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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Esmiuçando o Snyderverse

 

Para este dia do Trabalhador, lanço este vídeo especial onde o André Rodrigues do Canal Emtella (https://www.youtube.com/c/Emtella) me convidou para uma live no seu Instagram. Conversamos sobre o Snyderverse, o Universo cinematográfico da DC Comics iniciado por Zack Snyder com "O Homem de Aço" e que, aparentemente, foi finalizado com "Liga da Justiça de Zack Snyder", mas que muitos vêm fazendo campanha com #RestoreTheSnyderverse. Venha ver este bate-papo fantástico.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

RESENHA CINEMA: Aquaman (2018)


AQUAMAN (2018)

Direção: James Wan
Roteiro: Will Beall, David Leslie Johnson-McGoldrick, Geoff Johns, James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Head, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Willem Dafoe, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Ludgren.

Arthur Curry (Jason Momoa) é um mestiço de dois mundos. Ele é um híbrido de terráqueo e atlante, devido ao romance do faroleiro Tom Curry (Temuera Robinson) e a rainha atlante Atlanna (Nicole Kidman). Quando sua mãe precisou partir, pois fugira de um casamento arranjado, Arthur recebeu treinamento de Vulko (Willem Dafoe), vizir dos reis de Atlântida. E agora Arthur precisará fazer uso de todas as suas habilidades para deter seu meio-irmão, Orm (Patrick Wilson), que deseja destruir a superfície para salvar seu reino. Sua causa é nobre, mas a forma como deseja executá-la não.
“Aquaman” traz de volta o ator Jason Momoa ao papel de Arthur Curry/Orin (nome que ele não assumiu ainda)/Aquaman. O filme é a clássica trajetória do herói. Ele tem um mentor, que o treina para encarar um grande mal. Ele precisa enfrentar seu pior inimigo, que é uma pessoa próxima a ele e, mesmo quando derrotado, precisa encontrar forças para perseverar. Tem dúvidas, não acredita que seja o que precisa ser, mas sempre conta com o apoio de seus amigos, parentes e aliados para conquistar o que deseja. Você vê tudo isso no decorrer de “Aquaman”, mas são muitas informações para 142 minutos de filme? Não, pois ele consegue se explicar sem ser monótono.
A palavra monótono não funciona neste contexto, pois “Aquaman” é qualquer coisa menos isso. O filme tem boas cenas de ação, batalhas épicas, conflitos que fariam muitos outros parecerem pequenos, sem contar que é uma ficção científica de ótima qualidade. Os efeitos especiais são os melhores, até o momento, no Universo Estendido DC (agora conhecido como Mundos da DC). Da construção de Atlântida até os monstros marinhos, você percebe a qualidade no trabalho. As cenas de batalha são memoráveis e inesquecíveis, podendo citar todas sem esquecer.
O filme ocorre após os eventos de “Liga da Justiça”, mas somente em um momento isso é citado, servindo como um fan service. Mas ele não é o único, tem muitos outros notados rapidamente ou não. Quem conhece a história do Aquaman nos quadrinhos, percebera alguns, facilmente. E, como sempre, existem as falhas e, para este que vos escreve, está na necessidade de ser “divertidinho”.
Tudo bem, filmes tensos demais causam problemas no UEDC, temos aí uma divisão de opiniões quanto a “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman”, dois filmes cuja tensão seria difícil cortar até com o laser dos olhos do Arraia Negra. Mas quando tendem a ser divertidinhos demais, também perdem o clima, pois você fica imaginando que a qualquer momento um personagem soltará uma piada, mesmo nos momentos que precisariam ser épico. Este é o que eu chamo de “Efeito Marvel” nos cinemas.
Eu amo filmes épicos e concordo com leves toques de alívio cômico nos filmes, mas quando você vê alívio cômico constante, no decorrer da película, fica com receio de que a qualquer momento isso ocorrerá. Tá, eu ri com as cenas engraçadas. Achei-as bem divertidas, mas quebrava minha catarse com o clima, pois essa quebra era repentina, às vezes.
Bem, agora alguns vão pensar que eu elogiei demais “Aquaman” e não gostei das cenas divertidas, mas não é assim. Somente não considero ele um filme tão épico quanto todos estão citando. Ele tem cenas épicas, batalhas memoráveis, a trajetória do herói, mas peca na necessidade constante do alívio cômico.
“Aquaman” é um filme memorável, inesquecível, mas, dentro do UEDC ele ficaria em terceiro lugar, abaixo de “Mulher-Maravilha” e “O Homem de Aço”.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.

