Surgiu uma discussão imbecil nas redes sociais, recentemente, quando foi comentada a possibilidade de o próximo Superman se interpretado por um ator preto, onde muitos falaram que seria muito diferente do Superman original, mas fica a pergunta, qual é o original?
Sim, seria totalmente diferente do Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas se pensarmos bem, nenhum dos atores que chegaram a vestir o do uniforme representou o dos quadrinhos, pois houveram interpretações de cada roteirista.
Aquilo eu falo sobre cada um desses atores, assistam e tirem suas próprias análises.
Ray Middleton no Superman Day da Feira Mundial de Nova York de 1939: https://youtu.be/dhYzI1J1fNI
Nunca fui muito fã dele, mas não posso negar a importância do Capitão América, principalmente por causa do seus criadores e as motivações.
Mesmo sendo um personagem da década de 1940, Capitão América ainda busca representar o povo estadunidense e não o Estado. Foram várias as versões do mesmo personagem, mas neste vídeo eu abordo um quinto de sua história. Espero que apreciem!
Apêndice é uma parte pertencente a outra maior e que a completa, e é desta forma que vejo esse vídeo sobre o Senhor dos Macacos, Tarzan.Surgindo em 1912 pelas mãos de Edgar Rice Burroughs, Tarzan dos Macacos iniciou nos pulps para ganhar o mundo. Cinema, Rádio, Animações, Quadrinhos, seriados, o sucesso do personagem na cultura pop é maravilhoso! Conheça um pouco deste sucesso neste vídeo.
Caso deseje conhecer mais sobre Tarzan, adquira:
- Tarzan: A origem do Homem-Macaco e outras histórias = https://amzn.to/3b32IRj
- Tarzan: O Homem-Leão e outras histórias = https://amzn.to/3dLdCga
- Tarzan: Edição Comentada e Ilustrada = https://amzn.to/2O9vV3F
- Tarzan = https://amzn.to/3qU5VrH
Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!
Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB
Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI
Elenco: Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beets, Frances
Conroy, Brett Cullen, Shea Whigham, Bill Camp, Glenn Fleshler, Leigh Gill, Sharon
Washington, Douglas Hodge, Dante Pereira-Olson, Carrie Louise Putrello
Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço
contratado nas ruas e hospitais de Gotham City, mora com sua mãe, Penny Fleck
(Frances Conroy), em um prédio no bairro pobre de Gotham, tendo como vizinha a
bela Sophie Dumont (Zazie Beets) – por quem Arthur e tenta uma afinidade – e tenta
ser um comediante de stand by... ah, além de tem vários problemas
psicológicos que ele busca resolver indo a uma assistente social (Sharon
Washington). Ele e sua mãe são fãs do apresentador Murray Franklin (Robert De
Niro), que um dia Arthur sonha em conhecer, mas sua vida tem uma reviravolta
que o leva a assumir um lado de sua psicopatia através do rosto do Coringa.
Antes de continuar a escrever esse texto – coloquei após
esse resumo, pois sei que não conteria nada demais – preciso dizer que poderá
conter SPOILERS. Estava temeroso a escrever esse texto por causa desse
receio, então se desejar continuar, será por sua conta e risco.
“Coringa” é um filme incomum. Sinceramente, muitos o
comparam a “Taxi Driver” – filme onde De Niro protagoniza um motorista de táxi
desajustado –, “Um Dia de Cão” – citado pelo próprio Phoenix em uma entrevista à
revista People – ou “Um Dia de Fúria” – tenho pensado nesse desde que terminei
de assistir ao filme –, pois são retratos de como o ser humano, quando
perturbado, se torna uma ameaça para ele e toda a sociedade a sua volta.
Tá, você pode não ver assim “Coringa”, pois Fleck é uma
pessoa que possuía uma doença psicológica congênita, enquanto os personagens de
De Niro e Douglas – no caso de Pacino,
ele vê a necessidade de tomar uma ação desesperada, não tendo psicopatia envolvida
– são vítimas de uma psicopatia gerada por momentos de extremo stress que os levaram
a ações homicidas.
Travis Bickle – personagem de Robert De Niro em “Taxi Driver”
– se via como um herói. Veterano do Vietnã, que sofreu com stress da guerra, trabalha
em Nova York como taxista e busca salvar uma prostituta, além de fazer justiça
a sua amada – que nunca soube do amor dele por ela. Já William “D-Fens” Foster –
personagem de Michael Douglas em “Um Dia de Fúria” – é uma pessoa frustrada.
