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sexta-feira, 23 de julho de 2021
Tarzan: Um apêndice
Apêndice é uma parte pertencente a outra maior e que a completa, e é desta forma que vejo esse vídeo sobre o Senhor dos Macacos, Tarzan.Surgindo em 1912 pelas mãos de Edgar Rice Burroughs, Tarzan dos Macacos iniciou nos pulps para ganhar o mundo. Cinema, Rádio, Animações, Quadrinhos, seriados, o sucesso do personagem na cultura pop é maravilhoso! Conheça um pouco deste sucesso neste vídeo. Caso deseje conhecer mais sobre Tarzan, adquira: - Tarzan: A origem do Homem-Macaco e outras histórias = https://amzn.to/3b32IRj - Tarzan: O Homem-Leão e outras histórias = https://amzn.to/3dLdCga - Tarzan: Edição Comentada e Ilustrada = https://amzn.to/2O9vV3F - Tarzan = https://amzn.to/3qU5VrH
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terça-feira, 22 de outubro de 2019
RESENHA SÉRIE: Carnival Row (2019-)
CARNIVAL ROW (2019-)
Criadores: René Echevarria, Travis Beacham
Elenco: Orlando Bloom, Cara Delevingne, Tamzin Merchant,
David Gyasi, Simon McBurney, Andrew Gower, Karla Crome, Arty Froushan, Caroline
Ford, Jared Harris, Indira Varma, Alice Krige
A cidade de Burgo é um local que mistura o luxo e a
decadência da sociedade, misturando humanos com seres mágicos. No Burgo, humanos
convivem com fadas, faunos, ogros, haruspex, centauros, lobisomens, e vários outros seres.
Repentinamente uma morte inesperada ocorre com uma pixie e o inspetor do
Departamento de Polícia do Burgo, Rycroft Philostrate, se vê em um mistério que
pode levar o Burgo a uma guerra entre os seres mágicos e os humanos, que é
contida pelo Conselho da Cidade, sob a liderança do Chanceler Absalom Breakspear
(Jared Harris).
Enquanto isso, fugindo do Pacto, Vignette Stonemoss (Cara
Delevingne) chega à Cidade de Burgo e precisa retomar sua vida, após a Grande
Guerra de Timanoc, onde conhecera Rycroft, por quem se apaixonou. Ela vai morar
com sua amiga Tourmaline Larou (Karla Crome), uma fada prostituta no Hotel
Tetterby.
Já em Finistere Crossing, o bairro de luxo do Burgo, chega o
fauno Agreus Astrayon (David Gyasi), que termina fazendo um contrato com os
irmãos falidos Imogen Spunrose (Tamzin Merchant) e Ezra Spurnrose (Andrew
Gower), e causa burburinhos na sociedade aristocrática do Burgo...
Sinceramente, o Burgo será pequeno para tudo o que está acontecendo!
“Carnival Row” estreou todos os episódios no sistema
streaming da Amazon, Prime Video, no dia 30 de agosto de 2019 e seus oito
episódios misturam magia, mistério, suspense, romance e questionamentos
sociais.
“Carnival Row” é uma grande mistura de estilos que mexem com
os admiradores deles. Começo com o que notei logo de cara, um ar shakespeariano
na história.
Por que isso? Porque me lembrou, de cara, a peça “Sonhos de
Um Noite de Verão”, de William Shakespeare. Começa pelo sobrenome do personagem
interpretado por Orlando Bloom. Rycroft Philostrate. Philostrate era o censor
do Tribunal de Teseu na comédia de Shakespeare. A deusa das fadas é Titânia,
que na obra shakespeariana é a rainha das fadas. Ou seja, os elementos combinam
com a ideia de influência.
Outra grande influência à série são as obras de suspense e steampunk
do final do século XIX. O clima e ambientação do Burgo lembra muito as obras de
Arthur Conan Doyle, Bram Stoker, Robert Louis Stevenson, Oscar Wilde, H.G.
Wells e Jules Verne, com toda a tensão e as descobertas tecnológicas da Era das
Invenções. Para criar esse ambiente, os roteiristas da série incluem “Viagem à
Lua”, como o livro preferido de Rycroft Philostrate.