domingo, 26 de junho de 2016

RESENHA HQ: LJA: O Prego (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

LJA: O PREGO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

Roteiro: Alan Davis, Jerry Siegel
Desenhos: Alan Davis, Joe Shuster
Arte-final: Mark Farmer, Leo Nowak
Título Original: JLA: The Nail

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro. Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi perdido. Tudo por falta de um prego.” _George Herbert (variação)
Jonathan e Martha Kent estavam para sair de casa, quando um prego furou o pneu de sua caminhonete, forçando-os a ficar em casa, com isso eles não testemunharam a chegada de uma nave espacial que modificaria suas vidas e de todos na Terra.
Vinte e quatro anos depois, Lex Luthor é novamente eleito prefeito de Metrópolis, onde adotou uma política anti-meta-humanos, não permitindo que pessoas com superpoderes atuem na cidade. Ele tem como principal assessor político e especialista em assuntos meta-humanos, o jovem Jimmy Olsen, ex-foca do Planeta Diário e atual vice-prefeito de Metrópolis. Ele responde às perguntas do âncora do WGBS News, Perry White, ex-editor-chefe do Planeta Diário, onde foi chefe de Jimmy e da repórter Lois Lane.
Na mesma entrevista, Perry White conversa com o tetraplégico Oliver Queen, que atuara como o Arqueiro Verde e perdeu todos os movimentos enquanto enfrentava, com a Liga da Justiça, o vilão mimético Amazo. Ele insiste que todos os meta-humanos têm origens alienígenas e devem ser caçados. Em Detroit, em uma caverna secreta, a LJA assiste ao depoimento de Oliver, perplexos e frustrados. Eles discutem sobre suas ações e sobre a permanência do grupo, quando o Lanterna Verde traz Lois Lane para se tornar a assessora de imprensa do grupo, pois como tem renome, pode trazer uma imagem mais positiva da equipe para a imprensa. Nesse interim, Batman precisa sair da reunião e partir para Gotham, onde Coringa tomou o Arkham.

Na Mansão do Dr. Niles Caulder, também conhecido como Chefe, a Patrulha do Destino também assiste perplexa o depoimento de Queen, quando são atacados por uma tropa de homens com trajes especiais.
Em Gotham, Batman chega e adentra em um campo de força que somente permite ele, Batgirl e Robin passarem. Dentro do Arkham, Mulher-Gato encara outros vilões lunáticos e quando decide encarar o Coringa, quase é morta, mas o Batman chega, só que é imobilizado e testemunha uma tragédia.

No mesmo momento, Lanterna Verde descobre que um campo de força está em volta da Terra e que este está drenando a energia do seu anel e de sua lanterna. Então busca descobrir a fonte do campo. Então convoca o Caçador de Marte para ajudá-lo.
Flash, fazendo uma patrulha para descobrir o responsável pelos ataques à LJA, descobre que todos os seus vilões ou estão desaparecidos ou mortos e, ao chegar ao esconderijo de Ra’s Al Ghul e sua Liga das Sombras, encontra Amazo lutando contra o eco-terrorista. Átomo invade a base do Pensador e descobre que ele anda investigando algumas anomalias na Terra.
As coisas pioram quando Metamorfo é encontrado atacando Lex Luthor e Perry White, que termina morto, e Lanterna Verde, ao encarar Conde Vertigo e Major Desastre, é acusado de atacar, sem motivo um prédio que ele acreditava ser a fonte do campo de força.
Nada parece melhorar, a Mulher-Maravilha é acusada de atacar a Casa Branca, explodindo-a, Aquaman é sequestrado por uma draga que vem matando a vida marinha, Mulher-Gavião decide retornar a Tanaghar, e novos seres surgem para deter todos os super-heróis. Quem seria o responsável por esse ataque? Qual seu objetivo? Ele terminará vencedor?

