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quinta-feira, 23 de maio de 2019

RESENHA SÉRIES: Magnum P.I. (2018-)


MAGNUM P.I. (2018-)

Desenvolvida por: Eric Guggenheim, Peter M. Lenkov
Baseada na série “Magnum, P.I.”, criada por Donald P. Bellisario e Glen A. Larson
Elenco: Jay Hernandez, Perdita Weeks, Stephen Hill, Zachary Knighton, Amy Hill, Tim Kang, Kimee Balmilero, Christopher Thornton

Thomas Magnum (Jay Hernandez) é um investigador particular que reside na casa de seu amigo e benfeitor – e misterioso – Robin Masters.
Masters tem uma maravilhosa mansão em Honolulu, onde Magnum ocupa a casa de visitantes, para desagrado da governanta – e ex-MI6 – Juliett Higgins (Perdita Weeks).
Magnum é um ex-SEAL que foi residir no Havaí a pedido de Masters, que também ajudou dois outros amigos de Magnum – também ex-SEALs – Orville “Rick” Wright (Zachary Knighton), que administra uma pousada e tem vários “contatos” e o piloto de helicópteros T.C. (Stephen Hill).
Como investigador particular, Magnum sempre termina se aprofundando demais em seus casos, o que perturba a vida do Detetive Gordon Katsumoto (Tim Kang).
A série é um revival da série de 1986-1988 com o mesmo nome. Na época, a série era estreada pelo ator Tom Selleck (Blue Bloods), e foi o grande sucesso de sua carreira.
Sério, eu comecei a ver essa série sem muitas crenças da qualidade – sempre fui fã da clássica série Magnum –, mas decidi dar-lhe uma chance e me surpreendi.
A nova série “Magnum” não tem a intenção de substituir ou ser melhor do que a sua predecessora, pelo contrário, ela pretende reviver algo que as pessoas que gostavam da série sentem falta, uma boa ação com cenas paradisíacas.
Tá, temos Havaí 5.0 – que por sinal são no mesmo universo, e percebemos isso quando vemos o ator Taylor Wily, o Kamekona de Havaí 5.0 – mas é diferente ver toda essa paisagem dentro da possante Ferrari 488 Spider – a Ferrari 308 GTS também aparece no piloto da série, bem como “Robin-3”, uma 2009 Ferrari California no tom preto.
Jay Hernandez não é Tom Selleck, e nem tenta ser. Você percebe que ele cria o seu próprio Thomas Magnum, mesmo que tenham pequenas semelhanças entre si – mulherengos, é uma delas –, mas isso é uma questão de mera semelhança. Suas histórias são parecidas e semelhantes ao mesmo tempo. Enquanto o Magnum de Selleck era um ex-mariner que sofreu as agruras da Guerra do Vietnã ao lado de seus amigos Rick e TC – vividos pelos atores Larry Manetti e Roger E. Mosley (que faz uma participação especial na nova série), respectivamente –, o Magnum de Hernandez é um ex-SEAL que foi com seus amigos Rick e TC – vividos pelos atores Zachary Knighton e Stephen Hill – para a Guerra do Afeganistão e, depois de serem traídos, foram presos pelo Talibã.
Outra semelhança é o nome do benfeitor e amigos de ambos, Robin Masters – na série antiga ele tinha a voz de Orson Wells – que parece conhecer bem Magnum. Mas somente nesses pontos ficam as semelhanças, pois Hernandez respeita o legado deixado por Selleck e constrói o seu próprio Thomas Magnum.
A série divide humor, com dramas pessoais deles e de ex-fuzileiros e muita ação. E, apostando em uma pegada mais diferenciada, os criadores da nova série, Eric Guggenheim e Peter M. Lenkov apostam em uma governanta ao invés de um “zelador”. A ex-MI6 Juliette Higgins, vivida pela atriz galesa Perdita Weeks, participa mais da ação do que seu antecessor, dando mais cenas adrenalizantes à série.
E não fica somente nela, pois Rick e TC também sempre têm histórias paralelas acontecendo durante os episódios, mostrando o tamanho da importância dos personagens na série. Eles ajudam ex-fuzileiros, resolvem casos – de uma forma mais atrapalhada – e auxiliam Magnum da melhor forma que podem.
Outro grande destaque fica para a personagem Kumu – interpretada pela atriz Amy Hill –, que é uma faz-tudo, sabe-tudo do “Robin’s Nest”. Ela constantemente ajuda Higgins nos afazeres da mansão.
A primeira temporada teve 20 episódios e tem a promessa de seu retorno em uma segunda temporada em breve na CBS. Eu fico na torcida de mais participações especiais – quem sabe Tom Selleck não dá as caras, ou melhor, o bigode – e, quem sabe, um crossover com outra série habitante do Havaí – que é tanto mencionada em vários episódios –, a equipe de 5-O.

