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quinta-feira, 25 de abril de 2019

RESENHA CINEMA: Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019)


VINGADORES: ULTIMATO (Avengers: Endgame, 2019)

Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlet Johansson, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Josh Brolin, Bradley Cooper.

50% da população do universo pereceu quando Thanos (Josh Brolin) estalou os dedos. Entre esses estão vários heróis da Terra que perderam a vida, virando pó. Então, o Capitão América (Chris Evans) decide juntar os sobreviventes para ir atrás de Thanos, na intenção de tomar a Manopla do Infinito e trazer de volta todos aqueles que pereceram. Para isso, ele conta com a ajuda de Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner (Mark Ruffalo), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlet Johansson), Nébula (Karen Gillan), Rocket (Bradley Cooper e a Capitã Marvel (Brie Larson). A recuperação da Manopla e das Joias do Infinito é essencial e somente com ela que eles conseguiram o que desejam.
Sinceramente, esse é o essencial para você saber sobre “Vingadores: Ultimato”, pois foi o que nós vimos na maioria dos trailers, teaser e spots de TV.
Simplesmente me senti honrado de ver o final dessa minissérie em duas partes, iniciada em 2018. O primeiro foi uma análise simples de se fazer, pois era somente a primeira parte. Agora, fazer uma análise dessa conclusão se torna bem complexo.
Sim, complexo. Não se pode falar muito do filme sem abrir mão de terminar dando dicas do que ocorre no desenrolar desse enredo escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely, e dirigido pelos gêmeos Anthony e Joe Russo. Eles conseguem honrar todos os 10 anos do Universo Cinematográfico Marvel – na verdade, agora são 11 –, todos os 22 filmes, desenvolvidos desde 2008, quando a Marvel Studios confiou no roteiro de Mark Fergus, Hawk Otsby, Art Marcum e Matt Holloway, e na direção de Jon Favreau para o filme “Homem-de-Ferro”, estrelado por Robert Downey Jr., que conseguiu se imortalizar no papel. Daí por diante, entre altos e baixos, a Marvel Studios foi criando um universo que todos simplesmente ou amam ou odeiam ou aceitam ou... sei lá! É um verdadeiro fenômeno!
Como muitos vem dizendo – sim, existem planos para futuros filmes, como Os Eternos, que terá Angelina Jolie entre os personagens – não é o fim do UCM, mas é um filme digno.
Estou com muitas dificuldades para escrever essa resenha, pois quero que todos assistam e curtam esse filme como eu curti. Se emocionem como eu me emocionei. Volto a dizer: Foi uma honra testemunhar o crescimento desse Universo Cinematográfico Marvel e chegar nesse ápice com eles. Agora, o céu é o limite, ou melhor, a Eternidade pertence ao Universo Cinematográfico Marvel.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

"O Entendiante Trabalho de Morte Crens" no Catarse

Gustavo Borges é um jovem artista talentoso que vem desenvolvendo um trabalho melhor que o outro, seguidamente. Mas seus primórdios estão nas tirinhas do blog "A Entediante Vida de Morte Crens". As histórias narram a vida da Morte - conhecida aqui como Morte Crens - e como sua vida pode ser tediosa. As tirinhas sempre trazem um humor peculiar, além de ter mensagens embutidas sobre a vida.
Gustavo estendeu sua criação no momento em que apresentou a família de morte Crens em "A Entediante Família de morte Crens", que ele lançou sem apoio, de forma totalmente autônoma, e foi um grande sucesso.
Agora Gustavo Borges retorna novamente com Morte Crens - desta vez contando com apoio coletivo no Catarse - em "O Entediante Trabalho de Morte Crens". Nas suas palavras: " Já passou metade do período de duração da arrecadação, várias metas estendidas foram atingidas e estamos buscando ir além, sempre realizando coisas maiores". Sendo assim, fiquem com o release e não esqueçam de apoiar esse que, com certeza, é mais um maravilhoso trabalho desse ótimo artista.

