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sábado, 4 de dezembro de 2021

Gerações: Um legado contínuo


O Universo DC é um dos mais antigos dos quadrinhos. Desde o surgimento do Superman em Action Comics #1, por vezes, houveram renovações e histórias recontada, mas o que John Byne faz em Superman & Batman: Gerações e não pensar nessas mudanças, mas seguir com o legado.

Foram três séries com passagens de tempo diferenciadas, contando a evolução de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça, O Quarto Mundo, entre tantos outros personagens. Assistam o vídeo e conheçam um pouco dessa fantástica saga criada por John Byrne. Se quiserem, podem adquirir Superman & Batman: Gerações na Coleção DC Comics de Graphic Novels: https://amzn.to/3rAmg4Z

sexta-feira, 23 de julho de 2021

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

As várias origens da Mulher-Maravilha

 Com 80 anos desde seu surgimento nos quadrinhos, a Mulher-Maravilha, um membro da Trindade DC, com Batman e Superman, não poderia passar com sua origem sem maculas. Desde All-Star Comics #8 até a atualidade, Diana de Themyscira, teve sua origem contada e recontada. A mais recente mudança ocorreu em Os Novos 52.

Conheçam essas origens nesse vídeos de comemoração dos 80 anos da Mulher-Maravilha. Caso desejem conhecer mais a fundo as origens da Mulher-Maravilha, adquiram: DC Comics Coleção de Graphic Novels: - Volume 17 - Mulher-Maravilha: O Círculo (contém Wonder Woman #98 e #105, que mostra a origem da Mulher-Maravilha na Era de Prata) = https://amzn.to/3pLgITO - Volume 38 - Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais (além da história de Greg Potter, Len Wein e Goerge Pérez, tem a origem publicada em Wonder Woman #1, por William Moulton Marston (Charles Moulton) e H.G. Peter) = https://amzn.to/3utFScX Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha por George Pérez: - Volume 1 = https://amzn.to/3pLhjow - Volume 2 = https://amzn.to/37JvX9E - Volume 3 = https://amzn.to/2NrGLlU - Volume 4 = https://amzn.to/3srQlUJ Mulher-Maravilha: Sangue (Os Novos 52) = https://amzn.to/3dH4mK2

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Os universos da Marvel e DC têm exatamente o mesmo problema | Screen Rant


Spider-Man: Marvels Snapshots #1 é a última história em quadrinhos a desconstruir o que muitos críticos consideram um problema tanto da Marvel quanto dos super-heróis da DC.

Desde o advento dos super-heróis de quadrinhos , uma das críticas mais comuns do gênero tem sido a visão simplista que eles tendem a oferecer. Por exemplo, heróis de rua como Homem-Aranha e Batman são normalmente vistos como justificados para espancar pessoas que se voltaram para uma vida de crime. Da mesma forma, superequipes como os Vingadores e a Liga da Justiça consistem em indivíduos poderosos e autonomeados que ditam sua autoridade indiscutível onde e quando julgam necessário. É essa simplificação da realidade que muitas vezes incentiva os pessimistas a rotular o gênero do super-herói como regressivo. No entanto, para cada história publicada pela Marvel e DC que dá peso a esse tipo de avaliação, há muitas outras que reconhecem e desafiam os leitores a considerar as implicações complexas de "super-heróis".
Spider-Man: Marvels Snapshot
 # 1 de Howard Chaykin é o exemplo mais recente da Marvel que fornece uma perspectiva alternativa sobre super-heróis causando caos. A história segue um pequeno criminoso chamado Dutch enquanto ele e seu parceiro, Ronnie, navegavam pelas ruas violentas da cidade de Nova York. Em vez de retratar Dutch como o mais recente idiota para o Homem-Aranha atacar , o leitor é convidado a simpatizar com ele e ver o mundo através de seus olhos. Como resultado, a história questiona se os super-heróis realmente provocam alguma mudança substancial junto com sua destruição devastadora.
Embora Dutch esteja longe de ser uma pessoa direta, ele é um ser humano com múltiplas dimensões. Ele tem uma saída criativa no kitbashing e, depois de se apaixonar por uma nova mulher, um sonho de ir para o oeste com ela e deixar sua vida criminosa para trás. O único problema: ele não tem os fundos de que precisa para tornar o sonho deles realidade. Assim, com a ajuda de seu parceiro Ronnie, Dutch deve navegar na perigosa subcultura de supervilões para sua grande pontuação final.
Aqui, os supervilões são retratados como a evolução natural do criminoso comum - uma expansão necessária para corresponder à presença todo-poderosa de super-heróis. Não demora muito para que Dutch e Ronnie questionem se devem ou não se atualizar para supervilões por uma chance de uma retirada mais considerável. E a partir dessa perspectiva no nível da rua, os nova-iorquinos veem os super-heróis e vilões como as duas faces da mesma moeda - malucos vestidos com cores variadas que fornecem entretenimento ou inconveniência para os residentes. Não há menção de qualquer necessidade ou bem sendo fornecido pelos heróis.
Tanto a Marvel quanto a DC exploraram a ideia de que os super-heróis não fornecem, na verdade, nenhuma mudança significativa e que suas presenças podem, na verdade, causar mais caos do que prevenir. A DC explorou esse conceito de maneira mais notável com livros como Watchmen e uma série de histórias proeminentes do BatmanA ideia de que Gotham não seria consistentemente aterrorizado por maníacos excêntricos como o Coringa se não fosse pela presença do Cavaleiro das Trevas torna-se uma posição convincente . E do lado da Marvel, a Guerra Civil confrontou os leitores com as implicações contundentes do vigilantismo. A mais recente edição da Marvels Snapshot é a última de uma longa série de histórias das duas grandes editoras que não têm medo de desconstruir o lado menos glamoroso de seus populares super-heróis.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