terça-feira, 14 de maio de 2019

RESENHA FILMES: De Volta a Batcaverna: As Desventuras de Adam e Burt (Return to the Batcave: The Misadventures of Adam and Burt, 2003)


DE VOLTA A BATCAVERNA: AS DESVENTURAS DE ADAM E BURT (Return to the Batcave: The Misadventures of Adam and Burt, 2003)

Direção: Paul A. Kaufman
Roteiro: Duane Poole
Elenco: Adam West, Burt Ward, Jack Brewer, Jason Marsden, Lyle Wagonner, Lee Meriwether, Frank Gorshin, Julie Newmar, Brett Rickaby, Curtis Armstrong, Jim Jansen, Julia Rose, Erin Carufel, Quinn K. Redeker, Tony Tanner, Bud Watson, Ray Buktenica.

Adam West e Burt Ward recebem um convite para ir a um evento beneficiente, onde o Batmóvel clássico da série de 1966 será exposto. Mal sabem eles que isso é um plano diabólico para o roubo do Batmóvel. Agora, eles se unem mais uma vez para descobrir quem é o grande malfeitor, o maquiavélico vilão por trás desse roubo terrível e, para isso, precisaram fazer um resgate do passado quando Adam West (Jack Brewer) conhece Burt Ward (Jason Marsden). Sua seleção pelas mãos de William Dozier (Jim Jansen). Seus encontros com Frank Gorshin (Brett Rickaby), o Charada, Julie Newmar (Julia Rose), a Mulher-Gato, Vincent Price (Quinn K. Redeker), o Cabeça-de-Ovo, Burgess Meredith (Tony Tanner), o Pinguim e Cesar Romero (Bud Watson), o Coringa.
Acompanhem esse emocionante e nostálgico filme, viajando pelos bastidores da série Batman e seu filme, lançado em 1966.
Assim, é bem isso esse filme lançado para a TV em 2003, com direção de Paul A. Kaufman, um resgate do passado, trazendo a tona os bastidores da série que gerou a primeira Batmania mundial.
“De Volta a Batcaverna: (...)” traz ao nosso conhecimento acontecimento que para muitos eram desconhecidos. Como todas as cenas que Burt Ward precisava fazer, sem uso de dublê – seu dublê ficava desfrutando da companhia de Adam West. O descompromisso de Adam West com o roteiro da série. A disputa de Adam e Burt por espaço em cena, e como Dozier resolveu isso. Como ambos souberam explorar a fama e o sucesso da série e seus memoráveis encontros com as gradiosissimas participações especiais de Cesar Romero, Burgess Meredith, Julie Newmar e Vincent Price – cuja cena é uma das melhores. Todos os eventos e acontecimentos são relatos conhecidos de Adam West (1928-2017) e Burt Ward. Este chegou até a escrever um livro, relatando todos os bastidores em “Boy Wonder: My Life in Tights (algo como “Menino Prodígio: Minha Vida em Calças Curtas”), onde ele fala do problema do “volume” em sua sunga.
É extremamente divertido e nostálgico assistir “De Volta a Batcaverna: (...)”, fazendo perceber que a série Batman, que durou de 1966 a 1968, tendo um filme lançado em 30 de julho de 1966, é algo que deve ser sempre lembrado e cultuado, mesmo que seja Camp[1], conceito defendido arduamente por Sontag Susan em seu trabalho de 1964, “Notes on ‘Camp’”



[1] “O camp é comumente relacionado ao exagero, à afetação, a uma estética especial que ironiza e ridiculariza o que é dominante”.

RESENHA FILMES: O Último Guerreiro da Estrelas (The Last Starfighter, 1984)

O ÚLTIMO GUERREIRO DA ESTRELAS (The Last Starfighter, 1984).