PRESS RELEASE DE "O ENTEDIANTE TRABALHO DE MORTE CRENS"


Depois de dois sucessos no Catarse com Escolhas e Pétalas a campanha da oitava história em quadrinhos de Gustavo Borges já começou e está fazendo barulho! Trata-se do terceiro livro da linha “Morte Crens”: O Entediante Trabalho de Morte Crens. Em um mês de campanha com mais de 300 apoiadores, levantando um arrecadamento de mais de 20.000 reais a campanha cresce diariamente. Nas primeiras 48 horas a primeira meta de 8.000 reais já estava alcançada e com o passar do tempo as metas de 10.000, 15.000 e 20.000 reais foram alcançadas, cada uma trazendo benefícios extras tanto na produção do livro como nos brindes promocionais e exclusivos a custo zero para quem já apoiou.
META ATUAL R$ 25.000 – Envio de 100 exemplares para escolas publicas.

DOANDO LIVROS PARA ESCOLAS ATRÁVEZ DO FINANCIAMENTO COLETIVO
“A maioria faz a força”, esse é o princípio do Catarse, com isso em mente foi planejado a nova meta estendida: Levar os livros para escolas públicas do Brasil.
SOBRE MORTE CRENS
Tudo começou com tirinhas na internet em 2011, e ganhou maior destaque em 2013 com sua primeira coletânea impressa: A Entediante Vida de Morte Crens. Depois, em 2016, A Entediante Família de Morte Crens trouxe a novidade de uma história fechada, completa e exclusiva de 26 páginas, além da tradicional coletânea do material publicado. Ambos álbuns foram publicados de forma independente. Em 2017 Morte Crens chegou à Portugal pela editora Bicho Carpinteiro. Na internet, o personagem continua pelo Instagram @mortecrens, com tiras novas, republicações, interações e compartilhamento de artes feitas por fãs.
O TERCEIRO LIVRO DA SÉRIE:
Trazendo uma coletânea de tirinhas e uma nova história fechada de 26 páginas exclusiva, seguindo a tradição que começou no álbum Família, teremos mais foco em personagens como Vida e assuntos relacionados ao emprego de Crens.
Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, já que são independentes e não há real necessidade um do outro para serem compreendidos.
ALGUMAS RECOMPENSAS QUE PODEM SER ADQUIRIDAS NO CATARSE
Ao apoiar projeto, o apoiador encontra uma diversa opção de valores e pacotes que contam com recompensas variadas para os apoiadores. Atraves do projeto o leitor pode adquirir os dois primeiros livros, uma camiseta exclusiva (produzida em parceria com As Baratas LINK: (www.asbaratas.com.br) e uma figura colecionável (produzida em parceria com MattosBox Studio LINK: @mattosbox_studio)

SOBRE O AUTOR
Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de design gráfico. Conhecido por: Pétalas (atualmente esgotado), Edgar (atualmente esgotado), Cebolinha - Recuperação (disponível) , Até o Fim (atualmente esgotado) e Escolhas (disponível).
Gustavo não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias. (Instagram e facebook)
BIOGRAFIA COMPLETA

Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de designgráfico. Começou produzindo uma série de tiras para internet: A Entediante Vida de Morte Crens, que resultou na sua estreia
no mercado editorial, em 2013, com um álbum independente compilando esse material.
No ano seguinte, em parceria com Giovane Mello, lançou Edgar, que ganhou o Troféu HQ Mix de melhor publicação independente.
Seu trabalho seguinte foi Pétalas, com cores de Cris Peter, cujo projeto atingiu mais de 1000% da meta de sua campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.
Mais tarde, o álbum foi lançado pelas editoras Tambor e Marsupial, em bancas e livrarias, respectivamente.
No ano de 2016, lançou – de forma independente – o segundo volume de A Entediante Vida de Morte Crens e participou do livro Memórias do Mauricio (Panini), em comemoração aos 80 anos dopai da Turma da Mônica, com a história Você já comeu içá?
Em 2017, desenhou Escolhas (escrito por Felipe Cagno e com cores de Cris Peter) e Até o fim (com roteiro de Eric Peleias e cores de Michel Ramalho). Ambos saíram pelo selo Geektopia, da Novo Século. Além disso, estreou no mercado americano, na coletânea The Amazing World of Gumball 2017 – Grab Bag Special, da Boom Studios.
Mesmo com uma carreira ainda curta, já foi publicado no exterior. Pétalas saiu na França, Polônia, Estados Unidos e Portugal – onde também foi lançado o primeiro volume de A Entediante Vida de Morte Crens.
Em 2018 lançou, a convite da Mauricio de Sousa Produções dentro do selo editorial Graphic MSP, uma graphic novel reinterpretando o personagem Cebolinha em sua visão. Cebolinha – Recuperação foi publicado pela Panini.
Presença constante em eventos em todo o Brasil, palestrando e autografando seus materiais, Gustavo Borges ainda colabora com o Dínamo Estúdio, escola de quadrinhos de Porto Alegre, ministrando cursos e workshops de curta duração.
Após Cebolinha – Recuperação, o seu próximo projeto será Meia dúzia de sapos.
Gustavo Borges não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias.
CONTATO:

quinta-feira, 4 de abril de 2019

RESENHA CINEMA: SHAZAM! (2019)

SHAZAM! (2019)

Direção: David F. Sandberg
Roteiro: Henry Gayden, Darren Lemke
Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou, Grace Fulton, Marta Milans, Cooper Andrews, Faithe Herman, Ian Chen, Jovan Armand

Billy Batson (Asher Angel) é um jovem que perdeu os pais muito jovem e vive trocando de lares, pois busca, incessantemente, por sua mãe. Ele termina indo parar no lar de Rosa Vasquez (Marta Milans) e Victor Vasquez (Cooper Andrews), um casal que dá abrigo a outros como Billy. Lá ele conhece Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), um jovem com problemas de locomoção. Quando ajuda Freddy contra valentões, ele termina indo parar na Pedra da Eternidade, onde conhece o Mago (Djimon Hounsou). Lá, deve pronunciar o nome do Mago para adquirir os poderes contidos no nome. Dessa forma, ao pronunciar SHAZAM (Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles, Mercúrio), ele se torna o Homem Mais Poderoso da Terra. Mas, enquanto tenta descobrir suas habilidades, Shazam (Zachary Levi) precisará enfrentar o mal que será desencadeado pelo Dr. Silvana (Mark Strong). Ele deverá descobrir toda a força por detrás desse nome para poder vencê-lo.
Shazam, até 2011, era conhecido por todos como Capitão Marvel. Mas devido a conflitos de interesse – a Marvel Comics adquiriu os direitos ao nome e usou para a criação de um personagem em 1967, pois a DC deixara o personagem em stand by durante anos, depois de adquirir seus direitos – a DC Comics preferiu somente usar o nome do Mago.
