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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

RESENHA HQ: Turma da Mônica: Lições (2015)

turma da monica - licoesTURMA DA MÔNICA: LIÇÕES

Roteiro: Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

Arte: Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

Editora: Panini Comics

Ano: 2015

Pág.: 84

“- Quer brincar?

- De casinha?

- Ok, mas não conta pro Cebolinha”.

Pegar uma Graphic MSP escrita e desenhada por Vitor e Lu Cafaggi é fazer uma verdadeira viagem no tempo.

Esses dois mineiros, belo-horizontinos, sabem desenvolver uma história de encantar a qualquer leitor de quadrinhos.

“Turma da Mônica: Lições” é um retorno deles à Turma da Mônica, com quem tiveram contato em 2013 na história “Turma da Mônica: Laços”. Na primeira, eles fazem a Turma se aventurar para reencontrar o cachorro do Cebolinha, Floquinho, que havia fugido. Nesta nova história eles falam sobre os variados estilos de lições que a Turma precisa de aprender, depois de um dos “planos infalíveis” do Cebolinha que termina muito mal.msp - licoes

O mais legal de se ler a história e notar os detalhes, nos quais eles sempre se preocupam, desde easter-eggs escondidos no decorrer da história até pequenas coisas que você pode terminar recordando que tinha na sua infância. Eu fico maravilhado e sem palavras para falar desse trabalho fantástico dos dois.

Vitor e Lu Cafaggi simplesmente me encantam e me fazem perceber o quão diferente era uma infância recheada de inocência e liberdade, onde o mais importante era tentar se aventurar, sem correr riscos, fazendo – as vezes – diabruras e picardias infantis que poderiam terminar sendo desastrosas.msp - licoes2

Alguns momentos me senti como vivesse aquela história da Turma, pois me lembrou de coisas que aprontei com meu irmão, em total inocência infantil, que me fazem rir nos dias de hoje.

Eu não quero falar demais para não soltar spoilers, pois “Turma da Mônica: Lições” é simplesmente lindo, tanto em enredo como na arte em si. Os momentos de recordação de Mônica e Cebolinha, você percebe a dedicação desses dois mineirinhos em se preocupar com detalhes. Você ri e se emociona constantemente lendo essa divina história da coleção Graphic MSP.turma-da-monica-licoes-vitor-cafaggi-lu-cafaggi-graphic-msp-preview-06

Só tenho a agradecer a Maurício de Sousa e Sidney Gusman por nos proporcionarem o prazer de poder ler e ver o trabalho de Vitor e Lu Cafaggi novamente. E se você é chegado a lembranças de uma infância mágica, “Turma da Mônica: Lições” é algo que deve fazer parte de sua coleção.

Se fosse falar, em uma palavra, sobre “Turma da Mônica: Lições”, eu diria LINDO! Obrigado Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi por mais essa Graphic MSP memorável.

RESENHA HQ: Batman: A Noite das Corujas (Batman Vol. 2: The City of the Owls, 2013).

batman-a-noite-das-corujasBATMAN: A NOITE DAS CORUJAS (Batman Vol.2: The City of the Owls)

Roteiros: Scott Snyder, James T. Tynion IV

Desenhos: Greg Capullo, Rafael Albuquerque, Becky Cloonan, Andy Clarke, Jason Fabok

Arte-final: Jonathan Glapion

Editora: DC Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2013 (BR: 2015)

Pág.: 208

Chega à conclusão a minissérie “A Corte das Corujas”, que iniciou na mensal Batman #1 (novembro de 2011), ganhando um encadernado em maio de 2012.

Este segundo encadernado intitulado “A Noite das Corujas” traz as partes da conclusão que transcorreram nas edições Batman #8 a #11 (junho a setembro de 2012), além de suas repercussões em Batman #12 (outubro de 2012) e Batman Annual #1 (julho de 2012).

Nessa segunda parte, Batman sofre ainda com o que enfrentara na Corte das Corujas, mas a mansão é atacada pelos Garras. Além de enfrentá-los, Batman ainda precisa salvar as pessoas de uma lista de futuros assassinatos das Corujas – contando com a ajuda de sua “família” –, desmascarar a Corte e enfrentar um novo Garra, muito superior aos outros e que traz uma surpresa para a vida de Bruce.

Na segunda história, conhecemos o pai de Alfred, Jarvis Pennyworth, que era mordomo da família Wayne antes dele e terminou tendo de encarar as consequências de Martha Wayne desafiar a Corte das Corujas. Já na terceira, nos encontramos novamente com a jovem Harper Row, que após ela e o irmão serem salvos pelo Batman, decide que precisa retribuir o favor.

Na última história, vemos Victor Fries fugindo da prisão. Após descobrir que sua fórmula foi usada com sucesso pela Corte das Corujas, decide que irá usá-la em sua esposa, mas uma surpresa o espera.

Bem, eu preferi não fazer uma resenha sobre o primeiro volume, pois sei que muitos não gostariam do que eu iria escrever, ainda mais se for para criticar Scott Snyder.

