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sexta-feira, 23 de julho de 2021
Tarzan: Um apêndice
Apêndice é uma parte pertencente a outra maior e que a completa, e é desta forma que vejo esse vídeo sobre o Senhor dos Macacos, Tarzan.Surgindo em 1912 pelas mãos de Edgar Rice Burroughs, Tarzan dos Macacos iniciou nos pulps para ganhar o mundo. Cinema, Rádio, Animações, Quadrinhos, seriados, o sucesso do personagem na cultura pop é maravilhoso! Conheça um pouco deste sucesso neste vídeo. Caso deseje conhecer mais sobre Tarzan, adquira: - Tarzan: A origem do Homem-Macaco e outras histórias = https://amzn.to/3b32IRj - Tarzan: O Homem-Leão e outras histórias = https://amzn.to/3dLdCga - Tarzan: Edição Comentada e Ilustrada = https://amzn.to/2O9vV3F - Tarzan = https://amzn.to/3qU5VrH
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
RESENHA FILMES: Polar (2019)
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
RESENHA LIVROS: Solomon Kane: A Saga Completa
sexta-feira, 27 de maio de 2016
RESENHA HQ: Tarzan: Contos da Selva (Jungle Tales of Tarzan).
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Violência nos quadrinhos… isso procede?
Publicado no grupo Overdose HQ em 13/08/2014.
No dia 12/08/2014, eu estava assistindo "Uma Família da Pesada" no canal FX, e a música de abertura: "Lois: Parece que hoje só o que se vê é violência em filmes e sexo na TV./Peter: Mas onde estão os bons e velhos costumes?/Todos: Que costumávamos ver?", me fez pensar na violência nos quadrinhos (na verdade, já estava pensando nisso bem antes, mas a música me ajudara a refletir sobre minha proposta de resenha de hoje).
Há alguns dias atrás eu cheguei a ler uma matéria no Terra Zero que falava sobre a tendência da DC Comics ser a Marvel, perdendo um pouco da própria identidade. Isso, porque a Marvel nunca se curvou, totalmente, ao Comic Code. As criações de personagens como Justiceiro e Motoqueiro Fantasmas e as publicações de Tomb of Dracula, são bons exemplos disso. A Marvel Comics não vinha os quadrinhos como algo restrito somente ao público infantil, mas também para o público jovem e, porque não, adulto.
Mas nem por isso, a DC Comics ficou atrás, pois na década de 1970 contratou o roteirista Dennys O'Neil, que trouxe uma visão mais aprimorada do personagens da editora, sem ferir - muito - o Comics Code. Criticas políticas, abuso de drogas, ecoterrorismo. Dennys O'Neil, junto com o desenhista Neal Adams, retiraram alguns personagens da DC Comics de uma época de "inocência", mais para perto da realidade.
A primeira, escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons, conta como seria a década de 1980 com heróis vivendo entre nós. O que modificaria? Como viveríamos? Até aonde dependeríamos deles? Ou mesmo se os aceitaríamos? Em meio a isso, existe a morte de um desses vigilantes e uma investigação que termina em um plano mirabolante.
Já a segunda, escrita e desenhada por Frank Miller, conta a história de um Batman bem mais velho e aposentado, que após ver como o mundo ficou sem os heróis, decide retornar a ação e enfrentar a criminalidade, motivando outros a vestirem trajes novamente para ajudá-lo ou enfrentá-lo. Ao final da minissérie vemos um embate no qual nenhum outro roteirista ou desenhista (nas décadas anteriores aos anos de 1980) havia retratado de forma tão grandiosa. Ambas possuem cenas extremamente violentas, mas desde seu começo, foram tratadas como histórias de conteúdo adulto. Mesmo posterior a essas histórias, as mensais da DC Comics, voltadas para o público em geral, mantinham um conteúdo mais moderado. Mesmo com cenas violentas, elas não eram explícitas, e os personagens que, em geral, perpetravam esse tipo de violência, eram vilões ou anti-heróis, mas como eu disse, nada era explícito. O expressionismo violento dessa época, nós vemos explicitamente em
Passada a década de 1980, entramos na década de 1990, e logo no começo dessa década um grupo de desenhistas e roteiristas (a maioria aspirante a roteirista) decidem abandonar a Marvel Comics e iniciar a Image Comics. As influências que essa empresa ditou nessa época, fez cair, e muito, a qualidade dos quadrinhos das grandes editoras (neste caso, DC Comics e Marvel Comics), mas nem por isso a violência excessiva era retratada. Então a DC Comics cria o selo Vertigo Comics, onde histórias mais autorais e de conteúdo um pouco diferenciado de suas mensais, eram publicados. Ali surgiram o universo do Sandman de Neil Gaiman, John Constantine, criado por Alan Moore, que teve histórias escritas por Garth Ennis, Jamie Delano, e tantos outros, e vários outros trabalhos de grandes escritores. O conteúdo tinha censura, nas quais somente pessoas adultas poderiam consumí-lo, deixando as mensais mais... amenas. E olhas que chegamos a ver histórias bem brutais nos quadrinhos, epidemias, catastrofes, mas nada era tão explícito, nada era brutal demais. Mas chegamos ao ano 2000 e, posteriormente, ao século XXI. As mudanças - pelo menos para mim, que sou DCnauta - começaram a surgir na minissérie
Podem me acusar de falso puritanismo, de retrógrado e tal, mas não consigo aceitar isso assim. Logo após a morte de Sue Dibny, vemos uma sequência de acontecimentos que deixariam qualquer fã dos quadrinhos das décadas de 1970 e 1980 perplexos, como lobotomia por parte dos super-heróis em colegas e vilões, e mais excesso de violência desnecessária, como
Eu sou fã dos personagens anti-heróis. Gosto muito do Wolverine, do Justiceiro, da Marvel. Nunca achei que Exterminador fosse um vilão, pois ele é um mercenário, trabalha para quem lhe pagar mais, sendo assim, Wolfman e Pérez criaram um anti-herói que tinha raiva mortal dos Titãs por causa de seu filho. A degradação dos super-heróis da DC Comics foi gritante, pois o que ocorreu em Crise de Identidade não foi uma humanização deles, mas uma brutalização descarada.
Então surge Crise Infinita, que nos traz de volta Jason Todd, o Robin execrado e morto pelos fãs do Homem-Morcego. O personagem é totalmente o oposto de tudo que o Batman desejou de todos os Robin que ficaram sobre sua tutela. Ele mata sem dó e nem piedade, não tem obediência aos ensinamentos do Cavaleiro das Trevas... e ele é adorado por muitos por causa disso... Sério isso. Tudo bem que seu assassinato foi, de certa forma bem violento, mas por isso o personagem deve se tornar um agressor, um contraventor. Alguns o consideram como um anti-herói, mas somente o fato de o trazerem de volta já ficou ambíguo.