Shazam surgiu nos quadrinhos em 1940 e foi um tremendo sucesso, pois era uma criança que adquiria superpoderes ao pronunciar uma palavra mágica. Ele logo superou o sucesso de Superman e, por isso, a National Periodicals (atual DC Comics) lançou um processo contra a Fawcett Comics e venceu, impossibilitando a publicação do personagem. A Fawcett terminou fechando e a National adquiriu os direitos do personagem, criado por Bill Parker e C.C. Beck. Em 1995, ele teve sua história recontada nos quadrinhos, mudando poucos aspectos de sua origem. Mas em 2011, na reformulação da DC Comics intitulada Os Novos 52, foi feita uma mudança radical. E, praticamente, foi essa a usada para o filme em cartaz.
Como os pais de Billy não possuem uma história passada em Os Novos 52 – eles somente aparecem em uma foto em Justice League 8 (06/2012) – os roteiristas Henry Gayden e Darren Lemke decidem criar a sua própria, ao invés de usar a criada por Jerry Ordway na graphic novel The Power of Shazam! (03/1994) – os pais de Billy eram arqueólogos e terminam mortos por Theo Adam, que desejava os poderes de seu antepassado, Teth-Adam, guardados pelo Mago Shazam dentro de um escaravelho, se tornando o Adão Negro. Tá, talvez o uso dessa origem de Ordway causasse uma dicotomia na história, pois na versão de Ordway – e na original, surgida em Captain Marvel Adventures 18 (12/1942) – Mary Bromfield era irmã de Billy, desaparecida. Na nova versão – tanto do filme quando de Os Novos 52 – Billy é filho único.
Sei que isso são meros detalhes, mas quem conhece sente a diferença. Mas quem não conhece, não se importa e se diverte com o filme.
Desde que estreou o primeiro trailer, venho dizendo para todos “é um Quero Ser Grande[1] com superpoderes”, com leves diferenças, pois Billy – diferente do personagem Josh (que Tom Hanks divide com David Moscow) – não deseja ser adulto, mas se torna para ser Shazam. A ideia é quando ele se torna adulto, age como se fosse uma criança grande – daí vem minha comparação. Daí está a diversão do filme, que é válida na maioria das partes do filme. Zachary Levi tem a sutileza de dar leveza ao personagem quando se torna Shazam, mesmo que em determinados momentos pareça existir um desequilibro nisso, pois o ator Asher Angel parece mais adulto que ele. Enquanto Billy está preocupado em encontrar seus pais, Shazam está mais afim de se divertir. Talvez seja por sua falta de experiência com os poderes, que vai descobrindo com o passar do filme, mas existe uma diferença enorme entre os dois nesse aspecto.
Com tudo que estou escrevendo, parece que odiei o filme, mas é ao contrário, pois me diverti bastante com “Shazam!”. Era o que eu esperava que fosse, sem me decepcionar. A ação é bem equilibrada com o enredo do filme. Os efeitos especiais são bem realizados e funcionam muito bem em todo o decorrer do filme. O personagem de Mark Strong é um vilão perfeito para encarar o heroísmo de Shazam – bem que gostaria de que tivessem explorado mais seu personagem em Lanterna Verde, mas não souberam fazê-lo – (não vou dar mais detalhes porque não desejo spoilers).
“Shazam!” é uma diversão garantida, com os easter-eggs já conhecidos – alguns apareceram em trailers – e outros inesperados, e muitas, muitas surpresas que deixaram os fãs – principalmente da atual fase do herói nos quadrinhos – e aqueles que desejam uma boa diversão de super-herói, maravilhados.