Por aí, você percebe que “Carnival Row” pode simplesmente
atrair os mais diversificados tipos de pessoas que conseguem admirar esse tipo
de contexto. Mas, o que ainda mais te deixa fascinado com a série são as
questões sociais abordadas e como ocorrem.
É impressionante como decidimos ojerizar o que não
conhecemos ou que consideramos como diferente. E isso acontece constantemente
em “Carnival Row”. As pessoas discriminam, degradam os seres mágicos, por serem
diferentes e terem uma religião diferente. Eles são surrados, ofendidos e
execrados constantemente, tendo poucos humanos que os apoiem. Alguns mais
abertamente, outros de forma mais ponderada e diplomática, mesmo que não
resolva muito. E, entre os seres mágicos, eles adotam o lema “se não está
comigo, está contra mim” na sua própria espécie ou contra os humanos,
principalmente os fanáticos religiosos. Ou seja, temos terroristas, também.
É impressionante como Travis Beacham – que ampliou o seu roteiro
para filme para uma série – e René Echevarria conseguiram ambientar tantas
questões em uma série com ares de Era Vitoriana misturada com Shakespeare. Você
tem desde agressões verbais e físicas contra os seres mágicos, que precisam sobreviver
em empregos degradantes ou subalternos, até os “não-preconceituosos”, aqueles
que sempre dizem “eu não sou preconceituoso, mas...” A polícia e os políticos que
sempre dão preferência em acusar e bater em seres mágicos, culpando-os pela
decadência de sua sociedade, mas não deixam de ir ao prostibulo de fadas ou
contar com os trabalhos serviçais dos faunos.
Se você odeia discriminação, prepare-se para ficar extremamente irado
com o que ocorre em “Carnival Row”.
Mas, mesmo que esse pano de fundo seja
extremamente importante pra percebermos como somos seres decadentes, a
verdadeira trama está nas histórias que são narradas nos oito episódios, pois o
mistério acerca do assassino que estripa seres mágicos e humanos está
totalmente ligado a Rycroft, personagem de Orlando Bloom que, por sinal, está
muito bem no papel do inspetor da Polícia do Burgo.
Outra que também demonstra seu grande talento é Cara
Delevingne fazendo a fada Vignette. Desde o momento que ela surge na série, ela
demonstra lutar pelos seres mágicos como ela. Quando chega ao Burgo, depois de
encontrar Rycroft, passa por uma prova de fogo para se unir aos Corvos Negros,
um grupo militante de fadas. Outros atores fantásticos também são a atriz
Tamzin Merchant e o ator David Gyasi que interpretam Imogen Spurnrose e Agreus
Atrayon, respectivamente. Ela é uma das “não-preconceituosas” que aprendem
muito com o fauno de Gyasi, um homem que veio do nada e conseguiu fazer fortuna
passando por cima do que fosse necessário.
A qualidade de “Carnival Row” é tão deslumbrante que a Prime
Video já ecomendou uma segunda temporada. Não vejo a hora de continuar a
acompanhar essa serie que promete um grande caos na próxima temporada.
domingo, 2 de junho de 2019
RESENHA SÉRIES: Belas Maldições (Good Omens, 2019)
BELAS MALDIÇÕES (Good Omens, 2019)
Direção: Douglas McKinnon
Roteiro: Neil Gaiman
Baseado na obra "Belas Maldições" (Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch), de Neil Gaiman e Terry Pratchett
Baseado na obra "Belas Maldições" (Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch), de Neil Gaiman e Terry Pratchett
Elenco: David Tennant, Michael Sheen, Frances McDormand, Sam Taylor Buck, Ollie, Jon Hamm, Ned Dennehy, Ariyon Bakare, Adria Arjona, Jack Whitehall, Michael McKean, Miranda Richardson, Anna Maxwell Martin, Doon Mackichan, Paul Chahidi, Brian Cox, Mireille Enos, Lourdes Faberes, Yusuf Gatewood, Benedict Cumberbatch
No princípio de tudo, uma serpente surgiu no Éden e tentou
Eva a comer a fruta do conhecimento. Esta, por sua vez, deu a Adão e, por causa
disso, ambos foram expulsos do Paraíso, mas o anjo que guardava o local lhes
deu sua espada para se protegerem. O que ninguém desconfiava é que aquela
serpente e aquele anjo se tornariam companheiro no longo do tempo.
