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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

RESENHA OVERDOSE HQ: Justiceiro: 6 Horas Para Matar

Publicado no grupo Overdose HQ em 31/10/2014.

RESENHA OVERDOSE HQ:

Justiceiro: 6 Horas Para Matar
Título original: Punisher: six hour to kill.
Data de publicação: 2009 (BR: 2011)
Editora: Marvel MAX (BR: Panini Books)
Roteiro: Duane Swierczynski
Arte: Michel LaCombe
Pág.: 124

Frank Castle vai a Filadélfia desbaratar um grupo que faz tráfico de crianças. Após derrubar a casa, termina sequestrado e lhe é injetado uma droga que o matará em seis horas, caso ele não cumpra a missão que lhe foi incumbida, matar o principal responsável pelo tráfico infantil, mas ao invés disso, decide usar essas últimas horas para chacinar o maior número de chefões que Filadélfia possui, desencadeando uma verdadeira caçada mortal a ele.
Mais um encadernado de uma série de encadernados que a Panini Books lançou do Justiceiro na linha MAX da Marvel Comics. Dessa vez o roteiro da história é do romancista, natural da Filadélfia, Duane Swierczynski (This Here's A Stick-Up: The Big Bad Book Of American Bank Robbery) e a arte ficou por conta do desenhista canadense Michel LaCombe (Star Wars: Rebellion).
Quando iniciei a leitura desse encadernado, me veio a memória o filme "Adrenalina" com Jason Statham, onde o personagem de Statham e envenenado e precisa correr contra o tempo para conseguir a cura, além de manter a adrenalina alta, para não sucumbir ao veneno. A diferença é que o Justiceiro não tem essa opção, tendo somente seis horas para cometer um assassinato encomendado. Mas depois de 30 anos de perseguir os mafiosos e criminosos dos Estados Unidos, Castle decide se entregar, mas não antes de matar vários chefões do crime.
O problema é que, ao desbaratar a rede de tráfico infantil, ele bate de frente com os poderosos da Filadélfia que o querem morto de qualquer jeito. Então, além de correr para matar os chefões antes de morrer envenenado, Castle precisa fugir das pessoas que o querem morto. Chega a ser irônico, para não ser trágico.
A história é muito boa, com um desenho de primeira (o melhor é a cara arrebentada e cheia de hematomas do Justiceiro).
Para os colecionadores do primeiro anti-herói do quadrinhos, essa história é indispensável... Ah, e novamente a arte das capas ficam pelo mais brilhante capista de todos os tempo, Dave Johnson (100 Balas), que da interpretações únicas em alguns detalhes.Justiceiro_6-horas-para-matar

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

RESENHA OVERDOSE HQ: Justiceiro: As meninas de vestido branco

Publicado no grupo Overdose HQ em 30/10/2014.

RESENHA OVERDOSE HQ:

Justiceiro: As meninas de vestido branco
Título original: Punisher: girls in white dresses
Ano de publicação: 2009 (BR: 2011)
Editora: Marvel MAX (BR: Panini Books)
Roteiro: Gregg Hurwitz
Arte: Laurence Campbell
Pág.: 124