Antes de começar a falar sobre as histórias eu quero dizer que adoro “Vampiro Americano” e a minissérie “O Despertar”. Vejo nesses trabalhos de Snyder uma grande dedicação e um empenho enorme de contar histórias maravilhosas. Suas personagens femininas Têm uma força sem igual e não ficam a dever a nenhum personagem masculino, pelo contrário, podem até se sair melhor do que eles. Dito isso, eu falo agora que não gosto do Batman desenvolvido por Snyder.

Batman-the-city-of-owls_variant-coverEntendam, eu cresci sendo fã do Batman e sempre o vi como um personagem forte e decidido. Ele usa sistemas tecnológicos, mas não depende deles para agir, pelo contrário, ele depende de sua mente e é isso que o torna o maior detetive do Universo DC. Não que ele saiba tudo, mas sempre busca estar um passo a frente do seu adversário e para vencê-lo você precisa submetê-lo ao pior, como ocorreu em “A Queda do Morcego”, onde ele precisa enfrentar sozinho a fuga do Arkham e de Blackgate, além de encarar um homem que descobre sua identidade e pode destruir sua vida e a de seus parceiros.

Quando comecei a ler “A Corte das Corujas”, logo de cara me fez falta o Batman decidido que eu estava acostumado. Esse novo Batman (sim, ele é novo!) parece menos confiante e mais dependente da tecnologia a sua volta. Algumas coisas que cheguei a ler sobre esse começo de Novos 52 dizia que já tinha mais de cinco anos que o Batman estava em ação, tanto que ele já havia tido dois pupilos (Dick e Jason haviam sido Robin), um seguidor – Timothy, nessa nova realidade, nunca fora um Robin – e agora seu filho era o Robin. Isso demonstra que não tem pouco tempo que Bruce Wayne age como o Batman e ele é bem experiente em ação. Outra coisa que senti como um ponto negativo foi esse lance de Bruce não conhecer tudo de Gotham. Se sempre existiu uma coisa que ele buscou saber era tudo sobre Gotham, mesmo que fossem lendas e mitos. É isso que o torna o maior detetive da DC, pois mesmo que não acredite, ele tem conhecimento.

Alguns falaram. “Ah, mas em ‘Batman: Ano Dois’, o Batman não sabia da existência do Ceifador”. Bem, se perceberem bem, a Ano Dois é ainda o começo de carreira de Bruce Wayne como Batman. Ele havia começado a conquistar a confiança de Gordon, tinha bem menos de dois anos que havia iniciado seu vigilantismo e nem tinha Dick Grayson como parceiro, ainda, ou seja, estava bem no começo de carreira para conhecer toda a extensão de vilões ou outros vigilantes da cidade. Sem contar que ele sempre procurou entender sobre a morte dos pais deles, se havia sido um simples assalto ou se existia algo mais por trás. Aonde eu quero chegar com isso? Fica difícil acreditar que o Batman não tivesse nenhum pouco de conhecimento sobre a Corte das Corujas. Fica difícil crer que ele acharia que a Corte seria somente uma cantiga de ninar, e isso tornou o Batman muito fraco, essa submissão ao desconhecimento.

Se eu fosse ficar falando de tudo que eu não gosto na história central de “A Corte das Corujas”, ficaria páginas e páginas me explicando e muitos me odiariam mais do que já me odeiam por tecer opiniões contrárias a Novos 52, sendo assim, vou me prender ao pontos positivos desse segundo volume, principalmente.

Batman-Jarvis-PennyworthA segunda história do encadernado nos apresenta Jarvis Pennyworth, o pai Alfred, que no primeiro encadernado aparece na lista de perseguidos pela Corte das Corujas. Nessa história é mostrado de forma bem interessante como ele entra para a lista negra. É fascinante como um personagem que tem uma ligação indireta com o Batman pôde ser retratado de forma tão significativa nessa história. Jarvis esteve presente, até certo momento, na infância de Bruce e testemunhou e vivenciou coisas com a família Wayne que Alfred termina não tomando conhecimento. E a forma como Snyder – junto à James T. Tynion IV, que co-escreve a história – narra os acontecimento dá um dinamismo todo novo. Me lembrou, em certo momento, “O Despertar” e algumas histórias de “Vampiro Americano”. Mas a história seguinte me lembrou muito “Vampiro Americano”.

Como eu disse antes, Snyder desenvolve personagens femininas fortes, destemidas e que não desistem por qualquer coisa. Foi assim com Pearl Jones, Hattie Hargrove, Dra. Lee Archer e Leeward, e não poderia ser diferente com Harper Row, então a terceira história é – praticamente – dedicada a ela.

Harper-Row-Batman-12-Andy-Clarke-1Eu sinceramente pensei que não fosse gostar da personagem. Pensei que seria uma tapa buraco ou algo assim, mas quando Snyder decide desenvolve-la sem ligação com o Batman – ou, pelo menos, tendo somente uma participação especial do Homem-Morcego – ele encanta. Harper chega ser tão genial quanto Timothy era antes de Novos 52. Ela é totalmente dedicada ao irmão, que sofre preconceitos – acho que ele é gay, mas não tenho certeza ainda – por conta de pessoas do bairro, e é capaz de qualquer coisa para defende-lo. Criativa, engenhosa, Harper Row é maravilhosa. Para que Snyder traria outras personagens do universo do Morcego se ele estava construindo Harper? Se teve alguma coisa que eu fiquei simplesmente fascinado foi essa personagem que tem um grande futuro pela frente e – torço eu – seja bem explorada futuramente nas revistas, pois ela supera uma Stephanie Brown fácil, fácil.