Crowley (David Tennant) e Aziraphale (Michael Sheen), como
imortais, veem a humanidade crescer, se proliferar, passar por algumas
tentações – por conta de Crowley –, alguns milagres – por conta de Aziraphale –
e, quando chega perto do Armagedom, ambos recebem uma missão de cuidar para que
o Anticristo seja o responsável pelo Fim do Mundo.
Crowley recebe a missão, das mãos de Hastur (Ned Dennehy) e
Ligur (Ariyon Bakare), de entregar o Anticristo a um hospital de freiras
dedicadas à Satã. Enquanto Aziraphale recebe do Arcanjo Gabriel (Jon Hamm) a
missão de zelar pelo bebê, que também será responsável pelo batalha entre o Céu e o Inferno, mas uma confusão deixa as coisas – quase –
impossíveis e torna possível que o Fim do Mundo, o Armagedom, aconteça.
Essa minissérie em seis partes tem base em um livro escrito
a seis mãos por Neil Gaiman (Deuses Americanos, Sandman) e Terry Pratchett (saga
Discworld). É uma das séries mais divertidas que eu já vi. À base de uma trilha sonora toda envolvendo a banda Queen, "Belas Maldições" – sinceramente, gostaria de uma tradução mais literal – não se leva
a sério. É uma brincadeira, pois Gaiman e Pratchett brincam com a história da criação, a ideia da vinda do Anticristo - é interessante reparar na referência a série de filmes "A Profecia" - e o Armagedom, tendo como principais protagonistas o demônio Crowley - o livro foi escrito em 1990, então o Crowley da série "Supernatural" (2005-) pode ter sido baseado na criação de Gaiman e Pratchett - e o anjo Aziraphale, interpretados por David Tennant e Michael Sheen, respectivamente.
David Tennant (Jessica Jones) e Michael Sheen (Mestres do
Sexo) incorporam de forma fantástica seus personagens.
Tennant com aquele jeitão todo descolado e atrevido que já vimos em papéis como
Kilgrave, enquanto Michael Sheen nos dá um anjo totalmente... inocente. Os
momentos em que os dois se encontram, principalmente nos momentos importantes
do mundo, mostram o quanto um consegue mexer com o outro, influenciando-o e, constantemente, se ajudando.
Crowley se torna uma pessoa mais afável, enquanto Aziraphale
se torna mais atrevido.
Não se pode falar muito da ação do filme sem entregar alguns
pontos importantes, mas “Belas Maldições” é uma diversão garantida.
Como é um trabalho com base em uma obra de Gaiman, ele está
envolvido – como ocorre com “Deuses Americanos” – e termina sendo responsável
pelo roteiro da série. Você percebe em alguns momentos o toque dele,
principalmente nesse conflito entre bem e mal, mas a diferença está na diversão,
pois enquanto “Deuses Americanos” tem uma tensão e um clima sombrio por trás, “Belas
Maldições” traz uma sobriedade e diversão aparente. Existem as histórias
paralelas que acontecem sempre nas histórias de Gaiman, histórias que terminam
se intercalando e fazendo parte de todo o contexto e são importantíssimas para
os meandros da trama.
“Belas Maldições” é absolutamente uma diversão imperdível
que pode ser assistida no sistema de streaming Amazon Prime Video.
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sábado, 12 de janeiro de 2019
RESENHA SÉRIES: Titãs (Titans, 2018)
TITÃS (Titans, 2018)
Dick Grayson (Brenton Thwaites) é um detetive na cidade de
Detroit, quando é chamado para falar com a jovem Rachel Roth (Teagan Croft).
Ela chega à cidade após fugir de pessoas que desejam imensamente sequestrá-la.
O que Rachel não sabe – e ninguém dentro da Central de Detroit – é que Dick é o
primeiro parceiro do Batman, Robin. Ele decidiu sair “debaixo da capa” de seu
mentor e seguir uma carreira solo.
Após uma terceira tentativa de sequestro, Dick decide ajudar
Rachel, levando-a para Washington, onde deveria ficar segura com os “amigos” de
Dick, Hank Hall (Alan Ritchson) e Dawn Granger (Minka Kelly), que são as identidades
secretas dos vigilantes Rapina e Columba. Enquanto isso, do outro lado do
mundo, a desmemoriada Kory Anders (Anna Diop), tenta descobrir o motivo de
estar querendo ir atrás da jovem Rachel. Ela busca descobrir sobre seu passado
e, ao mesmo tempo, saber porquê Rachel é tão importante para ela.