[1] Filme de 1988 estrelado por Tom Hanks.

domingo, 17 de março de 2019

RESENHA HQ: Astro City: Vidas Privadas (Astro City: Private Lives)

ASTRO CITY: VIDAS PRIVADAS (Astro City: Private Lives)

Roteiro: Kurt Busiek
Arte: Brent Anderson
Editora: Vertigo Comics (BR: DC Comics)
Ano: 2015 (BR: 2019)
Pág.: 180

Como é o dia da auxiliar da Iniciada de Prata? É possível deixar de ser o “Lobo Mau”? Como encarar algo que não se pode vencer? Como viver entre as maiores ameaças da Terra? Como honrar um legado?
Astro City: Vidas Privadas vêm com essas propostas em seu interior. Kurt Busiek, Brent Anderson e Alex Ross nos trazem mais cinco histórias fascinantes com personagens em seu cotidiano.
Na primeira parte deste volume 11 da série, conhecemos a Iniciada de Prata, uma maga suprema bem diferente. Ela não é arrogante, ela não é cínica, pelo contrário, ela curte essa vida entre o mundo místico e físico, tendo como uma auxiliar a pessoa em quem ela mais pode confiar, Raitha, sua auxiliar. Sem Raitha, a Iniciada de Prata estaria totalmente perdida em sua agenda conturbada e cheia de compromissos. O dia-a-dia de Raitha poderia ser fácil, mas com a mudança para Astro City, as coisas ficam bem mais complexas. Ela tem de resolver as mudanças na agenda da Iniciada de Prata, questões de conflitos entre povos místicos e receber correspondência. A história é gratificantemente divertida, pois percebe-se que, às vezes, quem está por trás dos grandes magos, são os verdadeiros heróis.
Na segunda história, vemos o ladrão almofadinha Edward “Ned” James Carroway, cuja vida foi dedicada aos assaltos fantasiados. Entre os ladrões, ele é o conhecido almofadinha por gostar de ter estilo nas ações. Começou como um lobo solitário, conhecido como Ladrão de Casaca, mas depois de ser preso pela primeira vez, decidiu dedicar-se a trabalhos em grupo. Sua vida tem como principal herói o Lobo Mau, da história “Chapeuzinho Vermelho”. É nele que Ned se retrata para agir sempre que está na ação vilanesca dos assaltos.
Na terceira história conhecemos o Mestre Dançarino, um ser místico que chega a Astro City causando uma grande onde de... Amor! Ele termina fazendo com que um dos grandes vilões da cidade, Câo de Caça, que tem como seu perseguidor o Caixa de Surpresas. A influência do Mestre Dançarino somente pode ser encerrada por outro grande ser místico, o Enforcado. Mas será que a influência desse ser místico, após o encerramento de sua passagem, causou mais mal ou bem em Astro City?
Na quarta história, conhecemos Ellie. Uma senhora que cuida de um bizarro museu de robôs vilões. Mas sua vida muda totalmente quando um sobrinho a visita, fazendo que o passado de Ellie retorne de forma drástica. Ellie termina presa e precisa agir para mostrar a todos que nem ela e nem seus amigos são culpados de qualquer coisa que venham a acusá-los.
Na quinta história, fechando esse volume, conhecemos um pouco dos conflitos entre Simon Diz e o Estrela Brilhante. Simon é um jovem brilhante que, aos quinze anos, decide se tornar o maior vilão de sua cidade. Mas ele precisa enfrentar o emblemático Estrela Brilhante, um jovem heróis altruísta capaz de fazer qualquer coisa para que Simon reconheça seus erros e coloque suas ações a favor da humanidade. Mas Simon possui mais segredos do que ele próprio gostaria de acreditar.
Eu sempre paro todas as minhas leituras para apreciar esse trabalho maravilhoso de Busiek, Anderson e Ross. A forma como Busiek retrata o cotidiano de casa personagem, é simplesmente fascinante e gratificante. Como sempre, o heroísmo está lá, mas o ponto central das histórias não são esses atos heroicos ou vilanescos, mas a vida pessoal desses personagens. Busiek fala sobre amizade, companheirismo, amor, sem limites e sem preconceitos. Sem contar que ele cria um dos primeiros personagens transgêneros dos quadrinhos, pois antes desse eu não conhecia outo (se quiser saber, leia a obra).
Obra! Sim, Astro City é uma grande obra prima dos quadrinhos, composta das mais brilhantes histórias já escritas. A cada história que leio, descubro que o interessante não são as lutas entre o bem e o mal, mas sim o cotidiano desses heróis, vilões e as pessoas de Astro City.

domingo, 10 de março de 2019

Batman 80 Anos - Quadrinhos

Neste ano de 2019 Batman está completando 80 anos e sua história e extensa e com várias nuances. Nestes primeiros vídeos, falo sobre sua carreira nos quadrinhos, desde sua criação, passando pelas mudanças em Batman: Ano Um, A Queda do Morcego, Terra de Ninguém, Os Novos 52 e DC Renascimento.


quinta-feira, 7 de março de 2019

RESENHA CINEMA: Capitã Marvel (Captain Marvel, 2019)


CAPITÃ MARVEL (Captain Marvel, 2019)

Direção: Anna Boden e Ryan Fleck
Roteiro: Anna Boden, Ryan Fleck, Geneva Robertson-Dworet, Nicole Perlman, Meg LeFauve
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening, Lashana Lynch, Clark Gregg, Djimon Hounsou, Lee Pace, Akira Akbar, Gemma Chan, Algenis Perez Soto, Rune Temte