Já a última história vou voltar a ser chato – e vou terminar entregando alguns SPOILERS –, pois Snyder decide mexer em algo que não deveria ser mexido e dessa vez é na história de Victor Fries, o Senhor Frio.

Um dos dramas mais fascinantes dos vilões de Batman é o do Dr. Victor Fries, que congela o corpo da esposa enquanto busca a cura para seu problema de coração. Chega a ser emocionante a dedicação do vilão. Mas Snyder decide quebrar esse mito e me decepcionou com isso, pois a forma como ele nos entrega Fries é como mais um maníaco psicopata do Arkham.

Sempre fui apaixonado pelos dos vilões insanos do Batman, pois suas insanidades tinham uma motivação maior do que ser somente um louco. Existia uma certa nobreza em suas insanidades, e quando vejo isso ser quebrado, me entristece muito.

Batman: A Noite das Corujas finaliza a minissérie, mas não finaliza a ação da Corte em Gotham City, pelo contrário, Snyder implanta mais um mito dentro da cidade do Batman. Isso é legal e interessante, mas seria mais ainda se ele não tornasse o Batman um fraco e desinformado, totalmente suscetível à Corte. Vamos ver o que mais vem por aí.batman 11

domingo, 30 de agosto de 2015

RESENHA HQ: Aquaman: As Profundezas (Aquaman Volume 1: The Trench, 2013).

AquamanAsProfundezasAQUAMAN: AS PROFUNDEZAS (Aquaman Volume 1: The Trench)

Roteiro: Geoff Johns

Desenhos: Ivan Reis

Arte-final: Joe Prado

Editora: DC Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2013 (BR: 2015)

Pág.: 148

Arthur Curry, também conhecido como Aquaman, vive em um farol com sua consorte Mera. Intitulado Senhor de Atlântida, Arthur busca uma vida calma e comum em Mercy Reef, cidade costeira do Estados Unidos onde nasceu e cresceu, mesmo que as vezes busque agir como super-herói. Discriminado por ser uma pessoa que possui a capacidade de se comunicar com seres aquáticos, Aquaman busca mostrar que ele pode ser mais do que motivo de piadas e chacota, principalmente quando uma ameaça chega à uma cidade vizinha da sua. Ao enfrentar essa ameaça ele descobre coisas do seu passado que podem ser muito relevantes para o seu futuro.

Até os dias de hoje eu ainda ouço piadas sobre Aquaman. E isso terminou mais motivado pelo canal infantil Cartoon Network e pelo seriado The Big Bang Theory. O que Geoff Johns busca é mudar essa visão.

Aquaman_0156Aquaman: As Profundezas é a revitalização de Novos 52 mais aclamada pelo público dos quadrinhos, sendo considerada a melhor caracterização do personagem nos quadrinhos... isso se você for desinformado.

Não vou tirar os méritos de Johns, que remodelou as histórias do Lanterna Verde e trouxe Barry Allen de volta (esta segunda tenho minhas críticas como TOTALMENTE desnecessária), mas considerar essa a melhor revitalização do Aquaman está totalmente fora da realidade.

Tá certo, Aquaman é o personagem mais execrado dos quadrinhos, mas ele teve muitos momentos maravilhosos. Uma das suas revitalizações memoráveis foi nas mãos de Neal Pozner em uma minissérie de quatro partes (1986), que se tivesse ido em frente teria modificado não somente o uniforme do personagem, mas toda a forma de ação de suas revistas, e depois nas mãos de Peter David que iniciou seu trabalho com o personagem na Aquaman #0 (outubro de 1994) indo até a Aquaman #46 (agosto de 1998), onde revolucionou o personagem (isso sim foi uma revolução, pois mudou totalmente a forma de Aquaman se vestir e agir).

Johns traz de volta vários fatores da mitologia do personagem, como sua parcial invulnerabilidade, sua capacidade de longos saltos, sua força descomunal e desmistificou o lance de “conversar com os peixes” (que foi bem explorado por David durante seu período com o Aquaman, sem tornar uma chacota), mostrando que, telepaticamente, ele dá ordens e os peixes obedecem. Ele também retorna a história da herança atlante de Arthur, colocando – neste ponto – novidades sobre isso.

Johns não ignora o que fora feito com o personagem nos seus 70 anos de criação (vale lembrar que essa história começou em New 52 - Aquaman #1 (novembro de 2011)), pelo contrário, ele busca trazer tudo de maneira que possa ser introduzido nessa nova mitologia, além de brincar com as chacotas que o personagem geralmente sofre.

