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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Superman: Qual é o original?


Surgiu uma discussão imbecil nas redes sociais, recentemente, quando foi comentada a possibilidade de o próximo Superman se interpretado por um ator preto, onde muitos falaram que seria muito diferente do Superman original, mas fica a pergunta, qual é o original? Sim, seria totalmente diferente do Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas se pensarmos bem, nenhum dos atores que chegaram a vestir o do uniforme representou o dos quadrinhos, pois houveram interpretações de cada roteirista. Aquilo eu falo sobre cada um desses atores, assistam e tirem suas próprias análises. Ray Middleton no Superman Day da Feira Mundial de Nova York de 1939: https://youtu.be/dhYzI1J1fNI


sábado, 4 de dezembro de 2021

Capitão América: 80 anos do Bandeiroso


Nunca fui muito fã dele, mas não posso negar a importância do Capitão América, principalmente por causa do seus criadores e as motivações.

Mesmo sendo um personagem da década de 1940, Capitão América ainda busca representar o povo estadunidense e não o Estado. Foram várias as versões do mesmo personagem, mas neste vídeo eu abordo um quinto de sua história. Espero que apreciem!

Para saber mais, vocês podem adquiri aqui: - Marvel Legado - Capitão América Volume 1: Lar dos Valentes = https://amzn.to/2QrfjFW - Capitão América: Branco = https://amzn.to/3915PYa - Capitão América: Lenda Viva = https://amzn.to/3s8tJbR - A Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #27 - Capitão América: O Novo Pacto = https://amzn.to/2NzzSyK - Capitão América: Novas Ordens Mundiais = https://amzn.to/30YLM8u - Capitão América: A Ameaça Vermelha = https://amzn.to/3vO7Jpc - Capitão América: O Soldado Invernal = https://amzn.to/3cUMfxV - Guerra Civil = https://amzn.to/3vKrPQS - Capitão América: A Morte do Sonho = https://amzn.to/3f7RDAu - Capitão América: O Homem Que Comprou a América 1 = https://amzn.to/2PdBkYg Ou então acesse https://amzn.to/3r1naXr para conhecer outras edições.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Watchmen e a estupidez humana

 "Vamos celebrar a estupidez humana..." é uma frase que combina bastante com Watchmen, seja nos quadrinhos ou na série de TV - infelizmente não vemos essa característica no filme.

Watchmen é objeto de estudos, consagrado como uma das minisséries mais revolucionadas dos últimos anos e, na minha humilde opinião, sempre merece um vídeo. A minissérie da HBO simplesmente completou o que Alan Moore e Dave Gibbons realizaram com os quadrinhos - mesmo que Moore não tenha nem assistido. Este vídeo busca trazer a ideia dos motivos que considero como estupidez humana em Watchmen. O Velho na Torre: Watchmen, um clássico que não envelhece.: http://bit.ly/3uAssMs Caso não tenha e queira adquirir Watchmen, seja na minissérie em quadrinhos ou a série da HBO, acessem: Watchmen - Edição Definitiva: https://amzn.to/3ss7u0z Watchmen: https://amzn.to/3uk69ul

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Lovecraft Country: Magia e Discriminação


A série Lovecraft Country, da HBO, trouxe a fantasia sobrenatural de H.P. Lovecraft misturado com a segregação que ocorria nos Estados Unidos na década de 1950. Assista para saber mais.

Além de assistirem a série no HBO Go, não deixe de adquirir o livro de Matt Ruff, Território Lovecraft, aqui: https://amzn.to/3pEgUWa

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Supergirl e a diversidade


A busca da inclusão de comunidade ignoradas em mídias diversas chegou há algum tempo nos seriados de super-heróis, mas nunca em tamanha extensão como em Supergirl. Mas nem tudo são flores e muito menos o arco-íris que esperamos. Assista ao vídeo para saber um pouco mais da diversidade que rola na série.

- Os super-heróis podem ajudar a tornar o mundo mais inclusivo?, por Mike Straney | Nightsavers: https://bit.ly/3drbg3R - Super-Heróis da HQ e a batalha pela inclusão. por Tom Moore | Leflein: https://bit.ly/3jXKz9s - Supergirl e a CW: como a falta de representação levou a um dos piores casos de queerbaiting na televisão moderna, por Hayley Spencer | Medium: https://bit.ly/313AHTX

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

RESENHA SÉRIES: Monstro do Pântano (Swamp Thing, 2019)

MONSTRO DO PÂNTANO (Swamp Thing, 2019)

Criadores: Gary Dauberman, Mark Verheiden
Elenco: Derek Mears, Crystal Reed, Virginia Madsen, Andy Bean, Will Patton, Kevin Durand, Maria Sten, Ian Ziering, Henderson Wade, Jennifer Beals, Jeryl Prescott, Selena Anduze, Macon Blair, Michael Beach