Mas isso não para aí, pois entramos em Batman e Filho, de Grant Morrison, onde o roteirista escocês traz a tona uma história antiga do Batman, que até então era considerada como um de um universo paralelo, pois o Batman aceita as ações de Ra's Al Ghul, somente por causa de seu amor à Talia (totalmente "coisa de outro mundo"). Sendo assim, surge Damian Head, filho de Bruce e Talia.
Para piorar, depois da reformulação que a DC Comics sofreu, as coisas se tornaram mais explicitas, mais pútridas. Cenas que antigamente apareceriam de perfil ou em sombras, ficam estampadas de forma a perturbar.
Entendam, eu não ligo para a cruez da realidade em histórias em quadrinhos. Pelo contrário, idolatro (isso mesmo!) Watchmen e Cavaleiro das Trevas, estou fascinado por 100 Balas. acho Kick Ass um trabalho arrebatador, mas quando vejo essa mesma violência em quadrinhos cujo acesso pode ser o filho de alguém, eu me preocupo. Não que eu deseje esconder das crianças a realidade, não é isso, mas já vivemos em um mundo onde a era digital tomou conta de toda a forma de informação e estamos expostos a todo e qualquer conteúdo, mesmo que não queiramos, as vezes, então quando penso em quadrinhos, torço e espero encontrar uma fuga, algo irreal, lúdico, onde um super-herói salva uma pessoa, mas não precisa fazer uma lavagem cerebral em outro super-herói para esconder dele a verdade. Chega a ser ironia ver pessoas que criticam o filme "O Homem de Aço", falando que Novos 52 é bom, que o Batman de Thomas Wayne Ponto de Ignição é melhor Batman do que Bruce Wayne, de que Damian Wayne e Jason Todd são ótimos Robin, é por aí vai.
Eu falo da DC Comics, pois como disse acima, sou DCnauta, mas vemos isso em história da Image Comics, como Invencible, por exemplo.
Isso é o meu ponto de vista, essa é a minha forma de pensar, não quero que ninguém pense como eu, mas que pelo menos reflita. Eu sei que a realidade e crua e a violência vemos na televisão, na internet, no cinema e em quadrinhos adultos, mas será que é mesmo necessária essa exposição?
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Nona arte na sétima arte - Parte 4
Publicado na fanpage do Overdose HQ em 01/10/2014.
(Antes da leitura, uns esclarecimentos: 1º- O texto a seguir se refere a personagens que tiveram suas interpretações tanto no cinema quanto nos quadrinhos, sendo assim, muitos super-heróis terminaram ficando de fora, pois eram originais da sétima arte; 2º- O material teve como fonte o Wikipedia, o IMDB e o Box Office Mojo. boa leitura).
O ano de 2005 foi o ano dos lançamentos de super-heróis de quadrinhos no cinema. Já começou com a estreia de um filme de super-herói da Marvel, Elektra. Dirigido por Rob Bowman (Reino de Fogo), o filme era um spin-off de Demolidor, do diretor Mark Steven Johnson, que veio somente como produtor desse filme. No elenco, a atriz Jennifer Garner (Demolidor) reprisava sua personagem Elektra Natchios, e se juntavam a ela, Terence Stamp (Superman) como Stick, Goran Visnjic (Da Magia à Sedução) como Mark Miller, Kirsten Prout como Abby Miller, Will Yun Lee (007 – Um Novo Dia para Morrer) como Kirigi, Cary-Hiroyuki Tagawa (Mortal Kombat) como Roshi, Natassia Malthe (Pânico no Lago) como Tifóide, Bob Sapp (Golpe Baixo) como Stone, Chris Ackerman como Tattoo, o dublê Edson T. Ribeiro como Kinkou, Colin Cunningham (O 6º Dia) como McCabe, Hiro Kanagawa (Desafio Radical) como Meizumi e Mark Houghton (Golpe Fulminante) como Bauer. O filme, que custou à Twentieth Century Fox US$ 43 milhões, somente rendeu, mundialmente, ínfimos US$ 56.681.566.
No mesmo ano, um mês depois, a Warner Bros. lançou Constantine. O filme contava a história de um investigador paranormal que tinha um revista mensal publicada pela Vertigo, subsidiária da DC Comics, intitulado Hellblazer. O filme era dirigido por Francis Lawrence, que estreava dirigindo filmes, pois somente havia dirigidos clipes musicais, e tinha no seu elenco Keanu Reeves (Matrix Revolutions) como John Constantine, Rachel Weisz (O Retorno da Múmia) como as gêmeas Angela e Isabel Dodson, Shia LaBeouf (Eu, Robô) como Chas Kramer, Max Baker (A Máquina do Tempo) como Beeman, Djimon Hounsou (Lara Croft: Tom Raider – A Origem da Vida) como Meia-Noite, o músico Gavin Rossdale (A Agenda Secreta do Meu Namorado) como Balthazar. Tilda Swinton (Adaptação) como Gabriel e Peter Stormare (Bad Boys II) como Satã. A Warner gastou US$ 100 milhões para fazer o filme, que teve uma renda global de US$ 230.884.728, o que, também, pode ser considerado como um fracasso, mas não perto do lançamento feito no mesmo mês pela New Line Cinema.
A New Line voltou a se arriscar com o personagem da Dark Horse, o Máskara, lançando O Filho do Máskara. O risco foi grande, com um investimento de US$ 84 milhões, mais do que o triplo do valor investido no filme anterior, o filme dirigido por Lawrence Guterman (Como Cães e Gatos), tinha no elenco atores com pouca expressividade como Jamie Kennedy (Pânico) como Tim Avery (clara homenagem ao artista Tex Avery), Alan Cumming (X-Men 2) como Loki, Traylor Howard (Eu, Eu Mesmo e Irene) como Tonya Avery e Steven Wright (O Otário) como Daniel Moss. A arrecadação do filme, em todo o mundo, ficou em US$ 57.552.641, sendo considerada a mais fraca das arrecadações desta época.
Outra a voltar com um personagem foi a Columbia Pictures. Depois de sete anos, desde o lançamento de A Máscara de Zorro, o estúdio volta com A Lenda de Zorro. A direção ficou novamente nas mãos de Martin Campbell, e voltaram aos personagens Alejandro – agora – De La Vega e Elena De La Veja, os atores Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones, respectivamente. Juntaram-se a eles o ator-mirim Adrian Alonso como Joaquin De La Veja e Rufus Sewel (Coração de Cavaleiro) como Armand. Dessa vez o investimento da Columbia fora mais modesto US$ 75 milhões, mas mesmo assim a arrecadação pelos cinemas não foi a melhor, ficando em US$ 142.400.065, deixando a continuação como uma incógnita, que talvez nunca venha a ser realizada. Mas a melhor bilheteria está para chegar com o reboot do homem-morcego.
Após oito anos sem nenhum filme, mas com tentativas do próprio Joel Schumacher (a quem é atribuída a total culpa – injustamente - do fracasso de Batman & Robin) de realizar Batman – Ano Um, em um tom bem diferente do filme de 1997, ocorreu o lançamento de Batman Begins.