E a arte de Ivan Reis complementa a história com sua força de retratação de cenas. Seus desenhos estão melhores do que nunca e impressionam em alguns momentos, com os detalhes que nem sempre alguns desenhistas se preocupam. Seu trabalho é fantástico, que é bem ressaltado com a arte-final de Joe Prado.aquaman1

A parceria dos dois me faz lembrar o trabalho de Jim Lee e Scott Williams, que simplesmente se completam e fazem trabalhos fantásticos até hoje.

Até o momento, de tudo dentro de Novos 52, Aquaman é o único personagem que mais me interessou, pois o resto buscou tornar os personagens menores ou usaram de roteirismo para torna-los grandes demais.

Aquaman – As Profundezas é curto perto dos outros encadernados que vêm sendo lançados, mas é muito bom como início de algo que eu torço tenha continuidade.

sábado, 29 de agosto de 2015

RESENHA HQ: Flash: Seguindo em Frente (Flash Volume 1: Move Forward, 2013)

FlashSeguindoFrenteFLASH: SEGUINDO EM FRENTE (Flash Volume 1: Move Forward)

Roteiro: Francis Manapul

Desenhos: Brian Buccellato

Editora: DC Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2013 (BR: 2015)

Pág.: 196

Barry Allen é um cientista forense que divide seu tempo sendo o super-herói Flash. Ele trabalha no Departamento de Polícia de Central City ao lado de sua parceira e namorada Patty Spivot, mas é sempre assediado pela bela repórter do Cidadão de Central City, Iris West, que deseja sempre decifrar mais coisas sobre o Flash. Desacreditado pela mídia, perseguido pela polícia, Barry não desiste de ser super-herói, mesmo quando descobre que seus poderes ligados à Força da Aceleração podem ser prejudiciais para Central City e sua “irmã gêmea”, Keystone City.

Este é o primeiro volume de uma coleção de encadernados de histórias publicadas na revista The Flash, no atual universo Novos 52. Esse, por exemplo, corresponde as oito primeira edições, por isso sua conclusão fica ambígua, deixando um ponto de partida para uma próxima que a Panini pode ou não lançar, dependendo do sucesso dessa (algo que, pelo que tenho visto, acontecerá!).

Bem, acabo de crer que devo ser o DCnauta mais chato, mais enjoado de todo o mundo, pois “Seguindo em Frente” não me agradou. Nada contra o roteiro de Francis Manapul, que parece concreto, coeso e tem uma direção a seguir, muito menos a arte de Brian Buccellato que é de encher os olhos, mas sim no âmago do roteiro e a forma como ele é construído, em cima de roteirismo.

Tá, aí você se pergunta “o que é roteirismo?”, no que eu lhe respondo que é a tendência do roteirista quantificar ou denegrir em demasia a imagem do personagem, neste caso o Flash.

flash vibrates airplaneTá, eu sei que Flash é o maior velocista do Universo DC e – possivelmente – do universo dos quadrinhos em um todo, mas existem coisas que precisam seguir uma certa coerência nas histórias e precisam saber respeitar a inteligência do leitor. Uma das cenas que eu critico com o excesso de roteirismo é a queda do avião no qual Flash vibra para que ele passe pela ponte que interliga as Cidades Gêmeas, sem prejudicar nem os passageiros e muito menos a ponte, e quando digo vibra, eu estou falando de tudo, ou seja, avião e passageiros.

Eu posso não entender patavina de física, mas eu acredito que quando você desestabiliza moléculas de um corpo, quando elas se reajuntam, ou o corpo explode ou a pessoa terá sérios problemas pelo resto da vida, mas nessa história tudo leva a crer que todos ficaram muito bem.

Tá, alguns dirão “Ah, mas é história em quadrinhos, não precisa ter lógica”... sério??? E é por aceitar essas coisas que todos nós, fãs de quadrinhos, somos considerados insensatos

Além disso, tem essa “culpa por qualquer coisa” que impõem ao Flash. É algo como “PQP um cachorro mijou no pneu do meu carro... é culpa do Flash!” ou “Que m..., levantei do lado errado da cama... é culpa do Flash!”. Acho que já entenderam o conceito.

Por mais que não existam provas de que o Flash é culpado de certas situações que ocorrem nas histórias que compõem o encadernado (não é um arco somente, mas vários que possuem um eixo central), a maioria tende a culpa-lo por não encontrar mais nada para culpar, algo do tipo “se aberrações acontecem é culpa de uma aberração”. Me parece uma busca da DC Comics usar conceitos desenvolvidos pela concorrente na criação dos mutantes, mas usa com seus super-heróis. Antes respeitados e adorados, agora personagens como Flash são considerados problemas para aqueles que eles querem auxiliar ou mesmo é culpado por qualquer acontecimento fora do comum.