RESENHA HQ: LJA/SJA: Vícios e Virtudes (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 64)


LJA/SJA: VÍCIOS E VIRTUDES (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 64)

Roteiro: David S. Goyer, Geoff Johns
Desenhos: Carlos Pacheco
Arte-final: Jesús Meriño
Título original: JLA/JSA: Virtue and Vice

Dia de Ação de Graças. A Liga da Justiça e a Sociedade da Justiça decidem fazer seu primeiro grande encontro, desde que a SJA se reestruturou e voltou a atuar como um grupo de super-heróis. Inspiradores para a criação da LJA, a Sociedade é um grupo formado por antigos super-heróis que tiveram seus legados seguidos por outros grandes heróis.
Admirando à Terra, Lanterna Verde/Alan Scott se junta ao Superman quando um chamado de emergência surge, referente a um ataque a uma conferência na África onde se encontra o presidente dos Estados Unidos, Lex Luthor.
Após um conflito curto contra o novo deus Bedlam, os dois grupos de super-heróis se reúnem na Mansão da SJA, onde acontecimentos estranhos se iniciam e Batman, Sr. Incrível, Shazam, Poderosa, Lanterna Verde/Kyle Rayner, Senhor Destino e Homem-Borracha se voltam contra os membros da Liga da Justiça e da Sociedade da Justiça, levando alguns a Torre do Destino e outros ao Limbo. J’onn J’onzz, antes de entrar em colapso, informa que tudo tem a ver com Lex Luthor, então os membros restantes, se unindo aos membros reservas da LJA, decidem resolver esse caso, que vai além da compreensão – até mesmo – de Zatanna. Quem está por trás desses ataques? Luthor? Os problemas se agravarão antes mesmo de ser descoberto.
“LJA/SJA: Vícios e Virtudes” é o primeiro encontro dos grupos de super-heróis desde Crise nas Infinitas Terras, como ocorria antigamente.
Os encontros se tornaram algo corriqueiro entre a Liga e a Sociedade, trazendo sempre aventuras que eles terminavam enfrentando os vilões de ambas as Terras – a LJA era da Terra-1 e a SJA era da Terra-2 – ou de outras Terras do Multiverso DC. Quando a Crise transformou o Multiverso em um único universo, a Sociedade ficou desativada até Zero Hora, quando ela ressurge em uma explicação muito simples: Eles estavam no Limbo enfrentando o Ragnarok, o Crepúsculo dos deuses, até serem trazidos de volta, onde alguns terminaram envelhecendo de forma gradativa ou morrendo.
A história trabalha bem o lado místico do Universo DC. Escrita por David S. Goyer – co-roteirista da trilogia “Cavaleiro das Trevas” – e Geoff Johns – na época, era o roteirista da revista da Sociedade da Justiça –, a história embarca em um enfrentamento onde os dois grupos encaram vilões de ambos, como no passado, mas levando em conta o lado do sobrenatural. Então vemos problemas sérios, principalmente, para o Superman. Um dos pontos legais é ver como os mais jovens que embarcaram na SJA como membros efetivos aprendem mais sobre a ação. Outro ponto maravilhoso é ver a intercalação dos grupos através da Canário Negro, pois Dinah é membro reserva de ambos – fundadora da LJA pós-Crise nas Infinitas Terras – e, dessa forma, assume a liderança.
Em minha humilde opinião, uma das melhores histórias escritas na época em que foi lançada no Brasil, pela Panini em 2003. A parceria de Goyer e Johns funciona de forma exímia usando com precisão os personagens da LJA e da SJA.
Uma das coisas que sempre gosto de ressaltar é que, nessa história, eles usam os coadjuvantes de forma primaz, tornando-os, por vezes, centrais mais importantes do que a clássica Trindade DC ou qualquer outro personagem principal.
“LJA/SJA: Vícios e Virtudes” é memorável e estabelece o recomeço desses encontros memoráveis dos maiores grupos de super-heróis da DC Comics.
Na edição 66, a Eaglemoss lança “Batman: A Luva Negra”, história escrita por Grant Morrison para a publicação regular de Batman, onde o Homem-Morcego reencontra os membros do Clube dos Heróis e descobre que uma organização poderosa está por trás de acontecimentos que ocorrem com o grupo. Nessa história, Morrison iniciou a série “Batman: Descanse em Paz”.
A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.



segunda-feira, 10 de junho de 2019

RESENHA HQ: LJA: Desígnios Divinos (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 62 da Eaglemoss)


LJA: DESÍGNIOS DIVINOS (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 62 da Eaglemoss)

Roteiro: Doug Moench
Desenhos: Dave Ross
Arte-Final: George Freeman
Título original: JLA: Act of God
Ano: 2001 (BR: 2017)
Pág.: 244