Vers (Brie Larson) é uma guerreira kree que parte em uma missão com a Starforce, liderada por seu comandante (Jude Law), na intenção de deter os skrulls. Ela termina seguindo-os e chegando à Terra, onde conhece o agente Nicholas Fury (Samuel L. Jackson) e os dois assumem uma parceria para deter os skrulls e descobrir mais do passado de Vers, pois ela têm pequenos flashes de lembranças de uma vida passada na Terra.
“Capitã Marvel” estreou hoje nos cinemas brasileiros, mas estreia amanhã (08/03/2019), Dia Internacional das Mulheres, nos Estados Unidos. Só que o filme é mais um filme de super-herói.
Tá, vamos lá. O filme é estrelado por uma super-heroína da Marvel que teve várias fases nos quadrinhos: Miss Marvel, Binária, Warbird e Capitã Marvel... não, não vou fazer comparações com os quadrinhos, pois o Universo Cinematográfico Marvel é uma coisa totalmente diferente. Não chega nem a ser um resumo da história de Carol nos quadrinhos, é um verdadeiro pulo de fases.
A personagem ganha os poderes em um evento bem diferente dos quadrinhos – não, não falarei por causa dos spoilers -, bem como a forma de como recebe seu uniforme vermelho, azul e dourado. Percebe-se que ela é muito mais poderosa do que se pode imaginar, pois durante todo o tempo seu poder é contido. A atuação de Brie Larson é muito boa, ela se sai muito bem atuando no filme e nos dando uma Carol Danvers/Vers/Capitã Marvel convincente. Mas é isso!
Ok, é importante, pois o filme tem uma super-heroína estrelando, mas não busca em nenhum momento mostrar o quão relevante ela é. “Ah, mas ela tem superpoderes! Ela não depende de ninguém!”, sim, é verdade. Ela é uma guerreira fora de série, as cenas de lutas são as mais convincentes desde “Capitão América: Soldado Invernal”, mas é isso. É uma filme onde uma super-heroína estreia, nada demais.
Você se diverte com o filme, dá umas risadas bem colocadas – não estão deslocadas no roteiro –, consegue ficar feliz com as cenas de ação, fica ainda mais feliz com a homenagem feita a Stan Lee – ele está no filme –, mas não espere um filme levantando a bandeira do empoderamento feminino, pois não é esse o objetivo da Marvel Studios. Percebe-se que, mesmo que tenha quatro mulheres que cuidaram da história, uma delas co-direciona o filme, é a história de apresentação de uma super-heroína que terá uma grande importância – aparentemente – no filme “Os Vingadores: Ultimato” que estreia em 25 de abril de 2019, nos cinemas.
“Capitã Marvel” é diversão garantida para quem deseja ver um filme de super-heroína, e só.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

RESENHA CINEMA: Alita: Anjo de Combate (Alita: Battle Angel, 2019)


ALITA: ANJO DE COMBATE (Alita: Battle Angel, 2019)

Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: James Cameron, Laeta Kalogridis
Elenco: Rosa Salazar, Christoph Waltz, Keean Johnson, Jennifer Connelly, Mahershala Ali, Ed Skrein, Jackie Earle Haley, Idara Victor

Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), constantemente, visita o Ferro Velho da Cidade de Ferro, abaixo da cidade flutuante Zalem, para encontrar peças para seus pacientes. Ele é um engenheiro cibernético, que faz restituições e substituições daqueles que perdem peças ou têm defeitos. Durante sua visita, ele encontra uma ciborgue que está ainda viva e a leva para casa. Após lhe dar um novo corpo e um novo nome, Alita (Rosa Salazar), a trata como uma filha.
Alita não recorda quem era ou o porque estava no Ferro Velho, mas ela descobre habilidades latentes em seu corpo como uma exímia guerreira e decide usá-las, mas o amor aparece neste meio tempo, quando ela se Vê apaixonada por Hugo (Keean Johnson), um jovem que tem o desejo de ir a Zalem e para isso ele fará qualquer serviço que Vector (Mahershala Ali) e a Dra. Chiren (Jennifer Connelly) pedirem a ele.
“Alita: Anjo de Combate” é um filme baseado na obra do artista Yukito Kishiro.
O enredo do filme segue as doze primeiras histórias de Battle Angel Alita. Então temos ali a descoberta de Alita, seu primeiro corpo cibernético – após ter sido encontrada –, suas batalhas, o corpo Berserk, sua paixão por Hugo – no mangá ele é chamado de Yugo –, a relação de Hugo com Vector, a relação de Alita com Ido, ou seja, a trama inicial das histórias. Mas, lógico, Cameron e Kalogridis introduzem outros elementos que surgem mais a frente no mangá e, também, dão seus próprios toques na trama. As relações humanas, algo que James Cameron adora explorar estão lá, principalmente a relação homem e máquina, que ele trabalhou tão arduamente em Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento.
Essa relação fica para o conceito de pai e filha, onde temos Alita e Ido, interpretados por Rosa Salazar e Christoph Waltz, e uma relação afetiva entre Alita e Hugo, este último interpretado pelo ator Keean Johnson. Mas também temo um passado do Dr. Ido sendo explorado, onde temos a participação da Dra. Chiren, interpretada pela atriz Jennifer Connelly.
Existem os antagonistas também, mas entrar em detalhes sobre eles seria entregar determinados pontos da trama que são importantes serem mantidos sem conhecimento.
Rosa Salazar nos entrega uma Alita única. Os olhos ampliados – algo que Cameron e Rodriguez desejaram manter dos mangás – nos dão mais emoções do que podemos pensar. A atriz tem uma beleza exótica, seus olhos são bem amendoados (Quem não lembra dela, assistam novamente os dois últimos filmes de Maze Runner), então ela se tornou perfeita para o papel. É lindo ver como ela consegue captar a inocência e ferocidade de Alita em sua interpretação. Ela te passa isso. Christoph Waltz é um ator fora de série. Seu Dyson Ido e paternal, mas ao mesmo tempo atencioso as necessidades de Alita, mesmo que ele não queira. Ele tem o próprio drama pessoal e percebemos isso no filme. Seus segredos, sua vida antes de Alita.
Daí você se pergunta, por que dar destaque para esses dois personagens? Porque eles são os personagens centrais da história. Lógico, Alita é a protagonista, mas seu coadjuvante, de longe, é Waltz. Todos terminam sendo secundários, mas com uma ótima atuação, sem comprometimentos. Mesmo Keean Johnson, em seu primeiro papel de grande importância, mostra competência.
Temos surpresas, que não podem ser ditas, mas são bem interessantes. E, lógico, como nos mangás, tem tudo para ter uma ótima sequência, mas, com certeza, dependerá da bilheteria do filme.
“Alita: Anjo de Combate” tem ação, conteúdo e respeito a obra original. Se metade dos trabalhos ocidentais tivessem o mesmo respeito que James Cameron, Laeta Kalogridis e Robert Rodriguez deram à Alita, teríamos tido adaptações únicas e que valeriam a pena serem elogiadas.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

RESENHA SÉRIES: The Orville (2017-)