Sinceramente, “LJA: O Prego” é, para mim, a melhor minissérie da realidade Elseworlds, da DC Comics.
Elseworlds são histórias de realidades paralelas, contando histórias que poderiam ou não ter acontecido no Universo DC. Essas histórias começaram em 1989, com “Batman: Gotham City 1889”, onde o homem-morcego vive na Era Vitoriana e precisa encarar o assassino em série Jack, o Estripador. Depois dessa história, os contos da realidade Elseworlds se tornaram constantes e a LJA protagonizou algumas das melhores. Fosse no Velho Oeste ou construindo Sociedades Secretas, a LJA teve histórias muito boas, mas nenhuma supera “O Prego”.
A história, escrita e desenhada pelo fantástico Alan Davis, tem uma construção muito interessante, pois ela não viaja no tempo, mas trabalha com algo do tipo “O que Aconteceria Se...” da Marvel Comics.
 Talvez tenha alguma influência, já que Davis já havia trabalhado durante anos com a Marvel, desenhando histórias do Capitão Britânia, do grupo Excalibur, Novos Mutantes. Até vemos uma certa influência quanto aos mutantes, na ideia de perseguição e opressão aos meta-humanos, algo muito constante nas histórias do X-Men, que são execrados por serem mutantes. Mas o que diferencia a história é que Davis pega uma simples interferência que pode mudar tudo.
A variação do poema de George Herbert (1593-1633) usada no começo do “O Prego” mostra bem a direção da história. O que um simples prego poderia causar ao Universo DC? Quais as modificações? Canário Negro formando os Renegados? A LJA desestabilizada? Lex Luthor prefeito de Metrópolis? Que outras consequências acarretariam por causa de um prego? Alan Davis foi tão bem com a história que ela ganhou uma continuação, intitulada “LJA: Um Outro Prego” que dá sequências aos acontecimentos finalizados nessa minissérie.
Se curte histórias com um desenrolar grandioso, então “LJA: O Prego” é o que procura, pois é cheio de surpresas do começo ao fim.
Na sequência temos a primeira vez que o “pau pra toda obra” Jimmy Olsen foi chamado pelo seu nome nos quadrinhos. Sua primeira aparição ocorreu em Action Comics #6 (novembro de 1938), sendo criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas seu nome somente surgiu no programa radialístico “The Adventures of Superman” (1940—1951). Sua segunda aparição nos quadrinhos ocorreria três anos depois, em Superman #13 (novembro de 1941). Na história, um vilão chamado Arqueiro começa a ameaçar magnatas de Metrópolis, levando Clark e Lois a investigar o caso, o que coloca os repórteres na mira do vilão, então o Superman terá de detê-lo a qualquer custo.
O que é interessante na história escrita por Siegel e desenhada por Shuster, é o Superman sendo perseguido pela polícia. Quem conhece a origem do personagem, sabe que ele agia de forma imprudente para mostrar sua força de persuasão. Ele invadiu a casa de um governador para conseguir a inocência de uma mulher acusada injustamente. Ou seja, o Superman não era bem-quisto pelas autoridades.
A história não é direcionada a Jimmy Olsen – que era loiro na sua interpretação de Shuster –, mas marca um momento único quando ele começa a participar mais ativamente dos quadrinhos.
Na próxima edição da coleção teremos um marco nas histórias dos Novos Titãs. “Novos Titãs: Contrato de Judas”, escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, se tornou um dos momentos mais absolutos na história dos Novos Titãs, pois na pequena saga eles são traídos por um deles, Terra, apoiada pelo Exterminador, que se tornou um dos grandes inimigos dos Novos Titãs.

A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A noite em que todo DCnauta sorriu.