Enquanto viaja, Rachel termina conhecendo o jovem Gar Logan
(Ryan Potter), um transmorfo que vira um tigre verde. Ele é membro de uma
família disfuncional composta por um ex-piloto de corridas, Cliff Steele (Jake
Michaels), que após um acidente teve se cérebro transportado para um corpo
robótico, se tornando o Homem-Robô, a ex-modelo Rita Farr (April Bowlby), que
após um acidente ganhou a capacidade de se esticar e se tornou a
Mulher-Elástica, o ex-piloto de testes Larry Trainor (Dwain Murphy), que depois
de um acidente com radiação ficou com o corpo desfigurado e, agora, consegue
projetar uma sombra energética, além de absorver energias e gerar altas doses
de calor, ficando conhecido como Homem-Negativo. Todos eles foram unidos pelo
Dr. Niles Caulder (Bruno Bichir), conhecido como O Chefe, que conseguiu
controlar seus poderes e os chama de Patrulha do Destino.
Para ajuda-lo a descobrir mais sobre Rachel e todos aqueles
que o cercam, Dick busca a ajuda de sua mais antiga amiga Donna Troy (Conor
Leslie), a Moça-Maravilha, antiga parceira da Mulher-Maravilha. Dick precisa
entender o que está acontecendo antes que um grande mal chegue à Terra de outra
dimensão.
Falar mais do que isso seria entregar a história inteira e
estragaria as melhores surpresas da série – tá, acho que já estraguei algumas. “Titãs”
estreou nos Estados Unidos em 12 de outubro de 2018, no sistema de streaming DC
Universe. Foram 11 episódios – eram prometidos 12 episódios – onde o clima, do
começo ao fim, era de extrema tensão. No Brasil, a Netflix adquiriu a série e
estreou no dia 11 de janeiro de 2019.
Nesses 11 episódios conhecemos um grupo bem diferente do que
se vê nos quadrinhos e nas séries animadas “Os Jovens Titãs” e “Jovens Titãs em
Ação”. Robin está mais sombrio, aderindo a extrema violência na hora que age.
Ele não poupa shurikens – no formato do “R” de sua logo – e ossos quebrados.
Não chega a matar, mas com certeza, muitos não poderão nem ter filhos. Ravena –
ou Rachel Roth, já que na série ela não aderiu ao codinome – tem uma essência
mais malévola, como se estivesse possuída por esse mal. Estelar – outra que
ainda não aderiu ao codinome – é violenta, como nos quadrinhos, mas não poupa
energia para causar grandes estragos, se for necessário. Já Mutano tem o poder
contido – acho que a falta de orçamento pesou... só não entendi porque
escolheram um tigre – e é o menos violento de todos.
“Titãs” pesa a mão na violência, mostrando que não veio para
ser assistida por crianças. Não dosam nas cenas de sangue voando para todos os
lados e jorrando no chão. Mas, mesmo assim, é a melhor série já feita da união
DC/ Warner.
Ao contrário das séries do canal The CW, “Titãs” traz mais
da essência dos quadrinhos, não sendo tão melodramática. Ela tem fanservice,
mas esse não é somente uma menção em determinado momento, fazendo parte do
contexto da história. Como temos o Robin, precisamos do Batman e, no decorrer
da série, nós o vemos, seja uma sombra na janela, uma mão sobre um ombro, uma
silhueta ou de costas, Bruce Wayne aparece na série. Lógico, o foco não é nele,
então não precisamos tanto de um rosto.
“Titãs” é uma série que possui um clima denso do começo ao
fim. É quase uma série de terror com bastante ação e violência. Não ficamos
presos a draminhas pessoais, ela tem o motivo de mostrar os jovens – nem tão
jovens assim – heróis agindo em busca de respostas, constantemente. Você
conhece mais sobre cada um deles no transcorrer da série. Mesmo àqueles que não
são os protagonistas, estão com suas histórias contadas.
Quando se assiste “Titãs”, você sente falta de algumas
coisas e alguns personagens, mas como é o começo da construção de um novo
universo – agora da streaming –, de cara com o spin-off Patrulha do Destino,
sabemos que tem muito para vir por aí.