O novo filme do Homem-Morcego foi envolto de mistérios antes de chegarem imagens do novo Batmóvel (o Tumbler), do novo traje, do enredo e tudo envolta do novo filme. Escrito por David S. Goyer (Blade Trinity) e Christopher Nolan (Amnésia), que também dirigiu o filme, ele trazia no elenco Christian Bale (Equilibrium) como Bruce Wayne/Batman, Sir Michael Caine (Austin Powers E O Homem do Membro de Ouro) como Alfred Pennyworth, Liam Neeson (Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma) Henri Ducard/Ra’s Al Ghul, Katie Holmes (Por Um Fio) como Rachel Dawes, Gary Oldman (Harry Potter E O Prisioneiro de Azkaban) Sgt. James Gordon, Linus Roache (A Guerra de Hart) como Thomas Wayne, Sara Stewart (Sua Majestade, Mrs. Brown) como Martha Wayne, Morgan Freeman (Cão de Briga) como Lucius Fox, Cillian Murphy (Extermínio) como Dr. Jonathan Crane/Espantalho, Tom Wilkinson (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) como Carmine Falcone, Rutger Hauer (Sin City: A Cidade do Pecado), Ken Watanabe (O Último Samurai) como Ra’s Al Ghul, Colin McFarlane como Comissário Loeb, Mark Boone Junior (+Velozes +Furiosos) como Sgt. Flass e Richard Brake (Cold Mountain) como Joe Chill. A nova abordagem ao Batman, que contou desde o assassinato de seus pais, passando pelo seu treinamento, até adquirir todos os aparatos que usa no combate ao crime em Gotham City, dava um caráter mais voltado ao realismo e menos ao fantástico, o que não agradou muito a todos os fãs. Mas nem por isso o filme não foi um sucesso de bilheteria. Com o custo de produção de US$ 150 milhões, o filme arrecadou, mundialmente, US$ 374.218.673, ou seja, um pouco mais do dobro de quanto custou, o que lhe garantiu uma continuação.
A Twentieth Century Fox lançou, também, Quarteto Fantástico no ano de 2005. Mesmo amargando com o fracasso de Elektra no começo do ano, ela tinha esperanças do sucesso com o primeiro grupo de super-heróis da Marvel Comics, ainda mais que as repercurssões das fotos que eram divulgadas eram boas. Sob a direção de Tim Story (Táxi), o elenco contava com Ioan Gruffud (Rei Arthur) como Dr. Reed Richards/Sr. Fantástico, Jessica Alba (Sin City: A Cidade do Pecado) como Dra. Sue Storm/Mulher-Invisível, Chris Evans (Celular – Um Grito de Socorro) como Johnny Storm/Tocha-Humana, Michael Chiklis (do seriado The Shield – Acima da Lei) como Ben Grimm/O Coisa, Julian McMahon (Alucinado) como Dr. Victor Von Doom/Dr. Destino, Kerry Washington (Ray) como Alicia Masters e Hamish Linklater (A Festa Rave) como Leonard. O filme contava, de uma forma mais atualizada, como Reed, Sue, Johnny e Ben ganhavam seus poderes fantásticos, e dava poderes a Von Doom, também. O filme sempre foi considerado por uma grande maioria como fraco, mas nem por isso não foi sucesso nos cinemas. A Fox gastou US$ 100 milhões para fazê-lo e arrecadou US$ 330.579.719, mundialmente, o que garantiu o retorno do Quarteto aos cinemas.
A Warner terminou fechando o ano de 2005 com um outro filme, também. V de Vingança estreou nos cinemas estadunidenses em 11/12/2005. Sob a direção de James McTeigue, que estreou como diretor depois de trabalhar com os produtores do filme, Andy e Lana Wachowski em Matrix, o filme trazia no elenco Hugo Weaving (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei) como V, Natalie Portman (Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith) como Evey, Stephen Rea (Entrevista Com o Vampiro) como Eric Finch, Stephen Fry (A Vida e Morte de Peter Sellers) como Gordon Dietrich, John Hurt (A Chave Mestra) como Cancheler-Maior Adam Sutler, Tim Pigott-Smith (Johnny English) como Peter Creedy, Rupert Graves (Desafio Radical) como Dominic Stone, Roger Allam (RKO 281) como Lewis Prothero, Sinéad Cusack (Castelo dos Sonhos) como Dra. Delia Surridge e Sir John Standing (The Real Jane Austen) como bispo Anthony James Lilliman. O filme tinha como objetivo transpassar uma graphic novel da linha Vertigo, subsidiária da DC Comics, para o cinema. Para isso a Warner investiu US$ 54 milhões, e conseguiu arrecadar mundialmente US$ 132.511.035.
Em 2006, o ano dos personagens de super-heróis nos cinemas foi aberto com X-Men: O Confronto Final. Mais uma vez a Twentieth Century Fox levava os mutantes da Marvel Comics aos cinemas, como ocorrera em 2000 e 2003. Reprisando novamente o elenco do primeiro e do segundo filme, sob a direção de Brett Ratner (Dragão Vermelho), retornaram aos personagens Hugh Jackman como Logan/Wolverine, Halle Berry como Ororo Munroe/Tempestade, Sir Ian McKellen como Eric Lehnsherr/Magneto, Patrick Stewart como Prof. Charles Xavier, Famke Janssen como Jean Grey/Fênix, Anna Paquin como Marie/Vampira, James Marsden como Scott Summers/Ciclope, Rebecca Romjin como Mística, Shawn Ashmore como Bobby Drake/Homem-de-Gelo e Aaron Stanford como John Allerdyce/Pyro, e juntaram-se a eles Kelsey Grammer (A Última Aposta) como Dr. Hank McCoy/Fera, Vinnie Jones (Eurotrip – Passaporte para a Confusão) como Cain Marko/Fanático, Ellen Page (Menina Má.com) como Kitty Pryde/Lince Negra, Daniel Cudmore (Alone In The Drak – O Despertar do Mal) como Piotr “Peter” Rasputin/Colossus, Bem Foster (Alpha Dog) como Warren Worthington III/Anjo, Michael Murphy (Magnólia) como Warren Worthington II e Dania Ramirez (A Última Noite) como Callisto. O filme não agradou muito aos fãs dos mutantes, mas terminou agradando àqueles que vinham acompanhando a franquia nos cinemas, tanto que o filme custou exorbitantes US$ 210 milhões, e arrecadou pelo mundo US$ 459.359.555. Muito se conta que o filme foi dirigido por Brett Ratner, pois Bryan Singer, que dirigira os dois primeiros, desistira do terceiro filme, graças a um convite da Warner Bros. para que assumisse o filme do primeiros dos super-heróis, o Superman.