Alec Holland (Andy Bean) é um cientista que vem investigando acontecimentos estranhos nos pântanos de Marais, na Louisiana, quando chega à cidade a cientista do CDC – Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos –, a Dra. Abby Arcane (Crystal Reed), que surge após uma menina ser infectada por algo advindo do pântano de Marais.
Abby é uma nativa da cidade, tendo ido embora após acontecimentos fora de seu alcance. Ela e Alec se unem para verificar o que anda acontecendo com as pessoas infectadas de Marais, quando um incidente que causa a morte de Holland o termina transformando em um ser feito dos elementos do pântano, o transformando em um Monstro do Pântano. Na busca por uma cura para Holland, Abby termina se metendo no caminho do milionário Avery Sunderland (Will Patton), que deseja ver o crescimento da cidade com a exploração do pântano. Ele conta com a ajuda do Dr. Jason Woodrue, que busca uma cura para a doença de sua esposa e será capaz de qualquer coisa para alcançar seu objetivo.
Eu pensei seriamente em fazer mais um ECN Comenta com essa – tristemente – única temporada de “Monstro do Pântano”, mas achei mais viável uma resenha mesmo, assim poderia fazer uma introdução com essa introdução.
O Monstro do Pântano é um personagem que surgiu na DC Comics na década de 1970, na House of Secrets #92. Criado por Len Wein e Bernie Wrightson, o sucesso do personagem foi tão imediato que automaticamente a DC Comics encomendou mais histórias de ambos que terminaram modificando alguns meandros da primeira história.
No original, a história do personagem se passava no final do século XIX, onde o cientista Alex Olsen sofria um “acidente” que levou a sua transformação no Monstro. Depois, quando o Monstro ganhou sua própria revista em novembro de 1972, surge Alec Holland e a história de sua criação como o Monstro do Pântano.
A história de sua origem não foi mudada, mas novos elementos foram introduzidos em meados da década de 1980 pelo escritor britânico Alan Moore.
Moore manteve o clima sombrio e aterrador das histórias do Monstro do Pântano, mas começou a desenvolver um enredo mais místico e tornou o Monstro do Pântano em um fenômeno maior ainda, e boa parte do que vemos na série vem do que ele criou a partir de The Saga of the Swamp Thing #20 (janeiro de 1984), sendo assim, você vê todo os conceitos de Moore sendo reproduzidos, com alguns novos elementos sendo misturados a história.
Temos a introdução de personagens como Madame Xanadu – interpretada por Jeryl Prescott –, uma feiticeira extremamente poderosa que ajuda Maria Sunderland – vivida pela atriz Virginia Madsen –, que tem delíros com sua filha morta, e o dublê de ator Daniel Cassidy – interpretado por Ian Ziering – que – aparentemente – fora amaldiçoado pelo Vingador Fantasma – vivido pelo ator Macon Blair – e não pode deixar a cidade.
A série buscou mostrar vários elementos sobrenaturais do Universo Mágico da DC Comics, algo que foi buscado na série Constantine – cancelada em 2015 após 13 episódios – anteriormente. E, como Constantine, Monstro do Pântano foi cancelada abruptamente.
Foram somente dez episódios, onde vemos um centésimo do que vem a ser a construção do personagem, desde Len Wein e Bernie Wrightson, passando David Micheline, Gerry Conway, David Anthonny Kraft, Martin Pasko, Dan Mishkin, até chegar em Alan Moore, Monstro do Pântano tem um enredo rico de suspense, terror e misticismo nas suas histórias, trazendo personagens que podem – ou não – ganhar suas próprias séries. As alegações de cancelamento vão desde a criação do HBO Max – sistema de streaming da WarnerMedia, que englobará várias séries e filmes da Warner Bros. e os canais da HBO – até um déficit econômico na Carolina do Norte, onde a série era filmada.
Independente dos motivos, Monstro do Pântano era uma série que vinha agradando a maioria do público que assistia a série e o cancelamento abrupto e desnecessário somente a torna mais especial.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

RESENHA SÉRIES: The Orville (2017-)