Divorciado, com uma ordem de restrição, desempregado, em um dia de total
stress, ele decide que a melhor forma de desestressar é extravasar, então ele
começa a desencadear um dia de caos a sua volta. No caso de Sonny Wortzik –
papel de Al Pacino em “Um Dia de Cão” – ele é um assaltante inexperiente que
termina não conseguindo realizar o que deseja, pois o assalto a banco que ele
se envolvera por amor, não termina bem e se torna um circo da mídia.
Três personagens que possivelmente não tem nada a ver com Arthur
Fleck de “Coringa”, mas cujos filmes tem uma ação crescente, como o filme em
cartaz.
Ok, eu estava falando de Arthur Fleck, personagem protagonizado
pelo ator Joaquin Phoenix. Bem, Fleck tem um problema sério de risos, que se
assemelha muito à Síndrome de Tourette[1],
mas ele também tem nuances da Síndrome de Clérambault[2],
doença que sua mãe tem. E isso nos faz duvidar do filme.
Ao conversar com um conhecido, percebi que ele teve uma
visão do filme bem diferente que a minha quanto ao final. Ele acredita que todo
o filme – ou a maior parte dele – tem ligação com a piada mencionada por Arthur
ao final do filme para a psicóloga do Arkham, quanto eu acredito que o delírio
de Arthur veio somente dele achar que tinha um romance com Sophie, personagem
da bela Zazie Beets, já que ele é um stalker[3],
também.
O caso de Fleck ser uma “vítima da sociedade” é uma outra
questão que muitos têm abordado. Ele é uma pessoa doente, que poucos
compreendem sua doença – as vezes, nem querem compreender –, que constantemente
é rechaçado e tratado como pária na sociedade em que vive. É um “invisível”,
uma pessoa que ninguém deseja notar e quando o notam, agem de forma a denegri-lo
diante de todos, como fosse objeto de piadas e chacotas. Eu estou falando de
várias questões nas quais entendo – quase – nada, mas eu penso que a sociedade
constrói os seus males. Ela gera pessoas como Fleck. Ele não tem recursos para
poder se tratar, dependendo de uma assistência social falha, que também não se
importa com suas condições problemáticas. Seria necessário, desde o princípio,
que ele fosse tratado de forma mais adequada, mas não ocorre, em nenhum
momento. Somente recebe receitas de remédios que não resolvem seus problemas
psicológicos. As vezes, dá para acreditar, que as risadas são efeitos
colaterais dos remédios que ele toma, pois quando ele decide que sua psicopatia
assumirá a situação, ele não ri – a não ser que seja uma risada forçada... e,
acreditem, dá para perceber.
Não entendam que estou justificando todas as ações de Arthur
Fleck, mas acredito mesmo que ele foi um mal gerado pelo desprezo da sociedade
gothamita.
“Coringa” não é um filme que comumente você assistiria por
ter ligação aos quadrinhos. Ele poderia se chamar de várias outras formas e, se
não fossem a cidade fictícia de Gotham (um dos vários nomes que Nova York
possui) e personagens como os Wayne, é um filme a ser adorado e cultuado pelos
grandes amantes do cinema.
Se você for ao cinema esperando um filme com ação quadrinhística,
NÃO VÁ! Mas se deseja ver um filme diferente de tudo que já testemunhou, com
uma história que reflete uma realidade pungente – sim, é uma realidade ainda
existente –, então “Coringa” é o filme que você vai gostar de ver.
Independente de indicações ao Golden Globe ou Oscar, “Coringa”
já pode ser considerado um filme que marcou seu lugar como os outros já
citados. A violência é crua. A psicopatia de Arthur é doentia. clown é o verdadeiro psique dele. A
transformação é notável e perceptível, mas o “nascimento” do Coringa vai,
também, da interpretação de cada um.
Os movimentos
que Joaquin Phoenix dá ao personagem parecem fluir naturalmente dele, indo além
da construção do personagem. E, percebemos que a face Arthur Fleck é a
verdadeira máscara e a maquiagem
“Coringa” é um filme único, que deve ser assistido sem
preconceitos e sem avaliações conservadoras. Vá de mente aberta e analisando os
porquês dele se tornar o que se torna.
[1]“[...]
distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques múltiplos, motores ou vocais, que
persistem por mais de um ano e geralmente se instalam na infância.
