão Lincoln Burrows,
interpretado pelo ator Dominic Purcell, mas para isso precisa ser preso. Como
técnico de prisões, tatua no corpo uma forma de fugir da prisão e quando
conseguem, decidem inocentar o irmão, que fora preso injustamente.
Wentworth Miller ainda interpretou o personagem Chris
Redfield no filme “Resident Evil 4: Recomeço”. Em 2013, ele fez a voz do personagem
Slade Wilson/Exterminador na animação “Justiça Jovem”. Seu talento em
interpretar um personagem irônico como o Capitão Frio em “The Flash” lhe
rendeu, ainda, a possibilidade de viver o personagem no spin off “Legends of Tomorrow”, onde se unirá a outros heróis para
encarar o vilão Vandal Savage.
O já citado Dominic Purcell não é um excelente ator,
mas como Robbie Amell, também não compromete nas suas aparições.
A carreira de Purcell começou em 1991 na novela “Home
and Away”, onde interpretou Constable Rogers. Purcell fez vários filmes e
seriados, como “Missão: Impossível 2” em 2000, “Equilibrium” em 2002, John Doe
na série homônima entre 2002 e 2003, “Blade: Trinity” em 2004, “Prison Brake”
entre os anos de 2005 e 2009, “Primitivo” em 2007, “Renascido das Trevas” em
2009, “Os Especialistas” e “Sob o Domínio do Medo” em 2011. Entre 2012 e 2014,
continuou fazendo outros filmes menores, até que foi chamado para viver Mick
Rory, o Onda Térmica, no seriado “The Flash”. Ele estará com Wentworth Miller e
outros atores na série “Legends of Tomorrow”.
CONCLUSÃO
“The Flash” é a melhor série televisiva de todos os
tempos (não posso considerar “Daredevil” televisiva, pois é somente transmitida
na plataforma Netflix). Um elenco bem entrosado, ótimas atuações, cenas bem
feitas e coerentes, ótimos efeitos especiais e um grande respeito aos fãs de
quadrinhos e de super-heróis, principalmente aos fãs do Flash. Como mencionei
acima, haverá uma segunda temporada e vários rumores já correm a respeito do
que acontecerá.
Mas o mais importante é que Flash entre de séries nas quais tem
muito o que acrescentar ao Universo Televisivo DC, pois ao apresentar o
impossível, “The Flash” traz várias coisas possíveis de se ver. Contando os
meses para o começo da segunda temporada e que outubro chegue logo!