THE ORVILLE (2017-)
Ed Mercer (Seth MacFarlane) é um membro da União Planetária que descobre que foi chifrado pela esposa, Kelly Grayson (Adrianne Palicki), e entra em um espiral que o atrapalha a se tornar capitão de sua própria nave. Mas o almirante Halsey (Victor Garber), reconhece que ele tem todo o merecimento para assumir como capitão da USS Orville (ECV-197). Aproveitando essa desejada promoção, ele pede que seu amigo, tenente Gordon Malloy (Scott Grimes), assuma a função de piloto, mesmo com uma ficha suja de pilotagens imprudentes.
Quando Mercer assume o comando da Orville, ele tem como membros de sua tripulação a Tenente-comandante Dra. Claire Finn (Penny Johnson Jerald), oficial mpedica-chefe da Orville, que tem credenciais impressionantes e é mãe solteira; Tenente-comandante Bortus (Peter Macon), um moclan, advindo de um planeta guerreiro Moclus, onde não existem mulheres, junto dele veio seu marido, Klyden. Bortus é o segundo oficial da Orville; a Tenente-comandante Alara Kitan (Halston Sage), uma habitante do planeta Xelaya que possui enorme força e é a chefe de segurança da Orville; o Tenente John LaMarr (J. Lee), um navegador chegado a tiradas que podem metê-lo em encrencas; e o Oficial de Ciência e Engenharia Isaac (Mark Jackson), ser robótico vindo do planeta Kaylon-1, que considera todas as formas de vida inferiores à ele, mas que deseja muito entende-las. Mas, inesperadamente, como primeira-oficial do Capitão Ed Mercer, chega sua ex-esposa, a comandante Kelly Grayson. Entre conflitos pessoais e dilemas que devem ser resolvidos da melhor forma possível, a tripulação da USS Orville parte em uma viagem exploratória pelos mais diversos planetas, encarando as mais diversas raças e tentando entender cada cultura.
Sinceramente, The Orville foi uma surpresa agravável. Eu comecei a assisti-la, sem expectativas. Descobri sem querer e não tinha lido nada ainda sobre a série, e fiquei impressionado. Depois procurei saber algumas coisas dessa série criada por Seth MacFarlane e descobri que alguns a mencionam como “Star Trek com toques de The Family Guy”, mas acredito que isso vai mais além.
É difícil fugir das comparações, pois percebe-se que MacFarlane busca fazer uma grande homenagem a criação de Gene Rodenberry, só que com um tom de graça. Sim, um tom.

The Orville poderia ser mais escrachado, mais abusado, mas não é. É uma série de ficção científica com tiradas humorísticas.
Para os que desconhecem, Seth MacFarlane é uma pessoa fascinada pelo espaço, tanto que é um dos produtores-executivos de “Cosmos”, apresentado por Neil deGrasse Tyson. Então, realizar The Orville é uma coisa que ele deve se orgulhar muito.
Ele tem como consultor da série – também um fascinado por ficção científica - Jon Favreau. E percebe-se que ambos fizeram um trabalho muito bom.
O que é o mais importante é o resgate que se faz com a série.
Quem assistiu a série clássica e a Nova Geração de Star Trek – Jornada nas Estrelas sabe que as séries têm em comum o uso da ponte de comando, restaurante, quartos dos membros centrais, ala médica, e outros ambientes das naves espaciais. Esse é o resgate feito por The Orville. Ok, eles têm as viagens para outros planetas e o conhecimento de outros povos e nações, mas o ambiente da nave é o ponto central de quase toda a série. Isso se torna maravilhoso.
Acreditem, eu adoro todo o transcorrer de Star Trek – tenho dificuldades com a série clássica, que considero extremamente morosa, mas sem ela não teríamos nada – até a série atual, passando pelos novos filmes, mas The Orville é uma série contagiante e fiel as raízes. Calma, ela não tenta retomar os efeitos especiais da década de 1960, mas sim o ambiente onde os personagens interagem. Nisso, Seth MacFarlane se saiu com primazia.
Os conflitos que citei acima – e que não me aprofundarei, para não dar spoilers – são outros dos pontos muito bem realizados pela série. São conflitos pessoais e sociais. Relações, religião, sexualidade, independência, entre outros assuntos são abordados durante a série.
Sinceramente, sem querer ofender nenhum trekker, mas acredito que o verdadeiro fã perceberá a homenagem e gostará de The Orville. E, parafraseando o nosso caríssimo Spock: “Vida Longa e Próspera” à série!