“Titãs”, mesmo com a excessiva violência e o clima tenso, é
a melhor série com personagens da DC da atualidade, superando seus colegas do
Arrowverse. Longa vida aos Titãs!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
ECN COMENTA: Retrospectiva 2018
Ano vem, ano vai e tantos os
quadrinhos, como a TV, cinema e games ficam ricos de material lançado. O ano de
2018 não foi diferente. Os quadrinhos no Brasil tiveram um enriquecimento com
publicações de mais novas editoras que se arriscaram nesse ano de 2018, apesar
de todas as complicações financeiras que passamos. E arriscaram certo.
Passei por essa dificuldade com a
resenha de “Paraíso Perdido”, por exemplo. Meu colega e amigo, Robson Seibert,
que fez as resenhas das revistas “O Corvo de James O’Barr” e “V de Vingança”,
foi um grande apoio e ajuda para que eu escrevesse essa resenha que, de
qualquer forma queria que fizesse justiça a obra de John Milton e o trabalho de
Pablo Auladell. Teve uma boa quantidade de visualizações e agradeço a todos por
isso.
Escrever essa resenha me deu
confiança para escrever outras resenhas como “Drácula – A Obra Completa” e
“Black Dog – Os Sonhos de Paul Nash”, trabalhos de boa qualidade artística que
valem a pena fazer parte de coleções.
Eu também dei sorte com as séries
que assisti na TV e em sistemas de streaming da Netflix e da Amazon Prime Video. Não
fiz resenhas sobre essas séries, por temer entregar mais da história do que
deveria – sim, fazer spoilers – então me prendi a comentar sobre o
crossover-evento anual da Warner Channel, intitulado “Elseworlds”. Na verdade,
eu comentei mais sobre o título do próximo crossover-evento, “Crise nasInfinitas Terras”.
Também busquei ousar ao falar
sobre a versão de Liga da Justiça de Zack Snyder que a Warner Bros. Pictures
prometeu nunca lançar – espero, sinceramente, que voltem atrás nessa decisão
como fizeram com Superman II de Richard Donner. Gosto de fazer isso, às vezes.
Ano que vem muito material de
qualidade chegará, como “Meia-Dúzia de Sapos” de Gustavo Borges e Cris Peter,
“Adágio” de Felipe Cagno, “Alfa – A Primeira Ordem” de Elyan Lopes, onde ele
une vários super-heróis brasileiros em uma mesma saga, “Chaos” de Felipe
Folgosi, "Últimos Deuses” de Eric Peleias e Hiro Kawahara, entre vários
outros. Principalmente os projetos da Maurício de Sousa Produções/Panini
Comics, Graphic MSP.
Também foi o ano que mais
frequentei o cinema. Foram um total de 25 filmes. Como no caso dos quadrinhos e
seriados, não fiz resenha de todos os filmes, fossem de qualidade razoável ou
ótima – eu classifico com estrelas, o que causa certa confusão para alguns,
pois dou muitas estrelas para filmes que muitos não concordariam na quantidade.
Alguns não fiz por questão de tempo, foi um ano de conturbações e correrias –
infelizmente não consigo sobreviver do meu blog, que faço mais por prazer do
que por dinheiro.
Foi um ano de altos e baixos,
como todos os anos são, mas valeu a pena por embarcar no projeto do ForGeeks de
Moises Santiago, o ForGeeks no Rádio, onde conversamos sobre quadrinhos e
filmes, por enquanto, mas com intenção de expansão para outros assuntos que,
com certeza, eu não entenderei bulhufas como mangás, animes e games.
Lógico que não participei de
todos os programas. Preferi me ausentar da homenagem a Stan Lee, pois mesmo que
tenha abalado há muitos, para mim foi como a morte de vários outros.
Sinceramente sentirei mais falta de Steve Ditko – que também faleceu nesse ano
de 2018 e não teve tanto estardalhaço, por mais que merecesse – do que de Stan Lee.
Tá, sei de sua importância, mas
Ditko tem mais importância ainda do que ele. A diferença, Stan Lee sabia se
promover, mesmo que passasse por cima de vários outros, algo que não
interessava tanto a Ditko que nos deixou um legado imenso de personagens.
Muitos quadrinhos, muitas séries
e muitos filmes fizeram nós vermos o quão importante os nerds/geeks são, pois,
a importância disso cresce com o tempo.