A Liga da Justiça, em missões pessoais – Superman salvava uma população do desabamento de uma represa, Lanterna Verde “Rayner” enfrentava o Sonar, Flash estava impedindo um assalto, Aço respondia a um chamado da Polícia da cidade de Jersey, Metamorfo explorava um território inexplorado, Capitão Marvel/Shazam salvava uma população de um prédio condenado e Estelar e os Supermen da América encaravam super vilões – quando uma energia de luz negra toma conta da Terra, retirando os superpoderes de todos os poderosos e desativando, temporariamente, apetrechos tecnológicos. Com isso, os desastres ocorrem e nenhum super-herói pode fazer alguma coisa. Quando alguns vilões, destituídos de meta-gene, descobrem isso decidem tomar conta de tudo, usando sua tecnologia a seu favor. Alguns creem que isso foi um desígnio divino e desistem da carreira de herói, enquanto outros buscam se reinventar.
“Desígnios Divinos” mostra um outro aspecto dos super-heróis do Universo DC. Pensando em algo tipo “como seria o Universo DC caso os super-heróis perdessem os poderes” – indo na contra-mão de “Invasão”, que faz parte do cânone pré-Novos 52, e nos mostra os super-heróis sendo sobrecarregados por uma bomba metagene, criando novos super-poderes e matando outros –, Doug Moench mostra como cada um reagiria, desde Superman até o vilões tecnológicos e super-gênios. Como eles ficariam abalados, como reagem. Continuariam lutando ou se entregariam a sarjeta? É um trabalho com o psicológico e o aspecto de cada personagem.
A história em si se centraliza em determinados personagens, mas você consegue compreender bem a reação de cada um. Vale destaque, em especial, para Superman, Mulher-Maravilha e Kyle Rayner, onde percebe-se a decepção, a desesperança e a ira sendo aspectos mais do que perceptíveis na história.
Nesse mesmo volume, vemos o primeiro encontro da Liga da Justiça contra o androide Amazo, criado pelo Professor Ivo, na The Brave and the Bold 30, de junho de 1960. A história é escrita por Gardner Fox e desenhada por Mike Sekowsky.
Na edição 65, a Eaglemoss lança “O Que Aconteceu ao Homem de Aço”, minissérie escrita por Alan Moore e desenhada por Curt Swan e George Pérez, onde nos é mostrado os momentos finais do Homem de Aço da Era de Bronze, para sua renovação nas mãos de John Byrne.
A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

RESENHA ANIMAÇÃO: O Reino dos Supermen (Reign of the Supermen, 2019)


O REINO DOS SUPERMEN (Reign of the Supermen, 2019)

Direção: Sam Liu
Roteiro: James Krieg, Tim Sheridan
Elenco: Jerry O’Connell, Rebecca Romjin, Rainn Wilson, Patrick Fabian, Charles Halford, Cameron Monaghan, Cress Williams, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Groham, Shemar Moore, Nyambi Nyambi, Jason O’Mara

Superman está morto. Mas as esperanças surgem quando quatro novos super-heróis aparecem usando o emblema do kryptoniano: o Superboy, o Homem de Aço, o Último Filho de Krypton e o Homem do Amanhã.
Cada um deles lembra o Superman em determinado momento e isso deixa as pessoas confusas, pensando em quem eles acreditam ser o grande super-herói. A Liga da Justiça está para lançar seu satélite em órbita da Terra, mas termina sendo capturada e desaparecendo, deixando a Terra na mão desses quatro super-seres, mas será que eles são confiáveis? Quais são suas intenções? Algum deles é verdadeiramente o Superman ou não?
Foi lançado, nos Estados Unidos, a tão esperada conclusão da animação “A Morte do Superman”, mas, para mim, é uma tremenda decepção.