Singer dirigiu Superman Returns, levando em conta os dois filmes anteriores que, de certa forma, foram dirigidos por Richard Donner. Como era o ano de 2006, tinham dois anos que o clássico Superman/Clark Kent, Christopher Reeve, havia falecido, o filme seria como um tributo. Tanto que para o papel principal contratou-se o pouco conhecido Brandon Routh, que fizera participações em seriados e lembrava um pouco Reeve. Se juntaram a ele no elenco Kate Bosworth (Crimes em Wonderland) como Lois Lane, Kevin Spacey (Edison – Poder e Corrupção) como Lex Luthor, Frank Langella (Boa Noite e Boa Sorte) como Perry White, Sam Huntington (River’s End) como Jimmy Olsen, Eva Marie Saint (Estrela Solitária) como Martha Kent, James Marsden (X-Men) como Richard White e Parker Posey (Blade: Trinity) como Kitty Kowalski. Ainda houve uma homenagem ao ator Marlon Brando (Superman: O Filme), que também falecera em 2004, usando imagens de arquivo dele. O filme terminou custando a Warner US$ 270 milhões, mas somente arrecadou US$ 391.081.192. A crítica não gostou do filme, assim como muitos fãs e o público geral não se identificou, causando um amargo regresso ao Homem-de-Aço.
2007 começou com mais um personagem da Marvel Comics nos cinemas. Agora era a vez da Columbia Pictures levar o Motoqueiro Fantasma para as telonas. Dirigido por Mark Steven Johnson (Demolidor – O Homem Sem Medo), que também foi o responsável pelo roteiro e a história do filme, o filme trazia no seu elenco Nicolas Cage (O Sacríficio) como Johnny Blaze/Motoqueiro Fantasma, Peter Fonda (Fuga de Los Angeles) como Mefistófeles, Wes Bentley (Honra & Coragem: As Quatro Plumas) como Coração Negro, Donal Logue (Noivo em Fuga) como Mack, Eva Mendes (Hitch – Conselheiro Amoroso) como Roxanne Simpson e Brett Cullen (A Gangue Está em Campo) como Barton Blaze. O filme custou a Columbia US$ 110 milhões, mas arrecadou US$ 228.738.393, o que poderia se considerar baixo para os padrões do outro filme de super-herói da Columbia, o Homem-Aranha, que retornou no mesmo ano.
Homem-Aranha 3 estreou dois meses depois de Motoqueiro Fantasma. Ele continuava sendo dirigido por Sam Raimi, e trouxe no elenco Tobey Maguire como Peter Parker/Homem-Aranha, Kirsten Dunst como Mary Jane Watson, James Franco como Harry Osborn/Duende Verde II, Rosemary Harris como Tia May e J.K. Simmons como J. Jonah Jameson. Se juntaram a eles Thomas Haden Church (Sideways – Entre Umas e Outras) como Flint Marko/Homem-Areia, Topher Grace (do seriado De Volta aos Anos 70) como Eddie Brock/Venom e Bryce Dallas Howard (A Dama na Água) como Gwen Stacy. As críticas foram pesadas ao filme, que custou a Columbia US$ 258 milhões, mas não deixou de ser um grande sucesso mundial, arrecadando US$ 890.871.626. Nunca um filme de super-herói havia visto tamanha bilheteria, a não ser o primeiro Homem-Aranha.
A Twentieth Century Fox, ainda visando sucesso com o Quarteto Fantástico, lançou em 2007 Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Tim Story voltava no papel do diretor, assim como o elenco original também. Composto por Ioan Gruffud como Dr. Reed Richards/Sr. Fantástico, Jessica Alba como Dra. Sue Storm/Mulher-Invisível, Chris Evans como Johnny Storm/Tocha-Humana, Michael Chiklis como Ben Grimm/O Coisa, Julian McMahon como Dr. Victor Von Doom/Dr. Destino e Kerry Washington como Alicia Masters, ganhou reforço com Doug Jones (Hellboy) como Surfista Prateado (a voz era de Lawrence Fishburne (Matrix)). O custo desta continuação foi um pouco maior que o anterior US$ 130 milhões, mas a arrecadação nas bilheterias foi sofrível, somente conseguindo US$ 289.047.763, deixando o Quarteto na geladeira durante um tempo. Mas a Marvel percebeu que a sétima arte estava aberta as adaptações de seus personagens, então era hora de começar a investir mais e mais pesado.
Nona arte na sétima arte - Parte 3
Publicado na fanpage do Overdose HQ em 24/09/2014.
(Antes da leitura, uns esclarecimentos: 1º- O texto a seguir se refere a personagens que tiveram suas interpretações tanto no cinema quanto nos quadrinhos, sendo assim, muitos super-heróis terminaram ficando de fora, pois eram originais da sétima arte; 2º- O material teve como fonte o Wikipedia, o IMDB e o Box Office Mojo. boa leitura).
Em agosto de 2000, a 20th Century Fox, lançou o segundo filme de super-heróis da Marvel Comics, X-Men. O filme tinha direção de Bryan Singer, que havia dirigido o oscarizado Os Suspeitos (1996), e trazia no elenco Patrick Stewart (Star Trek: A Nova Geração) como Charles Xavier, Sir Ian McKellen (O Aprendiz) como Magneto, Halle Berry (Os Flintstone: O Filme) como Ororo Munroe/Tempestade, Famke Janssen (A Casa da Colina) como Jean Grey, James Marsden (Intrigas) como Scott Summers/Ciclope, Anna Paquin (Amistad) como Vampira, o – então – estreante em Hollywood, Hugh Jackman como Logan/Wolverine, o artista marcial Ray Park (Guerra nas Estrelas: Episódio I – A Ameaça Fantasma) como Groxo, Rebecca Romijn-Stamos (Austin Powers – O Agente “Bond” Cama) como Mística, Bruce Davison (O Aprendiz) como Senador Kelly e o lutador da WCW Tyler Mane como Dentes-de-Sabre. O filme teve um orçamento modesto na época, o que não permitiu o uso de alguns personagens originais do grupo, como Anjo e Homem-de-Gelo (que faz uma breve aparição, interpretado pelo ator Shawn Ashmore). Custou ao estúdio US$ 75 milhões, mas teve uma arrecadação arrebatadora nos cinemas no valor de US$ 296.339.527, mundialmente, o que garantiu uma continuação.
Em 2002, dois outros personagens da Marvel apareceram no cinema. Um vinha numa continuação.
Blade II – O Caçador de Vampiros estreou em março de 2002 nos Estados Unidos, e tinha na direção o mexicano Guillermo Del Toro (A Espinha do Diabo). Trazia Wesley Snipes novamente como Blade, assim como Kris Kristofferson como Whistler, mas também trazia Ron Perlman (Círculo de Fogo) como Reinhardt, a chilena Leonor Varela (O Alfaiate do Panamá) como Nyssa, Norman Reedus (Santos Justiceiros) como Scud, Thomas Kretschmann (U-571 – A Batalha do Atlântico) como Damaskinos, Luke Goss (Conduta Ilegal) como Nomak, Matthew Schulze (Velozes e Furiosos) como Chupa, Danny John Jules (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes) como Asad, Donnie Yen (Highlander: A Batalha Final), Karel Roden (15 Minutos) como Kounen, a bela norueguesa Marit Velle Kile como Verlaine, Tony Curran (Pearl Harbor) como Priest e Daz Crawford (007 – O Mundo Não É O Bastante) como Lighthammer. O novo filme, também produzido pela New Line Cinema, custou ao estúdio US$ 54 milhões e teve uma arrecadação mundial de US$ 155.010.032, o que foi considerado bom para garantir uma terceira continuação.