Sinceramente, não vejo um
crescimento maior disso tudo, pelo contrário, talvez tenhamos uma diminuição em
breve. Mas temos que aproveitar bastante, pois 2019 virá, novamente, com uma
enxurrada de filmes grandiosos. Peter Jackson, Marvel, Star Wars, Godzilla, DC,
Disney, serão algumas das coisas que chegarão aos cinemas e, como sempre, eu
espero que esteja lá para conferir a todos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Crise nas Infinitas Terras... será possível?
Certo, agora todos assistiram ao
crossover-evento – tô chamando assim – do “Arrowverso” – todos chamam assim.
Logo no último episódio (não, não vou dar spoilers, podem deixar!) aparece o
anuncio do próximo crossover-evento, “Crise nas Infinitas Terras”, e é aí que
quero chegar.
Antes, vamos conhecer mais sobre
esse título. Em 1985, Marv Wolfman e George Pérez, responsáveis por um dos
maiores sucessos da DC Comics na década de 1980, Os Novos Titãs, foram incumbidos
pela presidente da DC Comics, Jenette Khan, seu vice-presidente e
editor-executivo da editora, Paul Levitz, e o editor Dick Giordano de uma
megassaga que transformaria totalmente o Multiverso DC, que encontrava-se meio
bagunçado. Isso era porque a DC Comics, com o passar dos anos adquirira os
personagens da Fawcett Comics, da Charlton Comics e Quality Comics,
integrando-os ao Multiverso DC, criado a partir da história “Flash de Dois
Mundos” da Flash #123 (setembro de 1961) e estendidos nos encontros anuais da Liga
da Justiça da América e Sociedade da Justiça da América. Na saga, o Monitor, um
observador que ficava no limiar do universo, na lua de Oa, mundo dos Guardiões,
convoca alguns super-heróis e super-vilões de diversos mundo e épocas para
integrar um grupo que vigiaria torres para manter o multiverso em equilíbrio.
Ele fizera isso tudo, pois descobrira que uma grande ameaça do universo de antimatéria
pretendia devorar todos os demais universos para se tornar extremamente
poderoso.
Monitor – ele não tinha um nome –
também trabalhava ladeado por Lyla Michaels (uma sobrevivente de um dos mundos devorados
por seu inimigo, que depois seria chamado de Anti-Monitor), a Precursora, e Alexander
Luthor da Terra-3, que fora uma das primeiras destruídas na saga, também. Outro
que também viajava durante todo a megassaga era o Pária, um humano que
descobrira o evento da criação e fora responsável pela destruição do seu
universo e, como punição, deveria viajar entre os universos, vendo-os serem destruídos.
Em determinado momento a saga toma um outro rumo, Monitor e traído e morto, mas
Flash (Barry Allen) salva cinco universos da destruição total. Quando os
super-heróis decidem enfrentar o Anti-Monitor em seu ambiente, a Supergirl
também é morta.
Ao final da saga, o Multiverso se
torna Universo Unificado e uma linha de continuidade é criada e estabelecida,
cada um dos personagens ganham novas criações e o Universo DC seguiu em frente
até Zero Hora, Crise Infinita, 52, Crise Final e Ponto de Ignição.
A ideia seguiu bem e estava dando
certo, pois o universo DC era uníssono e todos os personagens eram divididos
por suas épocas, então, ao meu ver, funcionava. Mas o principal objetivo era a
unificação de TODO o Universo DC em um só.
Daí vamos ao crossover-evento da
Warner, que leva o mesmo título – há, eu não disse, mas nos quadrinhos, o
evento dura um ano de publicações e tie-ins (história de interligação com a
saga). Vemos em Elseworlds a aparição de Mar Novu (LaMonica Garrett), o Monitor
– é, agora ele tem nome – que dá ao Dr. John Deegan (Jeremy Davies) o Livro do
Destino. Em determinado momento, no meio à batalha contra o Superman “Deegan”
(Tyler Hoechlin), Oliver Queen (Stephen Amell), o Arqueiro Verde, procura Novu
e faz um acordo com ele, o que ajuda na vitória dos heróis sobre o Deegan (“Ah,
você deu spoilers!”... Sério? Cresçam, não contei nada demais!). Bem, que
acordo foi esse? Possivelmente, esse acordo será um dos pontos chaves de “Crise
nas Infinitas Terras” – isso se não intervir no decorrer da série de Arrow (mas
acho que não). “Mas por que escrever isso tudo, parece que você não está chegando
a lugar nenhum?”... calma, eu chego lá.