A pequena cidade mexicana de Tierra Rota, que faz fronteira com os Estados Unidos, vem sofrendo com o desaparecimento das mulheres de sua cidade. Então mandam um dos seus para pedir ajuda à Frank Castle, o Justiceiro.
Castle vai à cidade e termina se deparando com um intrincada rede de tráfico de drogas de metafetanima. E quando começa o banho de sangue, uma vítima inesperada quase o faz desistir dos seus trinta anos de punições que começaram após o assassinato de sua esposa e seus filhos.
Isso basicamente resume a história sem que eu entregue muito. O roteiro do escritor de best-sellers Gregg Hurwitz me fez lembrar, um pouco, do filme de western Sete Homens e Um Destino, onde um cidade mexicana é atormentada por um bando de ladrões e chamam sete homens para protegê-los dessa horda de bandidos, mas a diferença é que Frank Castle são esses sete homens.
Gostei muito da forma como abordaram o Justiceiro na linha MAX, da Marvel Comics, pois na linha ele não precisa ser censurado, então vemos tudo que mais gostamos nas história de Frank Castle, ou seja, cartéis de droga, muitos tiros e muito sangue jorrando, e a arte distorcida e rica em sombras de Laurence Campbell (Juiz Dredd: A História de Des Lynham) dá todo o clima tenso a trama. Sem contar que a arte das capas do genial Dave Johnson (101 Balas) enriquecem mais ainda o encadernado.
A história é retirada das revistas The Punisher MAX #61 a #65 e - ao contrário de como a Panini lançou aqui no Brasil, como Volume 1 - o encadernado corresponde ao volume 11 da coleção Frank Castle: The Punisher MAX.
Um fato curioso é que o roteiro poderia ser muito bem adaptado para um filme e a arte poderia servir como storyboard. É incrível como vê-se muito isso nas histórias em quadrinhos - que não sigam os padrões das linhas de super-heróis - hoje em dia.
Para quem gosta de uma boa história do Justiceiro, está aí uma boa pedida.Justiceiro_As-Meninas-de-Vestido-Branco

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

RESENHA OVERDOSE CINEMA: Hércules

Publicado no grupo Overdose HQ em 29/10/2014.

RESENHA OVERDOSE CINEMA:
hercules-poster1Hércules (Hercules, 2014)
Direção: Brett Ratner
Elenco: Dwayne The Rock Johnson, Ian McShane, John Hurt, Rufus Sewel, Aksel Hennie, Ingrid Bolsø Berdal, Reece Ritchie, Joseph Fiennes.
Os trabalhos de Hércules (Dwayne Johnson) são feitos conhecidos por todos os mundos helênicos e chegam as terras mais ermas como a Trácia. Lá, o rei Cótis (John Hurt) encontra-se com problemas com um grupo de rebeldes que querem depô-lo e tomar seu trono. Assim sendo, Cótis chama Hércules e seu grupo de guerreiros: o vidente Anfiarau (Ian McShane), o habilidoso Autólico (Rufus Sewel), a guerreira Atalanta (Ingrid Bolsø Berdal), o selvagem Tideu (Aksel Hennie) e seu sobrinho, que promulga suas histórias pelo mundo, Iolau (Reece Ritchie). Ao vencer a primeira batalha contra os rebeldes, Hércules e seu grupo descobrem que a muito mais por trás dessa guerra do que eles imaginam.
Hércules (ou Héracles, na Grécia) é um dos personagens míticos mais conhecidos no mundo inteiro. O mito dos doze trabalhos são até mencionados por todos, principalmente o Leão de Neméia, a Hidra de Lerna, Cérbero e Hipólita (esta parte do mito foi usada pelo Dr. William Moulton-Marston para a criação da Mulher-Maravilha). Mas poucos sabem o motivo de Hércules ter efetuado os doze trabalhos, que foi em redenção por ter matado sua esposa e seus filhos, além da esposa e filhos de seu irmão, Ificlés. Dos filhos de Ificlés, somente Iolau sobrevivera, pois era o mais velho e não encontrava-se com a mãe. A redenção foi ditada pelo primo de Hércules, o rei de Tirinto, Euristeu. A base do filme em questão é tirada dos quadrinhos escrito por Steve Moore (1949-2014) e desenhada por Admira Wijaya, Hércules: The Tracian Wars, onde Hércules vai à Trácia ajudar o rei Cótis contra um grupo de selvagens, mas descobre que nem tudo é como ele esperava ser.
Até aí a semelhança entre filme e quadrinhos tem certa relevância, mas tudo muda quando vemos que Steve Moore teve mais preocupação com as relevâncias do mito do que os roteiristas Ryan Condal e Evan Spiliotopoulos. Eles procuram desmistificar Hércules, mostrando que nem tudo é o que parece, ou seja, a Hidra de Lerna eram homens que vestiam um traje para matar pessoas, que o Leão de Neméia não era uma fera tão grandiosa quanto todos imaginam, assim como o Javali de Arimanto e o Cérbero, o cão de três cabeças que guarda as portas do Inferno (este é bem diferente do inferno cristão). Também apresentam os trabalhos como uma missão na qual Hércules cumpre, auxiliado por seus amigos, em nome do rei Euristeu, mas com sua família ainda viva.
Mas as mudanças não ficam somente no enredo, mas também nos personagens que fazem parte da história. Primeiro temos a eliminação de personagens como o jovem Meneu e o guerreiro devóto a Atalanta, Meleager. Depois Iolau deixa de ser um guerreiro para se tornar o jovem contador de histórias (essa personalidade era do Meneu nos quadrinhos). Tideu deixa deixa de ser um selvagem falador e antropofagista para se tornar somente um selvagem, praticamente mudo. Mas o que me fere não são essas mudanças, mas sim ferir o mito do personagem.
Ricardo Quartim, que colabora com o site Chamando Superamigos, escreve para a Revista Mundo dos Super-Heróis e grava o programa DROPS Ricardo Quartim, chegou a comentar comigo que a ideia era humanizar Hércules, mas quando ele me falou isso, eu não esperava que fossem tentar desmistificá-lo.
Hércules, como vários outros personagens da antiguidade citados em relatos gregos do período homérico (antes do século V a.C.) são mitos, ou seja, podem ter base em pessoas reais, mas são maravilhas com feitos maravilhosos, na sua maioria eram semi-deuses (com exceção a Odisseu, que não tinha ligação com nenhum deus). A busca de retirar isso de Hércules ou de qualquer um desses personagens, simplesmente quebra tudo em torno dele.
Não tenho nada contra reintepretá-lo de forma mais humana, mas no momento em que tornou seus feitos como algo exagerado, perdeu o significado de quem Hércules é.
Quanto a direção de Brett Ratner (Para Maiores), está muito boa, demonstrando um domínio para amarrar a história do começo ao fim. Também gostei muito dos atores, dando principal destaque a Ian McShane (Deadwood) que está excelente como Anfiarau e termina roubando a cena quando aparece. Dwayne Johnson não compromete, está muito bem como Hércules, demonstrando mesmo ser o personagem que sempre desejou fazer. Vale também o destaque para o norueguês Aksel Hennie, que mesmo sem falar na maioria do filme, demonstra uma presença de cena fantástica.
Se eu recomendaria? Sim, para aqueles que buscam um filme com bastante ação, mas nunca o utilizaria para falar sobre o personagem mítico Hércules, pois nesse ponto, o filme peca imensamente.