Entendam apesar das críticas quando alguns caminhos e decisões na história, Flash: Seguindo em Frente é muito bom e mostra fatores sobre a Força da Aceleração que não foram consideradas por outros roteiristas antes, o que deixa bem interessante e com muitas possibilidades de exploração.Flash_Move_Forward_design-1 copy

Como disse antes, sou um cara chato com alguns fatos de Novos 52, mas nem por isso vou dizer que esse novo Flash não seja possível de leitura, pelo contrário, vale a pena lê-lo e ainda torcer pela continuidade das encadernações.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

RESENHA HQ: 100 Balas: Irmão Lono (100 Bullets: Brother Lono, 2014)

100_Balas_Irmao_Lono100 BALAS: IRMÃO LONO (100 Bullets: Brother Lono. 2014)

Roteiro: Brian Azzarello

Desenhos: Eduardo Risso

Editora: DC/Vertigo (BR: Panini Comics)

Ano: 2014 (BR: 2015)

Pág.: 196

Desde a edição 100 Balas #100 (abril de 2009), Lono foi dado como desaparecido, mas eis que ele surge no México trabalhando ao lado do padre Manny, que cuida de uma igreja e um abrigo para menores nos arredores de Durango, uma cidade dominada pelo tráfico de drogas e prostituição da organização Torres Gemelas. O gerente da organização é Cortez, um homem com segredos sinistros e doentios, que não poupa esforços para manter a organização à frente nos negócios.

Lono busca manter uma passividade anormal em sua vida, tanto que quando sente-se motivado a deixar despertar seu antigo "eu", devido ir para a prisão para ser enjaulado como um animal. Mas tudo parece mudar quando Crânio, um dos homens de Cortez, descobre que o DEA (Drug Enforcement Administration), o departamento contra drogas e entorpecentes dos EUA, envia um agente para descobrir mais sobre a Torres Gemelas e desbarata-la. Isso coincide com a chegada da Irmã June, que descobre corpos enterrados no quintal da igreja, causando um tensão que trará muitos problemas.

Depois de republicações e encadernações, em 2013, Brian Azzarello e Eduardo Risso anunciaram seu retorno a 100 Balas, mas tomando um ponto de vista mais solitário, amarrando a ponta solta do que aconteceu com Lono.100-Bullets-Brother-Lono-22

100 Balas é uma série que teve seu começo misterioso, seu meio intrigante e seu fim grandioso, algo típico dos trabalhos dessa dupla que ganharam vários Eisner e Harvey com 100 Balas. Irmão Lono é uma historia que te prende do começo ao fim e você não consegue parar de ler. O enredo nos mostra o trafico de drogas no interior do México, sua ligação com os EUA e sua influencia nas pequenas cidades do país. Os desenhos de Risso são um dos maiores assombros dessa minissérie, pois tudo que vemos na clássica série, parece ter ganho uma grandiosidade absurda, enriquecendo o roteiro de Azzarello, que mostra como prender o leitor com seus diálogos dinâmicos, seus momentos esdrúxulos e suas cenas caóticas e de violência crua. É uma das parcerias mais ricas dos quadrinhos, poucas vezes testemunhada e duradoura. O que completa ainda a série são as capas de Dave Johnson, que deixam cada uma das oito edições mais ricas.

Se todos consideravam que Lono não teve um final digno em 100 Balas, com certeza ficarão felizes de ler 100 Balas: Irmão Lono.

RESENHA HQ: Origem II (Origin II, 2014)

Origem IIORIGEM II (Origin II)

Argumento: Kieron Gillen

Desenhos: Adam Kubert

Editora: Marvel Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2014 (BR: 2015)

Pág.: 148

Começo do século XX, alguns anos se passaram desde que James “Logan” Howlett deixou a pedreira na Columbia Britânica para viver de forma errática com uma alcatéia, até que acontecimentos o levam de volta a civilização, vivendo como uma aberração de circo ou como cobaia de laboratório e conhecendo um homem chamado Creed.

Essa é uma continuação direta da minissérie publicada em seis edições (aqui no Brasil a Panini colocou em três) pela Marvel Comics entre os anos de 2001 e 2002. Na primeira vemos como tudo começou na vida de James Howlett, uma criança com vários problemas de saúde. Após eventos que levaram seus pais à morte, James foge com a bela Rose, que foi criada com ele, para a Columbia Britânica, onde ele cresce como Logan, mas mais problemas terminam levando-o ao isolamento.

Muitos gostam de “Origem”, mas eu faço parte do grupo que não gosta muito.

Logan, também conhecido como Wolverine, sempre foi um dos grandes mistérios da Marvel Comics. Sua primeira aparição ocorreu na revista The Incredible Hulk #180 (outubro de 1974), e de lá para cá ele cresceu no gosto dos fãs dos mutantes. Sua forma despojada, truculenta, violenta de agir agradou a todos, tanto que sua popularidade lhe rendeu uma revista solo, algo inédito entre todos os mutantes da Marvel. Em 1991, Barry Windsor-Smith desenvolveu a história onde Logan ganhava o adamantium em seu corpo, mas os mistérios de suas raízes, de sua ascendência, sempre foram mantidas intactas, até que o – naquela época – editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, incumbiu os roteiristas Bill Jemas e Paul Jenkins a contarem, junto com ele, a origem de Wolverine, tendo como desenhista Andy Kubert, que já havia trabalhado durante anos com Logan em sua revista mensal. A ideia cativou alguns que adorariam saber como tudo começo na vida de Logan, mas outros mais saudosistas – dentre estes, eu – não achou a ideia tão boa, pois como eu disse acima, Wolverine é um mistério genial. Nada se conhecia de seu passado. Lógico que Quesada não parou por aí e lançou Wolverine: Origins (2006-2010), onde várias coisas do passado de Logan foram reveladas.