Direção: Nick Castle
Roteiro: Jonathan R. Betuel
Elenco: Lance Guest, Robert Preston, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stewart, Chris Hebert, Barbara Bosson, Kay E. Kuter, Norman Snow, Dan Mason

Alex Rogan (Lance Guest) é um jovem que vive com sua mãe (Barbara Bosson) e seu irmão (Chris Hebert) em um parque de trailers. Ele é um faz-tudo e divide esse tempo com sua namorada, Maggie (Catherine Mary Stewart) e o jogo de vídeo-game da lanchonete do local. Quando Alex bate o recorde da jogo chamado “Starfighter”, ele recebe a visita de Centauri (Robert Preston), um falastrão que termina recrutando-o sem querer. Então ele leva Alex até a Liga Estelar localizada em Rylos, liderada por Enduran (Kay E. Kuter). Lá, Alex conhece o piloto Grig (Dan O’Herlihy) e descobre que aquilo não é para ele. Quando decide voltar para a Terra com Ceutari, a Liga Estelar de Rylos é atacada, matando todos os guerreiros estelares e destruindo as naves Gunstars, sobrando somente uma.
Após ser atacado na Terra, Alex decide retornar e termina, muito contra a vontade, se tornando o último dos guerreiros estelares e precisará, junto com Grig, encarar uma tropa do império Ko-Dan, liderados por Xur (Norman Snow).
“O Último Guerreiro das Estrelas” é um daqueles filmes que se for revisitado, as pessoas, nos dias de hoje, encontraram vários defeitos de CGI e efeitos especiais, mas foi um dos grandes pioneiros em meados da década de 1980.
Junto com “Tron: Uma Odisseia Eletrônica”, de 1982, “O Último Guerreiro das Estrelas” trouxe elementos para o cinema nunca vistos antes, pois, para levar o telespectador ao espaço – ao contrário de dos filmes de “Star Wars” e “Star Trek” –, usou tecnologia de computação gráfica para gerar as naves, bases espaciais, planetas e luas que aparecem no filme. Revolucionou!
A história, até os dias de hoje, é interessante, pois é um jovem, no meio do nada, jogando um arcade e se tornando um defensor espacial, lutando contra frotas de naves estelares. “O Último Guerreiro das Estrelas” nutriu a mente de vários jovens na época.
A Atari foi uma das produtoras do filme, então um jogo com base no filme chegou logo aos consoles caseiros e aos fliperamas. Logo também chegou aos quadrinhos em uma adaptação de quatro partes na Marvel Comics, sendo escrito por Bill Mantlo e desenhado por Tony Salmons
Em abril de 2018, o roteirista Gary Whitta (Rogue One: Uma História de Star Wars) lançou em seu Twitter imagens conceituais de naves e cenas que levariam a crer que ele e Jonathan Betuel (roteirista do filme original e detentor de parte dos direitos sobre o filme de 1984) estariam planejando refazer esse clássico.
Ele escreveu: “Ok, provavelmente não deveria mostrar isso tão cedo, mas aqui está uma pequena coisa que eu tenho mexido com meu co-roteirista Jonathan Betuel. Você pode reconhecer as naves. Graças ao incrível Matt Allsopp (artista conceitual de ROGUE ONE), que criou essas incríveis imagens para nós”.
Revisitar esse filme maravilhoso e memorável seria uma boa pedida nessa nova onda de ficção científica em filmes 3D. Seria ótimo viajar novamente com Alex e encarar o império Ko-Dan, com efeitos especiais mais modernos, mas a nostalgia de ver “O Último Guerreiro das Estrelas”, com todos os seus “defeitos” especiais, torna a aventura ainda mais relevante, SEMPRE!


sexta-feira, 3 de maio de 2019

Batman 80 Anos - Cinema

São 74 anos de cinema. Desde a primeira cinesserie de 1943 até a aparição em Liga da Justiça de 2017, o Batman foi uma presença em 12 adaptações para Cinema. Duas Cinesséries. Filme em 1966, baseado na série televisiva. Quadrilogia iniciada em 1989, no seu aniversário de 50 anos. Nolaverso. Nova versão para o DCEU. O Batman tem muito a comemorar nesse vídeo de quase duas horas. Divirtam-se!

OBS.:  O vídeo ficou tão grande, pois ele possui trailers das cinesséries e filmes do Batman (em inglês).

quinta-feira, 25 de abril de 2019

RESENHA CINEMA: Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019)


VINGADORES: ULTIMATO (Avengers: Endgame, 2019)

Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlet Johansson, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Josh Brolin, Bradley Cooper.