THE ORVILLE (2017-)
Ed Mercer (Seth MacFarlane) é um membro da União Planetária que descobre que foi chifrado pela esposa, Kelly Grayson (Adrianne Palicki), e entra em um espiral que o atrapalha a se tornar capitão de sua própria nave. Mas o almirante Halsey (Victor Garber), reconhece que ele tem todo o merecimento para assumir como capitão da USS Orville (ECV-197). Aproveitando essa desejada promoção, ele pede que seu amigo, tenente Gordon Malloy (Scott Grimes), assuma a função de piloto, mesmo com uma ficha suja de pilotagens imprudentes.
Quando Mercer assume o comando da Orville, ele tem como membros de sua tripulação a Tenente-comandante Dra. Claire Finn (Penny Johnson Jerald), oficial mpedica-chefe da Orville, que tem credenciais impressionantes e é mãe solteira; Tenente-comandante Bortus (Peter Macon), um moclan, advindo de um planeta guerreiro Moclus, onde não existem mulheres, junto dele veio seu marido, Klyden. Bortus é o segundo oficial da Orville; a Tenente-comandante Alara Kitan (Halston Sage), uma habitante do planeta Xelaya que possui enorme força e é a chefe de segurança da Orville; o Tenente John LaMarr (J. Lee), um navegador chegado a tiradas que podem metê-lo em encrencas; e o Oficial de Ciência e Engenharia Isaac (Mark Jackson), ser robótico vindo do planeta Kaylon-1, que considera todas as formas de vida inferiores à ele, mas que deseja muito entende-las. Mas, inesperadamente, como primeira-oficial do Capitão Ed Mercer, chega sua ex-esposa, a comandante Kelly Grayson. Entre conflitos pessoais e dilemas que devem ser resolvidos da melhor forma possível, a tripulação da USS Orville parte em uma viagem exploratória pelos mais diversos planetas, encarando as mais diversas raças e tentando entender cada cultura.
Sinceramente, The Orville foi uma surpresa agravável. Eu comecei a assisti-la, sem expectativas. Descobri sem querer e não tinha lido nada ainda sobre a série, e fiquei impressionado. Depois procurei saber algumas coisas dessa série criada por Seth MacFarlane e descobri que alguns a mencionam como “Star Trek com toques de The Family Guy”, mas acredito que isso vai mais além.
É difícil fugir das comparações, pois percebe-se que MacFarlane busca fazer uma grande homenagem a criação de Gene Rodenberry, só que com um tom de graça. Sim, um tom.

The Orville poderia ser mais escrachado, mais abusado, mas não é. É uma série de ficção científica com tiradas humorísticas.
Para os que desconhecem, Seth MacFarlane é uma pessoa fascinada pelo espaço, tanto que é um dos produtores-executivos de “Cosmos”, apresentado por Neil deGrasse Tyson. Então, realizar The Orville é uma coisa que ele deve se orgulhar muito.
Ele tem como consultor da série – também um fascinado por ficção científica - Jon Favreau. E percebe-se que ambos fizeram um trabalho muito bom.
O que é o mais importante é o resgate que se faz com a série.
Quem assistiu a série clássica e a Nova Geração de Star Trek – Jornada nas Estrelas sabe que as séries têm em comum o uso da ponte de comando, restaurante, quartos dos membros centrais, ala médica, e outros ambientes das naves espaciais. Esse é o resgate feito por The Orville. Ok, eles têm as viagens para outros planetas e o conhecimento de outros povos e nações, mas o ambiente da nave é o ponto central de quase toda a série. Isso se torna maravilhoso.
Acreditem, eu adoro todo o transcorrer de Star Trek – tenho dificuldades com a série clássica, que considero extremamente morosa, mas sem ela não teríamos nada – até a série atual, passando pelos novos filmes, mas The Orville é uma série contagiante e fiel as raízes. Calma, ela não tenta retomar os efeitos especiais da década de 1960, mas sim o ambiente onde os personagens interagem. Nisso, Seth MacFarlane se saiu com primazia.
Os conflitos que citei acima – e que não me aprofundarei, para não dar spoilers – são outros dos pontos muito bem realizados pela série. São conflitos pessoais e sociais. Relações, religião, sexualidade, independência, entre outros assuntos são abordados durante a série.
Sinceramente, sem querer ofender nenhum trekker, mas acredito que o verdadeiro fã perceberá a homenagem e gostará de The Orville. E, parafraseando o nosso caríssimo Spock: “Vida Longa e Próspera” à série!

P.S.: Para quem não ligou o nome a pessoa, o nome da série e da nave é uma homenagem a Orville Wright, irmão de Wilbur Wright. Os irmãos Wright são considerados o pioneiro da aviação, por terem sido os primeiros a criarem a primeira máquina voadora de asa fixa, em 1903.