Frank Miller e Hollywood: Um Caso Fatal.

Publicado no grupo Overdose HQ em 15/09/2014.

sin-city-a-dame-to-kill-for-2014Há quase um mês Sin City: A Dama Fatal (Frank Miller's Sincity: A Dame To Kill For), estreou nos EUA e, de acordo com Box Office Mojo, a arrecadação de bilheteria dentro do solo estadunidense foi de US$ 13.485.000. Com isso, o filme ocupa o 82º lugar dos filmes lançados esse ano, se tornando - talvez - um dos grandes fracassos de 2014.
É cedo para essa afirmação? Com certeza, mas outros filmes baseados em quadrinhos (nem vou citar os não baseado que nós cultuamos, também), com o mesmo tempo em cartaz, tiveram bilheterias estratosféricas esse ano:
- Guardiões das Galáxias (Guardians of the Galaxy) - US$ 234,253,857
- Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier) - US$ 208,840,216
- O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2 - US$ 177,101,192
- X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (X-Men: Days of the Futures Past) - US$ 196,440,161
- Tartarugas Ninjas (Teenage Mutants Ninja Turtles) - US$ 150,655,980
- 300: A Ascensão do Império (300: Rise of An Empire) - US$ 96,845,414
- Hercules - US$ 66,041,222
Até o medíocre A Lenda de Hércules (The Legend of Hercules) teve essa bilheteria no nono dia em cartaz.
É impressionante o tamanho do insucesso de Frank Miller como diretor em Hollywood. The Spirit, em 2008, arrecadou os irrisórios US$ 19,806,188. Somente em 2005, quando Robert Rodriguez teve a ideia de dividir a direção em três (ele chamou o amigo Quentin Tarantino para ajudar na direção, também) de Sin City que, podemos dizer, foi a vez em que Frank Miller conseguiu um sucesso em Hollywood como co-diretor.
É triste ver um roteirista, desenhista de quadrinhos do cacife de Frank Miller, que escreveu arcos de histórias como Demolidor: A Queda de Murdock (Daredevil: Born Again - 1986), Batman; O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns - 1986), Batman: Ano Um (Batman: Year One - 1987), Demolidor: O Homem Sem Medo (Daredevil: The Man Without Fear - 1993), com um fracasso atrás do outro, pois 300: A Ascensão do Império mesmo nem conseguiu se pagar (o filme custou a Warner US$ 110 milhões e rendeu somente US$ 106,580,051), e olha que é somente baseado em uma graphic novel de Frank Miller, que ele nem chegou a concluí-la.
Frank Miller, nos anos de 1980 até os anos de 2000, foi prolífero e teve de excelentes a bons trabalhos produzido, mas a partir do ano de 2001, a qualidade começou a decair, daí quando decidiu se tornar diretor em Hollywood, acabou-se de vez. Creio que ele já deveria ter decretado a própria aposentadoria ou então estar dando aulas ou algo parecido, assim não chegaria ao ponto que está. Simplesmente fico triste com o destino que está chegando a carreira de Miller, espero que ela não decaia ainda mais, pois ele não merece.