Bem, teci grandes elogios para a primeira parte dessa minissérie lançada direta para DVD/Blu-ray, pois ela trazia da forma mais fiel possível a adaptação do clássico que fora responsável pela morte do Superman, lançado entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993 (no Brasil foi lançada em uma edição especial de novembro de 1993, pela Editora Abril). Mas, nesse momento, a sequência é decepcionante, pois não segue em nada o original, com mudanças radicais.
A história até começa bem, mas você nota certas estranhezas no desenrolar da história. Eu, sinceramente, gostaria de entender o que James Krieg e Tim Sheridan quiseram fazer com isso, pois para mim, foi um desastre.
Como conhecedor do enredo original, eu esperava mais da história. Tá, o traidor é o mesmo, mas a pessoa com quem ele trabalha, não. Isso foi extremamente desnecessário.
Eu não gosto de fazer resenhas das coisas que me decepcionam, seja no cinema, séries, quadrinhos ou animações, mas tinha que falar o quão triste fiquei com “O Reino dos Supermen”.
Um conhecido meu que também assistiu a animação disse que aquele final é necessário para continuidade do universo criado para as animações. Tá, e por que o final original também não seria algo para dar continuação? Diria até que seriam mais adaptações de histórias interessantes que ainda não foram exploradas.
Eu acredito que fiquei muito esperançoso com essa adaptação, por causa da primeira parte. Mas foi... broxante! Me fez lembrar o quão decepcionado fiquei com outras adaptações, como “O Contrato de Judas”, um dos grandes clássicos de Marv Wolfman e George Pérez com os Novos Titãs que ficou a desejar, pois incluíram elementos que não fazem parte do contexto da história. Eu não entendo o motivo disso. Para fazer parte da continuidade das Animações da DC? Pra quê? São quadrinhos clássico, com roteiros fantásticos. Não precisam ser integrados a uma continuidade DC nas animações. Por que “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”, “Mulher-Maravilha”, “Lanterna Verde: Primeiro Voo”, “Superman/Batman: Inimigos Públicos”, Liga da Justiça: Crise em Duas Terras”, “Batman Contra o Capuz Vermelho”, “Superman/Batman: Apocalipse”, “Grandes Astros Superman”, “Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda”, “Batman: Ano Um”, “Liga da Justiça: Legião do Mal”, “Superman contra a Elite”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II” e “Superman: Sem Limites” são boas adaptações? Pois se preocupam com a história de onde vêm. Mesmo “Liga da Justiça: Legião do Mal” que adapta a minissérie Torre de Babel, mudando os vilões principais, consegue ser bem feito.
Desde que ocorreu “Liga da Justiça: Ponto de Ignição”, eu tenho tentado aturar as animações da DC, mas tem sido difícil. Talvez porque não aceitei bem Os Novos 52 e as animações seguiram por esse conceito, mas mesmo “Batman: Piada Mortal” e “Batman: 1889” foram totalmente uma decepção. Tá, nem tudo é de se jogar fora, pois temos “Batman: Ataque ao Arkham”, “Liga da Justiça: Deuses e Monstros”, “Batman: Sangue Ruim”, “Batman e Arlequina”, “Esquadrão Suicida: Acerto de Contas” e “A Morte do Superman”, mas em sua maioria, se não existisse não faria falta. E, infelizmente, “O Reino dos Supermen” entra para essa lista daqueles que não deveriam ter acontecido.
“Ah, mas é muita história para contar”... Sim, e por que resumir tudo em somente dois episódios? Poderiam ter apresentado melhor os personagens, a história do Superboy, os problemas do Aco, quem era o Erradicador e tornar mais válida a aceitação do Super-ciborgue, mas empurraram tudo em 87 minutos. Seria até uma forma de ganhar mais dinheiro.
Sinceramente, não quero e nem tentarei entender o que ocorreu, mas “O Reino dos Supermen” é extremamente decepcionante e frustrante. Antes não tivessem lançado.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...