P.S.: Para quem não ligou o nome a pessoa, o nome da série e da nave é uma homenagem a Orville Wright, irmão de Wilbur Wright. Os irmãos Wright são considerados o pioneiro da aviação, por terem sido os primeiros a criarem a primeira máquina voadora de asa fixa, em 1903.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

RESENHA SÉRIES: Voltron: O Defensor Lendário (Voltron: Legendary Defender, 2016-2018)


VOLTRON: O DEFENSOR LENDÁRIO (Voltron: Legendary Defender, 2016-2018)

Há mais de um milênio o império Galra assombra o universo, destruindo todos aqueles que ousam ir contra seu desejo, ou seja, dominar a tudo e tomar conta do poder da quintessência, uma força ancestral que, em mãos erradas, podem causa muito estrago.
O imperador Zarkon age com mão de ferro, sempre contando com o apoio da bruxa Hagga e seus asseclas. Mas a esperança retorna quando os quatro leões são redescobertos por jovens: Keith, o melhor de sua turma, mas muito indisciplinado; Lance, um jovem que se acha melhor do que todos os outros, principalmente Keith; Hunk, um rapaz que não deseja participar de batalhas, mas quando está nelas sabe como agir; e a jovem Pidge, que entrou para a Academia Galáctica, disfarçado de rapaz, para encontrar seu irmão e seu pai. Além deles, que descobre o Leão Negro, temos o tenente Shiro, um exímio lutador que fora capturado pelo império Galra, mas conseguiu escapar e se juntar aos outros guerreiros, que são chamados de paladinos. Keith pilota o Leão Vermelho, Lance pilota o Leão Azul, Hunk ficou com o Leão Amarelo e a jovem Pidge conseguiu o Leão Verde. Eles se juntam à princesa Allura e seu conselheiro Coran, um dos poucos sobreviventes do império alteano, destruído por Zarkon e suas tropas.
Quando Shiro e os jovens guerreiros conseguem dominar e se relacionar com seus leões, eles formam o guerreiro Voltron, um enorme mecha que possui vários poderes e habilidades. Voltron é o lendário defensor de todos os reinos do universo e se torna o maior inimigo do império Galra.
Não vou escrever mais do que isso sobre a série, que possui oito temporadas disponibilizadas na Netflix. A série foi um trabalho em conjunto da Netflix, Dreamworks Animation, World Events Productions e a Toei Animation, baseada na série original Beast King GoLion, criada para a TV Tokyo pela Toei Animation, foi transmitida entre os anos 1981 e 1982. Entre os anos de 1984 e 1985, a série foi licenciada nos Estados Unidos, produzida pela World Events Productions.
Nos anos seguintes, Voltron chegou a ganhar algumas outras animações – até mesmo foi pensado em fazer um filme com atores reais, mas não foi para frente –, mas nenhuma teve uma duração como esta do Netflix.
A história foge bastante do original, tomando um rumo bem diferenciado. Então não esperem os mesmos dramas, pois é tudo renovado pelos produtores Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery. A experiência desses dois em séries animadas de ação podem ser atestadas em “Avatar: A Lenda de Aang”.
A série animada de ficção científica tem um clima bem adrenalizante, com ação constante. Mas estamos falando de uma série de animê, então temos os cortes de ação para a montagem do Voltron, além das piadinhas e alívios cômicos. Mas, para quem está acostumado com animês, é assim mesmo. E a fórmula tanto funciona que já se viu muitas animações de ação estadunidenses usando dela.
Mesmo com isso, você sabe que está assistindo algo de qualidade e que tem um contexto todo explicado, sem deixar buracos. E, mesmo que eles existam, em determinado momento a explicação chega. Então, o que você vê em “Voltron: O Defensor Lendário” é uma história substancial e com boa ação e efeitos especiais de qualidade.
Você percebe que a Dreamworks não poupou esforços com a série animada. Percebe-se uma dedicação com afinco à história e o enredo. Ela tem desdobramentos fantásticos, mas o que você percebe é o objetivo final da série, ou seja, mostrar que nem todos são tão maus que não possam se redimir.
“Voltron: O Defensor Lendário” foi uma série que, para quem assistiu a todas as oito temporadas, vai deixar boas lembranças dos dramas pessoais de cada personagem e de toda a ação e aventura apresentada.

domingo, 11 de dezembro de 2016

RESENHA SÉRIES: Fuller House (2016 -)

FULLER HOUSE (2016 -)

Roteiros: Jeff Franklin, Steve Baldikoski, Bryan Behar, Amy Engelberg, Wendy Engelberg, Andrew Gottlieb, Boyd Hale, Bob Keyes, Doug Keyes, Julie Thacker, Erin Cardillo, Polina Diaz, Richard Keith, Brian McAuley, Joe Vargas.
Produção: Jeff Franklin, Kelly Sandefur, Robert L. Boyett, John Stamos, Thomas L. Miller, Steve Sandoval.
Elenco: Candance Cameron Bure, Jolie Sweetin, Andrea Barber, Michael Campion, Elias Harger, Soni Bringas, Dashiell Messitt, Fox Messitt, Juan Pablo Di Pace, John Brotherton, Scott Weinger, Ashley Liao, John Stamos, Lori Loughlin, Bob Saget, Dave Coulier, Aden Hagenbuch.