Eu sou DCnauta, nunca escondi isso de ninguém e sempre fui feliz por ser. Me tornei DCnauta no dia em que minha mãe colocou em minhas mãos minha primeira revista do Batman, em formatinho, da extinta Ebal.
No dia 20/01/2016, as 00:30 (horário de Brasília), todos DCnautas como eu procuraram em alguma parte da internet um local que estivesse transmitindo um dos maiores eventos aguardados por todos, a apresentação “DC Films presents: Dawn of the Justice League”.
Depois de penar esperando por um streaming que não funcionou, fui direcionado ao site The Flash Brasil que estava transmitindo, ao vivo, o programa apresentado pelo roteirista Kevin Smith (Arqueiro Verde: Espírito da Flecha, Batman: Cacofonia) e pelo Chefe Criativo da DC Comics Geoff Johns (A Noite Mais Densa, O Dia Mais Claro). Na introdução do programa, temos Ben Affleck e Henry Cavill fazendo uma apresentação inicial, depois embarcamos no que é o Universo DC e o seus personagens. Vemos entrevistas com atores e diretores dos filmes “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, “Esquadrão Suicida” e “Mulher-Maravilha”, para então partirmos ao Universo Cinematográfico DC, começando com “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, que estreia dia 24 de março de 2016 nos cinemas brasileiros.
Na apresentação vemos o diretor Zack Snyder (300 de Esparta, O Homem de Aço) falando um pouco sobre o filmes, como também vemos os atores Henry Cavill, Ben Affleck, Gal Gadot, Amy Adams, Lawrence Fishburne e Jesse Eisenberg, falando um pouco do que poderemos esperar do filme e dos personagens Batman, Superman, Mulher-Maravilha e Lex Luthor.
Na sequência, somos transportados para “Esquadrão Suicida”, filme que estreia no Brasil em 04 de agosto de 2016. Durante a apresentação temos entrevistas feitas com Will Smith, Margot Robbie, Jared Leto, Cara Delevingne, Viola Davis e Joel Kinnaman, falando da ação do filme, da loucura inserida nele e como será a histórias do personagens envolvidos.
Depois somos brindados por breves imagens do filme “Mulher-Maravilha”, que estreia no Brasil em 23 de junho de 2017. Então temos Gal Gadot, Chris Pine e a diretora Patty Jenkins falando sobre a personagem, sua história e sua motivação para estar no “Mundo do Patriarcado”. Geoff Johns e Kevin Smith também dão suas dicas, falando sobre a força da personagem, sobre ela ser um ícone dos quadrinhos sobre mulheres, só não soltam spoilers, para não entregar a ação do filme que ainda está sendo desenvolvida.
Na continuação, Kevin Smith pede – quase clama – que Johns fale sobre o que mais vem pela frente, começando com Aquaman, que tem previsão de estreia em 27 de julho de 2018 nos cinemas brasileiros. Johns fala sobre os poderes de Aquaman, sobre sua divisão devido ser filho de “duas terras”, tendo um breve depoimento do havaiano Jason Momoa, que interpretará Arthur Curry/Orin/Aquaman.
Na continuidade, ele fala sobre Flash, que tem previsão de estreia em 23 de março de 2018 no Brasil, iniciando sobre o sucesso da série Flash na TV, mas intensifica a fala de que este é um novo Flash, ele pertence ao Universo Cinematográfico DC. Pelo que fala a história se assemelha um pouco com a série, ou seja, Barry é se tornou um médico forense depois de sua mãe ser assassinada e seu pai ser acusado injustamente. No intuito de descobrir o que acontecera, ele desenvolve esse fascínio pela ciência forense. Depois surge Ezra Miller, que interpretará o Flash dos cinemas, falando um pouco sobre seu personagem, sobre como ele age, o que ele faz e suas intenções de justiça. Tendo pequenos brakes com imagens do uniforme do Flash no cinema, que mais parece uma armadura, como no game “Injustice: Gods Among Us”.
Na sequência, Johns fala sobre o filme do Cyborg, que ele diz ser seu personagem preferido do Novos Titãs (talvez por isso o tenha incluído na Liga da Justiça durante a reformulação em Novos 52). A previsão de estreia do filme é para 09 de abril de 2020. Ele e o ator Ray Fisher – em uma breve aparição – falam sobre a formação do personagem, como e porque ele se torna metade homem, metade máquina, e da força de caráter do personagem.
Johns e Smith finalizam com uma bela surpresa, pois o filme que está previsto para estrear em 25 de junho de 2020 será intitulado “Tropa dos Lanternas Verdes”, numa alusão ao grupo de Lanternas Verdes que habitam o Setor 2814 e que integram o esquadrão de Oa. Nas imagens mostrada, baseadas nos quadrinhos, vemos Hal Jordan e John Stwart, mas também temos mostras de Guy Gardner, Kyle Rayner e Simon Baz. Não é falado muito sobre o filme, mas podemos ter belas surpresas pela frente.
No último bloco, Margot Robbie nos apresenta o novo trailer de “Esquadrão Suicida” – que eu já comentei aqui.
DC Films presents: Dawn of the Justice League é uma lavada de alma para todo DCnauta que não se importa em qual mídia verá seus personagens favoritos, desde que eles apareçam.
A DC é uma das maiores pioneiras do mundo. Foi a primeira a lançar um super-herói em 1938 na Action Comics #1. Foi a primeira a lançar uma animação com super-heróis em 1940, quando a Fleischer/Famous Studios lançou “The Superman Series”. Foi a inovadora em seriado de TV com super-herói com “The Adventures of Superman”, em 1950 e a primeira a lançar um filme longa-metragem de super-herói com “Superman and the Mole-Men” em 1951 – ambos estrelados pelo ator George Reeves. Ela também foi a primeira a ter uma personagem feminina estrelando um seriado de TV com a super-heroína Isis, entre os anos de 1975 e 1977.
Hoje as pessoas vangloriam a concorrência, como se ela tivesse inovado nos cinemas, esquecendo que muitos se baseiam na ideia desenvolvida por Christopher Nolan ao co-roteirizar e dirigir “Batman Begins” (2005). A ideia do “realismo cinematográfico” foi desenvolvido em um filme de um personagem da DC.
A apresentação da madrugada do dia 20/01/2016, somente nos fez acreditar que o Universo DC tem muito a nos dar no que diz respeito ao cinema, não deixando a dever a ninguém, pois ela estará inovando ao fazer o primeiro filme direcionado a uma super-heroína dos quadrinhos, com Mulher- Maravilha.