50% da população do universo pereceu quando Thanos (Josh Brolin) estalou os dedos. Entre esses estão vários heróis da Terra que perderam a vida, virando pó. Então, o Capitão América (Chris Evans) decide juntar os sobreviventes para ir atrás de Thanos, na intenção de tomar a Manopla do Infinito e trazer de volta todos aqueles que pereceram. Para isso, ele conta com a ajuda de Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner (Mark Ruffalo), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlet Johansson), Nébula (Karen Gillan), Rocket (Bradley Cooper e a Capitã Marvel (Brie Larson). A recuperação da Manopla e das Joias do Infinito é essencial e somente com ela que eles conseguiram o que desejam.
Sinceramente, esse é o essencial para você saber sobre “Vingadores: Ultimato”, pois foi o que nós vimos na maioria dos trailers, teaser e spots de TV.
Simplesmente me senti honrado de ver o final dessa minissérie em duas partes, iniciada em 2018. O primeiro foi uma análise simples de se fazer, pois era somente a primeira parte. Agora, fazer uma análise dessa conclusão se torna bem complexo.
Sim, complexo. Não se pode falar muito do filme sem abrir mão de terminar dando dicas do que ocorre no desenrolar desse enredo escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely, e dirigido pelos gêmeos Anthony e Joe Russo. Eles conseguem honrar todos os 10 anos do Universo Cinematográfico Marvel – na verdade, agora são 11 –, todos os 22 filmes, desenvolvidos desde 2008, quando a Marvel Studios confiou no roteiro de Mark Fergus, Hawk Otsby, Art Marcum e Matt Holloway, e na direção de Jon Favreau para o filme “Homem-de-Ferro”, estrelado por Robert Downey Jr., que conseguiu se imortalizar no papel. Daí por diante, entre altos e baixos, a Marvel Studios foi criando um universo que todos simplesmente ou amam ou odeiam ou aceitam ou... sei lá! É um verdadeiro fenômeno!
Como muitos vem dizendo – sim, existem planos para futuros filmes, como Os Eternos, que terá Angelina Jolie entre os personagens – não é o fim do UCM, mas é um filme digno.
Estou com muitas dificuldades para escrever essa resenha, pois quero que todos assistam e curtam esse filme como eu curti. Se emocionem como eu me emocionei. Volto a dizer: Foi uma honra testemunhar o crescimento desse Universo Cinematográfico Marvel e chegar nesse ápice com eles. Agora, o céu é o limite, ou melhor, a Eternidade pertence ao Universo Cinematográfico Marvel.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

"O Entendiante Trabalho de Morte Crens" no Catarse

Gustavo Borges é um jovem artista talentoso que vem desenvolvendo um trabalho melhor que o outro, seguidamente. Mas seus primórdios estão nas tirinhas do blog "A Entediante Vida de Morte Crens". As histórias narram a vida da Morte - conhecida aqui como Morte Crens - e como sua vida pode ser tediosa. As tirinhas sempre trazem um humor peculiar, além de ter mensagens embutidas sobre a vida.
Gustavo estendeu sua criação no momento em que apresentou a família de morte Crens em "A Entediante Família de morte Crens", que ele lançou sem apoio, de forma totalmente autônoma, e foi um grande sucesso.
Agora Gustavo Borges retorna novamente com Morte Crens - desta vez contando com apoio coletivo no Catarse - em "O Entediante Trabalho de Morte Crens". Nas suas palavras: " Já passou metade do período de duração da arrecadação, várias metas estendidas foram atingidas e estamos buscando ir além, sempre realizando coisas maiores". Sendo assim, fiquem com o release e não esqueçam de apoiar esse que, com certeza, é mais um maravilhoso trabalho desse ótimo artista.

PRESS RELEASE DE "O ENTEDIANTE TRABALHO DE MORTE CRENS"


Depois de dois sucessos no Catarse com Escolhas e Pétalas a campanha da oitava história em quadrinhos de Gustavo Borges já começou e está fazendo barulho! Trata-se do terceiro livro da linha “Morte Crens”: O Entediante Trabalho de Morte Crens. Em um mês de campanha com mais de 300 apoiadores, levantando um arrecadamento de mais de 20.000 reais a campanha cresce diariamente. Nas primeiras 48 horas a primeira meta de 8.000 reais já estava alcançada e com o passar do tempo as metas de 10.000, 15.000 e 20.000 reais foram alcançadas, cada uma trazendo benefícios extras tanto na produção do livro como nos brindes promocionais e exclusivos a custo zero para quem já apoiou.
META ATUAL R$ 25.000 – Envio de 100 exemplares para escolas publicas.