Errar é humano, Warner, mas persistir no erro...

Recentemente tivemos uma foto do diretor Zack Snyder (Batman vs. Superman: O Despertar da Justiça) publicando uma imagem sua em uma rede social bem próximo de onde ocorre a Comic Con International (antes conhecida como San Diego Comic Con), que acontece em San Diego, na Califórnia. Daí então, um site de entretenimento especulou que seria anunciado a versão do diretor do filme Liga da Justiça, de onde Snyder fora demitido – antes ele dissera que sairia devido a problemas pessoais – dando lugar ao diretor Joss Whedon (Os Vingadores: Era de Ultron), que mudou significativamente a direção do filme e não agradou muito.
Desde antes do lançamento do DVD/Blu-ray de Liga da Justiça, a empresa Warner Bros. Pictures já havia revelado que não lançaria uma versão do diretor Zack Snyder, pois não faria diferença do filme que fora lançado nos cinemas, mas na rede social que Snyder participa, ele lançou imagens de cenas que ele filmara e que não entraram no filme, bem como os trailers do filme, divulgados para promover o filme, continham cenas que, posteriormente, foram retiradas do filme. E não foram coisas pequenas, foram modificações gritantes.
Os atores foram chamados para refazer várias cenas do filme e, como Henry Cavill (O Homem de Aço) estava envolvido nas filmagens de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e não poderia remover o bigode que era a composição do personagem no filme, foi necessário fazer uma remoção digital que não ficou tão boa. Além do que o ator Ciarán Hinds (The Terror) veio a público dizendo que a concepção de Snyder para o personagem Lobo da Estepe, antagonista do filme, não era da forma como terminou sendo feita no filme.
Esses fatores, mais os atores que ainda estão ligados ao Universo Estendido DC (agora chamado pela própria Warner como “Mundos da DC”) dizerem que não faria diferença o corte de Snyder, gera um pontada de curiosidade do que seria o filme “Liga da Justiça” de Zack Snyder.
Agora fica a questão, o por que do título? Bem, não é a primeira vez que a Warner faz algo assim, desconsiderar o filme de um diretor, substituindo-o por outro e ignorando totalmente a versão do diretor anterior.
Em 1978 estreava nos cinemas o filme “Superman”, do diretor Richard Donner. Na época, os produtores do filme, Alexander e Ilya Salkind haviam se aborrecido com o diretor, devido a demora das filmagens de Donner, que estava preparando, praticamente, dois filmes sequenciais. Com os atrasos, o cartaz do filme não vinha com imagens dos personagens caracterizados, somente o símbolo do Superman em cristal e a frase “You’ll believe a man can fly” e o trailers eram montagens de cenas filmadas e finalizadas, gerando uma perspectiva enigmática para o primeiro filme dedicado a um personagem de quadrinhos e que não tinha ligação com as séries televisivas – em 1951, George Reeves (o Superman da série televisiva de 1952 a 1958) protagonizou o filme “Superman and the Mole-Men” e em 1966, os atores Adam West e Burt Ward (que estrelavam a série “Batman” de 1966 a 1968) atuaram no filme “Batman – The Movie”.
“Superman” teve uma bilheteria gratificante, ótimas críticas, daí os Salkind e a Warner perceberam que um novo filme era possível. Tendo mais de 80% do filme pronto, com outras cenas ainda não finalizadas, ao invés de chamarem Donner para dar continuidade, em 1980, preferiram chamar o diretor Richard Lester (Os Três Mosqueteiros).
Não que Lester não tivesse uma boa direção, pelo contrário, “Superman II” teve uma boa bilheteria, também, e ótimas críticas, possibilitando o terceiro filme, em 1983, “Superman III”. Mas aí percebesse a diferença.
“Superman III” tem um clima um pouco mais cômico do que seus anteriores, isso por conta do roteiro que agora pertencia somente David e Leslie Newman – que haviam escrito os roteiros de “Superman” e “Superman II” com Mario Puzzo. Sem contar que muito do filme “Superman II” já havia sido dirigido por Richard Donner, com somente algumas mudanças, principalmente no final do filme.
Foram anos com todos achando que o filme “Superman II” era somente dirigido por Richard Lester, até que entre 2004 e 2005, foi revelado que existia uma versão de “Superman II” toda filmada por Richard Donner. Isso surgiu quando o diretor Bryan Singer (X-Men: Apocalipse) estava a frente do filme “Superman Returns”. Então em 2006, no mesmo ano do lançamento do filme de Singer, foi lançado “Superman II: The Richard Donner Cut”, onde mostravam a versão de Richard Donner do filme lançado em 1980. E as diferenças eram mesmo grandes, pois haviam cenas com o ator Marlon Brando – substituído pela atriz Susannah York, devido aos valores exorbitantes que o ator exigiu pelo direito de imagem no filme, hoje repassados à sua família – e um final totalmente diferente do filme de Lester (não vou contar, para não dar spoilers e incentivar o interesse da busca pelo filme). Dessa forma, a Warner Bros. Pictures demonstrou que existitam mesmo dois filmes bem diferentes apresentando essa versão.
E parece que o mesmo erro está ocorrendo novamente, só que, a diferença é a facilidade que todos têm de informações nos dias de hoje. Hoje em dia existem as redes sociais, onde atores e diretores podem se expressar, principalmente quando existe uma difamação de seus trabalhos.
Sim, difamação, pois todos creditam “Liga da Justiça” e todo seu insucesso nas bilheterias e críticas ao diretor Zack Snyder, que vem mostrando que não é bem assim. Sem contar que, um ator que não tem mais ligações com os “Mundos da DC”, explanou que seu personagem não era bem aquilo que aparecera no filme. Então, por mais que Cavill, Gadot, Momoa, ou qualquer outro ator ainda com contrato com os “Mundos da DC”, que venha a dizer o contrário, podemos crer que existe uma versão do Snyder escondida nos arquivos da Warner Bros. Pictures e ela não pretende admitir isso.
Sei que existe uma petição para que essa versão seja disponibilizada, mas tenho certeza que serão anos de insucessos, como ocorreu com “Superman II” – pois, com certeza, pessoas tinham conhecimento dessa versão e devem ter pedido por ela –, que levou mais de duas décadas para termos a versão do diretor original do filme. Então podemos acreditar que a Warner Bros. Pictures vem persistindo em um erro que cometera no passado, por teimosia e por “não querer dar o braço a torcer” (vulgarmente conhecido como burrice). A empresa continuará reticente e pedindo aos atores que insistam em falar que não existem diferenças entre o que vimos e o que é, pois eles sabem que, para ter a versão de Snyder, teriam que recontratar o diretor e deixá-lo seguir em frente com o projeto e, talvez, admitir que erraram muito feio ao não acreditar na sua ideia.
Um amigo meu pediu para eu realizar um vídeo a respeito do assunto, mas preferi escrevê-la. Apesar de poder realizar o vídeo, eu não expressaria o que sinto, tão bem, quanto escrevendo. Então, agradecendo a dica do meu amigo Robson, continuo preferindo escrever e, quem sabe, um dia fazer um vídeo sobre o assunto, também.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

RESENHA CINEMA: Liga da Justiça (Justice League, 2017).

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, 2017).

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Zack Snnyder, Joss Whedon
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Henry Cavill, Ciarán Hinds, Jeremy Irons, Amy Adams, Diane Lane, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Amber Heard, Joe Morton.