Ser DCnauta, neste momento, me faz abrir um sorriso largo no rosto que competiria com o do Coringa.

domingo, 30 de agosto de 2015

RESENHA HQ: Aquaman: As Profundezas (Aquaman Volume 1: The Trench, 2013).

AquamanAsProfundezasAQUAMAN: AS PROFUNDEZAS (Aquaman Volume 1: The Trench)

Roteiro: Geoff Johns

Desenhos: Ivan Reis

Arte-final: Joe Prado

Editora: DC Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2013 (BR: 2015)

Pág.: 148

Arthur Curry, também conhecido como Aquaman, vive em um farol com sua consorte Mera. Intitulado Senhor de Atlântida, Arthur busca uma vida calma e comum em Mercy Reef, cidade costeira do Estados Unidos onde nasceu e cresceu, mesmo que as vezes busque agir como super-herói. Discriminado por ser uma pessoa que possui a capacidade de se comunicar com seres aquáticos, Aquaman busca mostrar que ele pode ser mais do que motivo de piadas e chacota, principalmente quando uma ameaça chega à uma cidade vizinha da sua. Ao enfrentar essa ameaça ele descobre coisas do seu passado que podem ser muito relevantes para o seu futuro.

Até os dias de hoje eu ainda ouço piadas sobre Aquaman. E isso terminou mais motivado pelo canal infantil Cartoon Network e pelo seriado The Big Bang Theory. O que Geoff Johns busca é mudar essa visão.

Aquaman_0156Aquaman: As Profundezas é a revitalização de Novos 52 mais aclamada pelo público dos quadrinhos, sendo considerada a melhor caracterização do personagem nos quadrinhos... isso se você for desinformado.

Não vou tirar os méritos de Johns, que remodelou as histórias do Lanterna Verde e trouxe Barry Allen de volta (esta segunda tenho minhas críticas como TOTALMENTE desnecessária), mas considerar essa a melhor revitalização do Aquaman está totalmente fora da realidade.

Tá certo, Aquaman é o personagem mais execrado dos quadrinhos, mas ele teve muitos momentos maravilhosos. Uma das suas revitalizações memoráveis foi nas mãos de Neal Pozner em uma minissérie de quatro partes (1986), que se tivesse ido em frente teria modificado não somente o uniforme do personagem, mas toda a forma de ação de suas revistas, e depois nas mãos de Peter David que iniciou seu trabalho com o personagem na Aquaman #0 (outubro de 1994) indo até a Aquaman #46 (agosto de 1998), onde revolucionou o personagem (isso sim foi uma revolução, pois mudou totalmente a forma de Aquaman se vestir e agir).

Johns traz de volta vários fatores da mitologia do personagem, como sua parcial invulnerabilidade, sua capacidade de longos saltos, sua força descomunal e desmistificou o lance de “conversar com os peixes” (que foi bem explorado por David durante seu período com o Aquaman, sem tornar uma chacota), mostrando que, telepaticamente, ele dá ordens e os peixes obedecem. Ele também retorna a história da herança atlante de Arthur, colocando – neste ponto – novidades sobre isso.

Johns não ignora o que fora feito com o personagem nos seus 70 anos de criação (vale lembrar que essa história começou em New 52 - Aquaman #1 (novembro de 2011)), pelo contrário, ele busca trazer tudo de maneira que possa ser introduzido nessa nova mitologia, além de brincar com as chacotas que o personagem geralmente sofre.

E a arte de Ivan Reis complementa a história com sua força de retratação de cenas. Seus desenhos estão melhores do que nunca e impressionam em alguns momentos, com os detalhes que nem sempre alguns desenhistas se preocupam. Seu trabalho é fantástico, que é bem ressaltado com a arte-final de Joe Prado.aquaman1

A parceria dos dois me faz lembrar o trabalho de Jim Lee e Scott Williams, que simplesmente se completam e fazem trabalhos fantásticos até hoje.

Até o momento, de tudo dentro de Novos 52, Aquaman é o único personagem que mais me interessou, pois o resto buscou tornar os personagens menores ou usaram de roteirismo para torna-los grandes demais.

Aquaman – As Profundezas é curto perto dos outros encadernados que vêm sendo lançados, mas é muito bom como início de algo que eu torço tenha continuidade.