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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Superman: Qual é o original?


Surgiu uma discussão imbecil nas redes sociais, recentemente, quando foi comentada a possibilidade de o próximo Superman se interpretado por um ator preto, onde muitos falaram que seria muito diferente do Superman original, mas fica a pergunta, qual é o original? Sim, seria totalmente diferente do Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas se pensarmos bem, nenhum dos atores que chegaram a vestir o do uniforme representou o dos quadrinhos, pois houveram interpretações de cada roteirista. Aquilo eu falo sobre cada um desses atores, assistam e tirem suas próprias análises. Ray Middleton no Superman Day da Feira Mundial de Nova York de 1939: https://youtu.be/dhYzI1J1fNI


sábado, 4 de dezembro de 2021

Capitão América: 80 anos do Bandeiroso


Nunca fui muito fã dele, mas não posso negar a importância do Capitão América, principalmente por causa do seus criadores e as motivações.

Mesmo sendo um personagem da década de 1940, Capitão América ainda busca representar o povo estadunidense e não o Estado. Foram várias as versões do mesmo personagem, mas neste vídeo eu abordo um quinto de sua história. Espero que apreciem!

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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Tarzan: Um apêndice


Apêndice é uma parte pertencente a outra maior e que a completa, e é desta forma que vejo esse vídeo sobre o Senhor dos Macacos, Tarzan.

Surgindo em 1912 pelas mãos de Edgar Rice Burroughs, Tarzan dos Macacos iniciou nos pulps para ganhar o mundo. Cinema, Rádio, Animações, Quadrinhos, seriados, o sucesso do personagem na cultura pop é maravilhoso! Conheça um pouco deste sucesso neste vídeo. Caso deseje conhecer mais sobre Tarzan, adquira: - Tarzan: A origem do Homem-Macaco e outras histórias = https://amzn.to/3b32IRj - Tarzan: O Homem-Leão e outras histórias = https://amzn.to/3dLdCga - Tarzan: Edição Comentada e Ilustrada = https://amzn.to/2O9vV3F - Tarzan = https://amzn.to/3qU5VrH

UEDC: Um universo controverso

Você pode amar ou você pode odiar, mas não pode negar que o Universo Expandido DC - ou UEDC - existe tem se esticado, aos trancos e barrancos. Com a estreia em 18 de março de Liga da Justiça de Zack Snyder no HBO Max (distribuído no Brasil por serviço on demand) e os anúncios que ocorreram durante o DC Fandom, e claro que o UEDC tem muito o que nos mostrar, doa a quem doer!

Caso ainda não conheçam o Universo Expandido DC e queiram assistir aos sete filmes iniciais (sem "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" e "Mulher-Maravilha 1984"): https://amzn.to/3sPFUdB Você também pode adquirir "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa": https://amzn.to/3e9AdmI

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

RESENHA CINEMA: Coringa (Joker, 2019) – COM SPOILERS!!!

CORINGA (Joker, 2019) – COM SPOILERS!!!

Direção: Todd Phillips
Roteiro: Todd Phillips, Scott Silver
Elenco: Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beets, Frances Conroy, Brett Cullen, Shea Whigham, Bill Camp, Glenn Fleshler, Leigh Gill, Sharon Washington, Douglas Hodge, Dante Pereira-Olson, Carrie Louise Putrello

Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço contratado nas ruas e hospitais de Gotham City, mora com sua mãe, Penny Fleck (Frances Conroy), em um prédio no bairro pobre de Gotham, tendo como vizinha a bela Sophie Dumont (Zazie Beets) – por quem Arthur e tenta uma afinidade – e tenta ser um comediante de stand by... ah, além de tem vários problemas psicológicos que ele busca resolver indo a uma assistente social (Sharon Washington). Ele e sua mãe são fãs do apresentador Murray Franklin (Robert De Niro), que um dia Arthur sonha em conhecer, mas sua vida tem uma reviravolta que o leva a assumir um lado de sua psicopatia através do rosto do Coringa.
Antes de continuar a escrever esse texto – coloquei após esse resumo, pois sei que não conteria nada demais – preciso dizer que poderá conter SPOILERS. Estava temeroso a escrever esse texto por causa desse receio, então se desejar continuar, será por sua conta e risco.
“Coringa” é um filme incomum. Sinceramente, muitos o comparam a “Taxi Driver” – filme onde De Niro protagoniza um motorista de táxi desajustado –, “Um Dia de Cão” – citado pelo próprio Phoenix em uma entrevista à revista People – ou “Um Dia de Fúria” – tenho pensado nesse desde que terminei de assistir ao filme –, pois são retratos de como o ser humano, quando perturbado, se torna uma ameaça para ele e toda a sociedade a sua volta.
Tá, você pode não ver assim “Coringa”, pois Fleck é uma pessoa que possuía uma doença psicológica congênita, enquanto os personagens de De Niro e Douglas  – no caso de Pacino, ele vê a necessidade de tomar uma ação desesperada, não tendo psicopatia envolvida – são vítimas de uma psicopatia gerada por momentos de extremo stress que os levaram a ações homicidas.
Travis Bickle – personagem de Robert De Niro em “Taxi Driver” – se via como um herói. Veterano do Vietnã, que sofreu com stress da guerra, trabalha em Nova York como taxista e busca salvar uma prostituta, além de fazer justiça a sua amada – que nunca soube do amor dele por ela. Já William “D-Fens” Foster – personagem de Michael Douglas em “Um Dia de Fúria” – é uma pessoa frustrada. Divorciado, com uma ordem de restrição, desempregado, em um dia de total stress, ele decide que a melhor forma de desestressar é extravasar, então ele começa a desencadear um dia de caos a sua volta. No caso de Sonny Wortzik – papel de Al Pacino em “Um Dia de Cão” – ele é um assaltante inexperiente que termina não conseguindo realizar o que deseja, pois o assalto a banco que ele se envolvera por amor, não termina bem e se torna um circo da mídia.
Três personagens que possivelmente não tem nada a ver com Arthur Fleck de “Coringa”, mas cujos filmes tem uma ação crescente, como o filme em cartaz.
Ok, eu estava falando de Arthur Fleck, personagem protagonizado pelo ator Joaquin Phoenix. Bem, Fleck tem um problema sério de risos, que se assemelha muito à Síndrome de Tourette[1], mas ele também tem nuances da Síndrome de Clérambault[2], doença que sua mãe tem. E isso nos faz duvidar do filme.
Ao conversar com um conhecido, percebi que ele teve uma visão do filme bem diferente que a minha quanto ao final. Ele acredita que todo o filme – ou a maior parte dele – tem ligação com a piada mencionada por Arthur ao final do filme para a psicóloga do Arkham, quanto eu acredito que o delírio de Arthur veio somente dele achar que tinha um romance com Sophie, personagem da bela Zazie Beets, já que ele é um stalker[3], também.
O caso de Fleck ser uma “vítima da sociedade” é uma outra questão que muitos têm abordado. Ele é uma pessoa doente, que poucos compreendem sua doença – as vezes, nem querem compreender –, que constantemente é rechaçado e tratado como pária na sociedade em que vive. É um “invisível”, uma pessoa que ninguém deseja notar e quando o notam, agem de forma a denegri-lo diante de todos, como fosse objeto de piadas e chacotas. Eu estou falando de várias questões nas quais entendo – quase – nada, mas eu penso que a sociedade constrói os seus males. Ela gera pessoas como Fleck. Ele não tem recursos para poder se tratar, dependendo de uma assistência social falha, que também não se importa com suas condições problemáticas. Seria necessário, desde o princípio, que ele fosse tratado de forma mais adequada, mas não ocorre, em nenhum momento. Somente recebe receitas de remédios que não resolvem seus problemas psicológicos. As vezes, dá para acreditar, que as risadas são efeitos colaterais dos remédios que ele toma, pois quando ele decide que sua psicopatia assumirá a situação, ele não ri – a não ser que seja uma risada forçada... e, acreditem, dá para perceber.
Não entendam que estou justificando todas as ações de Arthur Fleck, mas acredito mesmo que ele foi um mal gerado pelo desprezo da sociedade gothamita.
“Coringa” não é um filme que comumente você assistiria por ter ligação aos quadrinhos. Ele poderia se chamar de várias outras formas e, se não fossem a cidade fictícia de Gotham (um dos vários nomes que Nova York possui) e personagens como os Wayne, é um filme a ser adorado e cultuado pelos grandes amantes do cinema.
Se você for ao cinema esperando um filme com ação quadrinhística, NÃO VÁ! Mas se deseja ver um filme diferente de tudo que já testemunhou, com uma história que reflete uma realidade pungente – sim, é uma realidade ainda existente –, então “Coringa” é o filme que você vai gostar de ver.
Independente de indicações ao Golden Globe ou Oscar, “Coringa” já pode ser considerado um filme que marcou seu lugar como os outros já citados. A violência é crua. A psicopatia de Arthur é doentia. clown é o verdadeiro psique dele. A transformação é notável e perceptível, mas o “nascimento” do Coringa vai, também, da interpretação de cada um.
Os movimentos que Joaquin Phoenix dá ao personagem parecem fluir naturalmente dele, indo além da construção do personagem. E, percebemos que a face Arthur Fleck é a verdadeira máscara e a maquiagem
“Coringa” é um filme único, que deve ser assistido sem preconceitos e sem avaliações conservadoras. Vá de mente aberta e analisando os porquês dele se tornar o que se torna.