Sim, existem coisas mostradas em algumas revistas, como no encontro dos X-Men com os Wild CATs, mas eram aleatórias, fora de um foco central. Mistérios, ideias, conceitos de um passado distante de Logan, mas ao criar sua origem na minissérie homônima, Quesada quebrou a magia por trás do personagem. Agora então, Kieron Gillen cria momentos que todos achavam ser mais distantes e nos quais eu achava bem diferentes. Bem, gostando ou não, “Origem II” está aí dando continuidade na criação do passado de Wolverine, vamos ver o que mais virá pela frente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O mundo dá adeus a Yvonne Craig, a eterna - e primeira - Batgirl.

 

yvonne-craig-batgirlEm 1966, Batman ganhava sua primeira série televisiva. O sucesso foi tanto que iniciou a primeira batmania. Um pouco antes da estreia da terceira temporada da série, o produtor - e criador - do seriado, William Dozier, introduziu a Batgirl/Barbara Gordon.

Uma personagem semelhante já existia nos quadrinhos, mas esta nova Batgirl - que ficou conhecida no Brasil, durante anos, como Batmoça - era bem diferente da original. Barbara Gordon era uma jovem bibliotecária, filha do Comissário Gordon que, inspirada no Batman, veste o traje da Batgirl. Sua primeira aparição ocorreu em 1967, em um curta para a TV, com participações de Adam West (Bruce Wayne/Batman), Burt Ward (Dick Grayson/Robin) e Neil Hamilton (Comissário Gordon), que apresentavam a bela Yvonne Craig.

Yvonne_Craig_1960Yvonne Craig começou sua carreira aos 20 anos quando fez uma participação no filme “Eighteen and Anxious” (1957). Em 1959 fez mais três filmes: “Maldosamente Ingênua”, “Ódio Destruidor” e “O Rei do Ritmo”, onde colocou um pouco de seu conhecimento de dança na personagem Gloria Corregio; mas eram sempre papéis pequenos, somente em 1963, graças ao seu namorico com o Elvis Presley, ganhou um papel mais significativo em “Loiras, Ruivas e Morenas” e em 1964 em “Com Caipira Não se Brinca”.

Yvonne Craig chegou a fazer participações em séries como “Perry Mason” (1958), “Bronco” (1959), “The Barbara Stanwick Show (1960), “The Dick Powell Show” (1962), “O Agente da UNCLE” (1965), “Meu Marciano Favorito” (1965) e “The Wild Wild West” (1966), antes de debutar em “Batman”.

A ideia inicial de William Dozier era criar um spinoff com a Batgirl, mas não deu muito certo, então introduziu a personagem na série para fazer parceria com Batman e Robin, sempre respondendo aos chamados da polícia, que ela tinha conhecimento por ser filha do comissário de Gotham City.

yvonne-craig-batgirl-batman-66Yvonne Craig permaneceu no papel até o fim da série em 1968, mas sua carreira televisiva não cessou. Ela chegou a fazer participações em séries como “O Rei dos Ladrões” (1968), “Jornadas nas Estrelas” (1969), “Terra de Gigantes” (1970), “Kojak” (1973), “O Homem de Seis Milhões de Dólares” (1977), “Starsky e Hutch” (1979) e “Ilha da Fantasia” (1983). Entre 2009 e 2011, Craig dublou a personagem Vovó no desenho “Olivia” do canal Nickelodeon.yvonne-craig-super-169

Ela veio a falecer na segunda-feira (17/08/2015), devido a complicações de um câncer de mama com metástase para o fígado, de acordo com informe divulgado pela família dela. Nos seus últimos dias de vida, a eterna Batgirl disse a sua família que não ficassem de luto ou tristes por perdê-la, mas que celebrassem as suas realizações e toda a sorte que ela tenha tido em vida.

DESCANSE EM PAZ, ETERNA VIGILANTE DE GOTHAM, POIS JAMAIS SERÁ ESQUECIDA!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

PRIMEIRA OLHADA: Lucifer (2015)

 

Lucifer-FOX-2016Lúcifer Morningstar (Tom Ellis) foi o líder de uma revolução que levou-o a ser exilado e a governar o inferno por ordem de seu Pai, mas ele cansou daquilo e decidiu largar tudo para trás e morar em Los Angeles, onde monta uma boate, a Lux. Sua bartender é Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), que foi com ele para a Cidade dos Anjos. Um dia ele recebe a visita de uma velha amiga que termina sendo assassinada na sua frente. Então ele se junta com a policial Chloe Dancer (Lauren German) para descobrir que assassinou sua amiga, além de ser ameaçado por Amenadiel (D.B. Woodside), que acredita no desequilíbrio, pois enquanto Deus reina no Firmamento, Lúcifer deveria cuidar do inferno.