Na maioria das vezes, os tiques são de tipos diferentes e variam
no decorrer de uma semana ou de um mês para outro. Em geral, eles ocorrem em
ondas, com frequência e intensidade variáveis, pioram com o estresse, são
independentes dos problemas emocionais e podem estar associados a sintomas obsessivo-compulsivos
(TOC), ao distúrbio de
atenção com hiperatividade (TDAH) e a transtornos de aprendizagem”. (BRUNA, Maria Helena Varella. Síndrome
de Tourette. Drauzio. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-tourette/>
Acesso em: 09 out. 2019)
[2] “[...] ou
erotomania, é descrita como uma convicção delirante, apresentada, geralmente,
por uma mulher que acredita que um homem, mais velho e de posição social mais
elevada, ama-a. O paciente persegue o objeto de amor e, por isso,
eventualmente, envolve-se em retaliações e ameaças em resposta às repetidas
rejeições”. (ANDRADE, Arthur Guerra de; BALTIERI, Danilo Antônio; SAMPAIO,
Thais de Moraes. Síndrome de Clérambault: desafio diagnóstico e terapêutico. SciELO.br.
Rio Grande do Sul. 18 jul. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rprs/v29n2/v29n2a13>.
Acesso em: 09 out.2019)
[3] “[...]
se refereao perseguidor (...). Um fenômeno conhecido como síndrome do
molestador [...]” (RIBEIRO, Carla. Perseguição stalking. Psicóloga – Carla Ribeiro
CRPSP 86203. Disponível em: <https://www.psicologacarla.com/2016/10/perseguicao-stalking.html>.
Acesso em: 09 out.2019)
ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD (Once upon a time... in Hollywood,
2019)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch,
Margaret Qualley, Mike Moh, Al
Pacino, Timothy Olyphant, Julia Butters, Austin Butler, Dakota Fanning, Bruce
Dern, Luker Perry, Damian Lewis, Nicholas Hammond, Rafal Zawierucha, Lorenza
Izzo, Lena Durham, Madison Beaty, Mikey Madison, Damon Herriman, Samantha
Robinson.
Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um antigo astro de séries
de cowboy dos anos de 1950 que, agora, encontra-se em uma fase decadente de sua
carreira, fazendo somente participações especiais em séries dos anos 1960, como
Besouro Verde, FBI, entre outras. Seu dublê pessoal, Cliff Booth (Brad Pitt),
além de ser um faz-tudo pessoal de Dalton, também busca reacender a carreira,
apagada depois de várias controvérsias sobre sua vida pessoal. Nesse interim
conhecemos um pouco sobre a atriz Sharon Tate (Margot Robbie) e sua relação com
o diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha) e o que viria a ser o estopim para
mudanças de padrão de vida na Hollywood do final da década de 1960.
Se vocês pensam que conhecem o final desse filme, então
vocês não conhecem nada de Quentin Tarantino.
Em seu nono filme – sim, pois ele não contabiliza suas
participações como diretor em “Grande Hotel” (1995), “Sin City” (2005) e “Grindhouse”
(2007), e muito menos as histórias de “Amor
à Queima Roupa” (1993) – digirido por Tony Scott (1944-2012) – e “Assassinos
por Natureza” (1994) – dirigido por Oliver Stone – Tarantino expande seu
universo pessoal.
Diretor de sucessos como “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction”, “Bastardos
Inglórios” e “Os Oito Odiados”, Quentin Tarantino dá sua própria visão da
Hollywood de 1969. Ele busca uma humanização dos atores e atrizes que
conhecemos mais por trabalhos na sétima arte do que nas vidas pessoais.
Rick Dalton, interpretado por Leonardo DiCaprio, é uma clara
visão da maioria dos atores que tiveram que buscar fazer papéis menores para
poder manter o estilo de vida que tinham na maravilhosa ascensão da década de
1950, com o boom da televisão. É um personagem com vários problemas pessoais,
que tem uma parcial estabilidade graças aos papéis de vilão que vive em séries
de TV. E, como sempre, Tarantino busca “filosofar” sobre esse aspecto.
Diretor controverso, acusado de ser machista, xenófobo e
racista, Tarantino se mantém fazendo cinema com boa ação e reviravoltas que
fazem você ficar impressionado. Se as acusações são verdadeiras, eu não sei,
mas ele busca expressar a realidade da época que ele se atém.