[1] “[...] distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques múltiplos, motores ou vocais, que persistem por mais de um ano e geralmente se instalam na infância.
Na maioria das vezes, os tiques são de tipos diferentes e variam no decorrer de uma semana ou de um mês para outro. Em geral, eles ocorrem em ondas, com frequência e intensidade variáveis, pioram com o estresse, são independentes dos problemas emocionais e podem estar associados a sintomas obsessivo-compulsivos (TOC), ao distúrbio de atenção com hiperatividade (TDAH) e a transtornos de aprendizagem”. (BRUNA, Maria Helena Varella. Síndrome de Tourette. Drauzio. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-tourette/> Acesso em: 09 out. 2019)
[2] “[...] ou erotomania, é descrita como uma convicção delirante, apresentada, geralmente, por uma mulher que acredita que um homem, mais velho e de posição social mais elevada, ama-a. O paciente persegue o objeto de amor e, por isso, eventualmente, envolve-se em retaliações e ameaças em resposta às repetidas rejeições”. (ANDRADE, Arthur Guerra de; BALTIERI, Danilo Antônio; SAMPAIO, Thais de Moraes. Síndrome de Clérambault: desafio diagnóstico e terapêutico. SciELO.br. Rio Grande do Sul. 18 jul. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rprs/v29n2/v29n2a13>. Acesso em: 09 out.2019)
[3] “[...] se refereao perseguidor (...). Um fenômeno conhecido como síndrome do molestador [...]” (RIBEIRO, Carla. Perseguição stalking. Psicóloga – Carla Ribeiro CRPSP 86203. Disponível em: <https://www.psicologacarla.com/2016/10/perseguicao-stalking.html>. Acesso em: 09 out.2019)

domingo, 18 de agosto de 2019

RESENHA CINEMA: Era uma vez em... Hollywood (Once upon a time... in Hollywood, 2019)

ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD (Once upon a time... in Hollywood, 2019)

Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Margaret Qualley, Mike Moh, Al Pacino, Timothy Olyphant, Julia Butters, Austin Butler, Dakota Fanning, Bruce Dern, Luker Perry, Damian Lewis, Nicholas Hammond, Rafal Zawierucha, Lorenza Izzo, Lena Durham, Madison Beaty, Mikey Madison, Damon Herriman, Samantha Robinson.

Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um antigo astro de séries de cowboy dos anos de 1950 que, agora, encontra-se em uma fase decadente de sua carreira, fazendo somente participações especiais em séries dos anos 1960, como Besouro Verde, FBI, entre outras. Seu dublê pessoal, Cliff Booth (Brad Pitt), além de ser um faz-tudo pessoal de Dalton, também busca reacender a carreira, apagada depois de várias controvérsias sobre sua vida pessoal. Nesse interim conhecemos um pouco sobre a atriz Sharon Tate (Margot Robbie) e sua relação com o diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha) e o que viria a ser o estopim para mudanças de padrão de vida na Hollywood do final da década de 1960.
Se vocês pensam que conhecem o final desse filme, então vocês não conhecem nada de Quentin Tarantino.
Em seu nono filme – sim, pois ele não contabiliza suas participações como diretor em “Grande Hotel” (1995), “Sin City” (2005) e “Grindhouse” (2007), e muito menos as histórias  de “Amor à Queima Roupa” (1993) – digirido por Tony Scott (1944-2012) – e “Assassinos por Natureza” (1994) – dirigido por Oliver Stone – Tarantino expande seu universo pessoal.
Diretor de sucessos como “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction”, “Bastardos Inglórios” e “Os Oito Odiados”, Quentin Tarantino dá sua própria visão da Hollywood de 1969. Ele busca uma humanização dos atores e atrizes que conhecemos mais por trabalhos na sétima arte do que nas vidas pessoais.
Rick Dalton, interpretado por Leonardo DiCaprio, é uma clara visão da maioria dos atores que tiveram que buscar fazer papéis menores para poder manter o estilo de vida que tinham na maravilhosa ascensão da década de 1950, com o boom da televisão. É um personagem com vários problemas pessoais, que tem uma parcial estabilidade graças aos papéis de vilão que vive em séries de TV. E, como sempre, Tarantino busca “filosofar” sobre esse aspecto.
Diretor controverso, acusado de ser machista, xenófobo e racista, Tarantino se mantém fazendo cinema com boa ação e reviravoltas que fazem você ficar impressionado. Se as acusações são verdadeiras, eu não sei, mas ele busca expressar a realidade da época que ele se atém.
Mesmo que falem bem ou falem mal de Tarantino, ninguém pode negar que seus personagens são fortes e expressivos, e a naturalidade que ele expressa em seus roteiros, ele busca fazer na sua direção.
Já ouvi críticas que falaram que Tarantino se perdeu em seu novo filme, mas creio que isso é irrelevante. Não creio que ele se perdeu, mas que vem amadurecendo cada vez mais aquilo que alguns chamam de “teoria tarantinesca”, onde ele constrói uma história só em todos os seus filmes.
Se “Era uma vez em... Hollywood” é mais um filme dentro desse universo, somente os fãs poderão dizer, mas com certeza é mais uma carimbada do trabalho de qualidade de Tarantino nos cinemas, mostrando que seus filmes têm uma identidade própria e bem particular do diretor.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

RESENHA CINEMA: Turma da Mônica: Laços (2019)


TURMA DA MÔNICA: LAÇOS (2019)

Direção: Daniel Rezende
Roteiro: Thiago Dottori (baseado na Graphic MSP “Turma da Mônica: Laços, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi)
Elenco: Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Fafá Rennó, Paulo Vilhena, Ravel Cabral, Rodrigo Santoro, Monica Iozzi, Luiz Pacini, Mauricio de Sousa