O piloto da série que foi lançado em 09 de agosto de 2015 é basicamente isso. A base da série é o personagem da Vertigo Comics criado por Neil Gaiman e Sam Keith para a revista Sandman #4 (abril de 1989) e depois fora aprimorado na revista mensal Lucifer (junho de 2000 a agosto de 2006), escrita por Mike Carey. Nota-se algumas características do personagem na interpretação do ator britânico Tom Ellis (As Aventuras de Merlin), mas infelizmente se perde nas expressões.

Eu não vou me prender a detalhes banais como cor do cabelo, cor de olhos tez da pele, mas vou sim falar sobre a caracterização dos personagens na série e a ideia do enredo.

Bem, voltando a Lúcifer, senti mais falta da sua placidez com as questões humanas, pois este parece se interessar e importar demais com as pessoas. Sem contar que nos momentos que cruza com o anjo Amenadiel, parece teme-lo, algo que não se nota nele nos quadrinhos. Se ele teme outros anjos, ele nunca demonstra, pois ele foi “escolhido” para governar o submundo, ele é superior a todos os outros anjos.

Também senti falta do uso da magia neste piloto. Tá, tudo bem, é o primeiro, mas Lúcifer não somente manipula os humanos, ele faz uso de magia para conseguir alcançar os meios. Ele É um ser mágico, sobrenatural.

Temos também Mazikeen, que é interpretada pela atriz Lesley-Ann Brandt (Spartacus: Deuses da Arena). Linda e sedutora, ela acompanhou Lúcifer do inferno para Los Angeles, onde se tornou bartender da boate de Lúcifer e tende a lembra-lo – como se isso fosse necessário (parece que na série é) – que ele é o senhor daquele reino e deve se portar como tal. Sinceramente, foi a maior das descaracterizações da série.Tom-Ellis-in-Lucifer

Eu conheci Mazikeen pelo encadernado “Lúcifer: O Diabo à Porta", que cheguei até a resenhar, e ela é totalmente o oposto da personagem da série. Nesse ponto vou me prender a detalhes, pois uma das maiores características da “consorte” de Lúcifer é uma máscara a la Fantasma da Ópera que usa para tampar parte de seu rosto deformado. Ela é a única pessoa com quem Lúcifer demonstra alguma afeição e está longe de ser promíscua e viver de sexo. É uma guerreira e se porta como tal, ou seja, em momentos de calmaria se mantém apaziguada, mas quando se vê em guerra com algo ou alguém, se torna brutal. Ela nunca deixaria Lúcifer ser ameaçado por ninguém e nem demonstraria se arrepender de ter saído do inferno, pois se importa de estar ao lado do senhor do inferno e nada mais.

O “ponto-fraco” de Lúcifer surge na figura da policial Chloe Dancer, interpretada pela atriz Lauren German (O Albergue 2). Ela é o ponto-fraco, pois algo nela mexe com Lúcifer o que faz com que ele se importe em demasia com ela.

Vejo a personagem Chloe Dancer igual a personagem Zed Martin em Constantine, ou seja, um empecilho para a série ousar. A necessidade de se ter uma personagem feminina que faça o contraponto com o personagem masculino, tendo uma tensão sexual entre eles, mesmo que seja metafórica ou platônica, é algo que se vê em várias séries que terminaram falhando na primeira temporada. “Moolight” com Mick St. John (Alex O’Laughlin) e Beth Turner (Sophia Myles) e “Constantine” com John Constantine (Matt Ryan) e Zed Martin (Angélica Celaya) são claros exemplos disso. Mas lógico que pode funcionar como – por mais que eu ache chata e desnecessária – Catherine Chandler (Kristin Kreuk) e Vincent Keller (Jay Ryan) em “Bela e a Fera” e – essa eu gosto, mas ficou difícil acompanhar – Ichabod Crane (Tom Mison) e Abbie Mills (Nicole Beharie) em “Sleepy Hollow”.

lucifer-660x350Não estou dizendo que “Lucifer” será um fracasso, mas poderiam desenvolvê-lo bem mais, sem a necessidade de Chloe Dancer, pois é um personagem forte por si só, com personagens que o rodeiam de uma força igual. A mitologia de Lúcifer cresceu por si só nos quadrinhos e poderia muito bem ser transposta na TV, se não fosse a necessidade de podá-la.

O piloto não me agradou por todos os motivos acima, mas vamos esperar que a série seja mais do que o primeiro episódio apresentado e que “Lucifer” perdure por várias temporadas.

LUCIFER

Produção: Jerry Bruckheimer, Tom Kapinos (criador da série), Jonathan Littman, Len Wiseman.

Elenco: Tom Ellis, Lauren German, Lesley-Ann Brandt, D.B. Woodside, Kevin Alejandro, Scarlett Stevez.

RESENHA SÉRIES: Heroes Reborn: Dark Matters (2015)

 

HEROES REBORN: DARK MATTERS (2015)

Direção: Tanner Kling

Elenco: Aislinn Paul, Henry Zebrowski, Greta Onieogou, Clé Bennett.