O segundo filme de 2002 era com um dos personagens mais famosos da Marvel, o Homem-Aranha.
Depois de anos em animações e somente com uma adaptação em live-action no ano de 1977, O Amigo da Vizinhança aguardou sua adaptação na tela grande. Em 1985 ela quase saiu pela empresa Cannon Films, com direção de Joseph Zito, mas Menahem Golan e Yoram Globus desconheciam totalmente os aspectos do personagem, o que gerou insatisfação na Marvel e o projeto foi cancelado. Em 1991, James Cameron escreveu também seu roteiro para um filme do personagem, mas não foi para frente. Depois dessa última tentativa, houveram problemas judiciais a respeito dos direitos do personagem no cinema, até que a Marvel ganhou e passou para a Columbia Pictures os direitos de filmagem do Cabeça-de-Teia. O filme estreou em 2002 com Sam Haimi (O Dom da Premonição) na direção e no elenco vinham Tobey Maguire (Garotos Incríveis) como Peter Parker/Homem-Aranha, Kirsten Dunst (Entrevista com o Vampiro) como Mary Jane Watson, Willem Dafoe (A Sombra do Vampiro) como Norman Osborn/Duende Verde, James Franco (Nunca Fui Beijada) como Harry Osborn, Cliff Robertson (Fuga de Los Angeles) com tio Ben, Rosemary Harris (O Dom da Premonição) como tia May e J.K. Simmons (A Mexicana) como J.J. Jameson. O filme custou à Columbia Pictures US$ 139 milhões e arrecadou pelo mundo US$ 821.708.551, o que animou a Columbia a fazer uma continuação, também. Começava-se a perceber o mercado lucrativo dos filmes de super-heróis da Marvel.
Em 2003, 20th Century Fox retornava aos cinemas com uma continuação de X-Men. X-Men 2 no dia 25/04/2003, sendo novamente dirigido por Bryan Singer e com todo o elenco original do primeiro filme: Patrick Stewart como Charles Xavier, Sir Ian McKellen como Magneto, Halle Berry como Ororo Munroe/Tempestade, Famke Janssen como Jean Grey, James Marsden como Scott Summers/Ciclope, Anna Paquin como Vampira, Hugh Jackman como Logan/Wolverine e Rebecca Romijn como Mística, ainda eram acrescentados ao elenco Brian Cox (A Identidade Bourne) como William Stryker, Alan Cumming (Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos) como Kurt Wagner/Noturno, Shawn Ashmore (X-Men) como Bobby Drake/Homem-de-Gelo, Aaron Stanford (A Última Noite) como John Allerdyce/Pyro e Kelly Hu (O Escorpião Rei) como Lady Deathstrike. Nesse filme a Fox investiu um pouco mais, US$ 110 milhões e teve uma bilheteria significativa de US$ 407.711.549, em todo o mundo.
No mesmo ano lançou Demolidor – O Homem Sem Medo. O filme estreou dois meses antes de X-Men, e era dirigido por Mark Steven Johnson (Pequeno Milagre), que também escreveu o roteiro, e tinha no elenco Bem Affleck (A Soma de Todos os Medos) como Matt Murdock/Demolidor, Jennifer Garner (Prenda-me Se For Capaz) como Elektra Natchios, Colin Farrell (O Novato) como Mercenário, Michael Clarke Duncan (À Espera de Um Milagre) como Wilson Fisk/Rei do Crime e Jon Favreau (Virando o Jogo) como Franklin “Foggy” Nelson. O filme custou a Fox US$ 78 milhões, mas teve uma arrecadação baixa de US$179.179.718, mundialmente, o que não incentivou a Fox em fazer uma continuação.
Ainda em 2003, a Universal Studios voltou a investir em filmes de super-heróis com o lançamento de Hulk. O personagem não ganhava uma adaptação em carne e osso desde o filme televisivo A Morte do Incrível Hulk (1990). Sob a direção de Ang Lee (O Tigre E O Dragão), o filme tinha no elenco Eric Bana (Falcão Negro Em Perigo) como Dr. Bruce Banner/Hulk, Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante) como Dra. Betty Ross, Sam Elliott (Fomos Heróis) como general Thaddeus “Thunderbolt” Ross, Josh Lucas (Uma Mente Brilhante) como major Glenn Talbot e Nick Nolte (Além da Linha Vermelha) como Dr. David Banner. O Hulk foi gerado todo em computação gráfica, diferente do seriado, e capitação de movimentos. Com isso, o filme custou ao estúdio 137 milhões, mas devido às críticas negativas, nos Estados Unidos arrecadou US$ 132.177.234, e pelo mundo, US$ 245.360.480, o que fez com que a Universal deixasse o gigante verde em êxtase por cinco anos.
A Fox veio a lançar mais um filme, desta vez baseado em personagens criados pelo roteirista Alan Moore e lançados pela editora Wildstorm, A Liga de Cavaleiros Extraordinários. O filme, intitulado simplesmente como A Liga Extraordinária, tinha direção de Stephen Norrington (Blade, O Caça Vampiros), o filme tinha no elenco Sean Connery (Armadilha) como Allan Quartermain, Peta Wilson (da série de TV La Femme Nikita) como Mina Harker, o indiano Naseeruddin Shah como Capitão Nemo, Tony Curran (Blade II – O Caçador de Vampiros) como Rodney Skinner/O Homem Invisível, Stuart Townsend (A Rainha dos Condenados) como Dorian Gray, Shane West (Drácula 2000) como Tom Sawyer, Jason Flemyng (Do Inferno) como Dr. Henry Jekyll/Edward Hyde e Richard Roxburgh (Moulin Rouge: Amor em Vermelho) como M/Dr. Moriarty. O filme custou à Fox US$ 78 milhões, mas nos Estados Unidos, arrecadou somente US$ 66.465.204, enquanto pelo mundo arrecadou US$ 179.265.204.
No começo de 2004, a Dark Horse voltava aos cinemas com o filme Hellboy. Personagem escrito e desenhado pelo artista Mike Mignola,
Hellboy é um dos grandes sucessos da editora e teve o lançamento feito pela Columbia Pictures. Sob direção de Guillermo Del Toro (Blade II – O Caçador de Vampiros), contava no elenco com Ron Pearlman (Blade II – O Caçador de Vampiros) como Hellboy, Selma Blair (Tudo Para Ficar Com Ele) como Liz Sherman, John Hurt (Harry Potter e a Pedra Filosofal) como Dr. Trevor “Broom” Bruttenholm, o britânico Rupert Evans como agente John Myers, Karel Roden (O Monge à Prova de Balas) como Grigori Rasputin, Jeffrey Tambor (Eurotrip – Passaporte para a Confusão) como diretorTom Manning, Doug Jones (MIIB – Homens de Preto II) como Abe Sapien, Ladislav Beran (Blade II – O Caçador de Vampiros) como Karl Ruprecht Kroenen e Biddy Hodson (As Brumas de Avalon) como Ilsa Haupstein. O filme custou a Columbia Pictures US$ 66 milhões e arrecadou um pouco mais do triplo, mundialmente (sendo que foi um fracasso nos EUA, pois arrecadou somente US$ 59.623.958), ou seja, US$ 99.318.987.