O Floquinho foi sequestrado e a turma sai do Limoeiro em sua busca. Entrando em uma floresta misteriosa dentro do Parque das Andorinhas – após fugirem da Turma da Rua de Baixo –, Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Raseo) e Cascão (Gabriel Moreira) embarcam em uma aventura para salvar o Floquinho.
“Turma da Mônica: Laços”, o filme, é uma adaptação da segunda Graphic MSP da Mauricio de Sousa Produções com a Panini Comics (a primeira é “Astronauta: Magnetar”, de Danilo Beyruth, que será lançado como animação).
A série traz os personagens criados por Maurício de Sousa, em seus 60 anos de carreira (tudo começou com uma tirinha do Franjinha em 1959), escritos e desenhados por vários artistas brasileiros independentes. Danilo Beyruth, Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi, Shiko, Gustavo Duarte, Eduardo Damasceno, Luis Felipe Garrocho, Artur Fujita, Roger Cruz, Davi Calil, Orlandeli, Rafael Calça, Jefferson Costa, Bianca Pinheiro, Gustavo Borges, Fabio Coala, Eduardo Ferigato, Paulo Crumbim, Cristina Eiko, Marcela Godoy, Renato Guedes e Rogério Coelho são os nomes dos envolvidos nesse empreendimento único na história dos personagens de Mauricio de Sousa. Foi um verdadeiro marco em sua história.
Agora Maurício de Sousa alcança um patamar maior.
Com a ajuda do roteirista Thiago Dottori e do diretor Daniel Rezenda, a Turma da Mônica ganha seu primeiro live action.
No passado, mais exatamente em 1979, a Turma da Mônica encabeçou a adaptação de Romeu e Julieta em “Mônica e Cebolinha – No Mundo de Romeu e Julieta”. O filme – desenvolvido pela Transvídeo e TV Bandeirantes –, apesar de terem atores de verdade, os personagens da Turma estavam fantasiados, ou seja, usando máscaras com os rostos dos personagens. É uma referência e é memorável... datado, mas memorável!
Dessa vez os atores são mirins, crianças como a Turma é (tá, não estou levando em conta a Turma da Mônica Jovem). Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Xaveco, Jeremias, Titi, Aninha, Xabéu, Cascuda, Quinzinho, a Turma da Rua de Baixo, ... estão todos lá junto com a família do Cebolinha, da Mônica, do Cascão, da Magali, o Seu Juca, o Louco – interpretado por Rodrigo Santoro –, as gêmeas Cremilda e Clotilde, entre tantas outras participações e aparições. E isso tudo com um clímax todo da Graphic MSP.
Lógico, como uma adaptação o filme não segue à risca a história de Vitor e Lu Cafaggi, mas boa parte do que eles fizeram na história está dentro do filme. Há modificações e ampliações de participações para desenvolver mais o enredo, mas o que os Cafaggi desejavam mostrar está bem claro na película. Amizade, companheirismo, obstinação, solidariedade, paixão, amor... está tudo ali.
Eu sou um bobo e um tremendo puxa-saco das Graphic MSP, por isso eu AMEI “Turma da Mônica: Laços”. É algo marcante e único que, sinceramente, eu espero e torço que se repita rapidamente, pois infelizmente atores mirins crescem e a catarse que eu sofri com as interpretações de Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira, eu espero ter bem brevemente em Lições e Lembranças.
“Turma da Mônica: Laços” é um filme infantil, dedicado a um público infantil, mas é um resgate da memória afetiva – tô adorando essa palavra! – de momentos e coisas de crianças que não se vê mais e, com certeza, nunca mais existiram, a não ser no Bairro Limoeiro.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

RESENHA CINEMA: Alita: Anjo de Combate (Alita: Battle Angel, 2019)


ALITA: ANJO DE COMBATE (Alita: Battle Angel, 2019)

Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: James Cameron, Laeta Kalogridis
Elenco: Rosa Salazar, Christoph Waltz, Keean Johnson, Jennifer Connelly, Mahershala Ali, Ed Skrein, Jackie Earle Haley, Idara Victor

Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), constantemente, visita o Ferro Velho da Cidade de Ferro, abaixo da cidade flutuante Zalem, para encontrar peças para seus pacientes. Ele é um engenheiro cibernético, que faz restituições e substituições daqueles que perdem peças ou têm defeitos. Durante sua visita, ele encontra uma ciborgue que está ainda viva e a leva para casa. Após lhe dar um novo corpo e um novo nome, Alita (Rosa Salazar), a trata como uma filha.
Alita não recorda quem era ou o porque estava no Ferro Velho, mas ela descobre habilidades latentes em seu corpo como uma exímia guerreira e decide usá-las, mas o amor aparece neste meio tempo, quando ela se Vê apaixonada por Hugo (Keean Johnson), um jovem que tem o desejo de ir a Zalem e para isso ele fará qualquer serviço que Vector (Mahershala Ali) e a Dra. Chiren (Jennifer Connelly) pedirem a ele.
“Alita: Anjo de Combate” é um filme baseado na obra do artista Yukito Kishiro.
O enredo do filme segue as doze primeiras histórias de Battle Angel Alita. Então temos ali a descoberta de Alita, seu primeiro corpo cibernético – após ter sido encontrada –, suas batalhas, o corpo Berserk, sua paixão por Hugo – no mangá ele é chamado de Yugo –, a relação de Hugo com Vector, a relação de Alita com Ido, ou seja, a trama inicial das histórias. Mas, lógico, Cameron e Kalogridis introduzem outros elementos que surgem mais a frente no mangá e, também, dão seus próprios toques na trama. As relações humanas, algo que James Cameron adora explorar estão lá, principalmente a relação homem e máquina, que ele trabalhou tão arduamente em Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento.
Essa relação fica para o conceito de pai e filha, onde temos Alita e Ido, interpretados por Rosa Salazar e Christoph Waltz, e uma relação afetiva entre Alita e Hugo, este último interpretado pelo ator Keean Johnson. Mas também temo um passado do Dr. Ido sendo explorado, onde temos a participação da Dra. Chiren, interpretada pela atriz Jennifer Connelly.
Existem os antagonistas também, mas entrar em detalhes sobre eles seria entregar determinados pontos da trama que são importantes serem mantidos sem conhecimento.
Rosa Salazar nos entrega uma Alita única. Os olhos ampliados – algo que Cameron e Rodriguez desejaram manter dos mangás – nos dão mais emoções do que podemos pensar. A atriz tem uma beleza exótica, seus olhos são bem amendoados (Quem não lembra dela, assistam novamente os dois últimos filmes de Maze Runner), então ela se tornou perfeita para o papel. É lindo ver como ela consegue captar a inocência e ferocidade de Alita em sua interpretação. Ela te passa isso. Christoph Waltz é um ator fora de série. Seu Dyson Ido e paternal, mas ao mesmo tempo atencioso as necessidades de Alita, mesmo que ele não queira. Ele tem o próprio drama pessoal e percebemos isso no filme. Seus segredos, sua vida antes de Alita.
Daí você se pergunta, por que dar destaque para esses dois personagens? Porque eles são os personagens centrais da história. Lógico, Alita é a protagonista, mas seu coadjuvante, de longe, é Waltz. Todos terminam sendo secundários, mas com uma ótima atuação, sem comprometimentos. Mesmo Keean Johnson, em seu primeiro papel de grande importância, mostra competência.
Temos surpresas, que não podem ser ditas, mas são bem interessantes. E, lógico, como nos mangás, tem tudo para ter uma ótima sequência, mas, com certeza, dependerá da bilheteria do filme.
“Alita: Anjo de Combate” tem ação, conteúdo e respeito a obra original. Se metade dos trabalhos ocidentais tivessem o mesmo respeito que James Cameron, Laeta Kalogridis e Robert Rodriguez deram à Alita, teríamos tido adaptações únicas e que valeriam a pena serem elogiadas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

RESENHA CINEMA: Bumblebee (2018)


BUMBLEBEE (2018)

Direção: Travis Knight
Roteiro: Christina Hudson
Elenco: Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendeborg Jr, Jason Drucker, Pamela Adlon, Stephen Schneider, John Ortiz, Dylan O’Brien, Peter Cullen, Angela Bassett, Justin Theroux, David Sobolov, Grey Griffin, Jon Bailey, Steve Blum, Andrew Morgado, Kirk Baily, Dennis Singletary.