[pode conter SPOILERS, por isso leia por sua conta e risco]

Heroes_Reborn_Dark-MattersApós a revelação de Claire Bennet (Hayden Panettiere) em “Heroes: Runaways” (2009-2010), o EVO’s (abreviação de Evolved Humans ou Humanos Evoluídos, em português) começaram a ser mais discriminados. Para ter um controle sobre esses evoluídos, os governos começaram a catalogá-los, mas existe a resistência que injeta vídeos virais na internet, mostrando para outros semelhantes a eles se revelarem e é o que ocorre com Phoebe Frady (Aislinn Paul), que consegue controlar a própria sombra. Incentivada pelos vídeos na internet, Phoebe decide se revelar para o irmão, Quentin (Henry Zebrowski), que fica fascinado pela irmã ser uma EVO.

Quando vai para a faculdade, Phoebe se torna colega de quarto de Aly (Greta Onieogou), que conhece as capacidades da jovem. Phoebe se torna mais ativa no movimento pró-EVO e termina sendo presa e catalogada. Durante uma busca por estágio na faculdade ela é abordada por Harris Prime (Clé Bennett), que lhe oferece emprego em uma companhia que contrata EVO’s. Com seus poderes aumentando, Phoebe termina desaparecendo e levando seu irmão em uma busca desenfreada por ela e por respostas.

Qualquer coisa que eu venha a falar mais será entregar demais os seis episódios dessa webssérie de apresentação do que virá pela frente.Heroes_Reborn_Dark-Matters2

“Heroes Reborn: Dark Matters” é isso mesmo que escrevi acima, uma webssérie em seis episódios que duram em torno de 5 minutos, cada, contando o que aconteceu cinco anos depois do final de “Heroes: Runaways”. Nessa microssérie, já vemos o clima dramático que acontecerá no seriado que estreia em 24 de setembro na NBC. Somente temos um vislumbre dos personagens criados por Tim Kring em 2006, quando a saga de Heroes começou na NBC.

A série foi interrompida devido a baixa audiência e aos episódios que demoravam para desenrolar a trama. Com “Dark Matters” – não confundir com a série de ficção científica do Syfy que pretendo falar em breve – podemos perceber que a trama parece bem escrita e desenvolvida. Essa microssérie teve seis episódios, mantendo uma tensão e descobertas do começo ao fim, vamos torcer para que a série, com treze episódios, faça o mesmo. (todos os episódios podem ser  vistos no site da NBC (em inglês))

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PRIMEIRA OLHADA: Zoo (2015)

 

zooComo seria o mundo se os animais começassem a se voltar contra a humanidade? Essa é a premissa da série da CBS “Zoo”.

Jackson Oz (James Wolk) é um especialista em comportamento animal que vive na região de safáris do continente africano, sendo ajudado pelo guia Abraham Kenyatta (Nonso Anozie), quando uma alcateia de leões machos decidem atacar uma tribo e depois uma expedição de turistas. Não somente na África, mas em outros cantos do mundo casos de animais se voltando contra a humanidade atraem a atenção da jornalista Jamie Campbell (Kristen Connolly) que procura o veterinário patologista Mitch Morgan (Billy Burke) com uma teoria de conspiração onde uma mega empresa é a grande responsável por todos os acontecimentos e mudança de comportamento dos animais. Enquanto isso, a agente do Serviço Secreto Francês – que estava na expedição de safári, onde foi salva por Jackson e Abraham –, Chloe Tousignant (Nora Arnezeder), é contatada para investigar esses casos e entra em contato com Mitch, por causa do que ocorrera no zoológico de Los Angeles. Enquanto isso, Jackson e Abraham investigam casos paralelos ligados ao pai de Jackson, o professor Robert Oz (Ken Olin), e todos terminam se cruzando e iniciando uma grande busca por respostas e soluções para o caso dos animais se virando contra a humanidade.

“Zoo” é um thriller de ficção criado por Josh Appelbaum (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, Alias), André Nemec (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, Alias), Jeff Pinkner (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, Alias) e Scott Rosenberg (60 Segundos, Con Air), baseado no romance de James Patterson (Na Teia de Aranha, A Sombra do Inimigo) e Michael Ledwidge, tendo como elenco principal os atores James Wolk (The Crazy Ones, Mad Men), Kristen Connolly (O Segredo da Cabana, House of Cards), Nonso Anozie (Ender’s Game, Operação Sombra – Jack Ryan), Nora Arnezeder (Protegendo o Inimigo) e Billy Burke (A Saga Crepúsculo, Revolução). As locações variam por vários cantos do mundo, dentre eles o Brasil. O tema lembra um pouco o romance “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell (1903-1950), mas com uma amplitude que ultrapassa uma fazenda e sem a liderança do porco Napoleão, mas com um instinto bem mais selvagem e mortal.

“Zoo” passa todas as terças-feiras, no canal CBS, as 20h00.

ZOO

Produção: Josh Appelbaum (criador, Steve Bowen, Leopoldo Gout, Michael Katleman, Cathy Konrad, James Mangold, André Nemec (criador), James Patterson (autor), Jeff Pinkner (criador), Bill Robinson, Scott Rosenberg (criador).

Elenco: James Wolk, Kristen Connolly, Nonso Anozie, Nora Arnezeder, Billy Burke.