Mesmo que falem bem ou falem mal de Tarantino, ninguém pode
negar que seus personagens são fortes e expressivos, e a naturalidade que ele
expressa em seus roteiros, ele busca fazer na sua direção.
Já ouvi críticas que falaram que Tarantino se perdeu em seu
novo filme, mas creio que isso é irrelevante. Não creio que ele se perdeu, mas
que vem amadurecendo cada vez mais aquilo que alguns chamam de “teoria
tarantinesca”, onde ele constrói uma história só em todos os seus filmes.
Se “Era uma vez em... Hollywood” é mais um filme dentro desse
universo, somente os fãs poderão dizer, mas com certeza é mais uma carimbada do
trabalho de qualidade de Tarantino nos cinemas, mostrando que seus filmes têm
uma identidade própria e bem particular do diretor.
Roteiro: Thiago Dottori (baseado na Graphic MSP “Turma da
Mônica: Laços, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi)
Elenco: Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo,
Gabriel Moreira, Fafá Rennó, Paulo Vilhena, Ravel Cabral, Rodrigo Santoro,
Monica Iozzi, Luiz Pacini, Mauricio de Sousa
O Floquinho foi sequestrado e a turma sai do Limoeiro em sua
busca. Entrando em uma floresta misteriosa dentro do Parque das Andorinhas –
após fugirem da Turma da Rua de Baixo –, Mônica (Giulia Benite), Cebolinha
(Kevin Vechiatto), Magali (Laura Raseo) e Cascão (Gabriel Moreira) embarcam em
uma aventura para salvar o Floquinho.
“Turma da Mônica: Laços”, o filme, é uma adaptação da
segunda Graphic MSP da Mauricio de Sousa Produções com a Panini Comics (a
primeira é “Astronauta: Magnetar”, de Danilo Beyruth, que será lançado como
animação).
A série traz os personagens criados por Maurício de Sousa,
em seus 60 anos de carreira (tudo começou com uma tirinha do Franjinha em 1959),
escritos e desenhados por vários artistas brasileiros independentes. Danilo
Beyruth, Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi, Shiko, Gustavo Duarte, Eduardo Damasceno,
Luis Felipe Garrocho, Artur Fujita, Roger Cruz, Davi Calil, Orlandeli, Rafael
Calça, Jefferson Costa, Bianca Pinheiro, Gustavo Borges, Fabio Coala, Eduardo
Ferigato, Paulo Crumbim, Cristina Eiko, Marcela Godoy, Renato Guedes e Rogério
Coelho são os nomes dos envolvidos nesse empreendimento único na história dos
personagens de Mauricio de Sousa. Foi um verdadeiro marco em sua história.
Agora Maurício de Sousa alcança um patamar maior.
Com a ajuda do roteirista Thiago Dottori e do diretor Daniel
Rezenda, a Turma da Mônica ganha seu primeiro live action.
No passado, mais exatamente em 1979, a Turma da Mônica
encabeçou a adaptação de Romeu e Julieta em “Mônica e Cebolinha – No Mundo de
Romeu e Julieta”. O filme – desenvolvido pela Transvídeo e TV Bandeirantes –,
apesar de terem atores de verdade, os personagens da Turma estavam fantasiados,
ou seja, usando máscaras com os rostos dos personagens. É uma referência e é
memorável... datado, mas memorável!
Dessa vez os atores são mirins, crianças como a Turma é (tá,
não estou levando em conta a Turma da Mônica Jovem). Mônica, Cebolinha, Magali,
Cascão, Xaveco, Jeremias, Titi, Aninha, Xabéu, Cascuda, Quinzinho, a Turma da
Rua de Baixo, ... estão todos lá junto com a família do Cebolinha, da Mônica,
do Cascão, da Magali, o Seu Juca, o Louco – interpretado por Rodrigo Santoro –,
as gêmeas Cremilda e Clotilde, entre tantas outras participações e aparições. E
isso tudo com um clímax todo da Graphic MSP.
Lógico, como uma adaptação o filme não segue à risca a
história de Vitor e Lu Cafaggi, mas boa parte do que eles fizeram na história
está dentro do filme. Há modificações e ampliações de participações para
desenvolver mais o enredo, mas o que os Cafaggi desejavam mostrar está bem
claro na película. Amizade, companheirismo, obstinação, solidariedade, paixão,
amor... está tudo ali.