O conflito entre os Autobots e Decepticons arde em Cibertron. Na intenção de definir novas bases de operações, Optimus Prime (Peter Cullen) envia seus companheiros para vários lugares, entre esses está B-127 (Dylan O’Brien) que é enviado ao planeta Terra. Mas ele é seguido à Terra por um decepticon e, durante a luta entre eles e o exército americano liderado pelo agente Jack Burns (John Cena), termina com amnésia e perdendo o modulador de voz.
Quando Charlie (Hailee Steinfeld) o encontra em uma oficina mecânica, no formato de fusca, ela nunca espera o que está por vir e todas as encrencas em que se meterão.
“Bumblebee” é um prequel, ou seja, vem antes dos filmes de 2007 estrelados por Shia LaBeouf e, posteriormente, por Mark Wahlberg. A importância desse filme se torna essencial para compreender os motivos dos Autobots estarem na Terra. Só que, ele supera em todos os aspectos seus antecessores.
“Bumbleblee” nos leva de volta ao começo de Transformers, onde formas mais simples davam as características dos personagens. Sendo assim, Bee – como é carinhosamente chamado por Charlie, personagem de Hailee Steinfeld – é o bom e velho fusquinha amarelo – nos EUA, Beetle – que conhecíamos da animação da década de 1980. O que mais fica interessante é a forma de humanizar o autobot de um jeito nunca visto antes.
A escritora Christina Hudson , que além do roteiro também desenvolveu a história, nos dá personalidade que os filmes anteriores até tentaram, mas não conseguiram. A ligação de Bumblebee com Charlie é mais do que um veículo transmorfo com seu proprietário. Charlie não é somente a dona de Bee, ela é sua companheira e sua parceira. Enquanto os outros filmes de Transformers se concentraram mais na adrenalina da ação e ignoraram um pouco a trama, “Bumblebee” procura mais identidade, dando uma história ao personagem. E não é somente a personagem de Hailee Steinfeld que é a central, Bee também tem enorme importância.
Bumblebee não é somente um alívio cômico na história – sim, eles existem, e nos momentos oportunos e bem discretos – ele trabalha lado a lado com Hailee Steinfeld, sendo o principal protagonista, como prometido no título.
O filme tem como trama central o relacionamento de Bumblebee com Charlie. Ela tem uma história bem dramática, mas, ao mesmo tempo, tem uma personalidade forte e independente, bem ao estilo de Hailee Steinfeld. A atriz teve grande destaque no filme “Bravura Indómita” e não parou por aí, mostrando sempre ser alguém bem decidida em todos os filmes que participa. Não tem diferença de “Bumblebee”. Charlie entende Bee, não é criada uma briguinha do nada onde eles se separam e, no momento oportuno, eles retornam a amizade. O tempo todo eles estão unidos. Existem conflitos constantes, pois Bee é perseguido por Decepitcons, que se unem aos humanos para persegui-lo, mas em todo o momento a união dos dois é estável.
Como eu disse, os momentos de alívio cômico são distintos, mas discretos e tendem a ser nos momentos mais adequados do filme, sem perder o ritmo. Eles ficam com a família de Charlie e seu par romântico, Memo, vivido pelo ator Jorge Lendenborg Jr. – que não é exatamente um par romântico, mas bem que ele gostaria.
A história de “Bumblebee” não se perde em nenhum momento, mas lógico, existem buracos, coisas que podem vir a ser completadas em possíveis filmes futuros. E, se todos seguirem pelo mesmo viés de “Bumblebee”, teremos filmes de ação que vão valer a pena acompanhar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

RESENHA CINEMA: Aquaman (2018)


AQUAMAN (2018)

Direção: James Wan
Roteiro: Will Beall, David Leslie Johnson-McGoldrick, Geoff Johns, James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Head, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Willem Dafoe, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Ludgren.