Superman (Henry Cavill) está morto, mas os perigos que surgem com isso, fazem Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) selecionarem outros que podem ajuda-los a combater a ameaça do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), um novo deus que deseja tomar as Caixas Maternas para ele e, com isso, transformar a Terra, como desejara fazer no passado, mas fora detido por um grupo de heróis.
Liga da Justiça é o quarto filme do Universo Expandido DC nos cinemas e une Batman e Mulher- Maravilha a Aquaman (Jason Momoa) – um híbrido de homem com atlante que herdou o trono da cidade aquática –, Flash (Ezra Miller) – um rapaz que, após um acidente, tornou-se o homem mais rápido do mundo – e Ciborgue (Ray Fisher) – um jovem atleta que teve o corpo deformado após um acidente e terminou tornando-se metade homem, metade máquina. A ameaça que eles enfrentam se equipara a ameaça de Ares em “Mulher-Maravilha”, mas tem uma superação, pois o novo deus Lobo da Estepe está na busca das maiores armas dos novos deuses, as Caixas Maternas. Passar disso seria entregar spoilers desnecessários.
Liga da Justiça tem uma história bem interessante que nos leva ao patamar máximo dos filmes do UEDC, mas tem suas falhas no desenrolar da história. Não sei se é a busca pelo humor em momentos bem pontuados – e que nem sempre cabem na história –, mas tem momentos de perda de ritmo e de vazios.
Mesmo que busquem amarrar bem o enredo, o filme tem quebras que atrapalham a história. Sem contar que teve mudanças que ocorreram depois da divulgação do trailer final, o que nos deixa com uma sensação de enganação. Talvez isso tenha ocorrido por causa das mudanças de diretor, pois cada um tem sua visão do enredo, ainda mais quando esse também é modificado, em partes, pelo novo diretor.
Não temos desenvolvimento dos personagens, pois Aquaman, Ciborgue, Flash e Batman, terão seus filmes individuais. Já Mulher-Maravilha e Superman – não chega a ser spoiler, pois sabíamos que ele retornaria – já tiveram suas histórias contadas em filmes anteriores do UEDC. Não creio que veremos uma nova história de criação do Batman – sério, é desnecessário, pois vemos em Batman Begins (2005) e, em parte, em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) –, mas eu espero um filme muito interessante, pois teremos o Exterminador (Joe Manganiello). As mudanças de clima no filme são perceptíveis no decorrer dele. Há uma tensão reconhecível no começo do filme e vai mudando isso no decorrer da história, principalmente após o retorno do Superman. O vilão Lobo da Estepe é uma introdução interessante. Li muitas críticas de que acharam o uso do CGI para a criação do personagem desnecessária, mas se pensarmos que ele é um novo deus, um ser divino e assecla de Darkseid, ele é inumano – sem referências – e, dessa forma, sua criação não poderia ser somente maquiagem e efeito de câmera. Mas vale lembrar que tem um ator por trás desse novo deus e Ciáran Hinds se sai muito bem.

Liga da Justiça é um filme de integração do maior grupo de super-heróis da DC Comics, que faz seu fanservice muito bem, com bastante ação, enredo bem desenvolvido, diversão moderada e nos dá mais um novo degrau ao Universo Expandido DC. Agora é só esperarmos pelo que vem pela frente, pois em 2018 teremos Aquaman e, em 2019 – possivelmente –, um novo filme da Liga da Justiça. Ficamos na expectativa.

domingo, 26 de junho de 2016

RESENHA HQ: LJA: O Prego (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

LJA: O PREGO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

Roteiro: Alan Davis, Jerry Siegel
Desenhos: Alan Davis, Joe Shuster
Arte-final: Mark Farmer, Leo Nowak
Título Original: JLA: The Nail

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro. Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi perdido. Tudo por falta de um prego.” _George Herbert (variação)
Jonathan e Martha Kent estavam para sair de casa, quando um prego furou o pneu de sua caminhonete, forçando-os a ficar em casa, com isso eles não testemunharam a chegada de uma nave espacial que modificaria suas vidas e de todos na Terra.
Vinte e quatro anos depois, Lex Luthor é novamente eleito prefeito de Metrópolis, onde adotou uma política anti-meta-humanos, não permitindo que pessoas com superpoderes atuem na cidade. Ele tem como principal assessor político e especialista em assuntos meta-humanos, o jovem Jimmy Olsen, ex-foca do Planeta Diário e atual vice-prefeito de Metrópolis. Ele responde às perguntas do âncora do WGBS News, Perry White, ex-editor-chefe do Planeta Diário, onde foi chefe de Jimmy e da repórter Lois Lane.
Na mesma entrevista, Perry White conversa com o tetraplégico Oliver Queen, que atuara como o Arqueiro Verde e perdeu todos os movimentos enquanto enfrentava, com a Liga da Justiça, o vilão mimético Amazo. Ele insiste que todos os meta-humanos têm origens alienígenas e devem ser caçados. Em Detroit, em uma caverna secreta, a LJA assiste ao depoimento de Oliver, perplexos e frustrados. Eles discutem sobre suas ações e sobre a permanência do grupo, quando o Lanterna Verde traz Lois Lane para se tornar a assessora de imprensa do grupo, pois como tem renome, pode trazer uma imagem mais positiva da equipe para a imprensa. Nesse interim, Batman precisa sair da reunião e partir para Gotham, onde Coringa tomou o Arkham.

Na Mansão do Dr. Niles Caulder, também conhecido como Chefe, a Patrulha do Destino também assiste perplexa o depoimento de Queen, quando são atacados por uma tropa de homens com trajes especiais.
Em Gotham, Batman chega e adentra em um campo de força que somente permite ele, Batgirl e Robin passarem. Dentro do Arkham, Mulher-Gato encara outros vilões lunáticos e quando decide encarar o Coringa, quase é morta, mas o Batman chega, só que é imobilizado e testemunha uma tragédia.

