Translate

Mostrando postagens com marcador Universal Pictures. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Universal Pictures. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de maio de 2019

RESENHA FILMES: O Último Guerreiro da Estrelas (The Last Starfighter, 1984)

O ÚLTIMO GUERREIRO DA ESTRELAS (The Last Starfighter, 1984).

Direção: Nick Castle
Roteiro: Jonathan R. Betuel
Elenco: Lance Guest, Robert Preston, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stewart, Chris Hebert, Barbara Bosson, Kay E. Kuter, Norman Snow, Dan Mason

Alex Rogan (Lance Guest) é um jovem que vive com sua mãe (Barbara Bosson) e seu irmão (Chris Hebert) em um parque de trailers. Ele é um faz-tudo e divide esse tempo com sua namorada, Maggie (Catherine Mary Stewart) e o jogo de vídeo-game da lanchonete do local. Quando Alex bate o recorde da jogo chamado “Starfighter”, ele recebe a visita de Centauri (Robert Preston), um falastrão que termina recrutando-o sem querer. Então ele leva Alex até a Liga Estelar localizada em Rylos, liderada por Enduran (Kay E. Kuter). Lá, Alex conhece o piloto Grig (Dan O’Herlihy) e descobre que aquilo não é para ele. Quando decide voltar para a Terra com Ceutari, a Liga Estelar de Rylos é atacada, matando todos os guerreiros estelares e destruindo as naves Gunstars, sobrando somente uma.
Após ser atacado na Terra, Alex decide retornar e termina, muito contra a vontade, se tornando o último dos guerreiros estelares e precisará, junto com Grig, encarar uma tropa do império Ko-Dan, liderados por Xur (Norman Snow).
“O Último Guerreiro das Estrelas” é um daqueles filmes que se for revisitado, as pessoas, nos dias de hoje, encontraram vários defeitos de CGI e efeitos especiais, mas foi um dos grandes pioneiros em meados da década de 1980.
Junto com “Tron: Uma Odisseia Eletrônica”, de 1982, “O Último Guerreiro das Estrelas” trouxe elementos para o cinema nunca vistos antes, pois, para levar o telespectador ao espaço – ao contrário de dos filmes de “Star Wars” e “Star Trek” –, usou tecnologia de computação gráfica para gerar as naves, bases espaciais, planetas e luas que aparecem no filme. Revolucionou!
A história, até os dias de hoje, é interessante, pois é um jovem, no meio do nada, jogando um arcade e se tornando um defensor espacial, lutando contra frotas de naves estelares. “O Último Guerreiro das Estrelas” nutriu a mente de vários jovens na época.
A Atari foi uma das produtoras do filme, então um jogo com base no filme chegou logo aos consoles caseiros e aos fliperamas. Logo também chegou aos quadrinhos em uma adaptação de quatro partes na Marvel Comics, sendo escrito por Bill Mantlo e desenhado por Tony Salmons
Em abril de 2018, o roteirista Gary Whitta (Rogue One: Uma História de Star Wars) lançou em seu Twitter imagens conceituais de naves e cenas que levariam a crer que ele e Jonathan Betuel (roteirista do filme original e detentor de parte dos direitos sobre o filme de 1984) estariam planejando refazer esse clássico.
Ele escreveu: “Ok, provavelmente não deveria mostrar isso tão cedo, mas aqui está uma pequena coisa que eu tenho mexido com meu co-roteirista Jonathan Betuel. Você pode reconhecer as naves. Graças ao incrível Matt Allsopp (artista conceitual de ROGUE ONE), que criou essas incríveis imagens para nós”.
Revisitar esse filme maravilhoso e memorável seria uma boa pedida nessa nova onda de ficção científica em filmes 3D. Seria ótimo viajar novamente com Alex e encarar o império Ko-Dan, com efeitos especiais mais modernos, mas a nostalgia de ver “O Último Guerreiro das Estrelas”, com todos os seus “defeitos” especiais, torna a aventura ainda mais relevante, SEMPRE!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

RESENHA CINEMA: Máquinas Mortais (Mortal Engines, 2019)


MÁQUINAS MORTAIS (Mortal Engines, 2019)

Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson
Direção: Christian Rivers
Elenco: Hera Hilmer, Robert Sheehan, Hugo Weaving, Jihae, Leila George, Ronan Raftery, Stephen Lang, Regé-Jean Page, Menik Gooneratne, Frankie Adams, Leifur Sigurdarson, Kahn West, Colin Salmon, Patrick Malahide, Mark MItchinson, Andrew Lees, Sophie Cox, Kee Chan, Sarah Peirse, Mark Hadlow, Caren Pistorius, Pop Macleod, Joel Tobeck.

O planeta Terra foi devastado por um conflito sem precedentes que resultou na criação de cidades-móveis, sendo que algumas são mais evoluídas do que outras. Estas destroem as menores, no chamado darwinismo municipal. Entre as mais evoluídas está Londres, uma mega cidade-móvel, governada por Magnus Crome (Patrick Malahide). Entre seus moradores está o chefe da Guilda de Historiadores, Thaddeus Valentine (Hugo Weaving) e sua filha Katherine Leila George). Por causa disso, Katherine constantemente frequenta o Museu Britânico, administrado por Chudleigh Pomeroy (Colin Salmon), para conversar com seu amigo Tom Natsworthy (Robert Sheehan), um aprendiz.
Quando uma cidade mineradora é capturada por Londres, dentro dela está a jovem Hester Shaw (Hera Hilmar), cujo desejo de vingança faz com que cometa um atentado contra Valentine. Tudo poderia ter dado certo se Natsworthy não tivesse interferido, impedindo que Hester concluísse com o que desejava. Enquando foge, Hester revela algo para Natsworthy, algo obscuro do passado de Valentine, que o leva a se desfazer do rapaz.
As coisas somente pioram quando Valentine decide recriar uma arma mortal e somente Hester possui a chave para detê-lo.
“Máquinas Mortais” é um daqueles filmes com começo, meio e fim. Ou seja, não teremos continuações que se estenderão anos a fio, fazendo com que tentamos descobrir o que acontecerá no próximo filme.
Peter Jackson comprou os direitos para adaptar o livro escrito por Philip Reeve em 2009 e deixou o roteiro de molho até 2016, quando começou a adaptação, contando com a ajuda de duas antigas companheiras, Fran Walsh – sua esposa – e Philippa Boyens, que desenvolveram com ele a saga de O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Colocou na direção seu diretor assistente em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, Christian Reeves, e partiu em frente.
O filme tem uma história bem interessante, mas muitos buracos no seu transcorrer – sendo que, alguns são contados em flashback. É um filme pós-apocalíptico de uma Terra totalmente distópica e, percebemos totalmente as diferenças entre protagonismo e antagonismo.
Valentine é o claro antagonista. Ambicioso, determinado, vil, capaz de qualquer coisa para conseguir alcançar seus objetivos, até mesmo matar. Já os protagonistas, Hester e Tom, são pessoas que não se entendem inicialmente, mas ambos têm a traição como pano de fundo, uma mais antiga e a outra mais recente. Eles tentam se completar no transcorrer do filme, mas a química não parece ocorrer.
De certa forma isso foi bom, pois não vemos nada desnecessário e fora do momento no filme.
É sempre complicado fazer uma análise de um filme com base em um livro sem antes tê-lo lido, mas percebe-se que falta algo na história. Coisas que não ficaram bem resolvidas.
“Máquinas Mortais” é um filme que não vai encantar a todos, mas cumpre com a missão de ser um bom filme de ficção cientifica pós-apocalíptico.