Arthur Curry (Jason Momoa) é um mestiço de dois mundos. Ele é um híbrido de terráqueo e atlante, devido ao romance do faroleiro Tom Curry (Temuera Robinson) e a rainha atlante Atlanna (Nicole Kidman). Quando sua mãe precisou partir, pois fugira de um casamento arranjado, Arthur recebeu treinamento de Vulko (Willem Dafoe), vizir dos reis de Atlântida. E agora Arthur precisará fazer uso de todas as suas habilidades para deter seu meio-irmão, Orm (Patrick Wilson), que deseja destruir a superfície para salvar seu reino. Sua causa é nobre, mas a forma como deseja executá-la não.
“Aquaman” traz de volta o ator Jason Momoa ao papel de Arthur Curry/Orin (nome que ele não assumiu ainda)/Aquaman. O filme é a clássica trajetória do herói. Ele tem um mentor, que o treina para encarar um grande mal. Ele precisa enfrentar seu pior inimigo, que é uma pessoa próxima a ele e, mesmo quando derrotado, precisa encontrar forças para perseverar. Tem dúvidas, não acredita que seja o que precisa ser, mas sempre conta com o apoio de seus amigos, parentes e aliados para conquistar o que deseja. Você vê tudo isso no decorrer de “Aquaman”, mas são muitas informações para 142 minutos de filme? Não, pois ele consegue se explicar sem ser monótono.
A palavra monótono não funciona neste contexto, pois “Aquaman” é qualquer coisa menos isso. O filme tem boas cenas de ação, batalhas épicas, conflitos que fariam muitos outros parecerem pequenos, sem contar que é uma ficção científica de ótima qualidade. Os efeitos especiais são os melhores, até o momento, no Universo Estendido DC (agora conhecido como Mundos da DC). Da construção de Atlântida até os monstros marinhos, você percebe a qualidade no trabalho. As cenas de batalha são memoráveis e inesquecíveis, podendo citar todas sem esquecer.
O filme ocorre após os eventos de “Liga da Justiça”, mas somente em um momento isso é citado, servindo como um fan service. Mas ele não é o único, tem muitos outros notados rapidamente ou não. Quem conhece a história do Aquaman nos quadrinhos, percebera alguns, facilmente. E, como sempre, existem as falhas e, para este que vos escreve, está na necessidade de ser “divertidinho”.
Tudo bem, filmes tensos demais causam problemas no UEDC, temos aí uma divisão de opiniões quanto a “O Homem de Aço” e “Batman vs. Superman”, dois filmes cuja tensão seria difícil cortar até com o laser dos olhos do Arraia Negra. Mas quando tendem a ser divertidinhos demais, também perdem o clima, pois você fica imaginando que a qualquer momento um personagem soltará uma piada, mesmo nos momentos que precisariam ser épico. Este é o que eu chamo de “Efeito Marvel” nos cinemas.
Eu amo filmes épicos e concordo com leves toques de alívio cômico nos filmes, mas quando você vê alívio cômico constante, no decorrer da película, fica com receio de que a qualquer momento isso ocorrerá. Tá, eu ri com as cenas engraçadas. Achei-as bem divertidas, mas quebrava minha catarse com o clima, pois essa quebra era repentina, às vezes.
Bem, agora alguns vão pensar que eu elogiei demais “Aquaman” e não gostei das cenas divertidas, mas não é assim. Somente não considero ele um filme tão épico quanto todos estão citando. Ele tem cenas épicas, batalhas memoráveis, a trajetória do herói, mas peca na necessidade constante do alívio cômico.
“Aquaman” é um filme memorável, inesquecível, mas, dentro do UEDC ele ficaria em terceiro lugar, abaixo de “Mulher-Maravilha” e “O Homem de Aço”.