Entre os anos de 1987 e 1995, a comédia de situação – ou sitcom – “Três É Demais” (Full House), trazia para o canal de TV ABC três homens, Danny Tanner (Bob Saget), Jesse Katsopolis (John Stamos) e Joey Gadstone (Dave Coulier), criando três lindas meninas, D.J. Tanner (Candace Cameron Bure), Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e Michelle Tanner (Mary-Kate e Ashley Olsen), após Danny perder sua esposa. Em pouco tempo, a namorada de Jesse, Rebecca Donaldson (Lori Loughlin), que viria a se tornar noiva e esposa do solteirão roqueiro, entrou para o elenco fixo, bem como a inseparável – e irritante – amiga de D.J., Kimmy Gibbler (Andrea Barber).
Com o crescimento das meninas, vários acontecimentos ocorreram, como a saída de Stephanie do quarto que dividia com D.J., pois essa entrava na adolescência e desejava seu próprio espaço, as relações amorosas de Danny, que sempre contava com o apoio dos seus amigos e de suas filhas, e as transformações na vida de Jesse e Rebecca com o nascimento dos gêmeos.
Vinte e um anos depois, D.J. Tanner-Fuller, que agora é uma reconhecida veterinária, depois de perder o marido que era bombeiro, viu-se com problemas para criar três crianças, seus filhos Jackson Fuller (Michael Campion), com treze anos, Max Fuller (Elias Harger), com sete anos e super-precoce, e o bebê Tommy Fuller Jr. (Dashiell Messitt e Fox Messitt), e dedicar-se a carreira que está em ascensão. Isso coincide com a saída de seu pai da residência dos Tanner, deixando para sua filha. Mas ela termina não ficando sozinha, pois Stephanie, que se tornou uma DJ famosa em Londres, retorna para casa e, agora, reside no porão, ajudando D.J. no que ela precisa. Para juntar-se as duas, Kimmy Gibbler, que virou uma planejadora de festas, separou-se de seu marido, o ex-piloto argentino Fernando (Juan Pablo Di Pace), e tem uma filha, Ramona (Soni Bringas), vai residir na residência dos Tanner, morando no sótão e, para dar um lugar para Ramona poder dormir, Jackson se muda para o quarto de Max.
Na primeira temporada da série, que estreou em 2016 no Netflix, trouxe todo o desenvolvimento e envolvimento dos personagens, junto com os ex-moradores, que aparecem esporadicamente. Além disso, D.J. termina envolvida amorosamente com seu colega, o Dr. Matt Harmon (John Brotherton), além de reaparecer em sua vida, seu romance de adolescência, Steve Hale (Scott Weinger), deixando-a dividida.
A segunda temporada já inicia com D.J. dizendo que decidiu com qual dos dois desejava ficar, mas não tem tempo para isso, pois ambos aparecem com namoradas.
Nesse meio tempo, Jackson e Ramona retornam do acampamento de férias e o sentimento de Jackson pela melhor amiga de Ramona aumenta, além da jovem se apaixonar pelo melhor amigo de Jackson.
Já Max entra em um projeto da escola para criar um mundo melhor e com isso ele monta em seu quintal uma horta de produtos orgânicos e um pequeno galinheiro, com a ajuda de Fernando, que decide ir morar na casa dos Tanner. Além disso, Stephanie inicia um romance com o irmão de Kimmy, Jimmy Gibbler (Adam Hagenbuch), um fotógrafo renomado, mas não muito esperto.
Essa segunda temporada traz, novamente, o clima que “Três É Demais” deixou saudades. Muita comédia, amizade e situações inusitadas e hilárias. Um dos atores que eu acho que tenha mais destaque é Elias Harger que interpreta Max Fuller. Mesmo que seja tão novo, Harger interpreta um irônico e genuíno personagem. O filho do meio de D.J. Tanner-Fuller rouba as cenas quando aparece. Mas outros destaques também ficam para o elenco mais adulto, como as atrizes Jodie Sweetin e Andrea Barber, que interpretam Stephanie Tanner e Kimmy Gibbler, respectivamente. A DJ e a organizadora de festas têm momentos fantásticos em cada episódio.
“Fuller House” foi mais um resgate maravilhoso desenvolvido pelo Netflix. É uma pena que s gêmeas Olsen não aceitem se envolver no projeto, mesmo que sejam constantemente provocadas por John Stamos que – além de interpretar Jesse Katsopolis – é um dos produtores da série. Ele mesmo tem um drama sendo desenvolvido em segundo plano, onde Becky deseja muito adotar uma criança, inspirada, principalmente, por causa do nascimento de Tommy Jr.