Eu sou um bobo e um tremendo puxa-saco das Graphic MSP, por
isso eu AMEI “Turma da Mônica: Laços”. É algo marcante e único que,
sinceramente, eu espero e torço que se repita rapidamente, pois infelizmente
atores mirins crescem e a catarse que eu sofri com as interpretações de Giulia Benite,
Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira, eu espero ter bem brevemente
em Lições e Lembranças.
“Turma da Mônica: Laços” é um filme infantil, dedicado a um
público infantil, mas é um resgate da memória afetiva – tô adorando essa palavra!
– de momentos e coisas de crianças que não se vê mais e, com certeza, nunca
mais existiram, a não ser no Bairro Limoeiro.
ALITA: ANJO DE
COMBATE (Alita: Battle Angel, 2019)
Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: James Cameron, Laeta Kalogridis
Elenco: Rosa Salazar, Christoph Waltz, Keean Johnson, Jennifer
Connelly, Mahershala Ali, Ed Skrein, Jackie Earle Haley, Idara Victor
Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), constantemente, visita o
Ferro Velho da Cidade de Ferro, abaixo da cidade flutuante Zalem, para
encontrar peças para seus pacientes. Ele é um engenheiro cibernético, que faz
restituições e substituições daqueles que perdem peças ou têm defeitos. Durante
sua visita, ele encontra uma ciborgue que está ainda viva e a leva para casa.
Após lhe dar um novo corpo e um novo nome, Alita (Rosa Salazar), a trata como
uma filha.
Alita não recorda quem era ou o porque estava no Ferro
Velho, mas ela descobre habilidades latentes em seu corpo como uma exímia
guerreira e decide usá-las, mas o amor aparece neste meio tempo, quando ela se
Vê apaixonada por Hugo (Keean Johnson), um jovem que tem o desejo de ir a Zalem
e para isso ele fará qualquer serviço que Vector (Mahershala Ali) e a Dra.
Chiren (Jennifer Connelly) pedirem a ele.
“Alita: Anjo de Combate” é um filme baseado na obra do
artista Yukito Kishiro.
O enredo do filme segue as doze primeiras histórias de
Battle Angel Alita. Então temos ali a descoberta de Alita, seu primeiro corpo
cibernético – após ter sido encontrada –, suas batalhas, o corpo Berserk, sua
paixão por Hugo – no mangá ele é chamado de Yugo –, a relação de Hugo com
Vector, a relação de Alita com Ido, ou seja, a trama inicial das histórias. Mas,
lógico, Cameron e Kalogridis introduzem outros elementos que surgem mais a
frente no mangá e, também, dão seus próprios toques na trama. As relações humanas,
algo que James Cameron adora explorar estão lá, principalmente a relação homem
e máquina, que ele trabalhou tão arduamente em Exterminador do Futuro 2: O Dia
do Julgamento.
Essa relação fica para o conceito de pai e filha, onde
temos Alita e Ido, interpretados por Rosa Salazar e Christoph Waltz, e uma
relação afetiva entre Alita e Hugo, este último interpretado pelo ator Keean
Johnson. Mas também temo um passado do Dr. Ido sendo explorado, onde temos a
participação da Dra. Chiren, interpretada pela atriz Jennifer Connelly.
Existem os antagonistas também, mas entrar em detalhes sobre
eles seria entregar determinados pontos da trama que são importantes serem
mantidos sem conhecimento.
Rosa Salazar nos entrega uma Alita única. Os olhos ampliados
– algo que Cameron e Rodriguez desejaram manter dos mangás – nos dão mais
emoções do que podemos pensar. A atriz tem uma beleza exótica, seus olhos são
bem amendoados (Quem não lembra dela, assistam novamente os dois últimos filmes
de Maze Runner), então ela se tornou perfeita para o papel. É lindo ver como
ela consegue captar a inocência e ferocidade de Alita em sua interpretação. Ela
te passa isso. Christoph Waltz é um ator fora de série. Seu Dyson Ido e
paternal, mas ao mesmo tempo atencioso as necessidades de Alita, mesmo que ele
não queira. Ele tem o próprio drama pessoal e percebemos isso no filme. Seus
segredos, sua vida antes de Alita.
Daí você se pergunta, por que dar destaque
para esses dois personagens? Porque eles são os personagens centrais da
história. Lógico, Alita é a protagonista, mas seu coadjuvante, de longe, é
Waltz. Todos terminam sendo secundários, mas com uma ótima atuação, sem
comprometimentos. Mesmo Keean Johnson, em seu primeiro papel de grande
importância, mostra competência.