Fontes: http://www.boxofficemojo.com/movies/?page=daily&id=sincity2.htm
             http://www.comicvine.com/frank-miller/4040-7082/
             http://www.imdb.com/name/nm0588340/?ref_=ttfc_fc_wr3

RESENHA OVERDOSE HQ: Namor: As Profundezas

Publicado no grupo Overdose HQ em 29/10/2014.

RESENHA OVERDOSE HQ:

Namor: As Profundezas
Título original: Sub-Mariner: The Depths
Editora: Marvel MK (BR: Panini Books)
Ano de Publicação: 2008 (BR: 2010)
Argumento: Peter Milligan
Arte: Esad Ribic
Pág.: 132

Atlântida, mito ou realidade? É no intuito de desvendar esse mistério que o Dr. Rudolph Stein parte em uma missão para encontrar o capitão Marlowe a bordo do submarino Platão. Durante a expedição, Stein toma conhecimento de Namor, protetor de Atlântida, mas crê que tanto ele quanto a cidade perdida sejam puros mitos, fantasia ou alucinações de mentes pouco preparadas, mas ele vem a descobrir que tudo que sempre duvidou é mais real do que imagina e precisa decidir o que fazer com tal informação.
Eu achei simplesmente fantástico a forma de narrativa dessa história escrita por Peter Milligan (Stormwatch) e com arte de Esad Ribic (Loki), pois apesar de Namor somente fazer uma breve aparição, sente-se a presença dele em toda a história. Um amigo meu já havia me falado disso, mas agora eu percebi o que ele quis dizer. Toda a história ocorre nos anos de 1950, misturando fatos reais com ficção, de uma forma simplesmente fantástica, com um clima de suspense digno de histórias de terror clássicas. Milligan nos dá uma história que nos faz ficar preso a ela do começo ao fim e o trabalho artístico de Ribic somente engrandece a narrativa, com seu trabalho de sombras e o detalhamento de aparência, que percebesse como o Dr. Stein muda no decorrer da história. Existe também a interpretação que Ribic dá ao Namor, que mais parece um ser híbrido selvagem, com dentes serrilhados que mais lembram de uma barracuda ou de um piranha.
Uma história fantástica com uma arte maravilhosa, mostrando, mais uma vez, a grande qualidade de trabalho que a Marvel dispôs no selo Marvel Knights. Imperdível.namor - as profundezas

RESENHA OVERDOSE HQ: A Torre Negra - Volume 2: O Longo Caminho para Casa.

publicado no grupo Overdose HQ em 28/10/2014

RESENHA OVERDOSE HQ:

A Torre Negra - Volume 2: O Longo Caminho para Casa.
Título Original: The dark tower: the long road home
Editora: Marvel Comics (BR: Objetiva)
Ano de publicação: 2008 (BR: 2011)
Adaptação: Robin Furth
Roteiro: Peter David
Desenhos: Jae Lee
Arte Final: Richard Isanove
Pág.: 136

Segunda parte das histórias baseadas na série de livros A Torre Negra, de Stephen King, O Longo Caminho para Casa da continuidade à graphic novel.
Nesse encadernado continuamos acompanhando a história de Roland Deschain e seu ka-tet, formado pelos companheiros Alain Johns e Cuthbert Allgood, que encontram-se em fuga após os problemas que ocorreram em Hambry com Eldred Jonas e os Caçadores do Grande Caixão, que acarretou na morte da jovem Susan Delgado. Atormentado por isso, Roland termina tentando destruir a Toranja de Merlim e desperta um grande mal que o aprisiona sua alma dentro da Toranja, de onde ele somente poderá ser salvo pelo jovem deficiente Sheemie.
A história segue no mesmo estilo da primeira edição, também publicada pela Editora Objetiva, na série Suma de Letras, ou seja, com uma narrativa de conto. A arte de Jae Lee dá um aspecto surreal a história, que fica difícil interpretar exatamente onde os personagens encontram-se, pois apesar do aspecto de Western, possui características que lembram grandes contos medievais, como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Gelo e Fogo.
Infelizmente eu não li o original, escrito na série de oito livros escritos por Stephen King, mas a história de A Torre Negra tem uma grande pegada de vingança, honra e lealdade (pelo menos nos dois primeiros volumes dá para perceber bem isso).
Muitos não gostam da forma como Robin Furth adaptou a série de livros, outros criticam a forma de narrativa dada por Jae Lee, que não define exatamente onde os personagens se encontram, já que ao mesmo tempo que existem vilarejos bem parecidos com filmes de western, vemos castelos, magia e seres fantásticos que são encontrados em contos medievais. Mas acredito que a ideia original de Stephen King era exatamente não nos dar um ambiente em particular, mas sim uma viagem transcendental e surreal.
Não é o estilo de narrativa comum, mas não deixa de ser interessante, tanto no aspecto de arte como de roteiro.Capa A Torre Negra Vol 2.indd

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Bons tempos… que as vezes retornam.

Publicado no grupo Overdose HQ em 24/07/2014.