Se você assistia TV Colosso e SBT na década de 1990, ou mesmo o canal do Sistema Brasileiro de Televisão entre 2013 e 2014, e curtia a história dessa família, vai adorar rever a – quase – todos nessa série do Netflix.

domingo, 4 de dezembro de 2016

RESENHA SÉRIE: 3%

3%

Roteiros: Pedro Aguilera, Jotagá Crema, Cássio Kishikumo, Ivan Nakamura, Denis Nielsen.
Produção: Diego Avalos, Erik Barmak, Kelly Luegenbiehl, Tiago Mello, César Charlone.
Direção: César Charlone, Jotagá Crema, Daina Giannecchini, Dani Libardi.
Elenco: Bianca Comparato, João Miguel, Michel Gomes, Rodolfo Valente, Vaneza Oliveira, Viviane Porto, Sérgio Mamberti, Zezé Motta, Celso Frateschi, Rafael Lozano, Mel Fronckowiak.

A Terra não tem lugar para todos, e somente poucos podem vir a integrar uma sociedade abastada que vive em um território idílico. Todos os jovens têm a oportunidade de fazer parte dessa sociedade, mas somente 3% deles alcançarão seu objetivo, que não é para todos. Para isso passarão por testes que colocaram a prova sua vontade de sobrevivência.
Na nova prova que os jovens serão submetidos, encontra-se Michele (Bianca Comparato), que busca mais do que ser parte dos 3%. Junto a ela, chegam Fernando (Michel Gomes), um rapaz paraplégico que deseja mostrar que pode ser igual a todos os outros. Rafael (Rodolfo Valente), um misterioso rapaz que fará de tudo para integrar os 3%. Joana (Vaneza Oliveira) que foge do seu passado para conseguir integrar um grupo para poucos. E Marco (Rafael Lozano), que faz parte de uma família de vários que integraram os 3% e pretende mostrar estar apto para ser também.
Para seleciona-los e coloca-los a prova, Ezequiel (João Miguel) não poupará esforços em tentar torna-los aptos para fazer parte de grupo único. Mas ele mesmo será colocado a prova, quando o Conselho decide investigar sua forma de administrar o processo de seleção.
Agora o Brasil consegue lançar sua primeira série no Netflix. 3% é uma série de ficção científica criada por Pedro Aguilera. Ela inicialmente foi uma série de três episódios, lançada no Youtube em 2011, tendo como premissa o mesmo enredo onde jovens são selecionados para fazer parte de um grupo bem seleto, passando por provas que testam seu psicológico e seu físico. O lance é que a minissérie tinha um conceito mais militarista, como se a nossa sociedade tivesse um regresso a um regime que buscamos esquecer e como se esse fizesse a seleção dos que integrariam os 3%. Já na série do Netflix, Aguilera e seu time de escritores, trouxeram uma sociedade utópica, com ideais behavioristas para selecionar aqueles que integrarão seu grupo bem seleto. Eles colocam as pessoas à prova com testes psicológicos bem complexos na nova série, além de trabalhar intrigas internas e externas dessa sociedade idílica.
Ezequiel mesmo, vivido pelo ator João Miguel, possui segredos e mistérios que somente serão descobertos com o desenrolar da série. Sua história, seu passado, são narrados em forma de lembranças. O mesmo acontece com personagens como Michele Santana, interpretada pela atriz Bianca Comparato, Fernando Carvalho, vivido pelo ator Michel Gomes, que se mostra de forma bem interpretada como um paraplégico, filho de um pastor que prega a necessidade dos jovens se colocarem a prova para integrarem os 3%. O personagem Rafael Moreira, que tem como interprete o ator Rodolfo Valente, também tem seu passado revelado, mas ainda se percebe mistérios a serem revelados. Bem como a personagem Joana Coelho, interpretada pela atriz Vaneza Oliveira, que tem um pouco de seu passado mostrado. Temos também Marco Alvarez, do ator Rafael Lozano, que tem um legado a seguir e deseja conquistar o seu lugar que – acredita ele – é seu por direito. Esses são os personagens da trama central dessa primeira temporada que teve oito capítulos. Mas vê-se a possibilidade de explorar vários outros personagens, também, como os membros do Conselho, Matheus, interpretado pelo fantástico Sério Mamberti, e Nair, interpretada pela maravilhosa Zezé Motta.
A trama é bem desenvolvida e tem um crescente muito interessante, pois vemos o que as pessoas são capazes de fazer para conseguir seu objetivo, ou mesmo para se manter ao lado daqueles que desejam. Mas para que toda sociedade utópica exista, precisa existir uma distopia presente, e é nessa que todos aqueles que desejam viver no mundo idílico, vivem. Lógico, todos que vivem em um mundo pútrido e degradante, desejam algo melhor, pois o que tem não é o suficiente e nunca será, principalmente quando não tem nada.
3% não é somente a primeira série cem por cento brasileira lançada no Netflix, mas é um novo conceito de série tupiniquim, com alta qualidade e que promete um futuro promissor de séries no Brasil.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

PRIMEIRA OLHADA: Atirador (Shooter,2016)

ATIRADOR (Shooter,2016).