Temos surpresas, que não podem ser ditas, mas são bem
interessantes. E, lógico, como nos mangás, tem tudo para ter uma ótima
sequência, mas, com certeza, dependerá da bilheteria do filme.
“Alita: Anjo de Combate” tem ação, conteúdo e respeito a
obra original. Se metade dos trabalhos ocidentais tivessem o mesmo respeito que
James Cameron, Laeta Kalogridis e Robert Rodriguez deram à Alita, teríamos tido
adaptações únicas e que valeriam a pena serem elogiadas.
Elenco: Hailee Steinfeld, John
Cena, Jorge Lendeborg Jr, Jason Drucker, Pamela Adlon, Stephen Schneider, John
Ortiz, Dylan O’Brien, Peter Cullen, Angela Bassett, Justin Theroux, David Sobolov,
Grey Griffin, Jon Bailey, Steve Blum, Andrew Morgado, Kirk Baily, Dennis
Singletary.
O conflito entre os Autobots e
Decepticons arde em Cibertron. Na intenção de definir novas bases de operações,
Optimus Prime (Peter Cullen) envia seus companheiros para vários lugares, entre
esses está B-127 (Dylan O’Brien) que é enviado ao planeta Terra. Mas ele é
seguido à Terra por um decepticon e, durante a luta entre eles e o exército
americano liderado pelo agente Jack Burns (John Cena), termina com amnésia e
perdendo o modulador de voz.
Quando Charlie (Hailee Steinfeld)
o encontra em uma oficina mecânica, no formato de fusca, ela nunca espera o que
está por vir e todas as encrencas em que se meterão.
“Bumblebee” é um prequel, ou
seja, vem antes dos filmes de 2007 estrelados por Shia LaBeouf e,
posteriormente, por Mark Wahlberg. A importância desse filme se torna essencial
para compreender os motivos dos Autobots estarem na Terra. Só que, ele supera
em todos os aspectos seus antecessores.
“Bumbleblee” nos leva de volta ao
começo de Transformers, onde formas mais simples davam as características dos
personagens. Sendo assim, Bee – como é carinhosamente chamado por Charlie,
personagem de Hailee Steinfeld – é o bom e velho fusquinha amarelo – nos EUA,
Beetle – que conhecíamos da animação da década de 1980. O que mais fica
interessante é a forma de humanizar o autobot de um jeito nunca visto antes.
A escritora Christina Hudson ,
que além do roteiro também desenvolveu a história, nos dá personalidade que os
filmes anteriores até tentaram, mas não conseguiram. A ligação de Bumblebee com
Charlie é mais do que um veículo transmorfo com seu proprietário. Charlie não é
somente a dona de Bee, ela é sua companheira e sua parceira. Enquanto os outros
filmes de Transformers se concentraram mais na adrenalina da ação e ignoraram
um pouco a trama, “Bumblebee” procura mais identidade, dando uma história ao
personagem. E não é somente a personagem de Hailee Steinfeld que é a central,
Bee também tem enorme importância.
Bumblebee não é somente um alívio
cômico na história – sim, eles existem, e nos momentos oportunos e bem
discretos – ele trabalha lado a lado com Hailee Steinfeld, sendo o principal
protagonista, como prometido no título.
O filme tem como trama central o
relacionamento de Bumblebee com Charlie. Ela tem uma história bem dramática,
mas, ao mesmo tempo, tem uma personalidade forte e independente, bem ao estilo
de Hailee Steinfeld. A atriz teve grande destaque no filme “Bravura Indómita” e
não parou por aí, mostrando sempre ser alguém bem decidida em todos os filmes
que participa. Não tem diferença de “Bumblebee”. Charlie entende Bee, não é
criada uma briguinha do nada onde eles se separam e, no momento oportuno, eles
retornam a amizade. O tempo todo eles estão unidos. Existem conflitos
constantes, pois Bee é perseguido por Decepitcons, que se unem aos humanos para
persegui-lo, mas em todo o momento a união dos dois é estável.
Como eu disse, os momentos de
alívio cômico são distintos, mas discretos e tendem a ser nos momentos mais
adequados do filme, sem perder o ritmo. Eles ficam com a família de Charlie e
seu par romântico, Memo, vivido pelo ator Jorge Lendenborg Jr. – que não é
exatamente um par romântico, mas bem que ele gostaria.