DOANDO LIVROS PARA ESCOLAS ATRÁVEZ DO FINANCIAMENTO COLETIVO
“A maioria faz a força”, esse é o princípio do Catarse, com isso em mente foi planejado a nova meta estendida: Levar os livros para escolas públicas do Brasil.
SOBRE MORTE CRENS
Tudo começou com tirinhas na internet em 2011, e ganhou maior destaque em 2013 com sua primeira coletânea impressa: A Entediante Vida de Morte Crens. Depois, em 2016, A Entediante Família de Morte Crens trouxe a novidade de uma história fechada, completa e exclusiva de 26 páginas, além da tradicional coletânea do material publicado. Ambos álbuns foram publicados de forma independente. Em 2017 Morte Crens chegou à Portugal pela editora Bicho Carpinteiro. Na internet, o personagem continua pelo Instagram @mortecrens, com tiras novas, republicações, interações e compartilhamento de artes feitas por fãs.
O TERCEIRO LIVRO DA SÉRIE:
Trazendo uma coletânea de tirinhas e uma nova história fechada de 26 páginas exclusiva, seguindo a tradição que começou no álbum Família, teremos mais foco em personagens como Vida e assuntos relacionados ao emprego de Crens.
Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, já que são independentes e não há real necessidade um do outro para serem compreendidos.
ALGUMAS RECOMPENSAS QUE PODEM SER ADQUIRIDAS NO CATARSE
Ao apoiar projeto, o apoiador encontra uma diversa opção de valores e pacotes que contam com recompensas variadas para os apoiadores. Atraves do projeto o leitor pode adquirir os dois primeiros livros, uma camiseta exclusiva (produzida em parceria com As Baratas LINK: (www.asbaratas.com.br) e uma figura colecionável (produzida em parceria com MattosBox Studio LINK: @mattosbox_studio)

SOBRE O AUTOR
Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de design gráfico. Conhecido por: Pétalas (atualmente esgotado), Edgar (atualmente esgotado), Cebolinha - Recuperação (disponível) , Até o Fim (atualmente esgotado) e Escolhas (disponível).
Gustavo não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias. (Instagram e facebook)
BIOGRAFIA COMPLETA

Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de designgráfico. Começou produzindo uma série de tiras para internet: A Entediante Vida de Morte Crens, que resultou na sua estreia
no mercado editorial, em 2013, com um álbum independente compilando esse material.
No ano seguinte, em parceria com Giovane Mello, lançou Edgar, que ganhou o Troféu HQ Mix de melhor publicação independente.
Seu trabalho seguinte foi Pétalas, com cores de Cris Peter, cujo projeto atingiu mais de 1000% da meta de sua campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.
Mais tarde, o álbum foi lançado pelas editoras Tambor e Marsupial, em bancas e livrarias, respectivamente.
No ano de 2016, lançou – de forma independente – o segundo volume de A Entediante Vida de Morte Crens e participou do livro Memórias do Mauricio (Panini), em comemoração aos 80 anos dopai da Turma da Mônica, com a história Você já comeu içá?
Em 2017, desenhou Escolhas (escrito por Felipe Cagno e com cores de Cris Peter) e Até o fim (com roteiro de Eric Peleias e cores de Michel Ramalho). Ambos saíram pelo selo Geektopia, da Novo Século. Além disso, estreou no mercado americano, na coletânea The Amazing World of Gumball 2017 – Grab Bag Special, da Boom Studios.
Mesmo com uma carreira ainda curta, já foi publicado no exterior. Pétalas saiu na França, Polônia, Estados Unidos e Portugal – onde também foi lançado o primeiro volume de A Entediante Vida de Morte Crens.
Em 2018 lançou, a convite da Mauricio de Sousa Produções dentro do selo editorial Graphic MSP, uma graphic novel reinterpretando o personagem Cebolinha em sua visão. Cebolinha – Recuperação foi publicado pela Panini.
Presença constante em eventos em todo o Brasil, palestrando e autografando seus materiais, Gustavo Borges ainda colabora com o Dínamo Estúdio, escola de quadrinhos de Porto Alegre, ministrando cursos e workshops de curta duração.
Após Cebolinha – Recuperação, o seu próximo projeto será Meia dúzia de sapos.
Gustavo Borges não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias.
CONTATO:

quinta-feira, 4 de abril de 2019

RESENHA CINEMA: SHAZAM! (2019)

SHAZAM! (2019)

