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sexta-feira, 23 de julho de 2021

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Batman 80 Anos - Cinema

São 74 anos de cinema. Desde a primeira cinesserie de 1943 até a aparição em Liga da Justiça de 2017, o Batman foi uma presença em 12 adaptações para Cinema. Duas Cinesséries. Filme em 1966, baseado na série televisiva. Quadrilogia iniciada em 1989, no seu aniversário de 50 anos. Nolaverso. Nova versão para o DCEU. O Batman tem muito a comemorar nesse vídeo de quase duas horas. Divirtam-se!

OBS.:  O vídeo ficou tão grande, pois ele possui trailers das cinesséries e filmes do Batman (em inglês).

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.

sábado, 3 de junho de 2017

RESENHA CINEMA: Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017)

MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, 2017).

Direção: Patty Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Said Taghmaoui, Lucy Davis, Elena Anaya, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lisa Loven Kongsli, Ann Wolfe, Ann Ogbomo, Florence Kasumba, Eleanor Marsuura, Josette Simon, Doutzen Kroes, Hayley Warnes, Samantha Jo, Brooke Ence, Madeleine Vall, Hari James, Jacqui-Lee Pryce, Lilly Aspell, Emily Carey.

Themyscira é uma ilha idílica que ainda vive com ideias e conceitos das sociedades gregas da antiguidade. Habitada pelas amazonas, guerreiras criadas pelos deuses, a ilha paradisíaca permanece escondida do resto da humanidade. A sua rainha, Hipólita (Connie Nielsen), governa suas “irmãs” da forma mais democrática possível, dando-lhes liberdade para fazerem o que desejarem. Sua filha, Diana (Lilly Aspell), a única criança entre as amazonas, deseja se tornar uma guerreira também e, escondida, treina com sua tia Antíope (Robin Wright). Quando atinge a idade adulta, Diana (Gal Gadot) resgata o piloto Steve Trevor (Chris Pine) de um acidente de avião e isso torna-se uma bola de neve, pois a ilha vê-se invadida por tropas germânicas e austro-hungaras. Dessa forma, as amazonas veem-se em uma batalha injusta, pois enquanto usam espadas, flechas e lanças, as tropas usam fuzis. Mas, mesmo com baixas, as amazonas saem vitoriosas. Trevor é submetido a uma corte e, após perceber o que ocorre com o mundo, Diana decide acompanha-la ao mundo do patriarcado, onde terá de enfrentar uma guerra sem proporções, mostrando que uma mulher pode fazer a diferença em um mundo tomado por homens.
Mulher-Maravilha é mais um passo no Universo Expandido DC nos cinemas. Depois de “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, nada melhor do que vermos a primeira grande guerreira da DC Comics, fechando a Trindade DC com excelência.
Diana já havia aparecido em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, mas poucos conhecem sua origem. Criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston (1893-1947) e o desenhista Harry George Peter (1880-1958) para a All Star Comics #8, ela foi concebida do barro e ganhou dons dos deuses olímpicos. Após salvar por Steve Trevor e apaixonar-se por ele, Diana deixa a Ilha Paraíso e vai ao mundo do patriarcado, aonde combate os nazistas, japoneses e italianos durante a Segunda Guerra Mundial.
Com o passar dos anos, a história da origem de Diana mudou um pouco. Na Era de Prata e Bronze, ela teve duas origens distintas e, após Crise nas Infinitas Terras, o escritor e desenhista George Pérez redefiniu a origem da Mulher-Maravilha seguindo mitos gregos. Manteve as ideias iniciais de Marston, introduzindo os conceitos de que as amazonas tinham uma maior ligação com as deusas gregas e pouca ligação com os deuses, com exceção de Hermes, que lhe concedeu o dom do voo. Em 2011, o escritor Brian Azzarello, também, deu sua ideia da origem da Mulher-Maravilha, usando a ideia de ela ter sido concebida pelo barro como uma farsa, pois ela era, na verdade, filha de Zeus e Hipólita.
Em 1975, o canal de TV ABC lançou a primeira série da personagem, estrelada pela ex-miss América Lynda Carter. Na primeira série, a Mulher-Maravilha encarava nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Na segunda temporada, a série migrou para o canal CBS, onde ela foi trazida para transportada para a década de 1970, enfrentando espiões e inimigos mais atualizados. A série explorou bem o universo da personagem, pois nela conhecemos a Ilha Paraíso, o – famoso – jato invisível, o affair entre Diana e Steve Trevor, interpretado pelo ator Lyle Waggoner, e uma versão da Moça-Maravilha, interpretada pela atriz Debra Winger. Foram somente três temporadas, mas Lynda Carter continuou associada à personagem até a atualidade, tanto que, em constantes eventos ligados a Mulher-Maravilha, Carter é sempre convidada.
Um dos fatos mais interessantes da Mulher-Maravilha é sua longevidade nos quadrinhos.
Mesmo não sendo a personagem feminina mais antiga dos quadrinhos, Diana foi a que permaneceu mais tempo sendo publicada. Parte disso deve-se a sua popularidade, pois era uma das poucas personagens que conseguia se manter, mostrando as meninas que elas eram fortes e independentes. Mas outra parte vem de um acordo firmado entre Marston e a All-American Publications (hoje DC Comics). No acordo, a empresa nunca deixaria de ter uma publicação da personagem, não importando o que ocorresse. Dessa forma, a continuidade da Mulher-Maravilha é – quase – inédita, pois são mais de 75 anos de publicações.
O atual filme da personagem, dirigido por Patty Jenkins – mais conhecida por ter  dirigido e escrito o filme “Monster: Desejo Assassino”, com Charlize Theron (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz nesse filme) e Christina Ricci – pega nuances desses mais de 75 anos de história da personagem. A história – escrita por Allan Heinberg, Zack Snyder e Jason Fuchs – dá uma pegada das origens da personagem nas mãos de Marston, mas também faz uso de elementos usados por George Pérez em 1985 e por Brian Azzarello em 2011. Alguns desses aspectos vêm de sua origem e seu inimigo principal, Ares, o deus da guerra.
Na mitologia grega, Ares foi o responsável pela criação original das amazonas. Ele que lhes deu o dom para guerrear e serem as melhores no que fazem e, por isso, eram constantemente desafiadas por outros guerreiros míticos como Héracles (ou Hércules) e Teseu. Na história do filme, temos uma concepção pessoal dos escritores da Batalha do Céu, tendo uma retratação de Ares como o demônio e as amazonas (anjos) foram criadas pelos Zeus (Deus) para combate-lo.
Dessa vez elas não foram exiladas em Themyscira por não terem mantido a paz, mas permaneceram existentes para que, caso Ares voltasse, elas pudessem combate-lo.
Detalhes sobre como Diana surgiu ficaram com explicações mínimas, mas parte do mito dela surgir do barro foi mantido – mesmo que não seja mostrado – foram mantidas, só que outros detalhes foram introduzidos.

Mulher-Maravilha é o quarto filme da DC Films e do Universo Expandido DC, que em novembro crescerá ainda mais com “Liga da Justiça”, mas isso é uma outra história.