Já a Marvel teve três lançamentos no ano de 2004. Pela Lionsgate, estreou O Justiceiro, pela Columbia Pictures estreou Homem-Aranha 2 e pela New Line Cinema veio a Blade: Trinity.Em abril de 2004, estreou nos cinemas estadunidenses o segundo filme do Justiceiro. O primeiro, devido ao fracasso comercial, fora lançado direto em vídeo, já o segundo foi lançado nos cinemas com direção do escritor Jonathan Hensleight, que fez sua estreia como diretor, e tinha no elenco Thomas Jane (O Apanhador de Sonhos) como Frank Castle/Justiceiro, John Travolta (Violação de Conduta) como Howard Saint, Will Patton (A Última Profecia) como Quentin Glass, James Carpinello (da série Felicity) como os gêmeos Bobby e John Saint e Laura Harring (Cidade dos Sonhos) como Livia Saint. A Lionsgate Studios gastou com o filme US$ 33 milhões e arrecadou mundialmente somente US$ 54.700.105, deixando, mais um vez, o Justiceiro sem munição para uma continuação.
Em junho de 2004, a Columbia lançou a continuação de Homem-Aranha.
Homem-Aranha 2 ainda contava com Sam Raimi na direção, assim como com boa parte do elenco original como Tobey Maguire como Peter Parker/Homem-Aranha, Kirsten Dunst como Mary Jane Watson, James Franco como Harry Osborn, Rosemary Harris como tia May e J.K. Simmons como J.J. Jameson. Willem Dafoe fez uma breve aparição como lembranças do filho de Norman Osborn, Harry, mas o elenco ganhou um novo membro no elenco, Alfred Molina (Lutero) como Dr. Otto Octavius/ Dr. Octopus. Esse novo filme custou a Columbia US$ 200 milhões, e arrecadou mundialmente US$ 783.766.825, além de excelentes críticas para o ator Alfred Molina por sua interpretação como Dr. Octopus.
Antes da terceira parte da série Blade estear nos cinemas, a Warner lançou Mulher-Gato.
O filme estreou em julho de 2004 e tinha a direção de Pitof, que tinha somente dirigido Vidocq e trabalhado bastante com efeitos visuais em filmes como Alien – A Ressurreição, Astérix e Obélix contra César e Joana D’Arc. No elenco tinha Halle Berry (X-Men 2) como Patience Phillips/Mulher-Gato, Benjamin Bratt (Traffic: Ninguém Sai Limpo) como policial Tom Lone, Sharon Stone (Vítima da Sedução) como Laurel Hedare e Lambert Wilson (Matrix Revolutions) como George Hedare. O filme custou a Warner US$ 100 milhões e se tornou o maior fracasso arrecadando pelo mundo US$ 82.102.379.
Em dezembro de 2004 estreou o novo Blade.
Blade: Trinity tinha na direção o roteirista David S. Goyer (Conduta Ilegal) e somente repetia Wesley Snipes no papel de Blade, pois o restante do elenco era totalmente novo com Jessica Biel (Celular – Um Grito de Socorro) como Abigail Whistler, Ryan Reynolds (O Dono da Festa) como Hannibal King, Dominic Purcell (Equilibrium) como Drácula/Drake, Parker Posey (Leis da Atração) como Danica Talos, Callum Keith Rennie (Efeito Borboleta) como Asher Talos e o lutador de WWE Paul “Triple H” Levesque. O filme custou a New Line Cinema US$ 65 milhões e arrecadou mundialmente US$ 128.905.366.
Nona arte na sétima arte - Parte 2
Publicado na fanpage do Overdose HQ em 17/09/2014.
(Antes da leitura, uns esclarecimentos: 1º- O texto a seguir se refere a personagens que tiveram suas interpretações tanto no cinema quanto nos quadrinhos, sendo assim, muitos super-heróis terminaram ficando de fora, pois eram originais da sétima arte; 2º- O material teve como fonte o Wikipedia, o IMDB e o Box Office Mojo. boa leitura).
Antes da Warner voltar com o Batman aos cinemas, a Mirage Comics, detentora dos direitos das Tartarugas Ninjas levou os quelônios aos cinema em 1990 no filme Tartarugas Ninjas. Os personagens eram mais baseados no desenho animado que passava nas televisões estadunidenses e – porque não – do mundo no final da década de 1980, o que garantiu um grande sucesso do filme que rendeu US$ 135.265.915 (a produção foi de US$ 13,5 milhões), garantindo uma sequência no ano seguinte.
No mesmo ano a 21st Century Film Corporation (não confundir com a 20th Century Fox) lançou nos cinemas o filme Capitão América. Como protagonista vinha o ator Matt Salinger. O filme foi uma tremenda catástrofe, somente rendendo US$ 675.437. deixando a Marvel mais uma vez em stand by.
Em 1991 as Tartarugas voltaram ao cinema em Tartarugas Ninjas II: O Segredo do Ooze. Apesar de um roteiro mais raso e um filme bem fraco, elas conseguiram pagar a produção do filme, cujo custo foi de US$ 25 milhões. O filme arrecadou, somente nos EUA, US$ 78.656.813.
Ainda em 1991, a Walt Disney Pictures lançou Rocketeer. O filme, estrelado pela belíssima Jennifer Connely, trazia também Billy Campbell (da série Helix) no papel do protagonista, Alan Arkin (Argo) no papel do mecânico Peevy e o ex-007 Timothy Dalton (Penny Dreadful) como o antagonista Neville Sinclair. O filme custou aos estúdios US$ 35 milhões, mas a sua bilheteria, nos Estados Unidos, quase não deu para pagar a produção, somente rendendo US$ 46.704.056. Apesar de, mundialmente, o filme ter rendido US$ 62.000.000, a Walt Disney nem cogitou uma continuação.
Em 1992, A Warner lançou o segundo filme do Batman. Batman – O Retorno estreou no dia 18/06/1992, nos Estados Unidos, com Tim Burton novamente na direção, assim como Michael Keaton ainda como Bruce Wayne/Batman, Michael Gough como Alfred Pennyworth e Pat Hingle como Comissário James Gordon. Entrando no elenco tiveram a atriz Michelle Pfeiffer como Selina Kyle/Mulher-Gato, Danny DeVito como Oswald Cobblepot/Pinguim e Christopher Walken como Max Shreck. O filme, ainda mantendo o foco nos vilões e deixando o Batman em segundo plano, custou aos estúdios US$ 80 milhões e terminou arrecadando US$ 266.822.354, de bilheteria mundial.