Direção: David F. Sandberg
Roteiro: Henry Gayden, Darren Lemke
Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou, Grace Fulton, Marta Milans, Cooper Andrews, Faithe Herman, Ian Chen, Jovan Armand

Billy Batson (Asher Angel) é um jovem que perdeu os pais muito jovem e vive trocando de lares, pois busca, incessantemente, por sua mãe. Ele termina indo parar no lar de Rosa Vasquez (Marta Milans) e Victor Vasquez (Cooper Andrews), um casal que dá abrigo a outros como Billy. Lá ele conhece Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), um jovem com problemas de locomoção. Quando ajuda Freddy contra valentões, ele termina indo parar na Pedra da Eternidade, onde conhece o Mago (Djimon Hounsou). Lá, deve pronunciar o nome do Mago para adquirir os poderes contidos no nome. Dessa forma, ao pronunciar SHAZAM (Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles, Mercúrio), ele se torna o Homem Mais Poderoso da Terra. Mas, enquanto tenta descobrir suas habilidades, Shazam (Zachary Levi) precisará enfrentar o mal que será desencadeado pelo Dr. Silvana (Mark Strong). Ele deverá descobrir toda a força por detrás desse nome para poder vencê-lo.
Shazam, até 2011, era conhecido por todos como Capitão Marvel. Mas devido a conflitos de interesse – a Marvel Comics adquiriu os direitos ao nome e usou para a criação de um personagem em 1967, pois a DC deixara o personagem em stand by durante anos, depois de adquirir seus direitos – a DC Comics preferiu somente usar o nome do Mago.
Shazam surgiu nos quadrinhos em 1940 e foi um tremendo sucesso, pois era uma criança que adquiria superpoderes ao pronunciar uma palavra mágica. Ele logo superou o sucesso de Superman e, por isso, a National Periodicals (atual DC Comics) lançou um processo contra a Fawcett Comics e venceu, impossibilitando a publicação do personagem. A Fawcett terminou fechando e a National adquiriu os direitos do personagem, criado por Bill Parker e C.C. Beck. Em 1995, ele teve sua história recontada nos quadrinhos, mudando poucos aspectos de sua origem. Mas em 2011, na reformulação da DC Comics intitulada Os Novos 52, foi feita uma mudança radical. E, praticamente, foi essa a usada para o filme em cartaz.
Como os pais de Billy não possuem uma história passada em Os Novos 52 – eles somente aparecem em uma foto em Justice League 8 (06/2012) – os roteiristas Henry Gayden e Darren Lemke decidem criar a sua própria, ao invés de usar a criada por Jerry Ordway na graphic novel The Power of Shazam! (03/1994) – os pais de Billy eram arqueólogos e terminam mortos por Theo Adam, que desejava os poderes de seu antepassado, Teth-Adam, guardados pelo Mago Shazam dentro de um escaravelho, se tornando o Adão Negro. Tá, talvez o uso dessa origem de Ordway causasse uma dicotomia na história, pois na versão de Ordway – e na original, surgida em Captain Marvel Adventures 18 (12/1942) – Mary Bromfield era irmã de Billy, desaparecida. Na nova versão – tanto do filme quando de Os Novos 52 – Billy é filho único.
Sei que isso são meros detalhes, mas quem conhece sente a diferença. Mas quem não conhece, não se importa e se diverte com o filme.
Desde que estreou o primeiro trailer, venho dizendo para todos “é um Quero Ser Grande[1] com superpoderes”, com leves diferenças, pois Billy – diferente do personagem Josh (que Tom Hanks divide com David Moscow) – não deseja ser adulto, mas se torna para ser Shazam. A ideia é quando ele se torna adulto, age como se fosse uma criança grande – daí vem minha comparação. Daí está a diversão do filme, que é válida na maioria das partes do filme. Zachary Levi tem a sutileza de dar leveza ao personagem quando se torna Shazam, mesmo que em determinados momentos pareça existir um desequilibro nisso, pois o ator Asher Angel parece mais adulto que ele. Enquanto Billy está preocupado em encontrar seus pais, Shazam está mais afim de se divertir. Talvez seja por sua falta de experiência com os poderes, que vai descobrindo com o passar do filme, mas existe uma diferença enorme entre os dois nesse aspecto.
Com tudo que estou escrevendo, parece que odiei o filme, mas é ao contrário, pois me diverti bastante com “Shazam!”. Era o que eu esperava que fosse, sem me decepcionar. A ação é bem equilibrada com o enredo do filme. Os efeitos especiais são bem realizados e funcionam muito bem em todo o decorrer do filme. O personagem de Mark Strong é um vilão perfeito para encarar o heroísmo de Shazam – bem que gostaria de que tivessem explorado mais seu personagem em Lanterna Verde, mas não souberam fazê-lo – (não vou dar mais detalhes porque não desejo spoilers).
“Shazam!” é uma diversão garantida, com os easter-eggs já conhecidos – alguns apareceram em trailers – e outros inesperados, e muitas, muitas surpresas que deixaram os fãs – principalmente da atual fase do herói nos quadrinhos – e aqueles que desejam uma boa diversão de super-herói, maravilhados.