A história de “Bumblebee” não se
perde em nenhum momento, mas lógico, existem buracos, coisas que podem vir a
ser completadas em possíveis filmes futuros. E, se todos seguirem pelo mesmo
viés de “Bumblebee”, teremos filmes de ação que vão valer a pena acompanhar.
Roteiro:
Will Beall, David Leslie Johnson-McGoldrick, Geoff Johns, James Wan
Elenco:
Jason Momoa, Amber Head, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Willem Dafoe,
Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Ludgren.
Arthur
Curry (Jason Momoa) é um mestiço de dois mundos. Ele é um híbrido de terráqueo e
atlante, devido ao romance do faroleiro Tom Curry (Temuera Robinson) e a rainha
atlante Atlanna (Nicole Kidman). Quando sua mãe precisou partir, pois fugira de
um casamento arranjado, Arthur recebeu treinamento de Vulko (Willem Dafoe),
vizir dos reis de Atlântida. E agora Arthur precisará fazer uso de todas as
suas habilidades para deter seu meio-irmão, Orm (Patrick Wilson), que deseja
destruir a superfície para salvar seu reino. Sua causa é nobre, mas a forma
como deseja executá-la não.
“Aquaman”
traz de volta o ator Jason Momoa ao papel de Arthur Curry/Orin (nome que ele
não assumiu ainda)/Aquaman. O filme é a clássica trajetória do herói. Ele tem
um mentor, que o treina para encarar um grande mal. Ele precisa enfrentar seu
pior inimigo, que é uma pessoa próxima a ele e, mesmo quando derrotado, precisa
encontrar forças para perseverar. Tem dúvidas, não acredita que seja o que precisa
ser, mas sempre conta com o apoio de seus amigos, parentes e aliados para
conquistar o que deseja. Você vê tudo isso no decorrer de “Aquaman”, mas são
muitas informações para 142 minutos de filme? Não, pois ele consegue se
explicar sem ser monótono.
A palavra
monótono não funciona neste contexto, pois “Aquaman” é qualquer coisa menos
isso. O filme tem boas cenas de ação, batalhas épicas, conflitos que fariam
muitos outros parecerem pequenos, sem contar que é uma ficção científica de
ótima qualidade. Os efeitos especiais são os melhores, até o momento, no
Universo Estendido DC (agora conhecido como Mundos da DC). Da construção de
Atlântida até os monstros marinhos, você percebe a qualidade no trabalho. As
cenas de batalha são memoráveis e inesquecíveis, podendo citar todas sem
esquecer.
O filme
ocorre após os eventos de “Liga da Justiça”, mas somente em um momento isso é
citado, servindo como um fan service.
Mas ele não é o único, tem muitos outros notados rapidamente ou não. Quem
conhece a história do Aquaman nos quadrinhos, percebera alguns, facilmente. E, como
sempre, existem as falhas e, para este que vos escreve, está na necessidade de
ser “divertidinho”.
Tudo
bem, filmes tensos demais causam problemas no UEDC, temos aí uma divisão de
opiniões quanto a “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman”, dois filmes cuja
tensão seria difícil cortar até com o laser dos olhos do Arraia Negra. Mas
quando tendem a ser divertidinhos demais, também perdem o clima, pois você fica
imaginando que a qualquer momento um personagem soltará uma piada, mesmo nos
momentos que precisariam ser épico. Este é o que eu chamo de “Efeito Marvel”
nos cinemas.
Eu amo
filmes épicos e concordo com leves toques de alívio cômico nos filmes, mas quando
você vê alívio cômico constante, no decorrer da película, fica com receio de
que a qualquer momento isso ocorrerá. Tá, eu ri com as cenas engraçadas.
Achei-as bem divertidas, mas quebrava minha catarse com o clima, pois essa
quebra era repentina, às vezes.
Bem,
agora alguns vão pensar que eu elogiei demais “Aquaman” e não gostei das cenas
divertidas, mas não é assim. Somente não considero ele um filme tão épico quanto
todos estão citando. Ele tem cenas épicas, batalhas memoráveis, a trajetória do
herói, mas peca na necessidade constante do alívio cômico.
“Aquaman”
é um filme memorável, inesquecível, mas, dentro do UEDC ele ficaria em terceiro
lugar, abaixo de “Mulher-Maravilha” e “O Homem de Aço”.