Em 1993 a New Line retornou com As Tartarugas Ninjas III, onde o grupo fazia uma viagem no tempo e ia ao Japão Medieval. O filme custou à New Line US$ 21 milhões, mas terminou arrecadando, dentro dos EUA, US$ 42.273.609, o que ocasionou no filme estrear no Brasil através de home-video.
Em 1994, foi a vez da Calliber Comics se arriscar com um personagem seu no cinema. O Corvo, personagem criado pelo artista James O’Barr no dia 13/05/1994, custando ao estúdio Miramax Films o valor de US$ 15 milhões (estimativa). Com direção de Alex Proyas, tendo no elenco Brandon Lee (que terminou falecendo durantes as filmagens), Ermie Hudson (o Winston de Os Caça-Fantasmas), Michael Wincott, a estreante Rochelle Davis e Sophia Shinas, filme rendeu, mundialmente, US$ 144.693.129. Alguns falavam que muito disso veio da “publicidade negativa” decido à morte do ator Brandon Lee durante as filmagens, mas isso garantiu à Miramax uma continuação. Neste ano, ainda, a Dark Horse Comics, que tinha menos de um década de existência, decidiu também correr o risco nos cinemas e deixou a New Line Cinema, que fora bem sucessida com a franquia das Tartarugas Ninjas, filmar e lançar
O Máskara. O personagem, que tinha um tom mais sombrio nos quadrinhos, ganhou um aspecto mais de diversão e chegou aos cinemas estadunidenses com direção de Chuck Russell (que dirigira Hora do Pesadelo 3 e A Bolha Assassina) e contando com Jim Carrey (Ace Ventura – Um Detetive Diferente) como Stanley Ipkiss/O Máskara, a – então – estreante Cameron Diaz como Tina Carlyle, Peter Riegert como o Tenente Mitch Kellaway e Peter Greene (Pulp Fiction: Tempo de Violência) como o mafioso Dorian. A New Line gastou US$ 23 milhões com o filme, mas teve um retorno de US$ 351.583.407, mundialmente, o que poderia garantir uma continuação, caso decidissem substituir Jim Carrey no papel principal, mas não aconteceu.
No mesmo ano, a Universal Studios também decidiu lançar O Sombra.
Egresso de um programa de rádio, tendo passado pelos quadrinhos e pelos seriados de cinema, o Sombra ganhou um filme com a direção de Russell Mulcahy (Highlander – O Guerreiro Imortal e Highlander II: A Ressurreição) e contava com Alec Baldwin (Caçada ao Outubro Vermelho) como Lamont Cranston/O Sombra, John Lone (M. Butterfly) como Shiwan Khan, Penelope Ann Miller (Chaplin) como Margo Lane, Ian McKellen (O Ùltimo Grande Herói) como Dr. Reinhardt Lane e Tim Curry (Os Três Mosqueteiros) como Farley Claymore. Estima-se que o filme custou a Universal US$ 25 milhões e terminou rendendo em sua exibição mundial 48.063.435, mas a sua renda nos EUA (US$ 32.063.435), não garantiram a continuação.
Em 1995, a Warner retornou com Batman, agora sob direção de Joel Schumacher, que havia dirigido o excelente O Cliente e Um Dia de Fúria. Tim Burton ficou somente na produção e o elenco terminou se alterando, pois no papel de Bruce Wayne/Batman estava o ator Val Kilmer (The Doors). Os atores Michael Gough e Pat Hingle retornaram em seus papéis como Alfred Pennyworth e Comissário James Gordon, respectivamente. Ainda entraram para o elenco Chris O’Donnell (Perfume de Mulher) como Dick Grayson/Robin, Tommy Lee Jones (O Fugitivo) como Harvey Dent/Duas-Caras, Jim Carrey como Edward Nigma/Charada e Nicole Kidman como Dra. Chase Meridian. Em um clima mais apoteótico, Batman Eternamente rendeu mundialmente US$ 336.529.144, o que garantiu uma quarta continuação (mesmo que nos EUA tenham rendido míseros US$ 184.031.112), já que o estúdio gastou US$ 100 milhões.
Neste mesmo ano, o Juiz Dredd, da 2000 AD, chegou aos cinemas, com produção da Hollywood Pictures. O Juiz vinha com direção – quase estreante - de Danny Cannon, e contava com Sylvester Stallone (O Especialista) como Juiz Joseph Dredd, Armand Assante (Os Reis do Mambo) como Rico, Max Von Sidow (Tempo de Despertar) como Chefe Fargo, Diane Lane (Chaplin) como Juíza Hershey, Jurgen Prochnow (Interceptor – O Caça Invisível) como Juiz Griffin e Rob Schneider (A Família Buscapé) como Fergee Ferguson. O estúdio gastou US$ 90 milhões na produção do filme e somente arrecadou US$ 113.493.481.
A Dark Horse, vendo o sucesso de O Máskara, decidiu colocar outro personagem para ser filmado. Então, em 1995, estreou
Tank Girl – Detonando o Futuro, com direção de Rachel Talalay (Hora do Pesadelo 6: Pesadelo Final – A Morte de Freddy), o elenco vinha com Lori Petty (Caçadores de Emoção) como Tank Girl, Malcolm McDowell (Laranja Mecânica) como Kesslee, Ice-T (New Jack City: A Gangue Brutal) como T-Saint, Naomi Watts (Sob Custódia) como Jet Girl, Jeff Kober (do seriado de TV Terra 2) como Booga e Reg E. Cathey (Perigo Real e Imediato) como Deetee. Foi o grande desastre do ano de 1995, pois o filme que custou a United Artists o valor de US$ 25 milhões, somente rendeu (nem saiu dos Estados Unidos) US$ 4.064.495.
Em 1996, a Dark Horse voltaria a se arriscar nos cinemas com a personagem Barb Wire. O filme (intitulado no Brasil como Barb Wire – A Justiceira), com produção da Universal Studios, contava com o diretor de clipes David Hogan e no elenco tinha Pamela Anderson (do seriado de TV SOS Malibu) como Barb Wire
e os estreantes Amir Aboulela como Patron e Adriana Alexander como Redhead. Foi outro fracasso sequencial da Dark Horse nos cinemas, pois o filme que custou – estimadamente – US$ 3.794.000, rendeu somente US$ 3.793.614. Neste mesmo ano a Miramax voltaria com a continuação de O Corvo.
O Corvo: A Cidade dos Anjos tinha como diretor Tim Pope, conhecido diretor de clipes, com o suíço Vincent Perez (Cyrano) como Ashe Corven/O Corvo, Mia Kirshner (Assassinato em Primeiro Grau) como Sarah, o cantor Iggy Pop como Curve e Thomas Jane (Nemesis – O Exterminador de Andróides) como Nemo. Com uma produção no valor estimado de US$ 13 milhões, o filme só rendeu US$ 17.917.287, deixando a franquia estacionada por quatro anos, quando lançaram um novo filme, direcionado para home-video.