[1] Filme de 1988 estrelado por Tom Hanks.

domingo, 17 de março de 2019

RESENHA HQ: Astro City: Vidas Privadas (Astro City: Private Lives)

ASTRO CITY: VIDAS PRIVADAS (Astro City: Private Lives)

Roteiro: Kurt Busiek
Arte: Brent Anderson
Editora: Vertigo Comics (BR: DC Comics)
Ano: 2015 (BR: 2019)
Pág.: 180

Como é o dia da auxiliar da Iniciada de Prata? É possível deixar de ser o “Lobo Mau”? Como encarar algo que não se pode vencer? Como viver entre as maiores ameaças da Terra? Como honrar um legado?
Astro City: Vidas Privadas vêm com essas propostas em seu interior. Kurt Busiek, Brent Anderson e Alex Ross nos trazem mais cinco histórias fascinantes com personagens em seu cotidiano.
Na primeira parte deste volume 11 da série, conhecemos a Iniciada de Prata, uma maga suprema bem diferente. Ela não é arrogante, ela não é cínica, pelo contrário, ela curte essa vida entre o mundo místico e físico, tendo como uma auxiliar a pessoa em quem ela mais pode confiar, Raitha, sua auxiliar. Sem Raitha, a Iniciada de Prata estaria totalmente perdida em sua agenda conturbada e cheia de compromissos. O dia-a-dia de Raitha poderia ser fácil, mas com a mudança para Astro City, as coisas ficam bem mais complexas. Ela tem de resolver as mudanças na agenda da Iniciada de Prata, questões de conflitos entre povos místicos e receber correspondência. A história é gratificantemente divertida, pois percebe-se que, às vezes, quem está por trás dos grandes magos, são os verdadeiros heróis.
Na segunda história, vemos o ladrão almofadinha Edward “Ned” James Carroway, cuja vida foi dedicada aos assaltos fantasiados. Entre os ladrões, ele é o conhecido almofadinha por gostar de ter estilo nas ações. Começou como um lobo solitário, conhecido como Ladrão de Casaca, mas depois de ser preso pela primeira vez, decidiu dedicar-se a trabalhos em grupo. Sua vida tem como principal herói o Lobo Mau, da história “Chapeuzinho Vermelho”. É nele que Ned se retrata para agir sempre que está na ação vilanesca dos assaltos.
Na terceira história conhecemos o Mestre Dançarino, um ser místico que chega a Astro City causando uma grande onde de... Amor! Ele termina fazendo com que um dos grandes vilões da cidade, Câo de Caça, que tem como seu perseguidor o Caixa de Surpresas. A influência do Mestre Dançarino somente pode ser encerrada por outro grande ser místico, o Enforcado. Mas será que a influência desse ser místico, após o encerramento de sua passagem, causou mais mal ou bem em Astro City?
Na quarta história, conhecemos Ellie. Uma senhora que cuida de um bizarro museu de robôs vilões. Mas sua vida muda totalmente quando um sobrinho a visita, fazendo que o passado de Ellie retorne de forma drástica. Ellie termina presa e precisa agir para mostrar a todos que nem ela e nem seus amigos são culpados de qualquer coisa que venham a acusá-los.
Na quinta história, fechando esse volume, conhecemos um pouco dos conflitos entre Simon Diz e o Estrela Brilhante. Simon é um jovem brilhante que, aos quinze anos, decide se tornar o maior vilão de sua cidade. Mas ele precisa enfrentar o emblemático Estrela Brilhante, um jovem heróis altruísta capaz de fazer qualquer coisa para que Simon reconheça seus erros e coloque suas ações a favor da humanidade. Mas Simon possui mais segredos do que ele próprio gostaria de acreditar.
Eu sempre paro todas as minhas leituras para apreciar esse trabalho maravilhoso de Busiek, Anderson e Ross. A forma como Busiek retrata o cotidiano de casa personagem, é simplesmente fascinante e gratificante. Como sempre, o heroísmo está lá, mas o ponto central das histórias não são esses atos heroicos ou vilanescos, mas a vida pessoal desses personagens. Busiek fala sobre amizade, companheirismo, amor, sem limites e sem preconceitos. Sem contar que ele cria um dos primeiros personagens transgêneros dos quadrinhos, pois antes desse eu não conhecia outo (se quiser saber, leia a obra).
Obra! Sim, Astro City é uma grande obra prima dos quadrinhos, composta das mais brilhantes histórias já escritas. A cada história que leio, descubro que o interessante não são as lutas entre o bem e o mal, mas sim o cotidiano desses heróis, vilões e as pessoas de Astro City.