No mesmo momento, Lanterna Verde descobre que um campo de força está em volta da Terra e que este está drenando a energia do seu anel e de sua lanterna. Então busca descobrir a fonte do campo. Então convoca o Caçador de Marte para ajudá-lo.
Flash, fazendo uma patrulha para descobrir o responsável pelos ataques à LJA, descobre que todos os seus vilões ou estão desaparecidos ou mortos e, ao chegar ao esconderijo de Ra’s Al Ghul e sua Liga das Sombras, encontra Amazo lutando contra o eco-terrorista. Átomo invade a base do Pensador e descobre que ele anda investigando algumas anomalias na Terra.
As coisas pioram quando Metamorfo é encontrado atacando Lex Luthor e Perry White, que termina morto, e Lanterna Verde, ao encarar Conde Vertigo e Major Desastre, é acusado de atacar, sem motivo um prédio que ele acreditava ser a fonte do campo de força.
Nada parece melhorar, a Mulher-Maravilha é acusada de atacar a Casa Branca, explodindo-a, Aquaman é sequestrado por uma draga que vem matando a vida marinha, Mulher-Gavião decide retornar a Tanaghar, e novos seres surgem para deter todos os super-heróis. Quem seria o responsável por esse ataque? Qual seu objetivo? Ele terminará vencedor?

Sinceramente, “LJA: O Prego” é, para mim, a melhor minissérie da realidade Elseworlds, da DC Comics.
Elseworlds são histórias de realidades paralelas, contando histórias que poderiam ou não ter acontecido no Universo DC. Essas histórias começaram em 1989, com “Batman: Gotham City 1889”, onde o homem-morcego vive na Era Vitoriana e precisa encarar o assassino em série Jack, o Estripador. Depois dessa história, os contos da realidade Elseworlds se tornaram constantes e a LJA protagonizou algumas das melhores. Fosse no Velho Oeste ou construindo Sociedades Secretas, a LJA teve histórias muito boas, mas nenhuma supera “O Prego”.
A história, escrita e desenhada pelo fantástico Alan Davis, tem uma construção muito interessante, pois ela não viaja no tempo, mas trabalha com algo do tipo “O que Aconteceria Se...” da Marvel Comics.
 Talvez tenha alguma influência, já que Davis já havia trabalhado durante anos com a Marvel, desenhando histórias do Capitão Britânia, do grupo Excalibur, Novos Mutantes. Até vemos uma certa influência quanto aos mutantes, na ideia de perseguição e opressão aos meta-humanos, algo muito constante nas histórias do X-Men, que são execrados por serem mutantes. Mas o que diferencia a história é que Davis pega uma simples interferência que pode mudar tudo.
A variação do poema de George Herbert (1593-1633) usada no começo do “O Prego” mostra bem a direção da história. O que um simples prego poderia causar ao Universo DC? Quais as modificações? Canário Negro formando os Renegados? A LJA desestabilizada? Lex Luthor prefeito de Metrópolis? Que outras consequências acarretariam por causa de um prego? Alan Davis foi tão bem com a história que ela ganhou uma continuação, intitulada “LJA: Um Outro Prego” que dá sequências aos acontecimentos finalizados nessa minissérie.
Se curte histórias com um desenrolar grandioso, então “LJA: O Prego” é o que procura, pois é cheio de surpresas do começo ao fim.
Na sequência temos a primeira vez que o “pau pra toda obra” Jimmy Olsen foi chamado pelo seu nome nos quadrinhos. Sua primeira aparição ocorreu em Action Comics #6 (novembro de 1938), sendo criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas seu nome somente surgiu no programa radialístico “The Adventures of Superman” (1940—1951). Sua segunda aparição nos quadrinhos ocorreria três anos depois, em Superman #13 (novembro de 1941). Na história, um vilão chamado Arqueiro começa a ameaçar magnatas de Metrópolis, levando Clark e Lois a investigar o caso, o que coloca os repórteres na mira do vilão, então o Superman terá de detê-lo a qualquer custo.
O que é interessante na história escrita por Siegel e desenhada por Shuster, é o Superman sendo perseguido pela polícia. Quem conhece a origem do personagem, sabe que ele agia de forma imprudente para mostrar sua força de persuasão. Ele invadiu a casa de um governador para conseguir a inocência de uma mulher acusada injustamente. Ou seja, o Superman não era bem-quisto pelas autoridades.
A história não é direcionada a Jimmy Olsen – que era loiro na sua interpretação de Shuster –, mas marca um momento único quando ele começa a participar mais ativamente dos quadrinhos.
Na próxima edição da coleção teremos um marco nas histórias dos Novos Titãs. “Novos Titãs: Contrato de Judas”, escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, se tornou um dos momentos mais absolutos na história dos Novos Titãs, pois na pequena saga eles são traídos por um deles, Terra, apoiada pelo Exterminador, que se tornou um dos grandes inimigos dos Novos Titãs.

A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.

domingo, 3 de abril de 2016

RESENHA HQ: LJA: Terra 2 (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 13 da Eaglemoss).

LJA: TERRA 2 (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 13 da Eaglemoss).

Roteiros: Grant Morrison, Gardner Fox
Desenhos: Frank Quitely, Carmine Infantino
Arte-final: Joe Giella
Título original: JLA: Earth 2