Direção: Simon Cellan Jones
Roteiro: John Hlavin, Jonathan Lemkin
Elenco: Ryan Phillippe, Shantel VanSanten, Cynthia Addai-Robinson, Omar Epps, Eddie McClintock, Lexy Kolker

Bob Lee Swagger (Ryan Phillippe) vive no interior dos Estados Unidos com sua família, sua esposa Julie (Shantel VanSanten) e sua filhaMary (Lexy Kolker), quando recebe a visitar de seu antigo comandante em Kandahar, capitão Isaac Johnson (Omar Epps), que lhe fala de uma ameaça que o presidente recebeu de um antigo inimigo de Swagger, que chegou a matar seu olheiro e parceiro.
Swagger reluta em aceitar a missão, mas após conversar com sua esposa, decide aceita-la, só que tudo não termina como ele espera e ele se vê incriminado por um crime que não cometera.
A série que estreou recentemente no Netflix baseia-se no livro “Point of Impact”, do escritor estadunidense Stephen Hunter. Este já teve uma primeira adaptação em 2007, com o ator Mark Wahlberg. As mudanças de ambos são uma forma de trazer o romance para a atualidade. Nessa série do Netflix, o personagem de Hunter ainda ganha uma família e uma casa onde mora com ela, mas as ideias centrais parecem estar bem ali.
O primeiro episódio já mostra a direção que a trama seguirá, mas ainda existem surpresas, já que Swagger agora tem uma família para se preocupar e, ao invés de um policial, ele deverá ser auxiliado pela agente do FBI, Nadine Memphis, vivida pela atriz Cynthia Addai-Robinson (da série Arrow).
O clima de suspense e tensão ainda se mantém e, aparentemente, as mesmas nuances que foram usadas no filme, também. O mais interessante é a forma de abordagem nas cenas que ele trabalha fazendo analises, aparecendo metragens, velocidade e números que remetem ao trabalho de um franco-atirador.

Sem contar que é bom ver o retorno de um ator talentoso como Ryan Phillippe, que anda fora do foco desde sua participação no filme de 2014, Sobrevivendo ao Inferno. Ele chegou a participar, em 2015, da série de TV Secret and Lies, mas somente agora volta a ser o foco central de um trabalho.
Também temos o ator e rapper Omar Epps. Epps estreou no dia 11 de novembro com o filme “Almost Christmas”, ao lado do ator Danny Glover (Glover viveu no filme “Atirador” o mesmo papel que Epps está fazendo na série). Mas seu último trabalho na TV aconteceu entre os anos de 2014-2015 na série Ressurection.
Além deles, como possível personagem central dessa temporada, temos a atriz Cynthia Addai-Robinson que, como mencionado, interpreta a detetive do FBI Nadine Memphis. Addai-Robinson já participou de séries como Spartacus (2012-2013) e Arrow (2013-2016). Ela pode ser vista, mais recentemente no filme “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (Batman vs. Superman: A Origem da Justiça).

Atirador parece ser uma série com bastante ação e com um bom clima de suspense. E se perdurar, poderemos ver a série de livros de Stephen Hunter com o personagem, sendo passado no Netflix.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

RESENHA SÉRIES: Stranger Things (2016).

STRANGER THINGS (2016).

Roteiros: Matt Duffer, Ross Duffer, Jessie Nickson-Lopez, Paul Ditcher, Justin Doble, Jessica Mecklenburg.
Direção: Matt Duffer, Ross Duffer, Shawn Levy.
Elenco: Finn Wolfhard, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Gaten Matarazzo, Millie Bobby Brown, Winona Ryder, David Harbour, Charlie Heaton, Matthew Modine, Natalie Dyer, Joe Keery.

Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Will Byers (Noah Schnapp), Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) e Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) são quatro crianças que tem uma amizade incrível. Eles jogam RPG até tarde da noite na casa de Mike, passeiam de bicicleta juntos e sofrem bullying juntos, por serem diferentes e gostarem de coisas que outros não gostam. Isso é 1983. Mas sua cidade possui uma base secreta do governo, liderada pelo Dr. Martin Brenner (Matthew Modine), onde experiências macabras vêm ocorrendo.
Uma noite, alguma coisa foge da base e vai parar na cidade. Esta coisa persegue Will e o rapta, deixando sua mãe Joyce (Winona Ryder) e seu irmão Jonathan (Charlie Heaton) desesperados em encontra-lo, ficando no pé do xerife Hopper (David Harbour) para descobrir onde ele está. Mesmo com um toque de recolher de terminado pela polícia local, os amigos de Will, Mike, Lucas e Dustin, saem em sua busca. Nesse ínterim, uma jovem aparece em uma lanchonete local e seu dono a alimenta, mas algo drástico acontece, fazendo-a fugir.
Mike, Lucas e Dustin adentram na Floresta, onde aparentemente Will desapareceu e terminam encontrando a jovem que se chama Onze (Millie Bobby Brown). Ela vai com Mike para sua casa e, mesmo pouco comunicativa, cativa o menino que a coloca escondida no porão de sua casa, alimentando-a e buscando comunicar-se com ela. Will então descobre que Onze – carinhosamente chamada de On – sabe sobre Will. Nesse meio tempo, a irmã de Will, Nancy (Natalie Dyer), que namora Steve Harrington (Joe Keery), vai a uma festa privada na casa de seu namorado com sua amiga Barbara Holland (Shannon Purser), só que Nancy a despensa e, chateada, Barbara fica na piscina e, quando uma sombra salta sobre ela, esta desaparece.
Onze demonstra ter poderes incríveis de telecinesia, o que deixa os três amigos assustados e admirados com a menina. Juntos, em uma direção diferentes de investigação, eles vão em busca de Will, mas são perseguidos por pessoas da base militar, que desejam pegar Onze e leva-la de volta, nem que para isso precisem matar todos que cruzarem seu caminho.
“Stranger Things” – sem tradução em português, ainda – é uma daquelas histórias que lhe leva aos clássicos da década de 1980 como “E.T.”, “Os Goonies”, “Conta Comigo” e “Viagem ao Mundo dos Sonhos”, além de trazer lembranças do filme “Super 8”, de J.J. Abrams e Steven Spielberg. As lembranças não vêm por causa do enredo, mas sim por causa da amizade que se torna um dos pontos centrais da história.
Essa amizade se inicia com Mike, Will, Lucas e Dustin, interpretados pelos atores-mirins Finn Wolhard (The 100, Supernatural), Noah Schnapp (Ponte dos Espiões, Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o filme), Caleb McLaughlin (Forever, Shades of Blue) e Gaten Matarazzo (The Blacklist), quando Will desaparece o laço de amizade se fortalece, fazendo-os ir atrás do amigo e, depois que Onze surge – interpretada pela atriz Millie Bobby Brown (Era Uma Vez no País das Maravilhas, Intruders) – essa amizade parece ser abalada por ciúmes e desconfianças, por causa da troca de atenções.
Estamos falando de crianças de 9 ou 10 anos de idade, em plena década de 1980, onde a amizade era mais importante do que o afeto por uma menina. Mas também temos outros fatores que constam nos filmes citados, como a relação entre adolescentes, a afeição – e, às vezes, a incompreensão – dos pais.
As referências à cultura dos anos de 1980, nos Estados Unidos, está em todo filme. Desde as músicas, a forma de se vestir, os cortes de cabelos e as referências a cultura nerd, de X-Men, de Chris Claremont e John Byrne a O Senhor dos Anéis, passando por Dugeons & Dragons. As pessoas consideradas diferentes (nerds ou freaks) ou eram excluídas ou eram desordeiros, pois não se encaixavam no padrão burguês de cidade pequena, onde os mais favorecidos se sobressaíam sobre os menos favorecidos, e sempre eram maltratados ou injustiçados. Mas o ponto mais importante de “Stranger Things” está na ficção científica.
O mistério por trás de quem Onze é, qual o motivo dela estar ali, como ela conseguiu seus poderes e que ligação ela tem com o monstro que rapta as pessoas da cidade, é o que povoa toda a série. Desde o primeiro minuto da série até seu fim memorável, todo esse ar de mistério, intriga e suspense está dentro de “Stranger Things”. Os irmãos Duffer fazem você viajar no tempo e ao mesmo tempo te prende, do começo ao fim, para compreender como Onze se encaixa na trama e porquê o monstro sequestra as pessoas da cidade. Algumas conclusões pode-se tirar logo nas primeiras cenas da série, mas só vamos entender tudo no transcorrer desta.

“Stranger Things” entra pro hall das melhores series lançadas exclusivamente pelo Netflix, junto com Demolidor, Jessica Jones, Sense8 e Scream, pois além de me levar de volta no tempo, me deixou feliz, emocionado e intrigado com toda a sua história. A série termina com mais intrigas e mistérios, por isso espero que a segunda temporada surja em breve para que possamos desvendar os casos sem resposta.