domingo, 10 de março de 2019

Batman 80 Anos - Quadrinhos

Neste ano de 2019 Batman está completando 80 anos e sua história e extensa e com várias nuances. Nestes primeiros vídeos, falo sobre sua carreira nos quadrinhos, desde sua criação, passando pelas mudanças em Batman: Ano Um, A Queda do Morcego, Terra de Ninguém, Os Novos 52 e DC Renascimento.


quinta-feira, 7 de março de 2019

RESENHA CINEMA: Capitã Marvel (Captain Marvel, 2019)


CAPITÃ MARVEL (Captain Marvel, 2019)

Direção: Anna Boden e Ryan Fleck
Roteiro: Anna Boden, Ryan Fleck, Geneva Robertson-Dworet, Nicole Perlman, Meg LeFauve
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening, Lashana Lynch, Clark Gregg, Djimon Hounsou, Lee Pace, Akira Akbar, Gemma Chan, Algenis Perez Soto, Rune Temte

Vers (Brie Larson) é uma guerreira kree que parte em uma missão com a Starforce, liderada por seu comandante (Jude Law), na intenção de deter os skrulls. Ela termina seguindo-os e chegando à Terra, onde conhece o agente Nicholas Fury (Samuel L. Jackson) e os dois assumem uma parceria para deter os skrulls e descobrir mais do passado de Vers, pois ela têm pequenos flashes de lembranças de uma vida passada na Terra.
“Capitã Marvel” estreou hoje nos cinemas brasileiros, mas estreia amanhã (08/03/2019), Dia Internacional das Mulheres, nos Estados Unidos. Só que o filme é mais um filme de super-herói.
Tá, vamos lá. O filme é estrelado por uma super-heroína da Marvel que teve várias fases nos quadrinhos: Miss Marvel, Binária, Warbird e Capitã Marvel... não, não vou fazer comparações com os quadrinhos, pois o Universo Cinematográfico Marvel é uma coisa totalmente diferente. Não chega nem a ser um resumo da história de Carol nos quadrinhos, é um verdadeiro pulo de fases.
A personagem ganha os poderes em um evento bem diferente dos quadrinhos – não, não falarei por causa dos spoilers -, bem como a forma de como recebe seu uniforme vermelho, azul e dourado. Percebe-se que ela é muito mais poderosa do que se pode imaginar, pois durante todo o tempo seu poder é contido. A atuação de Brie Larson é muito boa, ela se sai muito bem atuando no filme e nos dando uma Carol Danvers/Vers/Capitã Marvel convincente. Mas é isso!
Ok, é importante, pois o filme tem uma super-heroína estrelando, mas não busca em nenhum momento mostrar o quão relevante ela é. “Ah, mas ela tem superpoderes! Ela não depende de ninguém!”, sim, é verdade. Ela é uma guerreira fora de série, as cenas de lutas são as mais convincentes desde “Capitão América: Soldado Invernal”, mas é isso. É uma filme onde uma super-heroína estreia, nada demais.
Você se diverte com o filme, dá umas risadas bem colocadas – não estão deslocadas no roteiro –, consegue ficar feliz com as cenas de ação, fica ainda mais feliz com a homenagem feita a Stan Lee – ele está no filme –, mas não espere um filme levantando a bandeira do empoderamento feminino, pois não é esse o objetivo da Marvel Studios. Percebe-se que, mesmo que tenha quatro mulheres que cuidaram da história, uma delas co-direciona o filme, é a história de apresentação de uma super-heroína que terá uma grande importância – aparentemente – no filme “Os Vingadores: Ultimato” que estreia em 25 de abril de 2019, nos cinemas.
“Capitã Marvel” é diversão garantida para quem deseja ver um filme de super-heroína, e só.