Ainda em 1996,
O Fantasma, pertencente à King Features Syndicate, criado por Lee Falk, também ganhou um filme. Dirigido por Simon Wincer (Operação Dumbo), o filme tinha no elenco Billy Zane (Terror a Bordo) como Kit Walker/Fantasma, Kristy Swanson (Estrada Para o Inferno) como Diana Palmer, Treat Williams (O Preço da Traição) como Xander Drax, Cary-Hiroyuki Tagawa (Mortal Kombat) como Kabai Sengh e Catherine Zeta-Jones (Catarina a Grande) como Sala. A Paramount Pictures gastou (possivelmente) US$ 45 milhões para produzir o filme, que somente rendeu US$ 17.323.326, dentro do EUA.
O ano de 1997 veio com mais um filme do Batman. Ainda sob a direção de Joel Schumacher, Batman & Robin estreou no dia 20/06/1997, agora com George Clooney (Um Drink no Inferno) como Bruce Wayne/Batman. Ainda contava como Chris O’Donnel como Dick Grayson/Robin, Michael Gough como Alfred Pennyworth e Pat Hingle como Comissário James Gordon, e entraram para o elenco a atriz Alicia Silverstone (As Patricinhas de Beverly Hills) como Barbara Wilson/Batgirl, Uma Thurman (Pulp Fiction: Tempo de Violência) como Dra. Pamela Isley/Hera Venenosa, Arnold Schwarzenegger (Queima de Arquivo) como Dr. Victor Fries/Senhor Frio e Jeep Swenson (À Prova de Balas) como Bane. Mantendo um estilo camp, o filme era mais alegórico do que seu antecessor, com piadinhas execráveis e vários absurdos, como em uma imitação moderna do seriado de TV dos anos de 1960. O filme custou a Warner US$ 125 milhões, e mundialmente rendeu US$ 238.207.122. Devido às críticas mais que negativas, tanto dos especialistas quanto do público, a franquia do Batman ficaria enterrada por oito anos. Para piorar ainda mais a situação da Warner, a empresa lança, no mesmo ano, Steel. Dirigido pelo diretor de filmes para TV Kenneth Johnson, tinha como elenco o jogador de basquete Shaquille O’Neal como John Henry Irons/Aço, Annabeth Gish (Nixon) como Susan Sparks, Judd Nelson (New Jack City: A Gangue Brutal) como Nathaniel Burke e Richard Roundtree (do seriado Shaft) como Tio Joe. O filme custou a Warner US$ 16 milhões e rendeu-lhe US$ 1.710.972, se tornando o maior fracasso da empresa com filme de super-heróis.
Ainda em 1997, Todd McFarlane, pela empresa Image Comics, que ele havia fundado anos antes com outros artistas dos quadrinhos, decidiu lançar pela New Line Cinema, Spawn – O Soldado do Inferno. O filme foi a primeira direção do especialista em efeitos visuais Mark A.Z. Dippé, e tinha no elenco Michael Jai White (Tyson) como Al Simmons/Spawn, John Leguizamo (Romeu + Julieta) como Violador/O Palhaço, Martin Sheen (Apocalypse Now) como Jason Wynn, Nicol Williamson (O Exorcista III) como Cogliostro, D.B. Sweeney (Fogo no Céu) como Terry Fitzgerald, Melinda Clarke (A Volta dos Mortos-Vivos 3) como Jessica Priest e Theresa Randle (Os Bad Boys) como Wanda Blake. O filme custou ao estúdio US$ 40 milhões e rendeu, mundialmente, US$ 87.840.042, mas nunca teve uma continuação, que sempre fora prometida, mas nunca foi realizada.
Em 1998, estreia o primeiro personagem da Marvel no cinema. Vindo das revistas Tombo of Dracula,
Blade, O Caçador de Vampiros teve sua estreia em 21/08/1998. Com direção de Stephen Norrington, que somente havia dirigido Death Machine em 1994, no elenco trazia Wesley Snipes (U.S. Marshals – Os Federais) como Blade, Stephen Dorff (Piratas do Espaço) como Deacon Frost, Kris Kristofferson (Lone Star – A Estrela Solitária) como Whistler, N’Bushe Wright (Ambição em Alta Voltagem) como Karen e Donal Logue (O Negociador). O filme foi lançado pela New Line Cinema e custou ao estúdio US$ 45 milhões, e nessa primeira investida da Marvel Comics com um personagem da segunda linha da editora, rendeu US$ 131.183.530, mundialmente.
No mesmo ano, um personagem recorrente dos pulps (revistas que tinham papel barato, e um custo também) e da literatura, reestrearia nos cinemas, Zorro. A Máscara de Zorro voltou aos cinemas em 1998, com direção de Martin Campbell (007 contra Golden Eye), o filme trazia no elenco Antonio Banderas (A Balada do Pistoleiro) como Alejandro Murrieta/Zorro, Anthony Hopkins (Amistad) como Don Diego De La Veja/Zorro, Catherine Zeta-Jones (Fantasma) como Elena, Matt Letscher (da série Caso de Polícia) como Capitão Harrison Love e Stuart Wilson (Tartarugas Ninjas III) como Don Rafael Montero. O filme teve produção de US$ 95 milhões e rendeu mundialmente ao estúdio Columbia Pictures US$ 250.288.523, mas devido aos rendimentos em solo estadunidense (somente rendeu US$ 94.095.523), demorou para a Columbia voltar a franquia.![]()
Em 1999, a única empresa a se arriscar – novamente – no mercado de películas baseadas em quadrinhos, foi a Dark Horse Comics. A Universal Studios çançou neste ano o filme Quase Super-Heróis. Baseados nos personagens que o cartunista Bob Burden havia criado para sua série em quadrinhos Flaming Carrot Comics, o filme tinha direção do estreante Kinka Usher (que chegou a atuar no filme) e tinha no elenco Bem Stiller (Quem Vai Ficar com Mary?) como Mr. Furious, Hank Azaria (Godzilla) como The Blue Raja, William H. Macy (A Qualquer Preço) como Shoveler, Jeneane Garofalo (Dogma) como The Bowler, Kel Mitchell como Invisible Boy, Paul Reubens (As Aventuras de Pee-Wee) como Spleen, Wes Studi (Fogo Contra Fogo) como Sphinx, Greg Kinnear (Mens@gem para Você) como Lance/Captain Amazing, Geoffrey Rush (Elizabeth) como Casanova Frankenstein e Lena Olin (O Ùltimo Portal). Foi um investimento arriscado da Universal de US$ 68 milhões, que simplesmente chafurdou nas bilheterias, rendendo mundialmente os insignificantes US$ 33.461.011, mas nem isso fez a Dark Horse deixar de arriscar, pois em breve era voltaria com um demônio vermelho.