Em meio a uma região de plantações, um casal se depara com uma nave caindo do céu e dentro dela sai um homem que se intitula sendo Lex Luthor.
Depois um avião, que sofre um problema em um de seus motores, é socorrido pela Liga da Justiça. Quando eles pousam o avião, descobrem que as pessoas dentro dele estão mortas e, mais estranho ainda, seus corações batem com mais força do lado direito.
Essa é, mais ou menos, a premissa de LJA: Terra 2, escrita por Grant Morrison e desenhada por Frank Quitely. Na história, o Luthor de uma Terra que existe no Universo de Anti-Matéria, vai à – assim ele intitula – Terra 2 para convocar a Liga da Justiça para ajudá-lo a enfrentar o Sindicato do Crime. O Sindicato é formado por semelhanças malignas da Liga, como Luthor era uma heroica do inimigo do Superman. Ultraman, Coruja, Superwoman, Relâmpago e Anel Energético tinham suas origens próprias, mas tinham poderes que se assemelhavam aos de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde, então os cinco viajam com Luthor para a Terra Anti-Matéria. Eles conseguem ajudar Luthor, mas um fator inesperado ocorre e o Sindicato vai para Terra 2, só que percebem que as coisas não serão tão fáceis como eles imaginam e que aquilo que os fazem diferentes na sua Terra pode não ser igual na Terra 2.
Essa história faz parte da fase de Morrison na Liga da Justiça, que havia iniciado em JLA #1 (janeiro de 1997). Ela, na minha humilde opinião, teve altos e baixos constantes. Morrison, desde que a iniciou, buscou criar inimigos que sempre fossem a altura da Liga da Justiça, mas nem sempre acertava. Hiperclan, “Esquadrão da Vingança” e Gangue da Injustiça, foram algumas dessas tentativas de dar-lhes inimigos que se aproximassem de seus poderes, mas as histórias eram com várias falhas de continuidade e com explicações espalhafatosas. LJA: Terra 2 não foi diferente.
Quando você inicia a leitura da história, parece bem interessante e as explicações parecem ser bem interessantes. A ação é bem desenvolvida, mas quando começa a parar para pensar nos acontecimentos que o enredo segue, raciocina sobre acontecimentos não explicados. Sem contar que a motivação final, o grande vilão da história chega ser estranho ser um grande vilão.
Eu sempre sofro preconceitos por não gostar de tudo que Morrison escreve, pois eu sempre encontro problemas na forma como ele narra as histórias, sempre vejo os pontos negativos de suas histórias. Preciso sempre me justificar, dizendo que gosto de “Asilo Arkham”, “Homem-Animal”, – comecei a gostar muito – “Patrulha do Destino” e “Grandes Astros Superman”, mas o cara é falho. Ele tem ideias conturbadas sobre certos aspectos do Universo Unificado DC que não funcionam ou que fogem muito daquilo que fora estabelecido. Sei que muitos adoram o que ele faz e que vende (sinceramente, não sei como) muito, e também sei que não somente ele falha, mas tentarem me convencer que o cara é um excelente roteirista, que escreve tão bem quanto outros, aí é querer demais de mim.
As falhas das histórias se unem com a “arte gordinha” do Frank Quitely. Sério, achei legal vê-la em “Grandes Astros Superman”, mas ela não combina com a Liga da Justiça. As mulheres ficam com aparência masculinizada, os homens parecem estranhos e deformados, exagerados. Com certeza alguns devem ficar maravilhados com a arte de Quitely, mas eu acho muito descaracterizado para uma história da Liga da Justiça.
A história teve uma adaptação em vídeo intitulada “Liga da Justiça: Crise em Duas Terras” com roteiro de Dwayne McDuffie e direção de Sam Liu e Lauren Montgomery. A adaptação tem certas diferenças de roteiro e de enredo, mas eu considero melhor do que a graphic novel.

Na sequência das histórias, vemos a história “O Flash de Dois Mundos”, escrita por Gardner Fox e desenhada por Carmine Infantino e Joe Giella. A história é o começo do Multiverso DC na década de 1960, pois unia o Flash (Jay Garrick) da Era de Ouro com o Flash (Barry Allen) da Era de Prata dos Quadrinhos. A forma simples de escrevê-la era típica da época da história. Nela, em uma apresentação para crianças, Flash vibra tanto que vai parar na Terra-2, onde encontra seu ídolo de infância, Jay Garrick, o Flash da Era de Ouro. Jay já está velho e aposentado da carreira de super-herói há algum tempo. Mas a chegada de Barry em sua Terra o faz retornar ao velho traje, e na hora certa, pois três dos seus vilões planejam grandes assaltos, depois de saírem da prisão.
É legal ver como o Multiverso DC surgiu, pois você sempre fica pensando de onde veio essa ideia de se criar vários universos e o motivo da necessidade disso. No decorrer de sua história, a DC Comics comprou várias editoras, bem como deixou de lado muitos personagens. Com isso os vários universos foram surgindo, Terra-2, Terra-3, Terra-S, Terra-X, e assim por diante.
Outro ponto interessante da história é uma coisa que já se via em outras histórias da DC, a necessidade de colocar a nossa Terra como uma Terra de super-heróis. Assim faziam uso da metalinguagem, ou seja, os roteiristas e desenhistas interagiam com os personagens nas histórias. Viu-se isso em histórias de Eléktron, do Batman, do Superman e do Flash. Em determinado momento os roteiristas e desenhistas adentravam nos quadrinhos para ajudar ou serem ajudados pelos super-heróis. Isso foi usado várias vezes depois, em vários momentos e em outras editoras.
A próxima edição trará a história “Superman/Batman: Supergirl”, onde o roteirista Jeph Loeb e o desenhista Michael Turner (1971-2008) trazem de volta Kara Zor-El, prima do Superman, em uma história que os leva a Apokolips a enfrentar Darkseid.
A coleção pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas, mas você também pode compra-la no site da Eaglemoss Brasil na internet ou fazer a assinatura, que poderá ganhar brindes exclusivos.