Me perdoem por abrir um tópico (quilométrico) somente para isso, mas ontem (23/07) chegaram mais duas miniaturas DC Comics para minha coleção: miniaturas-dc-comics-super-herois-n20-donna-troyDonna Troy e Duas-Caras. Como sempre, lindas e bem detalhadas (a do Duas-Caras parecia meio borrada na pintura), ambas remetem pré-Novos 52, quando ainda tínhamos Donna Troy.
Sinceramente, ao olhar o fascículo que acompanha a estatueta, - quase - brotou uma lágrima de macho nos meus olhos. Por que isso? Pois vendo as imagens, a história de Donna, e tudo o que ela passou antes de Novos 52 existir, me lembrei como era mais simples naquela época, onde a DC Comics mantinha coerência e não havia mudado tão radicalmente suas histórias. Mesmo pós-Crise, era mantida uma continuidade e o legado dos personagens. A palavra legado me remete ao texto que Pablo Sarmento, do Terra Zero, postou (traduzindo o texto de Chris Sims) semana passada no Momento do Renegado: "[...] A ideia de que eles criaram de que existiam heróis por um tempo, e aí não existia mais, e então o Superman aparecia e levava a todos a uma nova era de heróis que é maior e melhor do que qualquer uma anterior.
É uma grande ideia, e é o que leva a revistas como a do Flash, onde isso foi o tema primário, e na revista do Lanterna Verde, uma revista que tinha fãs contra mudanças e que aparentemente não estavam a par que ter 3600 versões de um personagem significa que ele pode ser substituído, e mesmo nos títulos do Batman, que o Robin era um cargo que era passado pra outro com o passar do tempo. Foi uma grande ideia que levou a grandes histórias, e o melhor de tudo, se você está tentando se distinguir do seu rival, isso era algo que a Marvel não tinha.
A Marvel, para o bem ou para o mal, sempre foi sobre o que acontecia agora, e muito menos a fim de olhar de volta para o seu próprio passado. Esse era o espírito de Kirby fluindo por aquelas revistas, eu acho, mas o resultado é que se era sempre sobre o agora, nunca era então. Peter Parker nunca foi o Homem-Aranha, ele é o Homem-Aranha, e enquanto há tentativas frequentes de balançar as coisas por colocar novos personagens no manto, isso nunca durava. Enquanto a DC estava construindo a idéia de uma progressão – de Jay para Barry para Wally, de Alan para Hal para John para Guy para Kyle, de Dick pra Jason para Tim, etc – o método normal da Marvel era colocar alguém no manto por um tempo e daí graduá-los para um novo personagem quando a versão original retornasse. Rhodey atuou como Homem de Ferro, então se tornou Máquina de Combate. Eric Masterson atuou como Thor e aí se tornou o Trovejante. Ben Reilly atuou como Homem-Aranha e daí o grito furioso dos fãs se tornou tão alto que o jogaram num moedor de carne metafórico até o tempo passar e nós sentirmos sua falta. É o ciclo da vida".
Além disso, tinham as amizades estabelecidas durante anos. Dick conhecera Wally, Garth, Donna e Roy na pré-adolescência e tinham laços estabelecidos como se fossem irmãos. Um estava lá para o outro, sempre que fosse necessário. A amizade de Dick e Donna era tanta que fora Dick que a levara ao altar quando ela casou com Terry. Foi Dick que correu atrás de descobrir sobre o passado mal explicado de Donna. Quando Garth precisou da ajuda dos Novos Titãs quando surgiram problemas que ligavam a terra a sua cidade no fundo do mar, Dick e Donna nem pestanejaram para ajudá-lo. Wally sempre foi o amigo e companheiro de Dick. Mesmo com as relações abaladas quando Wally saiu dos Titãs, em nenhum momento ambos deixaram de se apoiar.
(me perdoem pela caixa alta) É DISSO QUE EU SINTO FALTA!!! Semana passada eu li a UNIVERSO_DC_23Universo DC do mês passado que tinha uma história da Flash Annual onde Flash e Lanterna Verde tinham aventura juntos. O laço de amizade deles me remeteu ao período anterior a Novos 52, o que eu achei maravilhoso, já que eles tinham um laço de amizade forte naquela época.
Por mais que todos amem a relação do Superman e Mulher-Maravilha, eu sinto falta da amizade e o apoio que Diana dava à Clark quando este vinha lhe contar dos problemas de ser um super-humano amando uma simples humana, pois essa sabia se identificar. Uma relação entre os dois é como ver Hera e Zeus, mas sem Zeus dar suas puladas de cerca (ou pula?). Mesmo que fosse algo complicado para Arthur, eu gostava de ver a relação conturbada dele com Mera, ainda mais depois do assassinato de A.J.
Não estou aqui para falar mal de Novos 52, mas sim para mostrar o motivo de preferir o que existia antes. Pois existiam laços, relacionamentos que vinham desde quando eu era pequeno. Sempre era Lois e Clark, Diana e Steve (se teve uma coisa que não gostei em MM de Pérez foi ele ter cortado a relação amorosa entre os dois), Batman e suas várias namoradas/parceiras/amantes. Dick entre Koriand'r e Babs, Arqueiro Verde e Canário Negro, Arthur e Mera. Os laços de amizade que, mesmo difíceis, existiam, como Superman e Batman, todos os Titãs (clássicos e novos), Sociedade da Justiça e Liga da Justiça (o clássico e o novo), Flash e Lanterna Verde, Lanterna Verde e Arqueiro Verde, as Aves de Rapina. O laço de Bruce com seus tutelados (ele havia adotado Tim e Dick, até), a relação de Clark com Martha e Jonathan (que terminaram adotando Kon-El, também), o laço de Diana com Donna e Cassie (ela tratava a ambas como irmãs). A relação, mesmo difícil, de Ollie e Roy (pois apesar das brigas constantes, eles se amavam e eram como irmãos), o laço de companheirismo entre Wally, Barry, Jay e Bart, além de outros velocistas como Johnny Quick e Max Mercúrio (este último chegou a ser tutor de Bart). A amizade fraternal entre Dick, Donna, Ravena, Kory, Gar e Vic (sendo que estes dois agiam como irmãos).
Faz falta no Universo DC tudo que se estabelecera e que permanecia e se fixará na memória de vários DCnautas. Sei que muitos gostaram das mudanças ou não tem nada contra elas, mas é que eu sempre sinto essa necessidade de me expressar a respeito desse assunto. Espero que me entendam