Quando eu assisti “Elseworlds”,
eu senti falta de... algo mais! O enredo é interessante, a história também
poderia ser, mas temos um problema sério... TRÊS EPISÓDIOS!
O “Arrowverso” possui quatro
séries que são interligadas: “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of the
Tomorrow”. Por algum motivo que eu desconheço – infelizmente não estou
acompanhando as séries, espero para vê-las de uma tacada só na Netflix – “Legends
of the Tomorrow” ficou de fora do crossover-evento. Acredito que deverá
participar de “Crise...”, mas mesmo assim, acho pouca série para um evento
desse tamanho.
“Como assim, evento desse tamanho?”.
Gente, sempre que todos os DCnautas falam de Crise nas Infinitas Terras, ele
foi o maior de todos os divisores de água de todos os tempos da DC Comics.
Nenhum outro chegou aos pés, pois após ele, Superman, Batman e Mulher-Maravilha
tiveram suas histórias recontadas por três dos maiores nomes da época: John
Byrne, Frank Miller e George Pérez, respectivamente. Eles reformularam e transformaram
as histórias desses personagens, que repercute até os dias de hoje, quando
alguém lembra de grandes mudanças. Então Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Geoff
Johns usarem esse nome para um crossover-evento de quatro episódio, somente, é
SACANAGEM!
Ah tá, possivelmente teremos a
série da “Batwoman” estrelada por Ruby Rose. Mas o Universo DC cresceu na TV.
Até o momento, a série “Black Lightning” foi mostrada como de um universo
paralelo ao do Arrowverso, sem nenhuma ligação, talvez em busca de uma
identidade pessoal. Sem contar que, agora, existem as séries do serviço de
streaming DC Universe, onde temos “Titans” e, em breve, teremos “Doom Patrol” e
“Swamp Thing”, para citação inicial... sem contar “Gotham”, que pertence à Fox,
mas está para ser cancelada.
Recentemente, quem acompanha as
notícias nas redes sociais, sabem que Tom Welling e Michael Rosenbaum – da extinta
série “Smallville” (2001-2011) – se sentaram na mesa do Arrowverso para uma
conversa... Por quê? Cria-se várias especulações e esperanças com isso. Daí eu
volto ao ponto: – incluindo “Batwoman” – cinco episódios? É SACANAGEM!
Mesmo que seja para se desfazer
da Terra 90 – sim, vimos o Barry Allen da clássica série “The Flash”
(1990-1991), estrelada por John Wesley Shipp (atualmente Jay Garrick, da
Terra-2) e, mesmo que sua Terra tenha sido detonada, ela não foi consumida pelo Anti-Monitor – e da Terra “Smallville” –
vai-se lá saber que número darão para ela! –, vai ser muito corrido. Cinco
episódios não dariam conta de um evento que PODERIA envolver várias outras
séries da DC, mesmo que não sejam da CW. E olha que eu nem inclui o Universo
Cinematográfico, pois sei que complicação seria isso.
Então, como será isso?
Sinceramente, será um crossover-evento para chamar atenção dos fãs dos
quadrinhos que esperarão um grande evento e terão uma coisa feita de qualquer
jeito, com o maior de todos os títulos de megassaga da DC Comics.
Meu medo é exatamente essa
decepção. Eu sei que não matarão o Flash de Gustin ou a Supergirl de Benoist,
pois eles são protagonistas das próprias séries, mas tô pensando que isso
somente servirá para unir as Terras do Arqueiro Verde e Flash com da Supergirl,
pois desde o começo foi especificado que faziam parte de universos diferentes,
ignorando qualquer outra série que exista. Chamará a atenção dos fãs de
Smallville, pois em cinco minutos teremos Clark Kent e Lex Luthor de Welling e
Rosenbaum. Deveremos ter mais um pouquinho do Flash “Allen” de Shipp, mas será
isso.
Me entristece a promessa de um título
e quando ele decepciona. “Elseworlds” não explorou todas as suas possibilidades,
no meu entender, e “Crise nas Infinitas Terras” também não explorará.
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