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

10 anos sem Christopher Reeve

Publicado no grupo Overdose HQ em 10/10/2014

christopher-breeve-bclear-bskies-653811381Há dez anos partia para o Elísio o ator Christopher Reeve. Não sei quantos aqui o assistiram no cinema, interpretando o primeiro super-herói dos quadrinhos, mas é uma memória eterna para mim.
Eu vou terminar sendo repetitivo, devido aos outros tópicos que escrevi sobre o artista, mas Reeve é um ator que simplesmente faz parte do imaginário de todos que curtem super-heróis. Mesmo aquele que nunca chegou a ler quadrinhos, conhece a imagem de Reeve vestido de Superman (ou Super-Homem, como preferirem). O filme é considerado o maior clássico de todos os tempos (não é o primeiro, como mencionei em outro tópico, pois George Reeves - sobrenome quase semelhante - estrelou o primeiro), pois a forma de narrar a história, o enredo e, principalmente, o ator que interpreta Clark Kent/Superman, fazem do filme esse clássico. tribute-deathReeve conseguia nos passar a imagem do pacato Clark Kent e do majestoso Superman. Uma das cenas que melhor mostra isso foi no momento em que Clark quase revela sua identidade secreta a Lois em Superman - The Movie, ali vemos como uma construção de um mesmo personagem pode ser feito por somente um homem. Mas Reeve não foi somente um herói nas telas, ele também atuava como herói fora delas. Extenso lutador pelos direitos humanos e pelo meio-ambiente, Reeve fez disso uma de suas paixões. Ele batalhou pela Anistia Internacional, nos projetos da ONG Save The Children, foi membro fundador da TCC, um grupo que batalha em defesa dos artistas. Mesmo depois de ficar tetraplégico devido a um acidente de equitação, Reeve continuou suas batalhas. tribute-bildeCriou a - hoje - Christopher & Dana Reeve Paralysis Foundation, onde buscava uma forma das pessoas terem soluções para seus problemas com a paralisia, batalhou pela pesquisa e uso das células-tronco na solução de problemas como a tetraplegia. Ele não era um ativista, mas sim uma pessoa que cria que o ser humano pode fazer mais pelos outros se lhe é possível isso.
Reeve deixou um legado, pois não somente demonstrou seu talento como Clark Kent/Superman, mas também atuou em outros filmes, além de ser um ávido lutador por várias causas. Esse ETERNO Superman ficará não somente na lembranças dos fãs de quadrinhos e filmes de super-heróis, mas também na lembrança daqueles que se beneficiaram pelas suas lutas. Hoje não é dia de lamentarmos sua morte, mas sim nos alegrarmos por tudo que nos deixou. Ele alçou voo para outras paragens, mas nos deixou um legado inesquecível. Obrigado por isso, Christopher Reeve! Obrigado por nos fazer acreditar!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Hércules: Tideu

Publicado no grupo Revista Mundo dos Super-Heróis em 30/07/2014.

Fechando o grupo de guerreiros de Hércules que acompanhará Hércules, segue a biografia do mais selvagem dos seus parceiros, o etólio Tideu.

Tideu (G. Tydeus). Herói etólio, filho de Oineu e de Peribéia (filha de Hipónoo), e pai de Diomedes. Oineu teria seduzido Peribéia e antes de casar-se com ela entregou-a aos servos incumbidos da criação de seus porcos, entre os quais cresceu Tideu.
Em outra versão da lenda Oineu, obedecendo a ordem de Zeus, possuiu sua própria filha Gorgé, e dessa união incestuosa teria nascido Tideu. Chegando à idade adulta Tideu demonstrou seu temperamento violento matando Alcatoo, irmão de Oineu, ou segundo outra fonte massacrando Antíoco, Eumenes, Euríalo, Feneu, Hiperlau, Estenelau, Estêrnops e Xântipo, filhos de Melas, envolvidos em uma conspiração contra Oineu, ou ainda exterminando seu próprio irmão Olenias. Em consequência do crime ele teve de abandonar a Etólia, e depois de errar por várias regiões da Grécia chegou à corte de Ádrasto, na mesma época em que Policines se exilou junto a este último. Ádrasto purificou Tideu de seu crime e, relembrando um antigo oráculo, deu-lhe em casamento sua filha Deipile, enquanto casava Policines com Augia, outra de suas filhas, prometendo ainda a ambos que os reconduziria aos respectivos tronos. Foi este o motivo da participação de Tideu na expedição dos Sete Chefes, destinada a restituir a Policines o trono de Tebas. Tideu foi mandado a Tebas como embaixador, mas Eteoclés não quis recebê-lo. Indignado, Tideu desafiou os tebanos para combates singulares, vencendo-os sucessivamente. No momento de sua partida cinquenta tebanos surpreenderam-no numa emboscada, mas Tideu exterminou todos eles, à exceção de Máion.
Na batalha final diante das sete portas de Tebas Melânipo feriu mortalmente Tideu, mas este, apesar da gravidade de seu ferimento, matou seu adversário. Atena, deusa protetora de Tideu, convenceu Zeus a dar-lhe a imortalidade. Anfiarau, entretanto, ainda indignado com Tideu por seu papel decisivo na organização da expedição em que iria perder a vida, e querendo impedir a deusa de imortalizar seu inimigo, decepou a cabeça do cadáver de Melânipo e a levou a Tideu moribundo; este, embora quase morto, partiu o crânio de seu inimigo e devorou-lhe o cérebro. Horrorizadas com a crueldade, Atena mudou de ideia e afastou-se do campo de batalha. Máion, grato a Tideu por haver-lhe poupado a vida, sepultou-lhe piedosamente o cadáver.
Em outra versão da lenda o cadáver de Tideu foi levado pelos atenienses adeptos de Teseu para a Ática e sepultado em Elêusis.
Aksel Hennie interpretará Tideu:Aksel Hennie - Tydeus

Hércules: Iolau

Publicado no grupo Revista Mundo dos Super-Heróis em 29/07/2014.

Dando continuidade aos guerreiros que estarão ao lado de Hércules em seu novo filme com Dwayne Johnson interpretando o protagonista, vamos falar de seu sobrinho mais próximo, Iolau. Segue abaixo:

Iolau (G. Iôlaus). Filho de Ificlés e Automêdusa, e portanto sobrinho de Héracles. Iolau acompanhou o tio em todos os seus "Trabalhos", participou da expedição dos Argonautas e da caçada de Calídon, e foi o vencedor, com o carro de Héracles da corrida disputada nos primeiros Jogos Olímpicos quando Héracles os instituiu. Além disso coube-lhe a vitória nos jogos fúnebres celebrados em honra de Pelias. Iolau esteve presente à morte de Héracles no monte Oita e à sua apoteose. Mais tarde ele ajudou os Heráclidas e os levou juntamente com alguns atenienses para Sardó (a atual Sardenha), onde morreu depois de fundar várias cidades, inclusive Ôlbia. Em outra versão de sua lenda Iolau viajou de Sardó para Sicília, e lá fundou numerosos santuários onde se cultuava Héracles após a sua divinização. Zeus e Hebe restituíram a Iolau a juventude e a força por um dia para que ele, já velho (ou então depois de morto), pudesse vingar-se de Euristeu por sua perseguição implacável aos Heráclidas.
Reece Ritchie interpretará Iolau:Reece Ritchie - Iolaus